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Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 24 maio 2012 at 15:44
Permalink Responder até João Roberto Laque em 25 maio 2012 at 14:49
Perfeito, Silvaniza!
Quando me debrucei sobre o tema também tinha isso muito claro. Mas achei urgente ajudar a resgatar esta parte da nossa história agora, porque muitas das fontes orais ligadas à guerrilha e a repressão política da época ainda estão por aí.
Porém, ao longo de sete anos de trabalho fui encontrando toda sorte de obstáculo. Isso porque não há uma história oficial a ser consultada. Os militares - e a documentação oficial disponível - sequer admitem que a Guerrilha do Araguaia existiu.
Outro problema está nos depoimentos daqueles que se dispõem a falar. Além de serem todos do mesmo lado (das esquerdas armadas) akguns, se julgando donos da História, omitem episódios, subvertem valores e impõem versões com argumento do tipo:
- Não vou abrir tal episódio porque poderia ofender a memória de um companheiro que foi muito importante na nossa luta.
- Se você relatar tal acontecimento, estará fazendo o jogo da direita e prejudicando a imagem daqueles que lutaram contra a ditadura.
Por outro lado, lidar com a História assim, ainda fervilhando nas mãos de quem está debruçado sobre ela, é fascinante.
Assim, já que sou também jornalista, atropelei um pouco meu lado "historiador" para compor o retrato possível do que foi a guerrilha nestes Anos de Chumbo.
Claro que os historiadores do futuro terão muito mais condições de, uma vez distantes dos fatos e de seus atores e com mais documentos nas mãos - eles devem ir aparecendo com o tempo - fazer um estudo bem mais isento sobre este período.
Permalink Responder até Luciene em 25 maio 2012 at 18:27
Pessoal, fiz minhas considerações e tenho lido as que são escritas. Mas vejo, e me desculpe a sinceridade, me parece uma discussão bastante revisionista que estão sendo colocadas aqui. E quanto a isso, creio que devem ser tomado bastante cuidado.
sim se estamos numa democracia todos os lados devem ser investigados. NA verdade havia um guerra e portanto todos os lados cometem excessos. nao ha essa de dizer que um lado fez isso ou aquilo ambos fizeram.
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 28 maio 2012 at 8:25
Permalink Responder até Luciana Oliveira em 28 maio 2012 at 18:21
Concordo sim, deveria investigar sim a esquerda militante, para completar esse grande quebra-cabeça de 20 anos que foi o Regime Militar. risos.
Precisamos esclarecer para a sociedade e para nova geração o que foi a Ditadura, cansei de ler e ouvir de pessoas bastantes equivocadas dizerem que os militares comandaram tudo, não! não foram todos os militares que tiveram participação na Repreensão, na perseguição e na morte de pessoas. Quem fez tudo isso acontecer foi a Elite militar! os Generais-Militares. Ao meu ver, não foi a esquerda militante que trouxeram a democracia de volta, quem trouxe a democracia foi os cidadãos de bem, os trabalhadores, os estudantes. Precisamos ficar atentos a essa Comissão da verdade, que informações eles irão nos disponibilizar? fico em dúvida que eles vão nos ceder todos os documentos. rsrsrs Aliás os que estão no poder, são justamente aqueles que sujam ou já sujaram a imagem do nosso querido, amado idolatrado país de corrupção. rsrsrs
acho que falei demais, rs minhas sinceras desculpas quanto a minha posição crítica, mas lembre-sem isso é um fórum discussão. risos.
espero ter ajudado vocês, a incrementarem mais conteúdos sobre o assunto.
Boa Noite.
Permalink Responder até João Roberto Laque em 28 maio 2012 at 21:57
Tudo bem! Já que é tão importante para a lisura da Comissão e já que todo mundo clama por isso, vamos investigar as esquerdas armadas então.
Mas me digam: se todas a maioria esmagadora das ações armadas contra o regime pós-64 já foram exaustivamente investigadas durante anos e anos pelas polícias políticas, pelas auditorias militares, pelos Dops da vida e pela Oban, quais crimes da esquerda armada vocês sugerem que falta investigar?
No livro Pedro e os Lobos eu relato quase que a totalidade destas ações, as circunstâncias, as organizações clandestinas envolvidas, seus autores e vítimas. E isto foi fruto de sete anos de investigação e pesquisa. Os processos detalhados estão todos aí para consulta públicaq nos diversos arquivos que atendem ao período.
Mas, se falta alguma coisa ainda pra ser esclarecida, claro! Que a Comissão se debruce sobre estes crimes os elucidem por completo.
Agora, a grande maioria dos assassinatos e crimes de tortura feitos pela repressão política a serviço dos militares até hoje está sem investigação, sem autores conhecidos e envolta no mais absoluto mistério. É um segredo de Estado, do Estado que os cometeu em no0me da Segurança Nacional. Estes nunca foram investigados e nem os corpos a gente tem.
Aqui sim, acho que tem um universo a ser investigado e esclarecido.
Permalink Responder até Matheus Boni Bittencourt em 7 setembro 2012 at 23:35
Não faz o menor sentido criar uma Comissão da Verdade para investigar os "crimes" dos militantes de esquerda durante um regime de extrema-direita.
Todo mundo está careca de saber que a resistência armada praticou assaltos à banco, sequestro de embaixadores estrangeiros e combates contra agentes do governo ditatorial. Esses "crimes" foram exaustivamente divulgados e exagerados pelo regime ditatorial, e também pelas suas viúvas nos dias de hoje.*
Já os crimes do regime ditatorial ainda são em grande parte desconhecidos. A investigação destas violações dos direitos humanos depende do acesso a documentos do Estado e dos depoimentos dos algozes, vítimas e testemunhas, coisas que apenas uma comissão especial de investigação com plenos poderes tem condições de fazer.
Finalmente, as violações de direitos humanos cometidos pela ditadura militar foram feitos em nome do Estado nacional brasileiro, e, por esta razão, este mesmo Estado deve a todos o esclarecimento pelos abusos cometidos em seu nome. A extrema-direita vai sempre tentar partidarizar a questão, mas o fato é que a reconstituição da memória e da verdade (e da justiça) dos abusos e violações cometidos supera o partidarismo governista ou oposicionista.
*O que algumas pessoas esquecem de considerar é que: 1) o fato de eles terem se envolvido na luta armada NÃO justifica as torturas e abusos que sofreram; 2) que tratava-se de uma RESISTÊNCIA armada a um regime despótico que derrubou um governo democraticamente eleito e constitucional anterior; 3) que apenas uma minoria dos opositores perseguidos pelo governo se engajaram na luta armada; 4) que a luta armada foi escolhida por alguns grupos apenas DEPOIS do golpe, e principalmente depois do AI5; 5) que os sequestros de embaixadores tinham como objetivo exigir a libertação de presos políticos sob tortura e risco de morte, e que os assaltos à banco serviam para financiar essa atividade, e que os combates eram em autodefesa; 6) que apenas os "crimes políticos" (definidos pela lei de segurança nacional) foram anistiados, e não os "crimes comuns" (sequestro, assalto à banco, mortes em combate), ao contrário dos agentes repressores do governo, que jamais foram acusados de crimes políticos, mas que foram anistiados dos crimes comuns (anistia com dois pesos e duas medidas, os reacionários sentem orgasmos multiplos!).
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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