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Todos registros fílmicos podem serem considerados 'documentos' para pesquisa histórica?

O termo documento do historiador foi ampliado com a Nova História, como nos afirma Le Goff, o filme deve deve ser considerado um documento válido para o historiador: "... há que tomar a palavra 'documento' no sentido mais amplo, documento escrito, ilustrado, transmitido pelo som, á imagem ou qualquer outra maneira". (Jacques Le goff em "Documento Monumento" 1984, vol 1, p. 98)
A questão é: Há vários tipos de registro fílmico, como a ficção, o documentário, a telenovela, o noticiário, e atulidades que podem serem vistos como meio de representação da história. Qual das categorias poderiam serem considerados "documentos" para o historiador? A qual dar mais créditos e a qual dar menos créditos como fontes de informações? Temos teoria o suficiente para respaldar tantas diversidades categóricas de documentos fílmicos?

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Respostas a este tópico

ola camaradas historiadores e simpatizantes. bem... tentando responder essa questão em relação ao cinema, podemos entender o filme como uma manifestação dos sentidos e sentimentos da sociedade e dessa forma ele expressa uma opiniao ou vontade de certo grupo. entao uma das primeiras questoes que podemos expor em relação as produçoes cinematograficas é que, tal produção corresponde a um determinado tempo historico. isso significa em suma que, as configuraçoes do filme tendem a expressar uma opiniao sobre determinado tema. por exemplo: um filme dos anos 30 produzido no calor de sua epoca tende a enfatizar questoes mais imediatas. em contrapartida esse mesmo filme sobre os anos 30 produzido atualmente tende a ter-se outra leitura. essa questao basicamente responde sua outra pergunta em relação a credibilidade. se entendermos credibilidade como uma relacao de"verdade" entre produtor e expectador, essa credibilidade procurada em sua pergunta passa a ser invalida pois na historia nao existe verdade absoluta  mas sim "verdades" entre as diversas possiveis  leituras do real. assim, nao podemos dar plena força de credito a uma  produção cinematografica, mas devemos entendela como parte de um contexto social pré-determinado e por isso um discurso com um objetivo. lembre se que tudo que se fala tem um proposito explicito ou implicito.

Tecnicamente, todo registro visual pode adquirir valor histórico.

O mais importante neste caso é sublinhar que quem dá o valor é sempre o historiador. Neste sentido, um vídeo despretensioso de uma festa familiar hoje, que não possui qualquer valor para os historiadores, poder mudar de status daqui a duzentos anos, por exemplo. 

Todo registro fílmico é documento para o historiador. Na verdade, falando corretamente e sendo abrangente, o Cinema é fonte para se fazer História. Quando digo cinema, lembro de palavras de Rosália Duarte, citando um autor (não tenho acesso ao meu livro agora): em geral, o que chega do cinema ao telespectador é apenas o filme.
História no Cinema, Cinema na História e História do Cinema, como bem salienta Marcos Napolitano, são as formas de como o historiador pode trabalhar o com o Cinema dentro da História.
Definindo o filme como um objeto de estudos, devemos ter o tato e a sensibilidade de compreender que ele diz mais sobre a historicidade da sua concepção do que de quaisquer que sejam os assuntos abordados nele.
Utilizo os filmes de duas maneiras: meio ilustrativo (apenas ilustrativo) e documento a ser problematizado com os alunos.
Em relação ao respaldo teórico-metodológico para trabalharmos com o Cinema na História, acredito que, além de a Teoria da História já nos dar "bases-nativas" para o trabalho com esse tipo de documento, temos uma diversidade  de outros conceitos que podemos explorar para desenvolver uma pesquisa, como é o caso da semiótica.

Maxsuel, temos de ter cuidado quando o filme é utilizado como documento histórico, pois o mesmo foi concebido com algum proposito, o filme não é só o que se passa na tela. Pois  por traz dele existe toda uma tendencia a ser alcançada. Por isso temos que te cuidado ao manusear como documento histórico.

no meu entendimento, sim. Por questões de contexto histórico.

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