História Social do Rock and Roll

Informação

História Social do Rock and Roll

Este grupo destina-se a pesquisa sobre o mais importante fenômeno cultural do sec. XX, suas, transformações consequencias e desdobramentos ao longo das ultimas cinco décadas.

Site: http://historiasocialdorockandroll
Membros: 589
Última atividade: 13 Maio

ROCK AND ROLL, UMA HISTÓRIA SOCIAL de Paul Friedlander, é definitivamente uma referência impar para os interessados na história e significado cultural do Rock no século XX e, de muitas formas, enquanto fenômeno sociológico e comportamental ainda contemporâneo. Professor da Universidade de Oregon de História do Rock e membro da Associação Internacional para o estudo da musica popular, o autor nos oferece um quadro realmente completo da evolução e impacto sócio cultural desta significativa vertente da musica popular contemporânea mediante uma cuidadosa analise de seus diversos estilos e variações simbólicas/identidárias.
Cabe frisar que Friedlander adota como referência o conceito de pop rock no estudo do tema. Opção terminológica que justifica da seguinte maneira:

“ Cada livro sobre rock vem com sua própria definição do termo. Alguns autores utilizam “rock and roll” para denotar a musica dos anos 50 e “rock” para representar todos os estilos subseqüentes. Nós utilizamos uma abordagem ligeiramente diferente. A musica compreendida neste livro é o “pop/rock”. Isto reflete uma natureza dupla: raízes musicais e líricas derivadas da era clássica do rock (rock) e seu status como uma mercadoria produzida sobre pressão para se ajustar a industria do disco (pop).
Os numerosos estilos criados durante os primeiros trinta anos do pop/rock receberam nomes específicos segundo suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a relação com o meio político e cultural que os circundavam. Assim, a musica de Chuck Berry, Elvis e outros artistas dos primórdios denomina-se de “rock clássico”, enquanto seus descendentes da Bay Área do final dos anos 60 são chamados de artistas de rock de “San Francisco”.

(Paul Friedlander. Rock and Roll: Uma História Social. Tradução de A. Costa. 4º ed, RJ: Record, 2006, p.12)

Um aspecto interessante de sua pesquisa é a proposta de uma experiência mais profunda deste gênero musical a partir de um método que, indo além da vivência direta e espontaria do ouvinte/ consumidor conduz a uma perspectiva analítica e a um nível diferente de audição. Nas palavras do autor:

“... Outro tratamento que se pode dar a esta musica é seguir uma abordagem conhecida como “analítica”. Para isto é necessário ouvir uma peça musical com o objetivo de coletar uma grande gama de informações sobre ela. O ouvinte, então, passa a ter condições de realizar julgamentos próprios sobre a natureza da musica, sua qualidade em relação a outras musicas e seu contexto social. Usando o exemplo anterior, o ouvinte pode imaginar por que esta versão de Respect é tão poderosa, escutando para ver quais instrumentos estão sendo tocados e que marcações são enfatizadas. Ele também pode refletir sobre a experiência gospel de Aretha para explicar a potência da sua voz. E pode pesquisar a história pessoal da artista ou seu atual estilo de vida para descobrir um fato-como um marido desrespeitoso- que explique a urgente necessidade de respeito que o artista pode estar sentindo.
Descobrir, organizar e raciocinar sobre o significado de uma extensa gama de informações relevantes enriquece nosso entendimento da obra musical.”

(Paul Friedlander. Rock and Roll: Uma História Social. Tradução de A. Costa. 4º ed, RJ: Record, 2006, p.13)

Tudo isso nos conduz aquilo que o autor chama de “janela do Rock”, em outras palavras, um modo de entender musica a partir da perspectiva analítica aqui sumariamente apresentada.
Em linhas gerais, portanto, o “usuário de rock” encontra nesta singular obra sugestões úteis para um aprofundamento de sua experiência sonora/existencial. Isto é, transcendendo o nível direto e emocional orientado pela mera intuição, o ouvinte e “participante” da magia do rock pode construir uma compreensão maior de suas opções mediante a reunião de um numero significativo de informações sobre uma determinada banda ou cantor a ponto de melhor avaliar sua simpatia e envolvimento pessoal com determinado estilo ou banda.
Se o rock and roll é mais do que um gênero musical e uma industria, se constitui um verdadeiro ethos social, a pesquisa de Friedlander certamente muito nos acrescenta a compreensão de sua contemporaneidade, significado cultural e vivências anônimas.

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de História Social do Rock and Roll para adicionar comentários!

Comentário de carlos pereira jr em 9 fevereiro 2011 às 8:22

Primeiro show dos Beatles completa 50 anos e fãs vão comemorar em Liverpool

"Londres - Os fãs dos Beatles vão se reunir na quarta-feira (9) em Liverpool, a 350 quilômetros de Londres, para comemorar o 50º aniversário do primeiro show da banda, realizado em 9 de fevereiro de 1961 no Cavern Club.
John, Paul, George e Ringo se apresentaram pela primeira vez no Cavern Club de Liverpool, em um show marcado para o meio-dia que seria o primeiro de quase 300 que fariam ali ao longo de dois anos.

Em agosto de 1963, quando os Fab Four já eram mundialmente conhecidos, o grupo fez sua última apresentação neste endereço que seria demolido na década de 1970 para construir um centro comercial.

Existe uma réplica a poucos metros do lugar original do clube, em Mathew Street, onde os fãs da banda se reunirão nesta quarta-feira para celebrar a data. Uma série de eventos organizados pela Cavern City Tours, os donos da réplica do clube, acompanharão o aniversário da banda.
A Prefeitura de Liverpool planeja cobrir a Mathew Street, em homenagem à canção "Lucy in The Sky with Diamonds". Também vão reformar a estátua de John Lennon e a escultura que representa o grupo, obra de Arthur Dooley. "

Fonte: http://musica.uol.com.br/ultnot/efe/2011/02/08/fas-dos-beatles-come...

Comentário de raniel morais lima em 27 janeiro 2011 às 18:54
tem muitto maluccoo nesse negocio que doido...........
Comentário de raniel morais lima em 27 janeiro 2011 às 18:53
gosto muito de rock   de historia pena nao ter muitas pessoas que compartilher do mesmo gosto pois seria bem mais facil se relacionar com gente culta.
Comentário de caroline de souza rodrigues em 10 novembro 2010 às 0:39
Me interessei e fiquei, bjs p todos
Comentário de carlos pereira jr em 22 outubro 2010 às 18:30
OLA WALLAS, SEJA BEM VINDO A COMUNIDADE E FIQUE INTEIRAMENTE A VONTADE POR AQUI PARA COLOCAR SUAS IDEIAS SOBRE O TEMA. UM ABRAÇO.
Comentário de Wallas em 18 outubro 2010 às 11:44
Olá pessoal sou novo aqui na comunidade!
Comentário de carlos pereira jr em 9 outubro 2010 às 15:18
O 70º aniversário do nascimento de John Lennon, no sábado, será lembrado em todo o mundo com memoriais, música e muito merchandising.

Yoko Ono, viúva de Lennon e guardiã de seu legado comercial e musical, vai liderar as homenagens a partir da Islândia, onde vai acender a Torre de Paz Imagine, em memória de Lennon, e tocar com Sean, o filho do casal.

Em Liverpool, a cidade onde Lennon nasceu, a primeira mulher do músico, Cynthia, e o filho dela e Lennon, Julian, devem inaugurar um monumento dedicado ao artista, financiado pela Iniciativa Global de Paz, que envolve artistas jovens.

Nowhere Boy, filme sobre os primeiros anos de Lennon, antes de ele fazer fama e fortuna com os Beatles, chegará aos cinemas nos EUA na sexta-feira, e no sábado o documentário LennonNYC será exibido em Nova York, onde o ex-Beatle foi assassinado em 8 de dezembro de 1980.

O trigésimo aniversário de sua morte, aos 40 anos, deve lançar uma nova onda de Lennonmania, em dezembro.

"É um fenômeno de certo modo estranho, mas real: os Beatles provavelmente são mais populares hoje do que jamais foram", disse Jerry Goldman, diretor administrativo do Museu Beatles Story, em Liverpool, que vai guardar o novo monumento de US$ 350 mil.

"Lennon é o maior ícone dos Beatles. Mas suas atividades com Yoko em prol da paz talvez não contem tanto quanto a música", acrescentou ele.

"Imagine é um hino mundial, assim como o é Give Peace a Chance. Sempre que pessoas se reúnem para protestar, você provavelmente as ouvirá cantando uma canção de Lennon. Mais que qualquer outra coisa, é a música, e ninguém chegou perto de Lennon nos últimos anos."

Poucos contestariam a influência musical de Lennon.

Como metade do duo principal de composição dos Beatles, ao lado de Paul McCartney, Lennon foi responsável por boa parte do catálogo da banda, incluindo sucessos fundamentais como She Loves You, I Want to Hold Your Hand e A Hard Day's Night.

Como artista solo depois que a banda se desfez, em 1970, Lennon criou canções como Imagine e tornou-se símbolo da oposição à Guerra do Vietnã.

Seu legado também representa grandes negócios. Críticos acusam Yoko Ono e outros de lucrar com sua memória e trair os ideais de um homem que cantou "imagine posses nenhumas".

Ono vem organizando o lançamento de um catálogo digitalmente remasterizado das obras de Lennon, incluindo oito álbuns de estúdio e vários títulos recém-compilados, pelo selo EMI Music.

A Montblanc produziu uma caneta relacionada a Lennon, enfeitada com safiras e diamantes e que está sendo vendida em lojas de luxo por nada menos de US$ 27 mil.

Ono defende sua decisão de autorizar o uso do nome de Lennon para promover produtos, dizendo que essa é a maneira mais eficaz de manter seu nome e música vivos na consciência pública.

E, em resposta a queixas feitas na Grã-Bretanha este ano, quando imagens de arquivo do cantor foram usadas em um anúncio de carro, seu filho Sean disse no Twitter: "Tendo acabado de ver o anúncio, percebo por que as pessoas estão furiosas. Mas a intenção não foi financeira, apenas querer manter Lennon vivo no mundo."
fonte do comentário aqui postado:
http://diversao.terra.com.br/tv/noticias/0,,OI4720823-EI12993,00.html
Comentário de carlos pereira jr em 4 outubro 2010 às 21:08
Comentário de carlos pereira jr em 4 outubro 2010 às 21:07
40 anos sem Janis Joplin

40 anos sem Janis Joplin

Divulgação

"Hoje faz exatamente 40 anos que a música perdeu Janis Joplin"

Hoje faz exatamente 40 anos que a música perdeu Janis Joplin, uma das melhores cantoras de blues branca da história do rock. No dia 4 de outubro de 1970 ela foi encontrada morta sozinha num quarto de hotel de Hollywood pelo companheiro da recém formada banda Full-Tilt Boogie, o músico John Cooke.

A cantora, de 27 anos de idade, estava deitada de bruços, entre o criado-mudo e a cama. Tinha o braço esquerdo marcado por uma série de picadas de agulha, por onde tinha injetado uma quantidade fatal de heroína, e o nariz quebrado, por uma provável queda. Ao seu lado, uma garrafa de uísque.

Veja também:

Arquivo: Morreu Janis Joplin

Janis Lyn Joplin nasceu em Port Arthur, Texas, no dia 19 de janeiro de 1943. Teve uma infância dura, embora fosse filha de um proprietário de uma refinaria de petróleo. Tratada com repulsa na universidade, era chamada pelos seus colegas de 'o homem mais feio do campus'. Largou a escola, tentou ser pintora e se meteu com os negros. Seu melhor amigo, um negro chamado Tio Tom, foi morto a pancadas pelos brancos em Port Arthur.

Seu caminho foi traçado pelo blues. Conheceu e apaixonou-se por um músico, Bruce, que logo depois morreu no Vietnã. Foi um amigo de Bruce, Sam Andrew, que a levou para San Francisco. Janis era diferente dos hippies. Bebia muito, tomava drogas pesadas e não queria saber daquela onda de paz e amor.

Ela chegou a ofuscar as bandas que a convidavam para tocar. Janis enlouquecia quando cantava e chegou a ficar nua durante uma apresentação. Em 1967 foi a grande atração do Monterrey Pop. Apareceu nas capas da Time e Newsweek. Foi para Woodstock, mas sua participação no festival não apareceu no documentário e no disco pela má qualidade do show.

Em fevereiro de 1970 veio para o carnaval no Brasil. Foi maltratada no Teatro do Municipal, onde era esperada como uma estrala de Hollywood e apareceu como uma hippie. Ainda por aqui, namorou o fotógrafo Ricky Marques Ferreira.

Ao todo a cantora gravou sete álbuns. Infelizmente, não se livrou da ideia fixa que a perseguia. 'Ninguém gosta mesmo de mim, sou feia demais para isso, só querem me explorar', declarou ela uma vez justificando seu modo agressivo de se apresentar. Com um estilo vocal próximo ao grito, Janis agitava o busto, os pés, os cabelos e as joias obedecendo ao ritmo da música.

Quando morreu era uma das cantoras de rock mais bem pagas do mundo. Fora do palco, porém, tinha uma vida solitária e vazia. 'O pior é a solidão', disse uma vez numa entrevista publicada pelo Estado. 'Com a fama perdemos todos os velhos amigos. As viagens nos distanciam e é difícil fazer novos amigos. Vivo para o momento das apresentações, cheia de emoção e excitação, como esperando por alguém a vida toda'.

Saiba mais

*Considerada como a voz feminina por excelência do rock, Janis teve uma vida agitada e confusa até morrer, aos 27 anos de idade.

*Entre 1970 e 1971 o rock perdeu três de suas figuras mais marcantes e influentes: Jimi Hendrix (18 de setembro de 1970), Janis Joplin (4 de outubro de 1970) e Jim Morrison (3 de julho de 1971).

*Quando tinha 16 anos, Janis já viajava pelos Estados Unidos de carona, fumava cigarros de palha e gostava de tomar gim. Frequentava guetos de negros, aprendia músicas sacras e lutava pela integração racial.
Comentário de Natália Souza Ramos em 2 outubro 2010 às 7:48
Alguém conhece alguma bibliografia sobre as bandas comerciais do rock nacional dos anos 80?
 

Membros (589)

 
 
 

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

Ano passado, conversamos com Angela Bettencourt, uma das principais responsáveis por projetos de digitalização dos acervos da Biblioteca Nacional. Clique na imagem e relembre esta conversa.

Links Patrocinados

Cine História

Era uma vez na Anatólia

A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.

Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }