É comum dizer que os Alemães que atacaram os Soviéticos, desrespeitando o mútuo pacto de não agressão Ribbentrop-Molotov.
No entanto, uma intensa pesquisa de John Mosier nos apresenta a tese de que o ataque foi preventivo, diante de um iminente ataque soviético.
Recentemente, tenho visto alguns livros abordarem o tema.
A pergunta que deixo aos amigos, a grande operação Barbarossa foi preventiva?
Abraços,
Tags: barbarossa, deathride, hitler, stalin
Caro Luís, eu sei disso.
A idéia é transferir aqui referências bibliográficas, fatos que comprovem isso.
Quais você pode colaborar para defender sua afirmação?
abras.
Caros Senhores (as),
A Alemanha nazista e a URSS eram inimigos virulentos desde o início dos tempos. Em "Mein Kampf", Hitler já pregara a destruição da primeira e única (até então) potência proletária do mundo.
O Pacto Nazi-Soviético de Não-Agressão (1939) foi um artifício imposto pelas condições objetivas, que atendia aos interesses de ambas as potências, embora inimigas.
A Alemanha ficava livre para invadir a Polônia e restabelecer a soberania plena sobre o seu território oriental, arranhada pelo Tratado de Versalhes ao criar um "corredor polonês" em território alemão para fazer a ligação com Dantzig. Cumpre notar que os poloneses, confiados na aliança com a Inglaterra e França, se recusaram obstinadamente a ceder aos apelos de Hitler e entregar os seus apêndices à Alemanha. Esta, com o pacto com a URSS, poderia se concentrar na frente ocidental de uma guerra que, inevitavelmente, se seguiria à invasão da Polônia.
Para a URSS, a questão principal era ganhar tempo para se preparar para o ataque alemão que, mais tarde, também inevitavelmente viria. O pacto tinha validade de 5 anos, ou seja, após 1944, cada um estaria livre para agir como quisesse. Hitler não pôde esperar tanto: atacou a URSS em 22 de junho de 1941.
De quebra, com o pacto, a URSS também poderia reanexar territórios poloneses e os estados bálticos, que já tinham pertencido ao Império Russo, e que lhes foram tomados em 1917, com a Revolução de Outubro e a retirada antecipada do país da I Guerra Mundial.
Quando o conflito estourou, o exército soviético estava completamente desmantelado, inclusive porque Stálin, inadvertidamente, havia expurgado a maior parte do seu alto-comando em momento impróprio. Stálin teve então de empreender um esforço hercúleo para preparar e rearmar o país. Era uma corrida desesperada contra o tempo. Hitler percebeu isso e resolveu agir antes que fosse tarde demais. Nesse sentido, seu ataque foi, sem dúvida, preventivo. A URSS, de fato, ainda não estava convenientemente preparada. Mas a liderança férrea do "Genial Guia", sobrepondo-se à coragem do povo russo, permitiu que os planos nazistas se esboroassem, culminando com o suicídio do rato ariano em seu esgoto, a fim de não ser capturado pelos comunistas que tanto odiava.
Permalink Responder até Jose Goncalves em 11 janeiro 2011 at 10:00
Caro José,
Seu comentário não aparece para leitura.
abras.
Permalink Responder até Jose Goncalves em 12 janeiro 2011 at 4:35
Permalink Responder até Jose Goncalves em 12 janeiro 2011 at 4:45
Bom, acredito que com o tempo a passar ninguém irá postar nada mais. Logo mais irei postar minha contraposição.
Assim sendo, torno a pedir referências bibliográficas, são de suma importância.
Permalink Responder até Wallace Gonçalves de Souza em 16 fevereiro 2011 at 15:48
Amigos do Café História, sr. Murilo de oliveira Homem, muito boa tarde!
Há mais alguém a postar, me deixa pesquisar um pouco e postarei algum comentário, apesar de não ser expert neste assunto.
Saudações:
Wallace Souza.
Permalink Responder até Wallace Gonçalves de Souza em 16 fevereiro 2011 at 22:32
Pessoal, boa noite!
Diante do que foi comentado pelo Ph.D. John Mosier, a História da segunda grande guerra muda drásticamente de contexto:
"Hitler é apresentado (pelo autor John Mosier, no seu novo livro "Deathride") como um homem são e racional, tomando decisões sensatas e inteligentes, conhecedor de políticas estratégias e globais, muito melhor do que os seus generais. Em vez de um ataque surpresa contra os russos inocentes, Mosier concluiu que a guerra foi um acto preventivo contra um predador preparado para invadir Alemanha e Europa. (...) "A prova mais recente confirma o que os interrogatórios alemães aos oficiais Soviéticos capturados revelaram em 1941, que Estaline estava, de facto, a planear atacar Hitler no primeiro momento oportuno. (...) A prova mais recente contradiz uma longa lenda estalinista tido como verdadeira e explica, certamente, a motivação de Hitler: o seu ataque à União Soviética era um ataque preventivo".
Daí pra sua primeira pergunta a resposta é: Operação Preventiva.
Pra sua segunda pergunta, acredito que o próprio Ph.D. John Mosier tería estes documentos, senão como iría fazer uma pesquisa séria sem as devidas provas documentadas?
Nesta página da luftwaffe http://www.luftwaffe39-45.historia.nom.br/historia/urss.htm há um comentário logo no início que: "assim como tinha ocorrido na Polônia, Escandinávia e França, os pilotos de Göring deveriam conduzir ata-ques preventivos contra a armada inimiga", mas, na boca do povo tem outro comentário que diz: "quem ganha a guerra é quem conta a História", assim vem sendo desde tempos remotos, agora com a chegada desta nova geração de novos pesquisadores, diversos documentos sendo revelados e muita coisa do passado reaparecendo com a sua verdadeira razão, como ficará a reestruturação da História, pergunto eu!
Saudações, fiquemos com Deus, que Ele ilumine nossas inteligências!
Paz a todos!
Wallace Souza.
Permalink Responder até Alexsandro Bourscheid em 31 março 2011 at 14:17
Vou deixar um texto que eu havia lido já a algum tempo e acho que revela bastante as verdadeiras intenções de Stalin:
O alongar dos músculos do carniceiro da Geórgia
Estamos no mês de junho. Foi no dia 22 deste mês no ano de 1941 que as tropas alemãs começaram sua longa e sofrida marcha através das terras do universo bolchevista. Começara então a guerra entre Alemanha e União Soviética, que para a História Estabelecida é mais uma prova da agressividade nazista e do pretendido domínio mundial por parte da Alemanha. Entretanto, para os que pretendem uma revisão da história, foi um ato preventivo, no qual Hitler se antecipou a Stalin por poucos dias, como já o fizera na Noruega, quando lá chegou antes dos ingleses.
Qualquer comparação com as atuais “guerras preventivas” é descabida. Naquela época tratava-se de antecipar a uma agressão por parte de um Estado estrangeiro, que já provocara a fome de milhões. Hoje em dia, trata-se de lançar invasões contra países e suas populações indefesas pelas mais fantasiadas versões: suposto ataque terrorista (Afeganistão); armas de destruição em massa (Iraque); se defender contra foguetinhos, estilingues e bolinhas de gude (Palestina); ou “varrer Israel do mapa” (Irã). Hoje, apesar da versão histórica imposta pelos vencedores da SGM, a verdade vem à tona e podemos entender o porquê da polêmica decisão alemã em invadir a “santa” União Soviética – NR.
“Bati antes que me batessem”, coisa que já nos nossos tempos de guri na escola era difícil de provar. Mas neste caso existem muitos indícios que efetivamente comprovam que era da União Soviética a intenção de atacar a Alemanha e não vice-versa. Já no ensaio 43 (Revelações Finlandesas) deste blog isto ficou bastante claro. E aqui têm mais algumas:
● Stalin dá com a língua nos dentes – No dia 5 de maio de 1941 ele discursa no Kreml (palácio sede do Soviét Supremo) perante formandos acadêmicos e revela suas intenções de atacar a Alemanha. Faz o mesmo mais tarde do mesmo dia perante altos oficiais.
● Golpe militar na Iugoslávia em março de 41, contrário à aliança do país com o Eixo. Teve patrocínio comunista.
● Anexação dos Estados Bálticos – Em junho de 1940 a União Soviética ocupa militarmente a Lituânia, a Letônia e a Estônia, garantindo seu acesso ao Mar Báltico.
● Na mesma época Stalin anexa a Bessarábia, parte do território da Romênia, com o que passa a ficar a apenas 120km das fontes de petróleo que abastecem a Alemanha.
● A teoria militar dominante na União Soviética era a do ataque. É o que ensinavam suas academias e escolas de armas.
● Stalin deu ênfase à preparação de tropas pára-quedistas, que se destinam eminentemente a serem usadas em operações de ataque. Não servem para defesa. Em 41 já contava com 16 Brigadas e com uma reserva de um milhão de pára-quedistas treinados.
● Segundo o próprio ditador vermelho o seu exército contava em 1941 com 62 Divisões de blindados e mais 24 mil carros de combate. Era o maior contingente da época. Também sua força aérea era maior que qualquer outra européia. É inquestionável que estas armas se destinam ao ataque.
● Qual a finalidade dos 345 submarinos (Alemanha tinha 30), prontos ou em construção quando começou a guerra, de que dispunha Moscou? Evidentemente para serem usados no Mar Báltico, a fim de bloquear os portos alemães.
● O exército vermelho quase não dispunha de mapas e material cartográfico do próprio território da Rússia, mas abundante da Polônia e Alemanha.
● Nos anos 20 a União Soviética contava com um bem organizado e treinado contingente de guerrilha (partisans). Ao final dos 30, quando Stalin mudou a concepção tática de defesa para ataque, ele ordenou a sua dissolução. Só determinou sua reorganização em 3 de julho de 1941, quando proclamou a “Guerra do Povo”.
Fato é que neste dia 22 de junho de 1941 se encontravam frente a frente 256 Divisões soviéticas e 148 alemãs. Esta supremacia vermelha em nada estava preparada para a defesa. Todos os procedimentos normais para tanto haviam sido negligenciados. Suas maiores forças estavam concentradas em dois lugares onde a fronteira avançava acentuadamente para o oeste, o que as beneficiaria quando atacassem, mas facilitou seu encurralamento e desmantelamento quando atacadas. No Stawka (Conselho de Guerra) em Moscou reina estupefação. Faltavam notícias confiáveis que permitissem uma visão geral da situação. Para o Marechal Timoschenko e para o General de Exército Schukow a perplexidade aumentaria ainda mais quando Stalin, que recentemente assumira o comando supremo das forças armadas da UdSSR, ordenou “o contra-ataque geral”, militarmente impossível naquela situação. Perderia até o fim do ano 5,3 milhões de soldados e oficiais (mortos, aprisionados ou desaparecidos), 20.500 blindados, 101.100 peças de artilharia e 10.300 aviões. Em novembro a Wehrmacht já chegara a 50km de Moscou.
Se a Alemanha perdeu a guerra isto certamente não se deve à estratégia militar do líder vermelho.
Norberto Toedter
07/06/2010
Um abraço.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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Parece-me não ser possível afirmar que a URSS estava a preparar-se para atacar, quando, como ficou evidenciado, nem estava minimamente preparada para se defender. Não sou perito em tácticas militares, nem, muito menos, em estratégias militares. Apesar disso, permitam-me pôr algumas questões, a modos que, como quem está a pensar em voz alta:
se a URSS tencionava atacar a Alemanha, então, teria de, primeiramente, concentrar meios humanos e materiais junto à sua fronteira mais próxima daquele País. Ora, tanto quanto julgo saber, as tropas alemãs entraram em território Soviético como faca quente em manteiga, o que, repito, indicia não ter havido manifesta intenção da URSS em atacar a Alemanha. Sabe-se, também, que Stalin havia "decapitado" o exército Soviético com a purga dos oficiais de alta patente. Isto é, o exército Soviético não possuía "massa cinzenta", nem possuía meios materiais, que lhe permitissem defender-se eficazmente, quanto mais para iniciar uma guerra de agreção. Sabe-se, também, que Hitler necessitava do petróleo do Caucaso, daí um dos primeiros objectivos tácticos das tropas alemãs ter sido o ataque à Crimeia, sendo a tomada de Moscovo um objectivo táctico secundário, como se veio a verificar, mas que não era, apesar de tudo, menos importante, uma vez que a tomada da Capital de um País tem um efeito psicológico tremendo sobre as tropas no terreno.
Se estivermos de acordo com as seguintes ideias (preferia factos, mas vamos falar em ideias):
1. Impreparação do exército Soviético para mobilizar meios com vista a efectuar um ataque à Alemanha, invasão, se se preferir;
2. Necessidade absoluta de Hitler ir buscar matérias-primas e petróleo onde os havia, uma vez que possuía um exército altamente motorizado, daí a blitzkrieg;
3. Inexistência ou existência simbólica por parte da URSS de tropas de fronteira que lhe permitissem resistir a uma invasão como a que ocorreu,
então,
facilmente chegaremos à conclusão de que Stalin poderia estar a pensar em tudo, menos na invasão da Alemanha.
Estes são indicadores de percepção. Agora, bibliografia, documentação, que suporte esta linha de pensamento? Não possuo. Os arquivos do KGB e da ex-URSS em geral, terão com certreza muito a mostrar. Só que, que eu saiba, a Federação Russa não estabeleceu datas para a sua abertura ao público. E sabemos que vai abrindo alguns arquivos segundo critérios 'ad hoc' (veja-se o caso da floresta de Katyn).
Gostaria, também, de deixar a minha percepção de que o ataque nazi à URSS foi tudo menos preventivo. O pacto Germano-Soviético só serviu para Hitler ganhar tempo e não abrir duas frentes logo no início da guerra. Serviu também para "acalmar" a URSS, que ficaria preocupada com o ataque à Polónia. Atacada a Polónia, o próximo alvo seria a URSS. Este deve ter sido o pensamento de Hitler e de Stalin. O pacto serenou os pensamentos: "garante" a não agreção e partilha territórios da Polónia.
Em conclusão, a minha resposta à questão posta pelo Sr. Murilo Homem "..., a grande operação Barbarossa foi preventiva?", é não! Não foi preventiva! Foi uma operação de agreção que, aliás, não foi a primeira. Lembremo-nos de que a Linha Maginot foi ultrapassada porque dois países neutrais foram invadidos, a Bélgica e a Holanda.
Cumprimentos.