O que você pensa a respeito da pena morte por apedrejamento existente em países como o Irã?

Neste mês de agosto de 2010, o Brasil se viu envolvido em uma grande polêmica ao oferecer oferecer asilo para a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani. Mãe de dois filhos, a iraniana havia sido condenada à morte por adultério, por manter relações consideradas ilícitas com dois homens após ficar viúva. Em 2006, ela levou 99 chibatadas por esse "crime". Neste mesmo ano, um dos amantes foi condenado pelo homicídio do marido dela. O caso foi, então, reaberto e ela foi sentenciada à morte por apedrejamento. Para evitar críticas internacionais, na última terça-feira, o Irã mudou a condenação de Sakineh de adultério para assassinato. Logo depois, decidiu que ela vai responder, na verdade, pelas duas acusações.

 

E então? Barbárie, Cultura ou outra coisa?

 

Como outros países devem e podem se posicionar diante de uma pena de morte como esta?

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Respostas a este tópico

Num País como o Irã q é tão severo e ainda mantém as antigas tradições é muito complicado falar sobre este assunto
ou até mesmo tentar se fazer entender q tal prática é um ato desumano gera um grande conflito.
Na minha opinião não cabe a ninguém julgar os atos desta mulher, claro q se de fato o seu marido foi assassinado ai já outro história este de fato é um crime q não deve ficar impune, lógico q sendo tratado dentro das leis normais.
Olá, Lilian.Mas aí é que está: "leis normais" no nosso ponto de vista. A grande questão nesse caso é exatamente a cultura.O que é dito "normal" pra nós é anormal para aquele povo e vice-versa.Obviamente que sou contra o apedrejamento. Mas como incutir os valores ditos "civilizados" na cabeça de pessoas que tem uma cultura milenar e que é discriminado pelos ocidentais por preconceito? Só isso já basta para muitos deles não darem ouvidos a nenhum outro povo. Impossível de mudar não é, pois se assim fosse, muitos deles não seriam contra esse tipo de pena.Existem vários movimentos no próprio Irã contra esses castigos.Esse é um assunto muito complexo exatamente por ter tantas outras questões por trás, como religião, cultura, etc... Ecxelente tema pra se discutir.Abração.
Olá Samanta! td bem? concordo plenamente com vc. Claro q para nós as coisas não são bem assim o problema q para eles onde a cultura é milenar e td funcioana na base da religião e tentar mostrar a eles q as coisas mudaram e q o mundo evoluiu é o mesmo q acender um palito de fósforo em um lugar onde só tem polvora e torcer para q nd vá pelos ares. Nós aki achamos errado o modo de vida deles, a cultura deles e claro q discutir um assunto tão copmplexo como este gera muitas discussões diferentes pontos de vista. Mas é isso mesmo devemos sim discutir sobre isso tentar talvez entender a cultura deste povo milenar, mesmo q o mundo passe por várias transformações eles jamais irão mudar. Deixo bem claro aki q sou contra o modo deles de julgar as coisas, como falei ninguém pode julgar o outro por certos atos cometidos, salvo qd c ocorre um crime contra a vida ai claro q cabe a justiça e os órgãos competentes julgar.
Mas concordo Samanta é um assunto bem complexo para uma discussão.
Há muito tempo venho defendendo a tese de que deve ser extinta a pena de morte em todo o mundo. Acho que os orgãos internacionais e os blocos de cooperação como a ONU a União Européia por exemplo, poderiam convidar os países que absurdamente ainda aplicam a pena de morte a substituir essa pena por outras, como a prisão perpetua por exemplo. è no mínimo absurdo matar uma pessoa para cobra-lo por um crime. Se todos que cometessem um crime ou delito fossemos condenar a morte, daqui a pouco vamos transformar o mundo em uma grande guerra civil ou terceira guerra mundial. Não é baseado em leis ou qualquer outra coisa, mas simplesmente opinião pessoal, e coisas do meu "coração mole", não consigo aceitar o fato de uma pessoa ser condenada a morte, mesmo que ele seja Saddan Hussein.
A questão é polêmica e é necessário ter conhecimento da cultura iraniana para se posicionar. Lembro-me certa vez que o mundo ocidental estava fazendo campanha contra o uso da burca em mulheres muçulmanas no regime do Aitolá Komehine (não sei se esta é a grafica correta) e as próprias mulheres protestaram contra essas idéias saindo às ruas cobertas dos pés às cabeças. As intromissões na soberania de outros países abrem brechas para abusos de poder de países com outros interesses como é o caso dos EUA no Iraque. Particularmente, repudiamos a prática por achá-la um crime contra dos direitos humanos mas se o Irã é signatário da ONU, esta deveria ter poder coercitivo para impedir determinadas práticas que fossem condenadas pelo consenso geral da humanidade. Porém, sabemos que a ONU ainda não conseguiu atingir a esse objetivo. E a pena de morte em alguns estados dos Estados Unidos e da China? Qual a diferença? E a morte lenta de mulheres ocidentais por homens truculentos e machistas que consideram a mulher como propriedade sua?
Questão interessante,... num mundo cada vez mais globalizado (pelo menos como querem nos fazer acreditar) cada vez mais nos tornamos sensíveis a "choques culturais", ou de certa forma aprendemos a relativizar diferentes costumes nas diversas sociedades. Acho que talvez caiba uma leitura do livro: Em defesa da honra: Sueann Caufield que mostra como a lesgislação brasileira do início do século tratava questões como virgindade, pudor, adultério. E de que forma essa sociedade absolvia crimes que de certa forma "limpavam" a honra de uma família. Sempre que mulheres eram assasinadas em questão de adultério, as culpavam de crime contra a honestidade das famílias, sendo o agressor absolvido. Mais que cultural a questão é histórica, não é barbárie, nem moral religiosa, trata da condição das mulheres em relação ao direito numa sociedade. E ao meu ver para isso deveria também haver um tribunal internacional pois se trata de direitos humanos.
Talvez mudando um pouco, essa questão me faz lembrar dos casos de infanticídio entre algumas comunidades indígenas e de que forma algumas entidades missionárias internacionais tem se colocado em favor dos direitos das crianças indígenas. Pesquisei na net e vi que tramita no congresso uma chamada Lei Muwaji, em homenagen de uma índia que para salvar sua filha com paralisia cerebral foi contra sua tribo, os Suruwahá em 2005. A despeito do pequeno índice de mortalidade segundo a Funai por essa prática, trata-se de uma questão pôlemica: O estado tem o direito de legislar sobre a cultura de uma comunidade indígena? Ou o direito a vida proposto proposto pelos direitos humanos tem maior impacto?
Para mais informações sobre essa lei acesse:

http://www.webartigos.com/articles/25083/1/LEI-MUWAJI--O-COMBATE-AO...
  • uma cultura machista influenciada pela religiao ,onde nao se leva em conta  acondiçao do ser humano nem de escolher com quem quer se relacionar.

 

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