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carlos pereira jr

História Social do Rock and Roll

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História Social do Rock and Roll

Este grupo destina-se a pesquisa sobre o mais importante fenômeno cultural do sec. XX, suas, transformações consequencias e desdobramentos ao longo das ultimas cinco décadas.

Site: http://historiasocialdorockandroll
Membros: 233
Última atividade: 1 dia atrás

ROCK AND ROLL, UMA HISTÓRIA SOCIAL de Paul Friedlander, é definitivamente uma referência impar para os interessados na história e significado cultural do Rock no século XX e, de muitas formas, enquanto fenômeno sociológico e comportamental ainda contemporâneo. Professor da Universidade de Oregon de História do Rock e membro da Associação Internacional para o estudo da musica popular, o autor nos oferece um quadro realmente completo da evolução e impacto sócio cultural desta significativa vertente da musica popular contemporânea mediante uma cuidadosa analise de seus diversos estilos e variações simbólicas/identidárias.
Cabe frisar que Friedlander adota como referência o conceito de pop rock no estudo do tema. Opção terminológica que justifica da seguinte maneira:

“ Cada livro sobre rock vem com sua própria definição do termo. Alguns autores utilizam “rock and roll” para denotar a musica dos anos 50 e “rock” para representar todos os estilos subseqüentes. Nós utilizamos uma abordagem ligeiramente diferente. A musica compreendida neste livro é o “pop/rock”. Isto reflete uma natureza dupla: raízes musicais e líricas derivadas da era clássica do rock (rock) e seu status como uma mercadoria produzida sobre pressão para se ajustar a industria do disco (pop).
Os numerosos estilos criados durante os primeiros trinta anos do pop/rock receberam nomes específicos segundo suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a relação com o meio político e cultural que os circundavam. Assim, a musica de Chuck Berry, Elvis e outros artistas dos primórdios denomina-se de “rock clássico”, enquanto seus descendentes da Bay Área do final dos anos 60 são chamados de artistas de rock de “San Francisco”.

(Paul Friedlander. Rock and Roll: Uma História Social. Tradução de A. Costa. 4º ed, RJ: Record, 2006, p.12)

Um aspecto interessante de sua pesquisa é a proposta de uma experiência mais profunda deste gênero musical a partir de um método que, indo além da vivência direta e espontaria do ouvinte/ consumidor conduz a uma perspectiva analítica e a um nível diferente de audição. Nas palavras do autor:

“... Outro tratamento que se pode dar a esta musica é seguir uma abordagem conhecida como “analítica”. Para isto é necessário ouvir uma peça musical com o objetivo de coletar uma grande gama de informações sobre ela. O ouvinte, então, passa a ter condições de realizar julgamentos próprios sobre a natureza da musica, sua qualidade em relação a outras musicas e seu contexto social. Usando o exemplo anterior, o ouvinte pode imaginar por que esta versão de Respect é tão poderosa, escutando para ver quais instrumentos estão sendo tocados e que marcações são enfatizadas. Ele também pode refletir sobre a experiência gospel de Aretha para explicar a potência da sua voz. E pode pesquisar a história pessoal da artista ou seu atual estilo de vida para descobrir um fato-como um marido desrespeitoso- que explique a urgente necessidade de respeito que o artista pode estar sentindo.
Descobrir, organizar e raciocinar sobre o significado de uma extensa gama de informações relevantes enriquece nosso entendimento da obra musical.”

(Paul Friedlander. Rock and Roll: Uma História Social. Tradução de A. Costa. 4º ed, RJ: Record, 2006, p.13)

Tudo isso nos conduz aquilo que o autor chama de “janela do Rock”, em outras palavras, um modo de entender musica a partir da perspectiva analítica aqui sumariamente apresentada.
Em linhas gerais, portanto, o “usuário de rock” encontra nesta singular obra sugestões úteis para um aprofundamento de sua experiência sonora/existencial. Isto é, transcendendo o nível direto e emocional orientado pela mera intuição, o ouvinte e “participante” da magia do rock pode construir uma compreensão maior de suas opções mediante a reunião de um numero significativo de informações sobre uma determinada banda ou cantor a ponto de melhor avaliar sua simpatia e envolvimento pessoal com determinado estilo ou banda.
Se o rock and roll é mais do que um gênero musical e uma industria, se constitui um verdadeiro ethos social, a pesquisa de Friedlander certamente muito nos acrescenta a compreensão de sua contemporaneidade, significado cultural e vivências anônimas.

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carlos pereira jr Comentário de carlos pereira jr em 26 novembro 2009 às 21:47
Interessante tese Hortencia. A evolução do rock é extremamente complexa por sua diversidade e capacidade de ultrapassar suas matrizes... Na verdade não sei até que ponto seria hj possivel uma inequivoca definição do que é o rock e o heavy metal, em suas variadas tendencias contribuiu muiuto para a construção desta indeterminação.
Na verdade, a linguagem do rock mudou muito, é uma eterna mutação. Fico pensando no que o rock significa no contexto deste novo século. Muito provavelmente, por razões obvias, talvez signifique algo diferente do que significou no seculo XX enquanto cultura social... Novas possibilidades de codificações tornaram-se possiveis... Gostaria de saber mais sobre sua pesquisa.
Hortencia Crystine Barbosa Comentário de Hortencia Crystine Barbosa em 24 novembro 2009 às 13:59
O rock ao contrário de sua base o blues e o jazz, sempre se mantiveram em constantes mudanças, hj se fala na morte do Death Metal, mais com certeza haverá outra nova tendência que o substituirá, já o blues e o jazz, não são tão fortes por causa de sempre manterem em sua raiz principal, esses de origem africana, nunca passaram do que são, a base para o surgimento de outros ritimos no inicio do século XX, como foi com o rhythm' n' blues e o ragtime, que são a base do rock tradicional, aquele de Elvis, Bill Halley e entre outros.
Também gostaria de relatar q estou fazendo um trabalho sobre o rock e o jazz no século e XX e gostaria da ajuda de vcs para que me auxiliassem com bibliograifa.
Daniel Bambinetti Comentário de Daniel Bambinetti em 22 outubro 2009 às 7:31
GRUPO SOBRE ARTE CORPORAL

http://cafehistoria.ning.com/group/artecorporal
carlos pereira jr Comentário de carlos pereira jr em 25 setembro 2009 às 12:35
Concordo com vc Cinthia,
O mais curioso é a importância que a musica adquiriu em nossas linguagens e configurações de mundo a partir do século XX. Posso estar errado, mas essa relação intensa entre musica e vida é um indício fascinante de novas maneiras de representar e ser no mundo ou das reconfigurações das representações do individuo e invenção da esfera do privado consolidadas no ultimo século...
Cinthia Mly Comentário de Cinthia Mly em 21 setembro 2009 às 20:47
Acho que não se pode falar sobre rock e não lembrar dos inesquecíveis garotos de Liverpool! Infelizmente não vivenciei a "Beatlemania" mas hoje posso me deliciar ao som de suas canções, eternas. No cenário nacional vejo as canções de Renato russo e de Cazuza como referencial não só da década de 80 mas, como verdeiros retratos da vida, ou pelo menos de episódios, revoltas e ideais de cada um de nós ...ainda e sempre...
Michel Goulart Comentário de Michel Goulart em 28 agosto 2009 às 18:48
Cara, teu som deve ser demais! O rock dos anos 80, no contexto nacional e internacional, é riquíssimo. Show de bola!

Eu sou guitarrista e, no dia internacional do rock, dei uma entrevista na rádio Eldorado, de Criciúma, sobre o assunto. Levei a guitarra e, no segundo bloco da entrevista, toquei um riff de cada década da história do rock: 1950, 60, 70, 80 e 90. Cada riff vinha acompanhado com o contexto histórico de sua criação, para enriquecer o debate.

A entrevista foi gravada e está disponível em meu blog, no formato podcast.

O link:
http://www.historiadigital.org/2009/07/historia-do-rock-uma-abordagem.html

Um grande abraço
Marcos Aurélio de Almeida Dias Comentário de Marcos Aurélio de Almeida Dias em 28 agosto 2009 às 18:17
fala Michel, eu também ainda não leciono, mas sou apaixonado por Rock n Roll e boa música em geral. Sou vocalista e atualmente tenho uma banda chamada Club 80, nós tocamos hits internacionais da década de 80...mas já tive bandas de Hard Rock e Heavy Metal, que é o meu estilo favorito !
abração
Adriano Tardoque Comentário de Adriano Tardoque em 30 julho 2009 às 19:51
O livro de Paul Friedlander, tornou-se uma referência para a pesquisa sobre o gênero Rock. Sua vivência pessoal como músico e articulador de eventos musicais, desde a década de 50, permite-lhe analisar não somente o que estudou mas também do que viveu. O mais interessante é que este conhecimento foi levado ao mundo acadêmico, podendo ser definitivamente valorizado historicamente.

SONORO PANEGíRICO (Comunidade de música): http://sonoropanegirico.ning.com
Mozart Maia Comentário de Mozart Maia em 8 julho 2009 às 13:59
Acho que Beatles nem influenciou tanto quanto as pessoas falam. É possível dizer que rolling stones influenciou mais. Por quê? Veja toda a história do rock até hoje. Quais bandas poderiam ser filhas de uma influência direta de beatles? Provavelmente bem poucas. Mas se você ver como o estilo rockstar drogado e louco se tornou popular e praticamente um estereótipo, verá que existiram muito mais bandas influenciadas por Doors, Jimi Hendrix e Rolling Stones do que Beatles. Isso porque Beatles é único em sua essência idealizadora e na forma aparentemente ingênua que trata de assuntos sérios. Mas isso é somente uma opinião pessoal...
Michel Goulart Comentário de Michel Goulart em 17 junho 2009 às 16:11
Carlos, suas reflexões sobre individualidade são bem profundas.

Gostei do exemplo de John Lennon. Incluiria, já num enfoque em conjunto com Yoko Ono, a manifestação "In bed" em prol da paz, em que o casal se deixou fotografar de portas abertas em plena lua-de-mel.

Muito polêmico.
 

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Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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