Olá amigos.
Do racismo que vemos no Brasil uma "categoria",que creio de fundamental importância não ignorar e sim diagnosticar,é a que se direciona de negros á negros.Não é raro vermos demonstrações disso,como pessoas que,se tem a pele um pouco mais clara,porém tendo óbvia origem afro,buscam maximizar suas origens européias,outras com clara preferência de relacionamentos,dos mais diversos,com brancos,há também aqueles que não gostam de ser chamados de negros,vendo nisso uma inferioridade,e por ai vai.Meu questionamento,está em,de que maneira,o sistema educacional vigente contribui para isso,caso contribua,atravéz de práticas,de materiais didáticos,formação de docentes,dentre outros fatores?

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Caros Senhores (as),

Confesso que nunca li um estudo acadêmico sobre o tema, mas parece-me que o fenômeno de fato ocorre. A única explicação para isso é a de que o sujeito tem uma personalidade fraca, com alto grau de baixa-estima, assimilando, sem nenhuma depuração, os valores estéticos impostos pela cultura europeia dominante.
Isto não é exclusividade de mestiços de pele mais clara, mas pode acontecer com qualquer um. O sistema educacional vigente contribui para isso? Creio que sim, quando reproduz e reforça aqueles valores dos quais falei. Vejamos, se numa turma de Jardim a professora conta as histórias clássicas da literatura infantil, como Cinderela,A Bela Adormecida, Branca de Neve e os Sete Anões, Rapunzel etc. Em todas elas as heroínas são jovens brancas de grande beleza, associadas aos mais nobres sentimentos. Como evitar que a criança negra não se sinta excluída daquele mundo mágico? Pode ser que ela passe a alimentar complexos de inferioridade em relação às coleguinhas, de cabelos tão bonitos. Neste ponto, lembro-me de algo que tem tudo a ver.
Como professor de História, do Ensino Médio e Fundamental, trabalho num meio predominantemente feminino. Às vezes, sou o único homem numa sala com mais de dez mulheres. Chega a ser insana a preocupação que as mulheres têm com o cabelo, não falam de outra coisa, chego a me exasperar. É engraçado observar como as negras e mulatas pagam tributos às brancas, que balançam orgulhosas suas cabeleiras. É possível que elas gastem mais no salão, com escovas e alisamentos, do que eu gasto mensalmente nos bares. Vejo isso como uma consequência inconsciente daquela educação infantil.
Sem querer me alongar demais, o fato de jogadores de futebol negros, de sucesso, invariavelmente, terem mulheres louras, também aponta para o mesmo problema, uma questão de afirmação social.
Olá amigos,

Penso que o "sistema educacional vigente" contribui sim para que nós descendentes de africanos ( afro brasileiros, negros/negras, pretos, etc...) tenhamos vergonha de nossas origens, ninguém gosta de fazer parte do grupo dos inferiores, incapazes, feios, mau cheirosos, não inteligentes, não culto, indolentes, etc...., pois é isto que ainda tem sido dito, pensado, desenhado e ensinado em nossa sociedade e em nossas escolas....Quem gosta de ouvir que o seu cabelo é ruim???
As ideias racistas, machistas e homofóbicas não escolhem cabeças e corações, estão presentes em homens, mulheres, brancos e não brancos, hetero e homossexual, por isso encontramos nossos negros com ideias sobre inferioridade dos negros...penso que passamos do tempo de combater esta educação eurocentrica em nossas escolas, afinal a humanidade é muito maior do que a Europa, não é?

Uma educação apresentando as contribuições, formas de vida, estética de outros povos ( indianos, chineses, africanos, indigenas, aborigenas, etc ) podem contribuir para alterar esta situação no Brasil....possibilitanto que cosntruirmos nossa arvore genealógica possamos ter orgulho de dizer que somos descendentes, africanos ou indigenas....perceber que o nosso cabelo é apenas diferente, não ruim ou bom, somente diferente, crespo, encaracolados e que a moda dos lisos e loiros passam podem voltar, mas também passar novamente...
Esta questão do cabelo é muito importante para as mulheres neegras, mas não só as mulheres, por isso, tenho trabalhado bastante com as alunas da pedagogia, que ficam muito feliz quando mostro pessoas de cabelos crespos super feliz, curtindo seus cachos, com tiaras, tranças ou mesmo alisamento...percebem que é possivel ter o cabelo crespo e bonito e que isto é uma questão de gosto e de moda....
Saudações
Dida
Ricardo concordo quando você diz:
"Do racismo que vemos no Brasil uma "categoria",que creio de fundamental importância não ignorar e sim diagnosticar,é a que se direciona de negros á negros.

Me lembra uma analise de um professor que tive chamado José Roberto onde ele usa a historia para explicar o hoje.

No passado época de um Brasil escravista o negro liberto ou forro para se inserir na sociedade e/ou comercializar seus produtos tinha de se afirmar, se tivesse posses tratava de comprar outros escravos e usar as maneiras de fazer negócios fazendo a manutenção da logica do mercado usando dizeres e costumes dos brancos, para a sociedade ele se tornará branco pois o termo negro só é designado escravos.
No Brasil nos não aprendemos a respeitar o Negro e sim impomos que se o negro quer ser aceito deve ser como o branco. O preconceito nunca foi assumido como problema histórico por parte dos governantes só hoje no séc. XXI começamos a tentar desfazer o atraso.
Como retirar o preconceito da cabeça da sociedade brasileira?????

EDUCAÇÃO , EDUCAÇÃO , EDUCAÇÃO !!!!
Somente com informação o PRÉ-CONCEITO - vira CONCEITO

Os negros brasileiros sabem o valor de seus descendentes? não.
Precisam saber desde a tenra idade que seu pertencimento racial deve ser motivo de orgulho, que ser descendente de negros não significa ser inferior, eles precisam saber , ter provas , que o negro no mínimo tem a mesma capacidade do branco.E que o primeiro homem do planeta, veio da África, espalhando sua força, tecnologia e criatividade pelo mundo , e que foram os europeus que contaram a história da "educação vigente",se apropriando de todos os feitos. Somente uma história afrocentrada é capaz de combater os erros, propositais ou não, cometidos pelo historiadores europeus.Acredito que professores de história da África capacitados e motivados podem revolucionar a questão racial no Brasil. Eu sou um deles e to ai para isso.
abraço.

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