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Permalink Responder até ALCELIDES BATISTA em 24 setembro 2010 at 9:18
Permalink Responder até Marcio Zebedeu Muhongo em 24 setembro 2010 at 14:15
Permalink Responder até Ana Beatriz Fonseca dos Santos em 22 setembro 2012 at 20:42
Boa noite Marcio,
Como mencionado pelo Alcelides Batista, essa visão de desenvolvimento partia dos colonizadores que, de acordo com seus ideais e sua perspectiva, fizeram com que os nativos se "adequassem" à seus modos, partindo da ideia de que se os mesmo aderissem a seus costumes, passariam a ser "civilizados". Bom, se ser civilizado significa ser exposto a tratamentos degradantes, ter a matéria prima roubada e, quando nada mais restar, ser deixado de lado: sim, os africanos tornaram-se um povo civilizado. Um exemplo claro disso foi o conflito em Ruanda, cujos colonos belgas, movidos pelo ideal de darwinismo social, depois de pregarem uma intensa política de segregação entre Hutus e Tutsis durante anos, deixaram o país, ou melhor, deixaram essas duas tribos principais resolverem seus problemas sozinhas, no momento em que a tribo que não deveria ser beneficiada ( de acordo com os colonizadores) claramente buscava tomar uma atitude mais radical - Grosseiramente falando. O resultado disso foi a ocorrência de quase 1.000.000 em aproximadamente 3 meses.
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 24 setembro 2012 at 7:32
Bom dia,Márcio
Cá estamos para contribuir e ajudar que tenhamos um mundo melhor.
Um abraco
Nas (poucas) partes da África onde houve de fato povoamento europeu em larga escala, a contribuição dos descendentes dos europeus para o desenvolvimento econômico e sociocultural foi significativa. É o caso por exemplo da África do Sul onde, no início do século XX, os brancos chegaram a ser mais de 20 % da população total e criaram uma civilização "neo-europeia" transplantada que, apesar de minoritária, tinha características semelhantes àquelas que se formaram também como produto da colonização na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá.
Nas "colônias" de exploração típicas, porém, onde nunca houve mais do que um punhado de europeus em meio a uma população nativa muito maior e que eram vistas apenas como um "empreendimento comercial", o impacto foi bem menor, embora ainda seja visível na infraestrutura (portos, ferrovias, etc.) , arquitetura e alguns aspectos herdados da administração colonial como o sistema legal/jurídico, a expansão do cristianismo em certos países e o uso de línguas europeias como idiomas oficiais de instrução e governo.
Permalink Responder até Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 27 setembro 2012 at 15:26
Olá Marcos
Com a teoria da evolução de Charles Darwin, todos os ramos do conhecimento desenvolveram sua própria tese de evolução, chegando até as ciências humanas. Então, partia-se da teoria que o processo civilizatório era um fim e que todas as nações deveriam acompanhar o processo evolutivo que se desencadeava na Europa. Além disso, existia a necessidade de conversão religiosa dos países que adoravam deuses tribais, o que transferiu as missões para esses locais. Situados como juízes do mundo, a Europa lançou-se num processo de colonização e todos sabem o que aconteceu. Escravidão, exploração de recursos naturais, devastação. Com o processo de descolonização, do qual Portugal foi o último (1974) a dar independência às suas colônias, com a desculpa de que estes países não tinham líderes preparados o suficiente para uma auto-gestão, iniciaram um novo processo de colonização, que consistia em colocar no poder agentes treinados por eles, inclusive na gestão financeira. Esse descalabro gerou o se passou a chamar de colonização econômica. Ou seja, livres politicamente, mas dependentes financeiramente dos países colonizadores.
Concordo com muitas das falas aqui citadas, pois os europeus chegaram na áfrica para imprimir sua cultura através da força,sem mesmo haver um direito dos africanos escolherem, pois grande era a violência a que eles fora aplicada. não podemos esquecer que na áfrica já havia escravidão, mais não se comparava a grande violência cometida pelo europeu.
Márcio,
Não sou especialista no assunto, mas, na minha modesta opinião, o impacto da colonização europeia na África, ou mais especificamente na África subsaariana, foi bem diferente do que aconteceu nas Américas ou na Austrália e outras ilhas do Pacífico. Para ilustrar o meu argumento e motivar a discussão, veja por exemplo o mapa abaixo que mostra a distribuição atual das línguas humanas faladas no mundo divididas por famílias e subgrupos (ramos):
Fonte: Wikipedia (permission to copy granted under the GNU Free Documentation License )
De cara, o que chama atenção no mapa acima é que, com exceção de alguns enclaves isolados onde obstáculos naturais dificultavam ou desencorajavam a penetração dos europeus, regiões inteiras nas Américas, Austrália, Tasmânia e Nova Zelândia que no passado eram ocupadas por línguas nativas hoje se encontram dominadas por línguas europeias do ramo românico (mostradas em azul escuro) ou do ramo germânico (mostradas em vermelho). Em contraste, na África subsaariana, a grande área verde escura no mapa correrspondendo às línguas da família Níger-Congo mostra que as culturas e populações nativas da região não desapareceram nem foram, como na América ou na Austrália, substituídas por novas culturas ou populações de origem europeia ou mestiça. A única exceção notória nesse caso é a pequena mancha vermelha que aparece no extremo sudoeste da África do Sul (região do Cabo Ocidental) onde temos uma ilha cultural (neo-)europeia em uma área outrora vinculada à cultura Khoisan, que aparece agora em verde claro brilhante confinada apenas às regiões áridas da Namíbia e Botswana.
A pergunta importante então que se coloca é por que certos povos como os nativos ameríndios, os aborígenes australianos ou os Khoisan do sudoeste africano foram literalmente dizimados ou viram suas culturas serem assimiladas e virtualmente desaparecerem no contato com os europeus enquanto a maioria dos outros povos da África subsaariana que também sofreram um processo de colonização sobreviveram até os dias atuais ?
O primeiro ponto importante ao meu ver é que, apesar de os europeus terem tido contato intenso com a África subsaariana desde o século XV, eles não se interessaram a princípio por uma colonização de povoamento permanente ou uma ocupação direta do continente como aconteceu na América ou na Austrália. Novamente as exceções notórias nesse caso são apenas a África do Sul ( Colônia do Cabo) e algumas faixas estreitas do litoral, p.ex. em Angola, Moçambique,Guiné-Bissau, Serra Leoa, Costa do Marfim ou Gana, que serviam como pontos de apoio para o comércio transatlântico de escravos e para o reabastecimento de navios que seguiam da Europa para a Índia e outros portos do extremo Oriente. Na verdade, do século XVII até o início do século XIX quando ganha força o movimento internacional pela abolição do tráfico negreiro, parece que a principal "utilidade" da África subsaariana na visão dos europeus era servir como fonte de mão de obra escrava para suas colônias nas Américas.
Quando por sua vez os europeus, na chamada "partilha da África" no fim do século XIX, finalmente se decidiram por uma ocupação direta do continente africano incluindo as regiões antes inexploradas/desconhecidas do interior, a dinâmica do processo colonial já tinha sie modificado bastante. Em comum com outras áreas de exploração europeia na Ásia como a Índia e a Indonésia, a ênfase não era mais, como na América do Norte ou na Austrália por exemplo, no povoamento branco em larga escala com substituição da população nativa, mas sim em empreendimentos comerciais voltados para suprir a economia industrial europeia com minérios e/ou outras commodities tropicais agrícolas usando mão de obra assalariada nativa gerenciada por um pequeno número de europeus muito menor do que a população local. Embora houvesse algum objetivo secundário de assimilação cultural dos nativos, por exemplo pela ação dos missionários cristãos e com a introdução de línguas europeias nas escolas e na administração pública, a cultura nativa foi preservada no âmbito doméstico em paralelo à cultura europeia oficial do governo, do ensino e dos negócios, situação aliás que perdura até hoje na África.
Ironicamente, entretanto, se por um lado a cultura nativa sobreviveu à "colonização" propriamente dita da África, os milhões de africanos que foram transportados pelos europeus para a América como escravos na fase pré-colonial (i.e. entre os séculos XVII e XIX) foram submetidos, nesse caso de fato, a um processo de aculturação e integração (linguística, religiosa, etc.) às novas culturas "mistas" que surgiram em lugares como o Brasil, Caribe, ou mesmo no sul dos Estados Unidos.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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