História do Império do Brasil

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Comentário de jessica melissa lima borges em 22 março 2010 às 9:48
oii Claudia Cristina, eu tbm gosto muito de livros sobre nossa historia,porem apos ler 1808,fiquei triste pelo modo que este livro em especial e muitos outros tratam desse assunto e dos que fizeram parte dele!
Comentário de João Lima em 21 março 2010 às 13:53
Sabe, Yone, fui outrora à Teresopolis, mas não à Petropolis, por falta de tempo, então. Sobre algo do dia-a-dia daquele tempo, leia As Barbas do Imperador (D. Pedro II, um monarca nos trópicos), da Lilia M.Schwarcz, editado pela Companhia das Letras. Como a autora é mulher, acho que a agradará, pois ali ela trata do tema de maneira feminina.
Comentário de Claudia Christina V.B.Alves em 9 março 2010 às 19:02
Estou lendo 1808, entre outros livros, e minha admiração por D.Pedro II só aumenta. Tenho profundo respeito e carinho por ele. Se alguém puder me indicar livro sobre essa epoca do Império, agradeço.
Comentário de Carlos Roberto S.da Costa Leite em 9 março 2010 às 17:00
Breve abordagem do jornalismo político-partidário no Brasil: Primeiro Reinado e período Regencial

Para que compreendamos a importância da imprensa no processo histórico, durante o século XIX, é necessária uma breve abordagem dos fatos políticos que ocorreram naquele período.
Após o surgimento do primeiro periódico gaúcho, o “Diário de Porto Alegre”, em 1827, nossa imprensa assumiu o caráter político-partidário, combatendo e denunciando as arbitrariedades políticas e econômicas do Governo Imperial ou apoiando a política absolutista do imperador D.Pedro I. Após sua abdicação (1831), durante o governo das regências, Legalistas (conservadores/Caramurus) e Liberais travaram discussões calorosas nos jornais da época que culminaram com a eclosão da Revolução Farroupilha, em setembro 1835, com a tomada de N. Sra. Madre de Deus de Porto Alegre. Desde a “Independência do nosso País”, em 1822, após tantas lutas, nosso povo esperava uma constituição, que representasse os anseios de autonomia e representação política das províncias junto ao governo central.
Os ideais liberais foram,também, defendidos por Hipólito José da Costa, ”Patrono da Imprensa no Brasil”, responsável pela publicação do primeiro jornal brasileiro, o “Correio Braziliense”, editado, em Londres, em 01/06/1808, em português. O mensário circulou no Brasil e Portugal, clandestinamente, devido à proibição da Censura Régia de circularem impressos que criticassem a política lusitana. O jornal encerrou sua circulação, em dezembro de 1822, quando, Hipólito José da Costa, deu por concluída a sua missão doutrinária, após a Independência do Brasil. Hipólito defendeu a Monarquia Constitucional e chegou a propor um anteprojeto da constituição, que foi ignorado pelo imperador D. Pedro I.
Contrariando as expectativas de participação política das Províncias, nosso Imperador centralizou o poder e dissolveu a Assembleia Constituinte, em 1823, que seria responsável pela elaboração da nossa primeira Constituição. D. Pedro I criou o poder Moderador e centralizou o poder, outorgando uma constituição em 1824. Essa atitude, despótica e antipática, foi de encontro à facção liberal que desejavam uma Monarquia Constitucional e aos liberais mais exaltados, que sonhavam com a República, conhecidos como “Farroupilhas”.
O clima político-social do País se tornou tenso, em relação as atitudes políticas de D.Pedro I, resultando no processo de abdicação do trono, em abril 1831, em favor do seu filho Pedro de Alcântara. O futuro imperador não tinha idade para governar, e devido a este fato se instalou o Governo de Regências, até que o menino atingisse a maioridade. Um golpe em 1840 antecipou a maioridade do Imperador D. Pedro II, que contava com 14 anos, iniciando o II reinado no Brasil (1840-1889).
Problemas de ordem socioeconômicos deram origem a várias revoltas, em diferentes Províncias do Império entre as quais a “Revolução Farroupilha” (1835-1845), que foi a mais longa de todas. Em setembro de 1836, em Seival, próximo de Bagé, Souza Neto proclamou a República Rio-Grandense. Até aquele momento, todas as tentativas republicanas ocorridas em outras Províncias, ao longo da história do Brasil, haviam fracassado.
Todo este processo político foi divulgado através da imprensa nacional e local. Os jornais divulgavam e defendiam posições políticas. Alguns periódicos apoiavam o governo central e outros criticavam de maneira ferrenha a política do Império.
Nesses embates políticos, muitos jornalistas foram presos, espancados e até mortos no exercício da luta por um ideal de justiça. Frei Caneca, Cipriano Barata, João soares Lisboa, Luis Augusto May, Evaristo da Veiga, Líbero Badaró, Joaquim Nabuco entre outros nomes, tiveram um desempenho relevante na luta por um Brasil mais justo, pertencendo à galeria dos nomes ilustres que fazem parte da História da imprensa brasileira.
No Rio Grande do Sul, não podemos esquecer os nomes dos jornalistas como: Lourenço Júnior de Castro , Vicente Ferreira Gomes (O Carona), Francisco Xavier Ferreira (Chico da Botica), o italiano Rossetti, entre outros nomes importantes, que defenderam os ideais de liberdade de expressão nos primórdios do nosso jornalismo. Entre 1827 a 1850, foram editados 61 jornais no RS, sendo que 37 foram impressos na cidade de Rio Grande, incluindo os órgãos oficiais da República Rio-Grandense: “O Povo” (Piratini e Caçapava - 1838 a 1840); “O Americano” (1842 a 1843 - Alegrete); Estrella do Sul (1843 – Alegrete).
A leitura dos jornais redigidos e impressos, no século XIX, por jornalistas que vivenciaram os fatos da história, é uma experiência única. À medida que, folheamos suas amareladas páginas, vamos mergulhando no oceano do tempo. Essa imprensa registrou e legou às futuras gerações um patrimônio de informação de valor incalculável.
A Imprensa Farroupilha foi fundamental na divulgação dos ideais liberais, através dos artigos dos periódicos, que criticavam e denunciavam os abusos administrativos e econômicos, que a província de São Pedro sofria (RS), por parte do poder central.
Divulgar a intensa atividade da imprensa gaúcha, que, desde 1827, tem participado ativamente nos momentos significativos da História do Rio Grande do Sul é resgate histórico imprescindível. Os principais jornais, dessa época, encontram-se guardados e preservados no Setor de Imprensa do Museu de Comunicação Social HIpólito José da Costa, constituindo-se em um acervo raro de valor incalculável, sendo fonte de pesquisa para importantes trabalhos históricos que muito dignificam a nossa cultura regional e nacional.
O saudoso escritor e pesquisador, Rodrigues Till, afirmou, em um discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico de Santa Maria: ...E um país sem imprensa, sem democracia – bem o sabemos! – é um país que jamais terá guarida na História. Jamais terá guarida na história do Mundo Moderno.... (22/11/1991, Santa Maria,RS).
Comentário de Jorge Costa em 19 fevereiro 2010 às 19:16
Em 5 de abril de 1831 Dom Pedro I demite todo o ministério considerado liberal e formado apenas por brasileiros natos.

Na madrugada do dia 7 de abril de 1831 Dom Pedro I entrega ao Major Miguel de Frias o decreto onde abdica do trono a favor de seu filho, porém ele conta com apenas 5 anos de idade (completaria 6 anos em dezembro deste ano), A Constituição determinava que para ocupar o trono brasileiro o imperador deveria ter 18 anos ou então o país deveria ser governado por um príncipe da família imperial de no mínimo 25 anos. O problema é que as princesas Dona Januária tinha 9 anos, Dona Paula estava com 8 anos de idade e Dona Francisca tinha apenas 6 anos. Como opção, constava também da Constituição a alternativa de uma Regência Trina, eleita pela Assembléia-Geral, visto que o príncipe herdeiro, Dom Pedro II era menor de idade; desta forma ele é tutorado primeiramente por José Bonifácio de Andrada e Silva chamado de "O Patriarca da Independência". A família do ex-imperador se recolhe a bordo do navio inglês Warspite, que estava ancorado na Baía de Guanabara. Pouco a pouco pequenas embarcações saídas do Cais de São Cristóvão levaram a bordo O Duque de Santa Cruz, Dona Maria da Glória e a irmã de Dom Pedro, Marquesa de Loulé.

Jorge Costa
www.bairrodocatete.com.br
Comentário de Jorge Costa em 11 fevereiro 2010 às 18:35
Em dezembro de 1826, Dom Pedro II com 1 ano de idade, perde sua mãe a Imperatriz Dona Maria Leopoldina.
Comentário de Jorge Costa em 11 fevereiro 2010 às 18:16

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga.
Local e data de nascimento: Paço de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista) - Rio de Janeiro às 2:30 da madrugada do dia 2 de dezembro de 1825.

Local e data da Morte: No quarto nº 18 do Hotel Bedford em Paris - 5 de dezembro de 1891.
Comentário de João Lima em 2 fevereiro 2010 às 16:34
Seja bem vinda, Raquel, e não faça cerimõnias, pois está em sua casa também.

abraço
Comentário de Raquel da Silva Gomes em 2 fevereiro 2010 às 7:16
gostaria de fazer parte do grupo, ainda tenho muito que aprender.
Comentário de Jorge Costa em 16 dezembro 2009 às 13:43
Olá Amigos,
Meu nome é Jorge Costa e sou o autor da biografia de Dom Pedro II que faz parte do Site do Bairro do Catete gostaria de me colocar a disposição dos colegas e receber críticas ao site e a biografia. Espero poder contribuir com o Fórum.
Um forte abraço e Feliz Natal a todos!
 

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