Assim como muitas cidades do interior brasileiro nasceram e cresceram aos redores de uma pequena capela, fica-se claro que a espiritualidade fez-se necessário como elemento para esse desenvolvimento; então uma das minhas indagações é, no mundo atual como podemos analizar o foco religioso como um meio para a sustentabilidade de uma determinada sociedade ou parte desse sustento?

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Primeiramente, desenvolvimento sustentável não é sinônimo de sustentabilidade.
A sustentabilidade exige: mudança de pensamentos, de atitudes, de forma de desenvolvimento e de modelo econômico de um território; de políticas públicas para sua implantação.
Já desenvolvimento sustentável é uma adequação do sistema capitalista para a "melhoria" do meio ambiente, ainda tendo o lucro como mola mestra para o desenvolvimento.
Nesse contexto, a religião também tem a possibilidade de participar da sustentabilidade de um local, seja no conceito micro ou macro.
Excelente comentário apontando a diferença entre desenvolvimento sustentável e sustentabilidade. Podemos travar um comentário sobre sustentabilidade dentro de sistema capitalista e a religião.
Não caredito que nesse momento, ser religioso possa trazer algum desenvolvimento BENÉFICO à sociedade. Precisamos ter um maior conhecimento em prol do coletivo. O que hoje é lucrativo, certamente, mas tarde poderá trazer consequências desastrosas. O que vemos é o lucro a qualquer preço.
A questão não é ser religioso, nem pretendo, no qual sabemos que a religião carregou e carrega muitas maselas na sua estruturas, como instituição que detém o poder. Mas quando refiro-me as influências religiosas em deteminada comunidade, não podemos negar as vindas das camadas populares, pois tais manifestações fazem parte da construção historica de muitas cidades brasileiras.
A religião não modificará o sistema econômico. No entanto, o espaço religioso pode ter um efeito catalizador e ser um local de discussão, de conscientização e de esclarecimento sobre a questão ambiental, de ajuda na mobilização e na participação da população em buscar alternativas para a sustentabilidade local.
Isoladamente nada fará, é preciso estar inserida em uma rede de organizações da sociedade civil e até do governo, para que de forma conjunta pressionando e ajudando a construir essas alternativas.
Não é somente "teoria".

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Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

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