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História Medieval

Grupo direcionado a fatos e discussões históricas que ocorreram ou tem ligação direta com a Idade Medieval.

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Comentário de Roberta Forster em 9 outubro 2011 às 11:25
Eu entendo que os Renascentistas negavam o que foi produzido durante a Alta Idade Média e o que ainda remanescia na Baixa Idade Média, quando começaram as mudanças e o período de transição feudo-capitalista quando surgiriam os ideais que circundavam o Renascimento Cultural. De certa forma, sim, eram medievais, afinal, o mundo não dormiu no feudalismo e acordou capitalista. Mas eu entendo o termo "idade das trevas" pela ótica daqueles que negavam o que foi produzido na referida época, não que a visão estivesse correta, mas era uma visão existente. A própria definição de estilo gótico, a arte que foi produzida na idade média, é pejorativa; o termo origina-se de Godos, povo habitante da Escandinávia, considerados bárbaros, incultos, "ignorantes" destruidores da arte clássica; assim sendo, a arte produzida na Idade Média, obscura, foi definida gótica. De certa forma o termo gótico inferioriza a produção artística medieval e desmerece a sua grandiosidade, bem como o termo "Idade das Trevas". Por esse motivo, esses termos não devem ser levados ao pé da letra, mas compreendidos pelo contexto no qual foram inseridos.
Comentário de Adriana Conceição de Sousa em 8 outubro 2011 às 11:40
A propósito, IX Semana de Estudos Medievais do PEM/UFRJ (16/11 a 18/11/11) abre inscrições para comunicadores e ouvintes este mês: http://www.pem.historia.ufrj.br/IXSem.htm. Todos estão convidados a participar! ^^
Comentário de Adriana Conceição de Sousa em 8 outubro 2011 às 11:39
Bem, eu penso que mesmo para a compreensão do que foi o Renascimento, em termos do que ele efetivamente representou e de que transformações traz em relação ao período que o antecede, a expressão "Idade das Trevas" atrapalha muito mais do que ajuda. Cabe discutir em que medida os homens renascentistas não eram eles mesmos homens medievais ainda, e se o rótulo de "Trevas" era então atribuído, não a um passado que se considerava superado, mas a aspectos do presente das sociedades em que aqueles pensadores e artistas viviam...
Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 6 outubro 2011 às 11:35
Digo seputá-lo, pois, acredite, tem pessoas e historiadores que estão apegados ao termo (justificando suas posições ideológicas) e não conseguem ver que há uma mundança historiográfica já antiga.
Comentário de Roberta Forster em 6 outubro 2011 às 11:06
Sem dúvida é algo que deve ser estudado. Mas, reitero que o termo "Idade das Trevas", que não é um conceito absoluto, deve ser entendido pelo pela ótica dos renascentistas. É claro que a Idade Média teve sua glória, seus grandes méritos de produção artística e intelectual, a própria arquitetura da época demonstra isso de forma totalmente imponente, mas foi um período negado pelo Renascimento. É assim que entendo o termo Idade das Trevas, que pode estar equivocado em um sentido amplo e não deve ser entendido ao pé da letra, mas deve ser compreendido encaixado dentro de uma contextualidade, e, por esse motivo, sepultá-lo é desconsiderar esse contexto. A propósito, obrigada pela indicação do livro! :D
Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 6 outubro 2011 às 10:20
Para sepultamos o termo IDADE DAS TREVAS.
Comentário de Rogério Fernandes da Silva em 6 outubro 2011 às 10:19

Atenção pessoal livro que recomendo é O outono da Idade Média.

 

Um Grande clássico da historiografia ocidental, publicado em 1919, este livro é a obra-prima de Johan Huizinga (1872-1945), sendo publicado em mais de vinte línguas. Pela primeira vez traduzido para o português a partir do original holandês, esta edição é resultado de pesquisas que reestabeleceram o texto original. Raras vezes um período histórico foi apresentado de maneira tão viva e colorida. Aqui, a Idade Média é vista na plenitude de seus contrastes, distante do lugar-comum segundo o qual ela não passaria de uma transição, longa e letárgica, entre o brilho da Antiguidade e do Renascimento. O autor mostra as formas de vida e de pensamento medievais, tal como se expressaram na cultura, na arte, na religião e no pensamento, e também nos modos de expressão da felicidade, do sofrimento, do amor e do medo da morte no dia-a-dia das pessoas. Huizinga utilizou métodos e fontes históricas pouco usuais em sua época. Combinando a crença no poder revelador da obra de arte e um olhar muito semelhante ao de um antropólogo, ele se tornou um pioneiro do que mais tarde se denominou história das mentalidades. Com 320 ilustrações, o volume inclui ainda uma entrevista com Jacques Le Goff e um ensaio biográfico de Peter Burke.

Comentário de Roberta Forster em 5 outubro 2011 às 11:18
Dilma, o conceito de "Idade das Trevas" deve ser entendido basicamente pelo contexto, quando quem detinha todo o conhecimento (que não era pouco) era o Clero, não estava ao alcance dos servos; a expectativa de vida era baixíssima, havia constantes guerras e invasões bárbaras, um período de completa instabilidade. Com Renascimento Cultural e Urbano, com a decadência da Idade Média e o colapso feudal, negou-se tudo que nela foi produzido e buscou-se resgatar a Antiguidade Clássica, considerado um período próspero de desenvolvimento científico, artístico e filosófico. E nesse contexto, é fácil enquadrar a Idade Média em um período considerado de trevas, uma vez que a "luz" era trazida pelos renascentistas.
Comentário de Marina Pereira Outeiro em 17 agosto 2011 às 15:32
Comentário de José D'Assunção Barros em 10 agosto 2011 às 23:39
Quais as fontes para o estudo do Franciscanismo na Idade Média? http://ning.it/oXdoeL
 

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