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HISTÓRIA NA ERA DIGITAL

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Comentário de wagner f. macriani em 26 dezembro 2010 às 11:18

Esta e uma provocacao-Vamos fazer uma proposta de pesquisa em Historia: Suponha-se que dispomos de um minimo de 1.000 livros-(ou quaisquer outras fontes de informacao) de Historia , incluindo Herodoto , Homero , Plutarco , ate os mais recentes historiadores; imagine-se que: a)-Historia-(com H maiusculo) , nao e necessariamente a Historia de Roma , da Grecia , do Egito , etc.-Historia e´a historia da humanidade longo do tempo passivel de documentar de uma ou outra forma-b)-as datas atribuidas ao fatos historicos sao inegaveis e sem duvida , a coluna vertebral da pesquisa historica -c)- os locais-(se constatados e comprovados) onde os fatos se deram tambem sao fundamentais d)-os personagens historicos-(de quem se tem noticia) e os personagens nao documentados-(povos , nacoes , grupos , tribos , etc. etc.) , embora nao citados , sao importantes na medida em se consegue estabelecer e/ou definir pontos de vista/acoes/perspectivas de vida etc. etc.  e)-as relacoes sociais , politicas , economicas entre um grupo humano qualquer e outro sao importantes , para saber porque um ou outro grupo fez o que , quando ou onde. Voltando aos nossos 1.000 e tantos livros-(ou fontes de informacoes): Podemos ordena-los por alguma forma-1)- por referencia a um determinado povo ou nacao -2)-posteriormente pelas datas a que os mesmos se refiram. Pois bem , tempos um ponto de partida. Cada fonte de informacao , contem como e obvio , informacoes relativas aos personagens-(imagine-se que a Iliada de Homero cita cerca de 800 e poucos personagens , que variam de importancia historica dentro do objetivo da obra e por conseguinte do fato historico , outras referencias elevam o numero de topícos para n). Baseado nesta perspectiva , se aplicarmos o mesmo raciocionio as outras 1.000 fontes de informacoes , teremos algo proximo de milhoes de topicos-incluindo-se personagens , datas , fatos , locais etc. Pode ser que exista alguem com extrema disponibilidade cerebral e consiga ordernar mentalmente estes fatores e extrair alguma conclusao. Imagine-se que dispomos , nao de 1.000 fontes de informacoes , mas sim de um numero inimaginavel que aumenta diariamente. Como fazer? . Neste ponto e que a Informatica-(aplicacao dos computadores neste tipo de atividade) e fundamental , a menos que alguem me prove que consiga dispor de informacoes de um ou outro fato historico sem recorrer a sua fonte. Apesar de estar envolvido com TI a muito tempo desconheco a existencia de alguma  ferramenta que proporcione esta funcionalidade. Outra provocacao : Historia e´ somente uma faceta minuscula de algo muito maior- o Conhecimento Humano. Se consiguirmos chegar a um acordo sobre como administrar , gerenciar e sistematizar o Conhecimento Humano , teremos dado um grande avanco , para a compreensao da Historia Humana. Por acaso-(?) , venho elaborando ha uns 10 anos , um projeto deste tipo-Sistematizacao do Conhecimento , que consegue facilitar em muito as minhas pesquisas em Historia e em outras areas. Em tempo , pode ser outra provocacao-mas-ESQUECAM A INTERNET-!. Estes resultados de pesquisa podem ser favorecidos e facilitados pela Internet , mas nada ira substituir o manusear-(ler diretamente e fazer anotacoes em uma fonte de informacao). Os resultados da pesquisa podem ate abastecer a Internet , mas a pesquisa , levantamento de dados etc. implica em ter diante de si , a propria fonte de informacao.  

 

   

Comentário de José Roberto Vasconcelos em 3 novembro 2010 às 11:21
Inegável os avanços no campo da pesquisa e, principalmente, no meu entender, na profícua permuta de informações que o advento da “Era Digital” tem proporcionado aos diversos ramos do conhecimento humano e, em particular, no nosso caso, a História. Porém, inegável também é constatar que a produção física, ou seja, inserida no papel (livros, revistas, etc) é ainda o meio de divulgação que, diríamos “de fato” dá uma credibilidade mais perene aos estudiosos. Muito se fala que a internet está avançando e se consolidando em todos os campos, e exemplo disso está na virtualização de grandes acervos bibliográficos das principais bibliotecas públicas em todo o mundo, e também no número crescente dos livros virtuais. Por outro lado, temos a realidade de que, sites/sítios especializados, a exceção daqueles mantidos pelo Poder Público (vide exemplo bn.br), estão ao sabor de circunstâncias que, por questões de viabilidade econômica, podem simplesmente serem desativados, levando consigo considerável acervo informativo. Enfim, esse último aspecto não é ainda um empecilho para uma maior expansão e dinamização, inclusive qualitativa, para os estudos históricos no espaço virtual/internet?
 

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