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Comentário de ISRAEL SÉRGIO Marques em 19 dezembro 2012 às 12:02
. Caros leitores sera que podem postar mais sobre oTema feliz natal
MARIA MADALENA NO NOVO TESTAMENTO Maria de Magdala, ou Maria
Madalena, é a figura feminina mais citada no Novo Testamento - ainda mais que a Virgem.Além disso, é personagem importante na cena da ressurreição de Cristo.No Evangelho segundo Mateus ela é mencionada diretamente duas vezes. Em Mt. 27,56, na cena da crucificação, é a primeira aser nomeada entre as mulheres que acompanhavam Jesus desde aGaliléia, e em Mt. 28,1, no relato da ressurreição, ocasião em queJesus aparece às mulheres e ordena que dêem a notícia aos apósto-los e que estes sigam até a Galiléia, é novamente lembrada em pri-meiro lugar: “Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro”.Marcos se refere a ela quatro vezes. Na cena da crucificação,em Mc. 15,40-41, ela é mais uma vez identificada como parte dogrupo de mulheres que seguiam a Jesus desde a Galiléia e é citada,também, em primeiro lugar: “Estavam também ali algumas mu-lheres, observando de longe; entre elas Maria Madalena, Maria,mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé”. Um pouco mais àfrente, em Mc. 15,47, ela é apontada como testemunha do sepul-
10A IDADEMÉDIA EMTEXTOS1tamento: “Ora, Maria Madalena, e Maria, mãe de José, observa-ram onde ele foi posto.” O relato da ressurreição segundo o Evan-gelho de Marcos é o que dá mais importância a Madalena. Ela édestacada duas vezes: em Mc. 16,1, ela aparece indo comprar aro-mas com outras mulheres para embalsamar Jesus; e em Mc. 16,9afirma-se: “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeirodia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual ex-pelira sete demônios.”O Evangelho segundo Lucas faz alusões diretas e indiretas aMaria Madalena. Em Lc. 8,2-3 ela é mencionada como uma dasmulheres que seguiam a Jesus; dela “saíram sete demônios”; e, junto a outras mulheres, prestava assistência a Cristo com os seusbens. Em Lc. 23, nos relatos da morte e sepultamento de Jesus,ela figura como uma das discípulas que o acompanhavam desde aGaliléia, primeiro assistindo a crucificação e, depois, preparandoaromas e bálsamos para ungir o corpo do mestre. Por fim, em Lc.24,10, Madalena é a primeira a ser enumerada entre as mulhe-res que vão levar as boas novas da ressurreição: “Eram MariaMadalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demaisque estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos”.É só no Evangelho segundo João que Madalena não é nome-ada em primeiro lugar dentre aquelas que assistem a crucificaçãode Jesus: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela,Maria, mulher de Cleopas, e Maria Madalena” (Jo. 19,25). Nasegunda vez em que é citada, em Jo. 20,1, Madalena vai ao sepul-cro de madrugada e encontra a pedra que o fechava revolvida,indo avisar o acontecido a dois discípulos. Ou seja, ela é a prota-gonista do relato presente em Jo. 20,11-18, quando, sozinha, cho-rando ao pé do túmulo, primeiro vê dois anjos e depois o próprioJesus, que conversa com ela.São estas as informações sobre Maria Madalena contidas noNovo Testamento.
Comentário de Leonardo Stuepp em 14 outubro 2012 às 9:10

Caro Jucemir e membros do forum.

Como cristão, tenho minha fé e busco dentre todos os ensinamentos que recebi, encontrar um sentido para a vida. Como homem de meu tempo, tenho meus momentos de questionamentos, onde me deparo com paradoxos e fico como diz Pascal: apavorado perante o silêncio glacial dos espaços infinitos em grandeza e pequenez.

Permitam-me deixar uma pequena mensagem,não uma mensagem proselitista, nem com intuitos de "conversão",mas,sim uma mensagem de uma pessoa que busca fazer o melhor para que tenhamos uma sociedade melhor.

"A orientação que se dá à existência, à convivência social e à história dependem, em grande parte, as respostas dadas a estas questões sobre o lugar do homem na natureza e na sociedade. O significado profundo do existir humano, com efeito, se revela na livre busca da verdade, capaz de oferecer direção e plenitude à vida, busca essa a que tais questões impelem incessantemente a inteligência e a vontade do homem. Elas exprimem a natureza humana no seu nível mais alto, porque empenham a pessoa em uma resposta que mede a profundidade do seu compromisso com a própria existência. Trata-se, ademais, de interrogações essencialmente religiosas: “quando o porquê das coisas é indagado a fundo em busca da resposta última e mais exaustiva, então a razão humana atinge o seu ápice e se abre à religiosidade. Com efeito, a religiosidade representa a expressão mais elevada da pessoa humana, porque é o ápice da sua natureza racional. Brota da profunda aspiração do homem à verdade, e está na base da busca livre e pessoal que ele faz do divino”. (João Paulo II, Alocução na Audiência Geral (19 de outubro de 1983), 2: L’Ossevartore Romano, Ed. Em português, 23 de outubro de 1983, 12).
E, para não fugir das músicas, deixo mais esta:
Vida (Chico Buarque de Holanda)
Vida, minha vida, olha o que é que eu
fiz
Deixei a fatia mais doce da vida
Na mesa dos homens de vida
vazia
Mas vida, ali, quem sabe, eu fui feliz
(...)
Luz, quero
luz,
Sei que atrás das cortinas são palcos azuis
E infinitas cortinas com
palcos atrás
Arranca, vida; estufa, veia,
E pulsa, pulsa, pulsa
mais...
Mais, quero mais,
Nem que todos os barcos recolham ao cais
E os
faróis da costeira me lancem sinais
Arranca, vida; estufa, veia
Me leva
longe, longe, longe, leva mais....
Vida, minha vida, olha o que é que eu
fiz
Toquei na ferida, nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens de olhos
sombrios
Mas vida, ali, quem sabe, eu fui
feliz...
Um abraço fraternos a todos.
Bom domingo e ótima semana.

 

Comentário de jucemir rodrigues da silva em 14 outubro 2012 às 0:06
L. Stuepp, segue abaixo um pequeno trecho de SAMBA DA BÊNÇÃO, de Toquinho e Vinícius.

“A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!”

Abração e bom domingo.
Comentário de Leonardo Stuepp em 13 outubro 2012 às 10:48

Olá Jucemir.

Entender, ou pretender entender o mistério da vida, está além de nossa compreensão, cada religião e até poderíamos dizer que cada pessoa, dentro de seu arcabouço cultural, tem uma resposta, mas, que a leva para uma profunda pergunta: Quem sou?, que remete a outra: Por que sou? e estas fazem com que muitos se perguntem: Para onde vou?

Então, nesse espírito,de um sábado primaveril, vai uma letra para nossa reflexão:

Sei lá – a vida tem sempre razão
(Toquinho/Vinícius de Moraes)
Tem
dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente, não vejo saída
Como é,
por exemplo, não dá pra entender
A gente mal nasce, começa a morrer
Depois
da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá,
sei lá,
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá,
Eu só sei que ela
está com a razão
A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta,
fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
O sol que desponta
tem que adormecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o
descuido do não
Sei lá, sei lá,
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei

A vida tem sempre razão

Um abraço cordial a todos.

Comentário de Leonardo Stuepp em 12 outubro 2012 às 16:56

Olá Jucemir.

Longe de mim entrar num contencioso contigo via MPB e ainda mais no campo religioso. Gosto de MPB e sinto nas letras uma força, mesmo que em determinados momentos a força não seja assim tão do bem.

Mas, não precisavas de apresentar uma overdose assim, poderias deixar para mais postagens.

Agora, depois de um maravilhoso dia das crianças, vou homenagear minha querida mãe do Céu, participando junto com minha esposa de uma missa.

Lá rezarei por minha família, por mim e pelos amigos, sejam crentes fiéis,sejam crentes preguisosos, sejam ateus, pois para Deus todos são seus filhos, quer queiram, quer não.

Depois, lembrarei de alguma letra para te enviar.

Um abração.

Comentário de jucemir rodrigues da silva em 12 outubro 2012 às 14:12
Pra L. Stuepp.
Contraponto ao maravilhoso clássico de Renato Teixeira...
Procissão
Gilberto Gil
Olha lá
Vai passando
A procissão
Se arrastando
Que nem cobra
Pelo chão
As pessoas
Que nela vão passando
Acreditam nas coisas
Lá do céu
As mulheres cantando
Tiram versos
Os homens escutando
Tiram o chapéu
Eles vivem penando
Aqui na Terra
Esperando
O que Jesus prometeu
E Jesus prometeu
Coisa melhor
Prá quem vive
Nesse mundo sem amor
Só depois de entregar
O corpo ao chão
Só depois de morrer
Neste sertão
Eu também
Tô do lado de Jesus [Bem entendido: não é o meu caso.]
Só que acho que ele
Se esqueceu
De dizer que na Terra
A gente tem
De arranjar um jeitinho
Pra viver
Muita gente se arvora
A ser Deus
E promete tanta coisa
Pro sertão
Que vai dar um vestido
Pra Maria
E promete um roçado
Pro João
Entra ano, sai ano
E nada vem
Meu sertão continua
Ao Deus dará
Mas se existe Jesus
No firmamento
Cá na Terra
Isso tem que se acabar
....................
L. Stuepp, sei não, mas, modéstia à parte, se o contencioso for no campo da MPB, vai ser difícil me aturar.
Mote religioso?...
...Sei de cor e salteado.
Vai encarar?
.....................
“Deus é um cara gozador,
Adora brincadeira
Pois prá me jogar no mundo,
Tinha o mundo inteiro
“Mas achou muito engraçado
Me botar cabreiro
Na barriga da miséria
Nasci brasileiro
“Eu sou do Rio de Janeiro”
[PARTIDO ALTO, de Chico Buarque.]
.....................
“De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra [da p...rostituta]”(...)
(Por coincidência, hoje é o dia... da santa.)
[CÁLICE, de Chico Buarque e Gilberto Gil.]
.....................
“Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons
“Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral
Amém.”
[TREM DAS 7, de Raul Seixas.]
....................
“Faces sob o sol, os olhos na cruz
Os heróis do bem prosseguem na brisa da manhã
Vão levar ao reino dos minaretes a paz na ponta dos arietes
A conversão para os infiéis”
[AGNUS SEI, de João Bosco e Aldir Blanc.]
....................
“Velejar, velejei
No mar do Senhor
Lá eu vi a fé e a paixão
Lá eu vi a agonia da barca dos homens”
[PAIXÃO E FÉ, de Milton Nascimento e Fernando Brandt.]
...............................................................
Pro Rômulo.
“Gostei da letra de música, mas Jucemir, o que são "manifestações ornitológicas"?”
Rômulo, é sério? Ainda não caiu a ficha?
Comentário de Leonardo Stuepp em 12 outubro 2012 às 11:56

Olá Rômulo.

Desculpe eu não ter te cumprimentado na mensagem de ontem quanto ao término de tua licenciatura. Meus parabéns. Quando será a formatura? Muito sucesso na tua carreira.

Abraços.

Comentário de Leonardo Stuepp em 11 outubro 2012 às 21:26

Olá Rômulo.

Nós católicos não temos assim uma restrição quanto a tomarmos bebidas alcoólicas, claro que ressalvado a questão do exagero (que nem sempre alguns conseguem o equilíbrio). Eu bebo cerveja e vinho socialmente e, em hipótese alguma isto me constrange na questão religiosa, pois sempre fui educado na questão do equilíbrio. Tem muitos cristãos ou não, que não bebem, mas não são equilibrados em outras dimensões de suas vidas.

Para nós católicos a mundanidade não está em beber-se bebidas alcoólicas socialmente, mas em outras atitudes, que muitas vezes são vivenciadas no escondido. Conheço muitas pessoas que "se mostram" todas certinhas, não bebendo, cumprindo uma determinação religiosa, mas que tem uma vida nada coerente com o Evangelho. Então amigo, ser uma pessoa digna está além de cumprir "por obrigação" ou mera tradição, preceitos. Está sim em ser ético, coerente com seu discurso, respeitar as leis, ser bom filho e, se tiver filhos, um bom pai. Saber que somos falíveis e que em nossa falibilidade, acabamos comentendo pecados ou infringindo algumas normas, mas ter a consciência de seu valor como ser humano e, buscar sempre melhorar.

Então, quando se fala em moral dos católicos ou dos protestantes,com certeza ela não poderá ser diferente,pois os valores morais são os mesmos para todos.

Abraços.

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 11 outubro 2012 às 21:00
Oi Leonardo!
Interessante vc ter falado da Oktoberfest, pois na última semana tive minha última aula da licenciatura (sim, estou acabendo!), e um dos meu colegas veio de Santa Catarina, e é ex-seminarist católico. Interessante que ele tem tudo de padre; é calmíssimo e super-tímido, mas descobriu qu ser padre não era bem o que queria, e resolveu ser professor de filosofia (oh coitado!rsrs).
Bom, quando saímos pra tomar um chopp (eu fui o único q não tomei, pois não bebo), conversei com ele justamente sobre isso, de os católicos, em tese, não terem muitas restrições quanto à bebida; ele, por exemplo, estava ali, tranquilo, sem estar cometendo nenhum erro, mas eu bem sei que um evangélico declarado, mesmo estando ali, jamais se permitiria a ingerir uma gota de cerveja.
Essa é uma questão interessante, pois, não é que o evangélico esteja pribidode beber, mas com certeza lhe é vedado qualquer comportamento que se pareça com alguma "mundanidade", tipo beber socialmente. É claro que isso é relativo, é cultural, mas já dá um certo caldo pra conversa, dentro de um assunto que penso que já coloquei aqui; o que é que diferencia, no fundo, a ética moral dos católicos para a dos protestantes?

A título de observação: mesmo não tendo fé, ter sido criado em família evangélica colocou em mim este "habitus" (termo sociológico para posturas de comportamento e pensamento) tção fortemente, que até hoje não encontro nenhum prazer em bebida alcóolica, mesmo socialmente, o que coloca alguns limites na minha sociabilidade.

Grande abraço!

Rômulo.
Comentário de Leonardo Stuepp em 11 outubro 2012 às 19:35
Caros amigos do grupo.
Sei que muitos não acreditam em Deus e outros em Santos, mas com certeza já ouviram esta música e de algum modo a mesma os tocou:

Romaria de Renato Teixeira.

É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu
Perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
De gibeira o jiló dessa vida
Cumprida o sol

Sou caipira, pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
A custa de aventuras
Descansei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte, não sei
Nunca vi
Me disseram porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir
De romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar.

Saudações
 

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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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