Permalink Responder até Danny Liberato em 10 junho 2012 at 21:19
De qual momento? Poucos trabalhos vão abranger toda a história brasileira, mesmo que ela não seja muito extensa... Então, a inumeros estudos sobre o Barroco brasileiro (principalmente do Aleijadinho); sobre o seculo XIX, a missão francesa e academia de artes ( para isto Jorge Coli é otimo) e seculo XX, modernismo brasileiro, manifestos e vanguardas. Nada que seja muito especifico sobre iconografica, mas que falam desses momentos como se pode "identificar" essa arte. Ronaldo Brito e Rodrigo Naves (Principalmente o livro "A Forma Dificil", que seria o mais proximo do que está sendo colocado aqui) são otimas leituras para estes periodos.
Permalink Responder até Bruno Leal em 13 junho 2012 at 10:40
E verdade, Danny. Eu deveria ter especificado melhor minha pergunta.
Mas na verdade, quis me referir a bons trabalhos na área de iconografia (trabalhos mais teóricos), que seja referências, não importa o tema ou período. Eu não sou da área, mas gosto bastante também do Jorge Coli.
É possível incluir estudos de cinema dentro deste escopo?
Permalink Responder até Danny Liberato em 13 junho 2012 at 20:01
Bom, Bruno, em um contexto geral a produção artística brasileira foi muito tardia e de inicio atendia a funções muito específicas. O que é iconografia? Existe uma grande diferença, segundo o estudioso Panofsky, entre iconografia e iconologia. Segundo Panofsky, iconografia é o estudo do tema e iconologia é o estudo do significado. Na pratica, iconografia é a própria descrição da imagem, os elementos que uma imagem deve possuir para representar algum momento especifico. Quanto as análises desses elementos ficam a cargo da iconologia... O problema, no caso da arte brasileira, como esta se procedeu de forma tardia, os elementos iconográficos que compõe as representações religiosas tendem a repetir aquilo que já era produzido. Até o século XIX, os artistas se baseavam em estudos da obra européia. Por esse motivo, a iconografia que se vê nas obras brasileiras até pelo menos o século XIX não é assim tão brasileira... só em fins do século XIX e XX começou esta preocupação mais modernista brasileira em produzir algo com a "cara do Brasil" (abro ressalvo aqui para o movimento antropofágico do modernismo brasileiro). Daí em diante, identificar a produção brasileira se tornou um pouco menos problemático... Entende o que eu quero dizer? Talvez o que você procura, especialmente quando fala em cinema, não é de fato um estudo iconográfico, mas uma análise das obras brasileiras: cor, espaço, técnica... como esses elementos "estrangeiros" vão ser "adaptados" a realidade brasileira.
É mais ou menos isso... Eu não sou exatamente especialista em cinema, mas existem sim alguns estudos a respeito. Estou pesquisando e retorno aqui com comentários mais precisos.
Permalink Responder até Bruno Leal em 30 setembro 2012 at 12:10
Valeu, Danny! Ótima contribuição!
Permalink Responder até Danny Liberato em 30 setembro 2012 at 15:14
OI, Bruno! Obrigado, como sempre vc muito gentil... Quanto ao cinema, como eu lhe disse antes, não é minha especialidade e até hj eu não consegui uma bibliografia tão qual vc queria... Desculpe...
Permalink Responder até cesar augusto em 6 março 2013 at 19:52
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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