Originalmente lançado em 2003 nos USA, HEAVY
METAL: A HISTÓRIA COMPLETA by Ian Christe, é mais do que um mero
revival consagrado a experiência
coletiva dos “metaleiros”.
Trata-se, antes de tudo, de uma peça de memória social que celebra o mais intenso e complexo gênero musical já derivado do bom e velho rock and roll.
Basta dizer que esta magnifica obra cobre um período que tem como marco de origem o lançamento do primeiro
álbum do Black Sabbath, na sexta feira 13 de fevereiro de 1970, até o múltiplo
e criativo cenário da cultura headbanger dos anos 2000; é bom lembrar, privilegiado palco do “renascimento” de Ozzy
Osbourne como celebridade, da definitiva consagração do Metallica e do surgimento do estilo metalcore como expressão mais recente do autentico e cru metal que, contrariando
certas previsões, continua vivo...
Christe fecha sua obra com um otimista balanço sobre as perspectivas do gênero neste sombrio inicio de
século, onde o heavy metal esta longe de
perder sua vitalidade e potencial crítico-cultural.
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Permalink Responder até carlos pereira jr em 3 agosto 2010 at 21:52
Permalink Responder até carlos pereira jr em 22 outubro 2010 at 18:36

Permalink Responder até carlos pereira jr em 9 novembro 2010 at 22:18
Permalink Responder até carlos pereira jr em 9 novembro 2010 at 22:09
Permalink Responder até carlos pereira jr em 2 dezembro 2011 at 19:39
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Permalink Responder até carlos pereira jr em 5 janeiro 2011 at 21:18

Na conclusão de suajá clássica obra HEAVY METAL: A HISTÓRIA COMPLETA Ian Christe nos relata um inusitado e celebre episódio quecertamente merecia lugar nos anais da história britânica ou, pelo menos, na míticaque define o rock and roll enquanto símbolo e cultura social. Refiro-me maisespecificamente a aparentemente paradoxal apresentação de Ozzy e Tony Iommi nacelebração do Jubileu da Rainha Elisabeth II que involuntariamente provocou aprimeira evacuação do palácio de Buckingham desde a segunda guerra mundial. Nada mais simbólico e ricopara excitar a imaginação dos historiadores que cultivam pelo heavy metalalguma simpatia. Afinal, os celebres e rockeiros protagonistas cresceram sobre as ruínas deguerra. Nas palavras do próprio autor:
“Em junho de 2002, Ozzy e Tony Iommi tocaram “Paranoid” no Palácio de Buckingham, paracelebração do Jubileu da rainha Elisabeth II. O príncipe Charles e a própriarainha estavam presentes recebendo estes convidados de outro mundo. “Issosignifica mais para mim do que qualquer outra coisa”, disse Ozzy sobre serconvidado pela realeza. Somente um título poderia ser umahonra maior para um pobre cidadão deBirmingham.
Estranhamente ferozes e inexplicáveis labaredas irromperam nos pavimentos superiores durante os ensaios,enquanto Ozzy fazia a passagem de som, obrigando a primeira evacuação dopalácio desde a Segunda Guerra Mundial.”
Ian Christie. Heavy Metal: a história completa/ tradução deMilena Durante e Augusto Zantoz, SP:Arx, Saraiva, 2010, pg. 452
Permalink Responder até carlos pereira jr em 23 fevereiro 2011 at 11:47
OZZY OSBOURNE E AS ORIGENS DO HEAVY METAL

Em sua biografia, Ozzy Osbourne, uma das lendas vivas do heavy metal, faz um comentário bastante interessante sobre o gênero musical que lhe consagrou:
“ Hoje você ouve pessoas dizendo que inventamos o heavy metal com a musica “Black Sabbath”. Mas eu nunca dei bola para o termo “heavy metal” Para mim, não diz nada musicalmente, principalmente agora que temos o metal dos anos 70, o dos anos 80, dos anos 90 e o metal do novo milênio- todos completamente diferentes, apesar de falarem como se fosse tudo a mesma coisa. Na verdade, a primeira vez que ouvi as palavras “heavy” e “metal” juntas foi na letra de “Born to Be Wild”. A imprensa adotou o termo depois disso. Nos certamente não o inventamos. Até onde me lembro, éramos apenas uma banda de blues que tinha decidido escrever musicas de medo. Mas, ai, bem depois de termos parado de escrever musicas de medo, as pessoas ainda diziam:”Oh, eles são uma banda de heavy metal, então devem cantar coisas sobre Satã e o fim do mundo”. Por isso não gosto do termo.”
Não me lembro onde tocamos “Black Sabbath” pela primeira vez, mas posso garantir que me lembro da reação da platéia: todas as garotas saíram correndo do show gritando.
-Ei, o objetivo de se estar numa banda não é transar, em vez de fazer as garotas fugirem de medo?- reclamei para os outros, depois.
-Elas vão se acostumar- disse Geeze.”
(Ozzy Osbourne. Eu sou Ozzy/ tradução de Marcelo Barbão-SP: Saraiva, 2010,p. 94 )
Em linhas gerais, cabe ponderar que Ozzy refere-se aqui de modo negativo aos imperativos do rotulo e ao peso dos estereótipos que engendra e não propriamente ao “heavy metal” enquanto estilo musical.
Seja como for, a pluralidade de gêneros e sub-gêneros musicais abrigados sob o rótulo é realmente significativa. Talvez ao ponto de nos levar a questionar sobre o que define, afinal, o “heavy metal”. Se é que ele é passível de uma conceitualização muito rígida.
Poder-se-ia tomá-lo como um modo bastante especifico de se fazer musica undergraund inaugurado nos anos 70 por bandas como Black Sabbath, Deep Purple e posteriormente lapidado ou reinventado por bandas como Iron Maidem e Judas Priest nos anos 80.
Ozzy não esta errado ao dizer que o Sabbath não inventou o heavy metal. Eles inventaram o estilo, não o rótulo, que em si mesmo diz muito pouco.
Embora tudo isso possa parecer um pouco obvio para os fãs de heavy metal, não raramente damos tanta importância ao estereótipo “heavy metal” que perdemos um pouco o foco ao abordá-lo como fenômeno social e musical pouco sujeito a regras e definições muito fechadas.
Permalink Responder até carlos pereira jr em 2 abril 2011 at 0:51
Permalink Responder até carlos pereira jr em 6 abril 2011 at 0:40
Permalink Responder até Bruno Leal em 16 maio 2012 at 11:27
Pessoal, entendo o que vocês querem dizer. Mas vamos pegar leve. Podemos fazer críticas, mas sempre dentro do bom senso. Até porque não dá pra reclamar de preconceito e ofensas com preconceitos e ofensas. Abraço!
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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