O segundo reinado não se relaciona muito com a pessoa (política) de D. Pedro II, se baseando geralmente nas rivalidades políticas entre saquaremas e luzias, a guerra do paraguai ou a modernização da era Mauá. Talvez seja preciso rever a ausência do governante brasileiro dentro de sua época.
Tags: D., II, Pedro, Reinado, Segundo
Permalink Responder até Hélio Sérgio Ferreira Teixeira em 27 junho 2012 at 7:36
Saudações professor Antonio.
O regime Imperial no Brasil passou por diversas crises, as ideias abolicionistas e republicanas tiveram forte influência no governo de D. Pedro II. O Império Brasileiro durou 67 anos, dos quais 49 dirigidos por D. Pedro II que por causa dessas e outra crises acabou ficando sem voz, quando sua filha a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, ele se encontrava adoentado em Portugal e já não tinha condições físicas e emocionais para governar.
Permalink Responder até Roberto Bastos em 27 junho 2012 at 12:15
Saudações Professor Antonio.
Graças as suas observações. Podemos entender dois grandes problemas na História do Segundo Reinado no Brasil.
O primeiro problema é satanização e, consequente, processo de esquecimento da História do Brasil império, com deturpação nos discursos referentes a este período, com os intuitos de super-valorizar o fenômeno da República e o atendimento aos discursos ideologicos, que visam empobrecer os registros e as memórias deste período.
O segundo problema, devido aos discursos ideologicos, maximizou os defeitos de D. Pedro II; depreciaram sua tranqüilidade e postura; utilizaram as charges de jornais em que stirizava-se a figura do imperador; assim como inaltecem outras pessoas e situações no lugar das ações políticas (diria ações estóicas) de D. Pedro II, como o objetivo de coloca-lo como um "mero" coadjuvante da História Política do Brasil.
Concordo contigo em rever, ou melhor dizendo, investigar com seriedade a figura de D. Pedro II e a conjuntura do Brasil no Séc. XIX.
Boa sorte.
Permalink Responder até professor Antonio em 27 junho 2012 at 22:31
Obrigado, amigos, por participarem. Concordo, o papel de D. Pedro II no segundo reinado precisa ser revisto. Penso eu que o fato de o segundo reinado ter sido um período de relativa tranquilidade politico-monárquica, temos a falsa idéia de que D. Pedro segundo foi ausente, irrelevante ou incompetente - dependendo de quem fala, e defendendo qual ideia. Porém, não podemos nos esquecer do relativo crescimento do Brasil durante o segundo reinado. No segundo reinado surgiram instituições como o IHGB, o Colégio Pedro II. A população era relativamente livre, podia publicar ou exibir suas opiniões sem que sofressem represálias por isso - o próprio imperador era contra o uso da violência, o movimento republicano era prova disso. Pensar o segundo reinado é reconhecer e apreender todas as benesses do período, justamente para adaptar à época atual no Brasil - principalmente porque o país mudou muito pouco, em relação aos seus sistemas, desde que começou a ser colonizado.
Permalink Responder até Thiago Vieira Diniz em 26 março 2013 at 13:53
Não deixando de lembrar que o IHGB é um Instituto Historiográfico das Elites, creio que o valor do IHGB não é tão consideravel asism, uma vez que fora criado para contar a história dos "Descobridores", do povo que veio para "tirar" o nativo da terra brasilis de sua selvageria. Talvez por esses e outros motivos que já até foram citados acima, nós podemos perceber essa ausencia do governo de D. Pedro II nos alfarrábios da História, nos livros de hoje e nas salas de aula.!!!
Permalink Responder até Andre Martinez em 15 outubro 2012 at 17:27
Infelizmente a república tratou de apagar os feitos da monarquia e os livros didáticos não ajudam em nada. Nas faculdades só se aprende as crises, políticas e econômicas, se o aluno se interessar tem que procurar uma bibliografia que fala sobre o assunto e ler. Concordo que a vida e o personagem D. Pedro II tem que ter um destaque maior, mas quem se habilita à escrever?
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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