E mais: como definir a História Social?
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Permalink Responder até Ludmila Pena Fuzzi em 7 dezembro 2011 at 17:29
Bruno.
A História Social tem uma variedade enorme de assuntos discutidos, pois não necessariamente podemos hoje classificar uma pesquisa como uma única linha, isto era para pesquisadores de anos atrás. O Século XXI faz com que o pesquisador de qualquer área seja capaz de holistizar um assunto em diferentes caminhos, oferecendo respostas completas aos resultados propostos.
Temas ligados a História Social variam, podendo ser culturais, políticos, econômicos e assim vai: podemos trabalhar diálogos entre personagens históricos, podemos analisar as características culturais entremeadas ao social, podemos ver como a economia influencia o cotidiano. História Social liga-se ao cotidiano, a chamada "História da Vida Privada" apresentada por Philippe Àries em geral e por Nicolau Skvencko (deve ser assim que se escreve rs) aqui no Brasil.
História Social é basicamente a historicidade do coletivo das esferas sociais desde suas individualidades até suas mais profundas buscas de identidade. É uma definição muito ampla que compreende uma enorme colocação e debate aqui.
Permalink Responder até marcos gomes em 5 janeiro 2012 at 8:47
A criação das mentalidades associadas à economia é um assunto muito interessante e que a meu ver temos enorme dificuldade de entender. creio que esse assunto caminha meiom de banda pela sociedade.
Permalink Responder até Adalberto dos Santos Reis em 23 janeiro 2012 at 21:52
Olá Ludmila, prazer em conhecê-la. Estou juntando biografias que possam me ajudar na elaboração do meu TCC de História. Se você puder me ajudar, o tema que escolhi foi: "O Ensino de História e sua função social em sala de aula'.
Permalink Responder até Bruno Leal em 30 junho 2012 at 10:38
Com certeza, Ludmila.
Faço parte de um PPGHIS (UFRJ) e tenho esta noção de diversidade.
Mas sempre há alguns temas que são predominantes. Na UFRJ, por exemplo, não tenho a menor dúvida que pesquisas ligadas a ditadura militar são hegemônicas, mais especificamente aquelas que tratam de movimentos estudantis, do Brasil ao México.
Permalink Responder até Gustavo de Lima em 29 dezembro 2012 at 12:06
Concordo com a Ludmila no que diz respeito aos vários campos de pesquisa existentes na área.
Só acho que vale a pena destacar, também, uma questão interessante e muito discutida no meio que é a constante comparação do historicismo social com a ciência sociológica.
Primeiro: a história social se ocupa, sobretudo, da reconstrução dos elementos constituintes de uma determinada esfera social. Como, por exemplo: a culinária, a música, as leis etc. Tal como a sociologia, porém a grande diferença da abordagem histórica em relação à sociológica – eu creio – é que o prisma histórico se preocupa, muito mais, com a questão da ordem e cronológica dos fatos e menos com a questão interpretativa. Ao contrario da sociologia que tem como objeto de estudo principal a compreensão do meio ou fato social em si.
No mais, é isto que a Ludmila nos conta. É uma área ampla e, portanto, muito rica.
Bruno, sobre temas mais recorrentes... Eu penso que isso se faz pela tradição da pesquisa local. No Brasil e América Latina esses tópicos que envolvem hegemonia econômica, imperialismo, movimento estudantil e coisas assim é fruto de vertentes ideológicas que estão enraízas no meio local. (É claro que essa é uma opinião pessoal).
Mas, pelo o que tenho acompanhado, a questão racial no Brasil é um tema bastante recorrente aqui em SP. O IEB, na USP, tem importantes publicações sobre o a ideia de raça e temas variantes. Sem contar os pesquisadores relevantes que se debruçaram sobre o tema nas últimas décadas como Roberto Ventura, o próprio Silvio Romero e pesquisadores contemporâneos com publicações importantes em história social como Lilia Schwarcz etc.
Att,
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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