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[...] na historiografia brasileira, daqui por diante, há duas fases: antes da História Nova e depois dela.(...)

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História Nova do Brasil (1963-1993)

[...] na historiografia brasileira, daqui por diante, há duas fases: antes da História Nova e depois dela. A história da História Nova será contada aos
nossos filhos e netos [...]

Nelson Werneck Sodré, História da História Nova 1

Em 1963, Nelson Werneck Sodré dirigiu um grupo de historiadores na elaboração de um relato da história do Brasil fiel aos fatos e que servisse à luta do povo. Enfrentaram a inquisição! Escrita em conjunto por Joel Rufino dos Santos, Mauricio Martins de Mello, Pedro de Alcântara Figueira, Pedro Celso Uchoa Cavalcanti Neto, Rubem César Fernandes, todos vinculados ao Departamento de História do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb) — do qual Sodré era o diretor —, a coleção previa dez títulos, dos quais foram publicados cinco até 1964, quando a edição foi suspensa pela ditadura militar recém-instaurada. No ano seguinte, a editora Brasiliense republicaria alguns deles, agrupados em dois volumes, o de número um e o de número quatro, em um plano, não concretizado, que pretendia totalizar seis.
A Coleção História Nova, inicialmente, previa dez títulos, assim pensados:

1. "O descobrimento do Brasil";
2. "A sociedade do açúcar";
3. "As invasões holandesas";
4. "A expansão territorial";
5. "A decadência do regime colonial";
6. "A independência de 1822";
7. "Da Independência à República";
8. "O sentido da Abolição";
9. "O advento da República"; e
10. "O significado do Florianismo".

Com relação às suas intenções, elas eram assim anunciadas na contracapa dos volumes, assinada por Roberto Pontual. A repressão à História Nova foi uma ignominia. Os exemplares apreendidos foram destruídos e seus autores presos, torturados, exilados. Seu objetivo era fazer a História Nova libertar o país da “[...] história factual e mitificada”. 2
Apesar de derrotado pela ditadura, o projeto da História Nova Brasil, como assinala Lúcia M. Paschoal Guimarães 3, “[...] representou um avanço na historiografia do livro didático. Um momento de ruptura, mesmo. A partir dali, as determinantes econômicas dos processos históricos seriam definitivamente incorporadas aos conteúdos dos compêndios escolares”.

Dessa forma, sintetizou SANTOS (1993; p17-18):


“A História Nova é, portanto, produto de um momento histórico — o início dos anos 60, sinalizado pelo governo Goulart — e de um novo conteúdo de idéias — assinalado pela emergência no Brasil do materialismo histórico. Muito da importância e prestígio que teve se deve a que serviu de emblema àquelas circunstâncias. Ela foi para a berlinda desde o dia em que saiu da gráfica e ainda hoje, nos lugares mais distantes, sou apresentado como "um dos autores da História Nova, lembra?". Fico orgulhoso ... A História Nova mereceu ser um emblema. Era inteligente.” 4


A História Nova, foi no dizer de seus idealizadores, uma tentativa de interpretação popular e libertária. Buscava explicar as contradições da História do Brasil com o uso do método marxista.


1- SODRÉ,Nelson Werneck. História da História Nova (Petrópolis: Vozes, 1986), p. 146.
2- FERNANDES,Rubens César et al., História Nova do Brasil (1963-1993) (São Paulo: Giordano, 1993), p. 16.
3- GUIMARÃES,Lúcia Maria Paschoal. O parecer do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro sobre a História Nova (Rio de Janeiro,s/d., mimeo).
4- SANTOS, Joel Rufino dos. História Nova: Depoimento. In: SANTOS et al., 1993, p.17-18.

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Comentário de Acir da Cruz Camargo em 16 julho 2011 às 14:56
ARQUIVO ABERTO

MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

Quando Cabral era gay

Rio de Janeiro, 1965

JOEL RUFINO DOS SANTOS

O golpe de 64 fechou o Iseb (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), rasgou quadros, estripou poltronas, destruiu a valiosa biblioteca. Meses depois, suas raridades eram achadas em sebos, vendidas por policiais.
Eu era assistente de Nelson Werneck Sodré no departamento de história social do instituto. Fomos nos refugiar na casa do meu irmão, sargento do Exército, último lugar em que nos procurariam. Só que ele estava se separando da mulher.
Numa visita esporádica, encontrou na sala o estranho, que se identificou como general de brigada. Meu irmão hesitou entre se enquadrar e lavar a honra. Eu fora sondar o ambiente no bairro e cheguei na hora. Se meu irmão optasse pela segunda alternativa, não haveria o que vou contar.
Em 1965, os autores da coleção "História Nova" (produção conjunta do Iseb com o MEC), inclusive Sodré, fomos presos. Certo dia um tenente, jovem como eu, me tirou da cela para cortar meu cabelo. Não admitia cabeludos ali. O barbeiro era um velho sargento reformado ou talvez civil, não me recordo.
Enquanto me aplicava a máquina zero, com a curiosidade própria do ofício, perguntou ao tenente por que eu estava ali. "É um subversivo", respondeu. Passa um tempo, o barbeiro insiste: "Mas subversivo como?" "Subversivo, porra", ranhetou o tenente. Barbeiros não se conformam com meias respostas. "Mas o que fez?" O tenente, já de cara amarrada, braços cruzados, deu a explicação definitiva. "Um general comunista, Nelson Werneck Sodré, convenceu esse aí a reescrever a história do Brasil."
Passam-se então alguns minutos. O barbeiro arrisca uma derradeira pergunta. "Reescrever a história do Brasil, como assim?" Furioso e embaraçado, o tenente encerra: "Eles escreveram, por exemplo, que Pedro Álvares Cabral era viado!".
Não é anedota. A contra-agitação daqueles anos se caracterizou por crendices assim. Sujeitos bem-intencionados, fardados ou não, reproduziam invencionices, precisavam delas para obedecer e agir. Os chefes mandavam prender; tenentes e investigadores, funcionando pela lei da gravidade, enchiam a cabeça de absurdos. Houve pior: fui agredido por um certo Bonecker por termos escrito que Caxias estuprara a própria avó.
A "História Nova" nem fora ideia de Werneck Sodré ""ele apenas a abraçou com entusiasmo. Nasceu numa tarde do verão de 1963, no Leblon. Um grupo de estudantes da Faculdade Nacional de Filosofia, inconformado com a ruindade do ensino, planejou reescrever capítulos da história brasileira o descobrimento, as invasões holandesas, a independência de 1822, o sentido da Abolição e o advento da República, entre outros. Seriam a reforma de base no campo da história. Saíram cinco volumes pela Campanha de Assistência ao Estudante, do MEC.
Distribuídos gratuitamente a professores secundários, alcançaram êxito imediato, que se repetiu quando da segunda edição, em 1965, pela Brasiliense. Essa nova tiragem foi apreendida, e nós, presos. O policial nos indagou, de imediato, pelo paradeiro de um certo Immanuel Kant.
A "História Nova" não existiria sem Werneck Sodré. Éramos estudiosos, mas ignorantes. Ele, historiador consagrado, orientava, discutia conosco o texto, emprestava o nome. Tinha suas cismas. Uma vez, nos foi visitar um brasilianista de gravata borboleta. Queria dados da realidade brasileira. Sodré o levou pelo braço até a varanda e apontou a favela Santa Marta. "Está tudo ali. Passe bem."

FOLHA DE SÃO PAULO -26/06/2011
Comentário de Acir da Cruz Camargo em 16 julho 2011 às 14:51

Em 1992, Pedro Ferreira de Freitas e eu, acadêmicos, viajamos ao Rio de Janeiro, para participar de um congresso da UNE. Naquele ano e naquele momento, o presidente Fernando Collor de Mello sofria pesada artilharia das forças populares. No Rio de Janeiro, participamos de uma passeata, com milhares de pessoas e estudantes que tentavam impedir o recebimento de Collor pelo governador Leonel Brizola. Mesmo sob nossos protestos, o amadurecimento e paradígma Brizola, com quem deveríamos aprender muito, recebeu o presidente da República. O governador via com cautela toda aquela movimentação de estudantes e intelectuais contra o presidente e reportava isto como semelhante ao final do Governo Vargas. Hoje, creio que Brizola tinha razão em parte.
Estando hospedados na UFRJ, munidos de um mapa da cidade, Pedro e eu, depois que comprei um exemplar de "Formação histórica do Brasil", saimos à procura de Nelson Werneck Sodré, isto no dia em que retornaríamos ao Paraná. Achamos fácil. Foi uma grande surpresa tudo o que aconteceu.
Chegamos na Rua Dona Mariana e entre os prédios e arvoredos, encontramos o apartamento de Nelson Werneck Sodré. Apertamos a campainha e uma bondosa senhora nos atendeu pela janela. Era Dona Yolanda Frugoli Sodré, esposa do General. Nos apresentamos como estudantes, paranaenses, de História que aproveitando o congresso da UNE, tínhamos curiosidade em conhecer Nelson Werneck Sodré. "Nossa! podem subir, desculpem, o Rio é muito violento, por isso perguntei quem eram e o que queriam. Chegamos da missa e Nelson está saindo do banho". Eu, fundamentalista ideológico, jamais imaginaria o escritor marxista vindo da missa. Não quiz perguntar. Me assustei apenas. Sentamos e enquanto Dona Yolanda nos fazia as cortesias, descia da escada, um homem de paletó escuro, óculos densos, de baixa estatura e fomos apresentados. Fiquei um pouco inquieto e Pedro sentou-se, feliz e honrado, entre eu e Nelson Werneck Sodré, mas não tínha assunto. Eu resolvi pedir respaldo dele a minha ferina espada e intransigência em defender seus escritos e também me munir de respostas aos seus detratores. Perguntei-lhe o que achava do conceito de populismo. Eu me cansava de ouvir essa expressão nas aulas do curso de História. Ainda não abandonaram essa mania. Nelson Werneck Sodré me respondeu que esse era um termo muito usual em ciências sociais e deveria me acostumar a ele. Mas deu uma definição bem próxima do alcance dos novatos estudantes universitários, sem gravador e sem caderno para fazer anotações. Populismo é quando um governante procura atender revindicações que, seriam por natureza, dever do povo formulá-las. O populismo, disse, não é de todo mal.
Então, disse a ele que lera e ficara indignado com o livro ISEB: fábrica de ideologias, de Caio Navarro de Toledo. Werneck Sodré me respondeu que conhecia bem o livro e que se tratava de uma das mais abalizadas críticas que recebera. Era um livro respeitável e recomendável. Eu não entendia como um escritor que, no livro História e materialismo histórico no Brasil, detonava Caio Navarro, aqui se mostrava um homem dócil, humilde, acadêmico no sentido verdadeiro do conceito. Enguli aquela.
Falamos sobre o PCB, o surgimento do PPS. Nelson Werneck Sodré apostava que um dia essas facções se uniriam por um projeto de Brasil, que encampasse o interesse do povo brasileiro. Perguntei se o marxismo estava mais resguardado no PCdoB. "É o que eles dizem" me respondeu. O Pedro lhe perguntou sobre o futuro de Cuba e da China. Sodré nos respondeu que a China tomava um caminho sadio e inteligente de manutenção do socialismo. Cuba, não sabia até quando duraria.
Era um homem apaixonado pela juventude, gostava de ver nosso interesse pela sua obra, não era um homem de linguagem pedante. Depois daquela visita, troquei correspondência com ele até seu falecimento. As cartas que lhe enviei estão de posse e direito da Biblioteca Nacional do Brasil. Com o livro autografado, a promessa dele em me enviar o livro "O populismo", publicado por um deputado do PDT, saímos de sua casa para a rodoviária do Rio de Janeiro.
Nelson Werneck Sodré pautaria, de vez, minha interpretação da história do Brasil, até hoje.

 

http://isebianohistorico.blogspot.com/2011/06/historia-da-licenciat...

Comentário de Prof. Adinalzir em 17 dezembro 2009 às 15:05
Ai está uma sintese do livro: "A História Nova", de Jacques Le Goff (org),
Editora Martins Fontes.

"No século XII um monge saxão chamado Hugo de Saint Victor escreveu: "Portanto, é uma fonte de grande virtude para o espírito experiente aprender, pouco a pouco, primeiro a mudar nas coisas visíveis e transitórias, para que depois possa deixá-las todas para trás. Quem acha doce a terra natal ainda é um tenro principiante; aquele para quem toda terra é natal já é forte; mas é perfeito aquele para quem o mundo inteiro é um lugar estrangeiro. A alma tenra fixou seu amor num único ponto do mundo; a pessoa forte estendeu seu amor a todos os lugares; o homem perfeito extinguiu o seu."

No contexto do século XX, da crise da cultura ocidental, da escarificação da auto-estima da "civilização" promovida pelas convulsões da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, da falência da ciência positivista, talvez pouco seja tão significativo - no campo das humanidades - quanto o que o historiador inglês Peter Burke chamou de "revolução francesa na historiografia".

Como em uma verdadeira revolução, não se tratou, ou se trata, de estabelecer simplesmente algo diverso que negue ou contraponha-se ao anterior, mas principalmente de estabelecer um "processo revolucionário", uma revolução contínua.

Alguns dos procedimentos, dos novos olhares da história, permitiram inclusive que pudéssemos identificarmo-nos com a idéia de um monge saxão lançado no tempo, tão distante e tão perto. Arrancar a capa de poeira, espanar a erudição pela erudição, o acúmulo de dados que jamais poderiam falar por si mesmos, olhar Hugo de Saint Vitor, e tantos outros e tantas outras coisas, como ele próprio propôs que se olhasse o mundo, com todo o estranhamento e fascínio do diverso.

A revolução desencadeada nos anos 20 por Marc Bloch e Lucien Fèbvre, continuada por Fernand Braudel, encontrou na geração da "nouvelle histoire" seu grupo mais amplo, criativo, diverso e ao mesmo tempo coeso.

As diretrizes - que nunca significaram fronteiras ou barreiras - já haviam sido expostas em três livros seminais: "História: novos problemas", "História: novos objetos" e "História: novas abordagens", todos de meados dos anos 70. Mas foi em 1978 que, sob a coordenação de Jacques Le Goff, apareceu "A História Nova" o livro que cabe-nos hoje festejar ao permanecer como porto seguro, local de partida para viagens pela diversidade humana.

A lista dos que escreveram a "História Nova" é fascinante: o próprio Le Goff, falando sobre o que era, e ainda é em grande medida, a nova história; Michel Vovelle, explicando o que é a longa duração, os tempos da história e sua dialética; Philippe Arriès e a história das mentalidades; André Burguière, trabalhando sobre as relações de história e antropologia; Evelyne Patlagean e as entradas pelo campo pantanoso do imaginário; Guy Bois e as relações entre o marxismo e a nova história, relações ainda mal compreendidas e em geral banalizadas por comentários superficiais.

E ainda: Jean Lacouture e os problemas da história imediata; Jean-Marie Pesez e o emprego, o universo gigantesco e tão mal explorado da cultura material; Jean Claude Schmitt, falando sobre a necessidade premente de estudar aqueles que chamamos de "marginalizados" na história, com desdobramentos tão pouco enxergados, e Krzysztof Pomian, com as estruturas na história.

Sobre a importância e a potência destes textos é inútil tentar transmitir, há que se ler. Há tanto ainda que se entender, há muito de bom, há um tanto de equívoco; o mais positivo de tudo são as fendas, as brechas.

Ainda resistem barreiras: muitos chamaram e chamam a Nova História de "história da perfumaria"; entre os próprios franceses, François Dosse chamou-a de "história em migalhas". As críticas foram sem dúvida fundamentais para que o novo se fortalecesse, aparasse as arestas e não se efetivasse o projeto da "história da perfumaria".

Talvez nossa impagável dívida para com a Nova História seja por ela ter estourado as barreiras da história, permitindo que nos impregnássemos de antropologias, linguísticas, psicologias e, mais do que isso, por ela ter promovido o reencontro com o humano: indivíduos que vivenciam suas experiências cotidianas, os eventos limiares, uma história do homem "sem qualidades".

Há que se festejar que volte às livrarias algo tão raro como um livro que, mesmo sendo obra coletiva, seja tão uno, que seja tão polifônico e ao mesmo tempo harmonioso e que colabore na busca desta imensa matéria escura que preenche os gigantescos buracos da história, buracos nos quais residimos.

O que os brasileiros fizeram entre o Dia do Fico e a Independência? O que você fez entre a campanha das diretas e a morte de Tancredo Neves? E depois da última manifestação, quando chegou em casa? Ou não chegou? Buracos, matéria escura. "Nada que é humano me é estranho". Viva a Nova História!"
Comentário de Acir da Cruz Camargo em 21 outubro 2009 às 10:17
A historia nova não teve prosseguimento em sua reedição. Infelizmente.
Mas estão nos sebos e boas bibliotecas os exemplares editados pelo MEC.
Os da Brasiliense são mais raros.
Comentário de Mario França Junior em 27 junho 2009 às 18:05
Oi Neide,
Historia Nova ja existe hoje para ser adquirida ou copiada? Gostaria de co-
nhecer essa obra.
Mário.
Comentário de João Marques da Silva Neto em 21 maio 2009 às 23:12
Olá para todos desse grupo!

Meu interesse por NWS, surgiu qdo fiz uma monografia sobre o historiador na pós(latu sensu).Atualmente o meu interesse na vasta bibliografia do historiador esta voltado para o estudo específico sobre a História da História Nova, razão também do meu ingresso nesse grupo.
Sugiro a leitura de NWS na historiografia brasileira.Marcos Silva(org.).EDUSC/FAPESP ,2001.
Abraços a todos e em especial para Alexandre Santos idealizador desse grupo.
João Marques.
Comentário de Neide Pessoa em 2 março 2009 às 10:31
Depois da histórianova,
já está sendo escrita,gravada,enfim, não precisamos mais esperar 50 anos para ter acesso aos arquivos e poder contar a História ou contá-la para os mais jobens.
Neide Pessoa
 

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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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