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ROSA HELENA VASCONCELLOS

História , Literatura e Língua Portuguesa.

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História , Literatura e Língua Portuguesa.

O presente grupo busca demonstrar a relação entre História e Literatura através de diversos autores e suas obras , assim como também conhecer o nascimento da Língua Portuguesa e todo seu percurso até a atualidade.

Local: Aracaju-Se
Membros: 31
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ETERNO CAMÕES - MAIOR REPRESENTANTE DA LITERATURA PORTUGUESA, CRIADOR DA LINGUAGEM CLÁSSICA


Transforma-se o amador na coisa amada


Transforma-se o amador na coisa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está ligada.

Mas esta linda e pura semidéia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim como a alma minha se conforma,

Está no pensamento como idéia;
O vivo e puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma


Luis Vaz de Camões

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ROSA HELENA VASCONCELLOS

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ROSA HELENA VASCONCELLOS

HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA 2 respostas 

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Iniciado por ROSA HELENA VASCONCELLOS. Última resposta de ROSA HELENA VASCONCELLOS 10. Set, 2009.

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ROSA HELENA VASCONCELLOS Comentário de ROSA HELENA VASCONCELLOS em 12 dezembro 2009 às 21:07
E lendo Camões , já penso: Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada! Sigmund Freud
Alan SIlva da Conceição Comentário de Alan SIlva da Conceição em 20 outubro 2009 às 15:52
Sou professor de língua portuguesa e acredito que o ensino de literatura seria ineficiente se eu não fizesse uso da hístória em sala de aula.E ainda afirmo que sem o amparo da hístória seia impossível para qualquer um, inclusive estudantes de letras, compreenderem textos poéticos.
A Literatura, a história e a geografia são disciplinas que dialogam intimamente. Portanto sem o conhecimento prévio dessas áreas de conhecimento não se compreende literatura essencialmente.
Pedro Campos Comentário de Pedro Campos em 16 outubro 2009 às 9:17
Uma coisa que muito me interessa, nessa discussão toda, diz também respeito à utilização da literatura enquanto fonte histórica; ela, assim como o discurso cinematográfico, é fruto da época em que foi feita. Nenhum bem cultural produzido pelo homem é inocentemente gratuito, e possui contextos e sinais que podem e devem ser decifrados, e relativizados uns aos outros.
Raimundo Cassiano de Oliveira Comentário de Raimundo Cassiano de Oliveira em 15 outubro 2009 às 15:14
Esses comentários de vocês serão de grande valia, pois farei uma avaliação nos próximos dias acerca da literatura brasileira, não vou opinar prque ainda não tenho copetência para tal, porem em breve poderie dar minhas pinceladas.
E sobre a literatura Portuguesa o que vocês poderiam dizer?
ROSA HELENA VASCONCELLOS Comentário de ROSA HELENA VASCONCELLOS em 14 outubro 2009 às 19:05
A literatura no Brasil foi um produto de colonização, ou seja foi herdada da literatura portuguesa diante do processo de imposição , mas que ao longo do tempo a expressão literária foi se ajustando a uma realidade social e cultural do Brasil., contudo sabemos das marcas deixadas pelos poetas portugueses e suas obras extremamente sensívies. O Cesário Verde , poeta português que tanto admiro, registra nos poemas pequenas coisas da vida, o simples é o essencial e isso é formidável, transmite-nos a sensação de vivermos realmente. O poema Eu e Ela traduz o que de fato é importante .

Eu e ela

Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;

Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.

Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.

Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.

Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.

Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavalheiro de Flaublas...


Um abraço Rosa Helena
Breno Trindade Cardoso Comentário de Breno Trindade Cardoso em 7 outubro 2009 às 19:22
É Rosa, realmente é fascinante o poder de transformação que a Literatura tem em transformar fracos em fortes, em servir de mola propulsora de resgate da auto-estima dos países.
Aconteceu aqui no Brasil, que logo após sua independência política buscava também libertar-se da literatura portuguesa e construir um literatura que representasse as classes populares daquela época, em um sentimento de afirmação da identidade nacional.
O Interessante é descobrir que também do outro lado do Atlântico, nossa querida literatura também aprontou das suas.
Em plena Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos e a Alemanha ameaçavam a hegemonia do capitalismo britânico e, então, a Literatura serve-os de motivação à reconstrução da identidade nacional. É importantíssimo lembrar que a Literatura Inglesa era vista como "o clássico dos pobres" e que a partir do risco iminente da perda da hegemonia, as classes excluídas do país (mulheres, homens das classes trabalhadoras) passam a ser valorizadas, e a Literatura Inglesa passa a arma ideológica, e chega às Universidades de Oxford e Cambridge.
Das classes oprimidas à grande arma de uma poderosa potência!
ROSA HELENA VASCONCELLOS Comentário de ROSA HELENA VASCONCELLOS em 27 setembro 2009 às 10:14
Literatura Brasileira x Sociedade

A riqueza da literatura ultrapassa os campos da imaginação e busca também demonstrar os problemas sociais de uma determinada região, em "Viva o povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro , é oferecido um banquete de linguagens , expressões refinadas que representam movimentos distintos no processo de constituição das elites brasileiras e lançam vários questionamentos através do comportamento e características dos personagens, sempre tratando do contexto histórico e dos fatos sociais, nos forçando a uma reflexão, suscitando em nós o desejo de mais linguagem em nossas vidas, em busca não somente de soluções mas de uma postura mais digna como cidadãos...Sei que a boa literatura age assim ...Cria em nós uma grandeza de espírito nos forçando a crescer a cada dia....
DÉBORA MARTINS Comentário de DÉBORA MARTINS em 20 setembro 2009 às 18:16
O professor deve mostrar aos alunos de forma dinamizada o neologismo, para que todos tenha conhecimento da hetoregeneidade da língua,diminuindo enfim os pensamentos primários de que só a um jeito de falar. A prática de abordagem nas escolas sobre a diversidade da língua tem influenciado os alunos a rejeitar aquele que tem o sotaque diferente, achando que o correto é falar do jeito que o meio fala. Os livros didáticos que venho pesquisando tratam os falantes de forma errôneas, pois aborda restritamente, apenas, ao gênero literário e, além disso, as tarefas propostas como forma de exercícios, são completamente descontextualizadas, o que leva o aluno a não refletir sobre o assunto, nem saber identificar os neologismos nos diversos gêneros.E quando entra no neologismo popular(regionalismo)fica muito mais problemáticos,pois buscam apenas nos falares caipira para colocar os alunos a zombar dos erros ortográficos dos pobres coitados falantes que não tiveram oportunidade de ir a escola.

Att Débora...
ROSA HELENA VASCONCELLOS Comentário de ROSA HELENA VASCONCELLOS em 20 setembro 2009 às 15:45
E como lecionar Língua Portuguesa diante de diversos falares???

No ensino da língua materna deve-se considerar a realidade social do indívíduo, jamais ignorar o seu falar ou mesmo tentar fixar regras gramaticais o ideal é trabalhar com diversas leituras e práticar a escrita.

Luft (1985,13) afirma que o ensino de língua portuguesa é fundamental para a formação do indivíduo, mas precisa ser revisto, pois ao ensinar regras gramaticais, uma grande parte dos professores ignora a língua falada pelo aluno e a implicação disto é que a língua objeto de estudo fica distante demais da prática efetiva, e por não haver aproximação, não há aprendizado.

Rosa Helena
Breno Trindade Cardoso Comentário de Breno Trindade Cardoso em 17 setembro 2009 às 9:56
Cara Débora, também concordo com seu ponto de vista, pois o processo de enriquecimento e definição de nossa língua passou e sempre passará por todas as camadas sociais existentes. Há importância sim em se querer organizar a nossa língua em uma gramática, porém nunca devemos esquecer que uma língua deve ser representante do povo que a usa, movimento este, inclusive, iniciado por José de Alencar no Romntismo quando o mesmo buscava atingir o povo brasileiro e ser entendido pelos mesmos.
Não dá pra ser simplesmente purista, e querer definir regras para o uso de nossa língua já que se formos analisar suas origens podemos perceber que muitos dos "desvios ortográficos" têm explicação lógica como por exemplo nas mudanças do latim para o português definidas por gramatiqueiros ou ainda por puristas que sentiam o desejo de ficarem presos por todo o sempre à Língua Portuguesa de Portugal, e que apresenta-se hoje ressurgindo com o acordo ortográfico que busca igualar o que há muito tempo vem se construindo numa identidade própria.
Att Breno Trindade...
 

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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