Filme "O nome da rosa" baseada no romance policial homônimo escrito por Umberto Eco.

Recentemente assisti a película em questão e pude então me deparar com uma problemática característica da Baixa Idade Média, a saber: o embate entre a crença no sobrenatural (carcateristica da predominância da Igreja Católica) e o pensamento lógico e dedutivo (característica do pensamento filosófico grego). Nota-se, portanto, que a igreja sempre foi responsável por impedir o avanço científico e filosófico, vetando o acesso às obras de Aristóteles e demais pensadores que poderiam colocar em questionamento suas verdades pré-estabelecidas. Vejo que o mesmo ocorre até hoje quando o Vaticano condena o aborto, uso da pilula anticoncepcional, pesquisas relacionadas a células- tronco etc. Gostaria de saber se alguem compartilhar dessa interpretação ou discorda.

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Respostas a este tópico

Ou não. Não sei se vale a pena naturalizar esse tipo de pensamento. Quando a religião se relaciona ao status quo, talvez; em outros casos, acho que ela até pode agir dessa maneira, mas não sempre.

SUGIRO AOS COLEGAS EFETUREM ALGUMAS LEITURAS QUE PODERÃO ESCLARECER, TALVEZ O SUFUCIENTE SOBRE A HISTÓRIA DA IDADE MÉDIA E CONSEQUENTEMENTE DA IGREJA CATÓLICA:

IGREJA CATÓLICA CONSTRUTORA DA CIVILIZAÇÃO - THOMAS WOODS

A MULHER NO TEMPO DAS CATEDRAIS E I MITO DA IDADE MÉDIA - REGINE PERNOUD

LENDO TAIS FONTES PODERÃO PERCEBER QUE A IDEOLOGIA FALIDA MARXISTA ESTÁ TOTALMENTE EQUIVOCADA

Mas é preciso considerar todas as perspectivas, não Rogério?

Realmente o que o filme baseado no filme de Umberto Eco mostra quando retrata a realidade da Igreja na Europa Inquisitorial, para a atual com o Vaticano, é que a Igreja sempre quer de alguma maneira ainda interferir em assuntos polêmicos, para não de uso da fé, mas de uso da influência para mostrar poder.
E quando a religião serviu para empoderar grupos até então fora do jogo de poder em determinadas sociedades?
Concordo plenamente...
Se na Idade Média e até pouco tempo atrás a Igreja Católica sempre fez de tudo para dominar e brigar por pelo poder, não da fé, mas da econômia e da politicas, se foi assim no passado, imagine hoje com a Igreja Evangélica IURD, que faz algo muito parecido com que a Católica fez no passado, usa da fé para também brigar pelo poder.

concordo... e vou além...a própria manipulação da arte plástica, escrita e oral como insignia de domínio sobre aqueles que não tinham acesso a instrução. Era também pelo visual que a Igreja determinava comportamentos, tais como o pecado da beleza e ostentação, quando na realidade ela própria usufruía disso em nome de Deus e somente a mesma deveria ter o domínio...o filme e forte e muito mais revelador, revejam, e ele dará novas pistas sobre o pensamento medieval e sua estética artística manipuladora.

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Violette

Chega aos cinemas brasileiros o drama franco-belga “Violette”, do diretor estreante Martin  Provst.

Sinopse: No início dos anos XX, a escritora Violette Leduc (Emmanuelle Devos) encontra a filósofa Simone de Beauvoir (Sandrine Kiberlain). Nasce entre as duas uma intensa amizade que dura toda a vida, ao passo que Simone encoraja Violette a escrever mais, expondo as suas dúvidas e medos, abordando todos os detalhes da intimidade feminina.

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