Filme "O nome da rosa" baseada no romance policial homônimo escrito por Umberto Eco.

Recentemente assisti a película em questão e pude então me deparar com uma problemática característica da Baixa Idade Média, a saber: o embate entre a crença no sobrenatural (carcateristica da predominância da Igreja Católica) e o pensamento lógico e dedutivo (característica do pensamento filosófico grego). Nota-se, portanto, que a igreja sempre foi responsável por impedir o avanço científico e filosófico, vetando o acesso às obras de Aristóteles e demais pensadores que poderiam colocar em questionamento suas verdades pré-estabelecidas. Vejo que o mesmo ocorre até hoje quando o Vaticano condena o aborto, uso da pilula anticoncepcional, pesquisas relacionadas a células- tronco etc. Gostaria de saber se alguem compartilhar dessa interpretação ou discorda.

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Respostas a este tópico

Concordo,na verdade a igreja sempre tentará intervir em qualquer conhecimento, eles não querem que o avanço e nem mesmo a verdade passe pela mente das pessoas para poder controlar de forma política o que eles dizem ser verdadeiro, sem mesmo encontrarmos veracidade nisto.Se torna interessante para o governo manter a sociedade sem informações, para manter uma ordem e interessante para a igreja,ser ainda o alvo de necessidade por falta de conhecimento e manter toda esta falta deestrutura que acompanhamos.
Vou concordar também e, com sua licença, acrescentar. Veja que algumas concepções possuem de fato estruturas de longa duração; veja o que o Vaticano diz sobre a mulher em pleno século XXI: http://mariolobato.blogspot.com/2009/03/o-vaticano-e-maquina-de-lav...
Não se trata de manipulação ou controle intelectual e sim de um pensamento, de uma cultura ou mentalidade, é claro que tudo o que for contra os dogmas do cristianismo será combatido pela Igreja. A Igreja quando se coloca contra o uso de preservativos ou do aborto, não está pensando em uma questão biológica, que é o que pensa a maioria dos que estão fora dela, mas sim em uma questão espiritual, é isso que muitos não conseguem visualizar, o mesmo fenômeno acontece com outras religioes no mundo: O Islã, o judaísmo, o budismo, mas com outras doutrinas. O que acontece é que no Ocidente houve desde a Reforma uma rejeição dos valores do cristianismo.
É, mas como muitas obras da antiguidade chegaram até nós? Se não fosse a Igreja, a Europa e o Ocidenta, não seriam o que são hoje.
Poderiamos refletir também o papel da Igreja, na difusão do conhecimento com as Universidades, com a preservação dos manuscritos antigos, se não fosse a Igreja, o Ocidente não seria o que é hoje, é um grande erro rejeitar as raízes de uma cultura.
A meu ver existe uma contradição. Se não fosse aquele complicado trabalho de manuscritos todo o legado dos gregos não teriam sido herdado por nós. Me parece que haviam traduções tambem, muito bem feitas. As universidades surgiram em tornos destes trabalhos e as ideias eram descutidas de maneira muito polemica. Ademais havia até uma lingua academica por excelencia, que era o latim.
Assim, ficava facil um estudante de paris estudar uma tese de um estudioso de frankfurt.
Acho que o filme é de mau espirito, assim como a obra do umberto eco. A coisa é toda muito fantasiosa, a começar pela trama toda. É ojetivo puramente comercial, com conceitos ultrapassados.
Um verdadeiro historiador não deve levar tal filme a sério.
A questão não é levar tal filme à sério ou não... e na minha opinião um "verdadeiro historiador' deve levar todo filme à sério, pois todo filme é um produto histórico, retratando as ideologias e interesses de uma determinada época. Falando então de conceitos historiográficos mais atuais, sabemos - através da literatura de Le Goff e também da obra "A cruz e o crescente" de Richard Fletcher - que boa parte, se não a maior parte, da literatura grega foi preservada pelos árabes, sobretudo as obras de Aristóteles e Platão que foi bem aceita e amplamente discutida por Avicena (980-1037), por exemplo. Portanto, o legado da cultura grega aos ocidentais deve-se não só as traduções manuscritas dos monges copistas medievais, mas em especial, aos árabes.
Sim, a questão é mesmo levar um filme a sério. E, em especial, um filme como O Nome da Rosa. Vi e revi durante anos o filme depois de ter (sim, antes) lido e relido o roamnce de Umberto Eco, lançado à mesma época de O Perfume de Patrick Susskind. Os críticos, então, maravilhados com as duas produções literárias propuseram que os dois escritores se unissem em torno de um projeto de romance. E este, claro, receberia como título O Perfume da Rosa.

O filme, dirigido por Jean Jacques Annaud, diretor intelectual, que traz em sua filmografia também A Guerra do Fogo (infinitamente superior a O Nome da Rosa), pouca coisa preservou do livro. É um filme plasticamente bonito, e os tipos escolhidos nos remetem mesmo às figuras que vemos em pinturas e baixos relevos medievais.

Mas como referência histórica é, pelo menos, superficial. Pelo menos no que diz respeito ao campo da História Medieval, que é do que se trata neste grupo, creio.

Quanto a afirmação de que a Igreja sempre se opôs ao progresso científico é, simplesmente, mentira. Esse papo é fruto do efeito dominó. Um disse e outro disse outro repetiu.

Sugiro, por exemplo, a leitura de Uma História do Corpo na Idade Média, de Jacques Le Goff.

Concordo com você, Léo.

Bom...quanto a colocar o filme como uma ideia que o homem contemporaneo tem da idade media yup, sim, ai sim pode ser o filme ser considerado um produto historico.

Quanto a dados historicos da época, totalmente romanceado e forma-se uma ideia deturpada do que realmente foi a idade média.


Com certeza que sim. Como pudemos observar no filme, restringir o acesso aos livros filosóficos gregos, era uma fórma de impedir novas indagações das doutrinas dogmáticas da igreja. A as investigações da ciência sobre as células-tronco, pode trazer novas revelações que contradizeriam o conhecimento infalível e imutável do clero romano.

Criei um grupo onde gostaria de discutir justamente o controle do saber feito pela igreja medieval enquanto controle do poder. Entrem e participem:

http://cafehistoria.ning.com/group/onomedarosa
Realmente, ate hj a Igreja Catolica visa a involução da humanidade, proibindo, ou boicotando tudo e todas as inovações científicas, teorias, etc, que rivalizam com o seu dogma arcaico e preconceituso. Não é por acaso que a cúpula do VATICANO seja composta por seres pré- históricos; não vemos nenhum jovem fazendo parte dela.

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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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