Autor: Guilherme Jorge Figueira*
A Cidade de São João Marcos fundada em 1837 no Rio de Janeiro, nasceu fruto das riquezas do café, suas construções rica em arquitetura do período pós-colonial foram reflexo das riquezas trazidas pela expansão do café durante o período de ouro no Vale do Paraíba, 1850 a 1870. Esta região mostrou-se favorável ao cultivo do café graças as suas condições geográficas excepcionais expandindo seu cultivo ate o Estado de São Paulo. Graças a esta característica a Cidade de São João Marco era a residência de grandes produtores de café e pólo de suas produções que vieram a abastecer o mercado Europeu.
Como em todo o Vale do Paraíba, a abolição dos escravos e a destruição do solo através do cultivo predatório da monocultura decretaram o fim do período de ouro do café levando as regiões que nasceram através da expansão do café a uma crise econômica, entretanto a Cidade de São João Marcos resistiu a este período de decadência econômica graças à construção da Estrada de Ferro no ano de 1907, que ligou a cidade de Barra Mansa à Angra dos Reis. A ferrovia fez, portanto ressurgir a economia da região.
Mesmo após o reaquecimento da cidade, a região em 1909 começou a ser cedida para a construção da represa de Lages, que teria como função abastecer vários municípios da região com água e energia elétrica. Para temos uma idéia hoje da importância desta construção ela hoje fornece cerca de 11% da água consumida na Cidade do Rio de Janeiro.
Durante este processo de construção da represa a cidade começou a ser destruída, mesmo em 1939 quando o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou a cidade esperando que esta deterioração descontinuasse este processo não diminuiu ao contrario, Getulio Vargas então presidente dotado de poderes ditatórios decidiu destombá-la para facilitar os planos de expansão da represa. As terras foram, portanto desapropriadas com seus habitantes sendo expulsos recebendo uma quantia abaixo do esperado, este processo acarretou na extinção da cidade.
A alguns relatos que informam que a cidade foi destruída por ser uma cidade Integralista, aonde os cidadãos não se conformavam em o governo federal proibir a existência da Ação Integralista Brasileira e resistiam a qualquer intervenção do governo estadual ou federal, porem essas informações precisam ser melhor estudadas.
Ao certo podemos após analisar a historia desta pequena cidade de grande importância histórica que mais uma vez o Ditador Getulio Vargas demonstra seu caráter autoritário expulsando famílias com o uso de força policial sem dar o devido direito a defesa dos moradores.
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Permalink Responder até alexandre silva volk em 15 outubro 2010 at 21:17
Permalink Responder até Jorge Figueira em 16 outubro 2010 at 17:52
Permalink Responder até Jorge Figueira em 17 outubro 2010 at 10:25
Permalink Responder até Jorge Figueira em 17 outubro 2010 at 20:42
Permalink Responder até Jorge Figueira em 18 outubro 2010 at 20:03
Permalink Responder até PAULO CLARINDO em 1 julho 2011 at 16:48
Prezados companheiros.
Peço-lhes licença pra participar desse interessante debate.
Se me permitem, discordo da opinião do companheiro Jorge Figueira quanto a questão de que a visão de progresso tem respeitado a preservação nos últimos tempos. Pelo contrário, recentemente alguns exemplos de destombamento e demolições tem ocorrido na Cidade do Rio de Janeiro a "pedido" do prefeito e do governador. Continua prevalecendo o progresso em detrimento da preservação do Patrimônio Cultural. Não seria um retrocesso?
Cordialmente,
Paulo Clarindo
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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