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História e Imagem

Neste grupo propõe-se a discussão acerca das relações entre História e Imagem, considerando as questões teóricas e metodológicas

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Tatiana Matos

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Iniciado por Tatiana Matos 31. Ago, 2008.

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Diogo Nunes Comentário de Diogo Nunes em 29 julho 2009 às 2:36
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Asmodeus Comentário de Asmodeus em 1 julho 2009 às 13:08
^_^
Sem problemas Léo; reflexão é essencial aos historiadores^_^
Desejo-lhe uma excelente produçaõ acadêmica o/, pois sem a mesma,
a historiografia não teria sentido.
Tudo de bom :)
Léo Antonio Perrucho Mittaraquis Comentário de Léo Antonio Perrucho Mittaraquis em 1 julho 2009 às 12:03
Caro Asmodeus,

Estou envolvido em pesadas produções acadêmicas. Por isso ainda não respondi sobre Imagem no Brasil. Mas também estou fazendo umas leiturase exercitando a reflexão sobre o assunto.

Nos falaremos em breve.

Abraços
Asmodeus Comentário de Asmodeus em 26 junho 2009 às 10:19
Concordo Léo, devemos ter discussões embasadas de fato, do contrário, não historiamos. Walter Benjamin é uma leitura obrigatória para estudos neste campo.
No que concerna a iconografia, recomendo Michel Vovelle. "Ideologias e Mentalidades", onde ele discursa sobre a importância deste tipo de fonte, que pode ser tanto mais significativa quanto a oral ou a escrita, pois requer forte contextualização. Vovelle inclusive infantisa a importância das HQs como fontes.
O simbolismo de imagens só tem valor se encontrarmos suas representações históricas; o juízo de valor tem um certo peso também(no caso de imagem, "gosto pessoal").
Marc Bloch já dizia que devemos enterrogar o documento histórico, e com a iconografia não deve ser diferente.
Eu encaro o estudo das imagens na Longa Duração, mas determinados temas, se assim posso dizer, são difíceis de analisar, em um Tempo Curto, como ilustrações, grafites (e até as pichações), mangás (e outros quadrinhos), etc. Fontes iconográficas recentes (excluindo fotografias, videos, etc., pois estas mesmo em Tempo Curto, podem ser providas de análises históricas mais recortadas), como ilustrações (gerais: bico de pena, rascunhos, etc.) por exemplo. O Imaginário é um domínio interessante nesse segmento.
Gostaria, senão for incômodo, que Léo desse um parecer da imagem hoje no Brasil. ^_^
Agradeço desde de já^^
Léo Antonio Perrucho Mittaraquis Comentário de Léo Antonio Perrucho Mittaraquis em 25 junho 2009 às 3:26
Concordo plenamente.

Sem discussões embasadas não se lucra nada. E é isso: lucro intelectual, cultural...

História e Imagem: um tema que exige força de argumento. O símbolo que foi escolhido (por quem?) do grupo é a IMAGEM do Anjo de Paul Klee. Quem já leu as considerações de Walter Benjamin sobre essa imagem tem condiçoes de levar adiante o papo aqui, por exemplo. Quem não conhece o texto, talvez valha a pena dar-se ao trabalho.

Sem dúvida, o mundo é "imagerie", termo amplamente utilizado nos anos oitenta e noventa quando se aprofundou a discussão sobre o mundo como imagens. Um outro caminho ao mesmo tempo técnico e prazeroso é assistir (e saber ver, olhar...) o documentário produzido por Win Wenders no japão em homenagem a Yasuhito Ozu, grande cineasta japonês.

Abraços,

Mittaraquis
Asmodeus Comentário de Asmodeus em 11 maio 2009 às 14:07
Esta é uma comunidade com um considerável número de membros, porém, está faltando a essencial: a discussão!
Quando se fala em imagem, devemos entender algo amplo, de dimensões notórias, das mais simples as mais complexas;
Das pinturas rupestres que retratam a milhares de anos cenas de caça (e até mesmo orgias sexuais), aos hieróglifos egípcios e maias; ilustrações em pedra, argila, papiro, pergaminho, etc., também fazem parte do mundo das imagens; obras de arte, não apenas os quadros renascentistas, ou esse ou aquele desenho feito em um vaso grego precisam ser valorizados, mas até mesmo as diversas formas de fontes iconográficas, como xilogravuras, litografias, fotografias, HQs, etc, e até mesmo ilustrações pessoais que fazemos estão inseridas nesse contexto de imagens históricas.
Veruska Dias Freitas Comentário de Veruska Dias Freitas em 3 dezembro 2008 às 20:22
História e Imagem: é tudo o que somos...
 

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Cinehistória

Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

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