A Igreja Católica é bem antes de Constantimo segundo documentos e não foi fundada em 325 d.C

Jesus disse: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja , e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” (Mt 16,18).

Logo nos inícios da Igreja, os seguidores de Cristo foram designados com o nome de cristãos. Assim podiam distinguir-se dos filósofos pagãos e dos judeus ou seguidores da sinagoga. Este nome de cristãos como se sabe, já vem na própria Bíblia, e tal denominação começou em Antioquia: “em Antioquia é que foram os discípulos denominados CRISTÃOS, pela primeira vez” (At 11, 26), “Então Agripa disse a Paulo: Por pouco me não persuade a fazer-me CRISTÃO” (At 26, 28). “Se padece como CRISTÃO, não se envergonhe; mas glorifique a Deus neste nome” (1Pd 4, 16).

Aconteceu, porém que, tão logo a Igreja começou a propagar-se, começaram a aparecer os hereges, seguindo doutrinas diversas daquela que tinha sido recebida dos Apóstolos, mas tomando o nome de cristãos, pois também criam em Cristo e d’Ele se diziam discípulos. Era preciso, portanto, um novo nome para designar a verdadeira Igreja, distinguindo-a dos hereges. E desde tempos antiqüíssimos, desde os tempos dos Apóstolos, a Igreja começou a ser designada como IGREJA CATÓLICA, isto é, UNIVERSAL, a Igreja que está espalhada por toda a parte, para diferençá-la dos hereges, pertencentes às igrejinhas isoladas que existiam aqui e acolá.

70 a 107 d.C.
1. Já Santo Inácio de Antioquia, que foi contemporâneo dos Apóstolos, pois nasceu mais ou menos no ano 35 da era cristã e, segundo Eusébio de Cesaréia no seu Chrónicon, foi bispo de Antioquia, entre os anos 70 e 107, já Santo Inácio nos fala abertamente da Igreja Católica, na sua Epístola aos Esmirnenses: “Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a IGREJA CATÓLICA” (Epístola aos Esmirnenses c 8, 2).

2. Outro contemporâneo dos Apóstolos foi São Policarpo, bispo de Esmirna, que nasceu no ano 69 e foi discípulo de São João Evangelista. Quando São Policarpo recebeu a palma do martírio, a Igreja de Esmirna escreveu uma carta que é assim endereçada: “A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a todas as paróquias da IGREJA SANTA E CATÓLICA em todo o mundo”. Nessa mesma Epístola se fala de uma oração feita por São Policarpo, na qual ele “fez menção de todos quantos em sua vida tiveram trato com ele, pequenos e grandes, ilustres e humildes, e especialmente de toda a IGREJA CATÓLICA, espalhada por toda a terra” (c. 8).

2º Século d. C.
3. O Fragmento Muratoriano que é uma lista feita no segundo século, dos livros do Cânon do Novo Testamento fala em livros apócrifos que “não podem ser recebidos na IGREJA CATÓLICA”.

4. São Clemente de Alexandria (também do século segundo) responde à objeção dos infiéis que perguntam: “como se pode crer, se há tanta divergência de heresias, e assim a própria verdade nos distrai e fatiga, pois outros estabelecem outros dogmas?” Depois de mostrar vários sinais pelos quais se distingue das heresias a verdadeira Igreja, assim conclui São Clemente: “Não só pela essência, mas também pela opinião, pelo princípio pela excelência, só há uma Igreja antiga e é a IGREJA CATÓLICA. Das heresias, umas se chamam pelo nome de um homem, como as que são chamadas por Valentino, Marcião e Basílides; outras, pelo lugar donde vieram, como os Peráticos; outras do povo, como a heresia dos Frígios; outras, de alguma operação, como os Encratistas; outras, de seus próprios ensino, como os Docetas e Hematistas“. (Stromata 1.7. c. 15).

3º Século d.C em diante.
5. São Cipriano em 249, antes de Constantino nascer, e antes do Concílio de Nicéia, testemunhava: “Estar em comunhão com o Papa é estar em comunhão com a Igreja Católica.” (Epist. 55, n.1, Hartel, 614);
“E não há para os fiéis outra casa senão a Igreja Católica.” (Sobre a unidade da Igreja, cap. 4);
“Roma é a matriz e o trono da Igreja Católica.” (Epist. 48, n.3, Hartel, 607).

6. No século III, Firmiliano, bispo de Capadócia, diz assim: “Há uma só esposa de Cristo que é a IGREJA CATÓLICA” (Ep. De Firmiliano nº 14).

7. São Frutuoso, martirizado no ano 259, diz: “é necessário que eu tenha em mente a IGREJA CATÓLICA, difundida desde o Oriente até o Ocidente”. (Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3).

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Jesus fundou uma igreja? Qual delas?
Padre Huberto Rohden, domingo, 30 de janeiro de 2011

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As numerosas igrejas e seitas cristãs do mundo afirmam que foram fundadas por Jesus Cristo. Entrentanto, Jesus não fundou igreja alguma, muito menos algumas centenas delas. Todas as igrejas são de fundação humana, e, como tais, têm a sua finalidade pedagógica e educativa.
Jesus proclamou o “reino de Deus”, que não é uma organização externa, visível, de caráter jurídico, porque “o reino de Deus está dentro de vós”. O reino de Deus é uma experiência divina dentro da alma humana, experiência que, depois, se revela na vida desse homem como verdade, santidade, amor, caridade, pureza, benevolência, alegria espiritual. O reino de Deus é “verdade, justiça e alegria no espírito santo” (São Paulo).
A palavra “igreja”é derivada do termo grego ekklesia, que em latim deu ecclésia. Ekklesia vem de ekkaléo (ek= fora, kaleo= chamar, literalmente “chamar para fora”, ou evocar, selecionar do meio duma grande massa). A igreja representa, pois, uma elite sagrada selecionada do meio duma massa profana, é o pusillus grex (pequeno rebanho) de que o divino Mestre fala a seus discípulos; são os “poucos escolhidos”tirados do meio dos “muito chamados”; são os que passaram pelo “caminho estreito”e pela “porta apertada”que conduzem ao reino de Deus.
A expressão “igreja” ocorre raríssimas vezes nos Evangelhos, ao passo que o termo “reino de Deus” ou “reino dos céus” é frequentementí ssimo.
O que determina a participação na igreja ou no reino de Deus não é uma determinada cerimônia ritual (batismo), nem a aceitação desta ou daquela fórmula de credo, mas é o “renascimento pelo espírito”, como Jesus diz a Nicodemos: “Quem não renascer pelo espírito não pode entrar no reino de Deus”.
Se Jesus tivesse fundado uma igreja no sentido teológico da palavra, uma organização eclesiástica de caráter jurídico-burocrá tico, como são as igrejas humanas, não seria ele o Cristo ao qual “foi dado todo o poder no céu e na terra”; não seria o “Filho Unigênito de Deus”, porque semelhante iniciativa teria amesquinhado o seu caráter. Neste caso, seria ele, quando muito, um inteligente sociólogo e hábil codificador de preceitos e proibições, como Tomás de Aquino ou Gregório VII. Atribuir a Jesus o espírito de qualquer Teologia Dogmática, Teologia Moral ou Código de Direito Eclesiástico, seria revoltante blasfêmia. Nenhum gênio cósmico de experiência divina se degrada ao ponto de organizar uma sociedade ou escrever um livro para garantir a perpetuação das suas doutrinas, porque tem ilimitada confiança na onipotência e imortalidade da Verdade em si mesma, sem escoras nem adjutórios externos. “Eu vos enviarei o espírito da verdade, e ele vos introduzirá em toda a verdade e vos lembrará tudo quanto vos tenho dito, porque tomará do que é meu e vo-lo anunciará”. – esta, sim, é a linguagem do gênio cósmico que baseia a eternidade da sua doutrina na presença e atuação infalível do espírito da Verdade, que não depende de nenhuma organização eclesiástica, como pensam certos teólogos, nem da elaboração dum livro, como opinam outros.
Nem a hierarquia eclesiástica nem a existência da Bíblia são o fundamento do Cristianismo; mas é a atuação invisível do “espírito da Verdade” através dos séculos e milênios; e essa presença e atividade do espírito de Deus não depende de nenhuma organização nem de um livro. “O espírito sopra onde quer”. “Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”- esta indefectível presença do espírito de Cristo é que é a garantia única da perpetuidade e infalibilidade da igreja, contra a qual “não prevalecerá as potências do inferno”.
Por que então surgiram e surgem ainda tantas igrejas?
As igrejas, como expedientes humanos, são relativamente necessárias, em face da imperfeição da nossa humanidade, que necessita ainda de muletas e escoras externas para sua evolução espiritual, prova de que lhe falta ainda suficiente firmeza interna. Se os homens tivessem segurança interna não necessitariam dessas seguranças externas.. Neste sentido, as igrejas cumprem seu papel pedagógico – assim como uma mãe cumpre a sua missão guiando pela mão um filhinho incapaz de andar sozinho.
O mal não está na existência de igrejas, que são relativamente necessárias enquanto a humanidade não estiver devidamente cristificada e com perfeita autonomia espiritual; o mal está em que essas igrejas se digam fundadas por Jesus Cristo e muitas delas não permitirem a seus filhos ultrapassarem os limites dos dogmas por elas traçados como sendo revelação de Deus.
Assim como o dia mais glorioso para o educador é aquele em que ele se tornar supérfluo e dispensável, por ter levado seu educando à perfeita autonomia ético-espiritual – assim terá também a igreja cumprido integralmente a sua tarefa no dia e na hora em que ela se tornar supérflua, por ter conduzido as almas a Deus.
Infelizmente, as igrejas fazem da sua missão pedagógica uma profissão lucrativa para a classe privilegiada de seus ministros, servindo-se de palavras sagradas para cercarem de prestígio político-social os seus ministros e promoverem a sua prosperidade econômico-financeira , mantendo o povo na ignorância das grandes revelações de Deus, porquanto sabem eles que o homem conhecedor do espírito do Cristo passará, um dia, da heteronomia teológica para a autonomia espiritual.
A igreja deve ser educadora do povo – mas não intermediária entre o homem e Deus, fazendo depender da sua atuação ou não-atuação o efeito da redenção do Cristo ou da sua frustração. O efeito da redenção do Cristo é causalmente independente da presença ou ausência de um ministro eclesiástico, embora este possa auxiliar a aplainar os caminhos que levam a essa redenção, suposto, naturalmente, que ele mesmo seja um verdadeiro remido.
Mas, para compreender coisa tão grande requer-se grande liberdade de espírito.
Padre Huberto Rohden
 
Fonte-site Igreja Catolica Carismatica de Belém/PA

 

 

Raimundo.

Onde está escrito que a palavra deste Padre, desta Igreja, é a verdade sobre as Igrejas cristãs?

Caro Leonardo.

 

Veja a fonte Igreja Catolica Carismatica de Belém, é preciso dizer mais?

Olá amigo Rogério.

Veja bem, alguém cria uma nova igreja e a denomina exatamente de Católica e ainda Carismática..... seria um "dissidente" católico que pertencia aos carismáticos?

Realmente o povo deve ficar muito confuso com a profusão de igrejas cristãs que existem, pelo visto logo teremos mais "padres", "pastores", "apóstolos", "profetas" falando de suas igrejas do que fiéis......

Abraços.

 

Amigo Horley.

Só mais uma questão importante. Se ficarmos dando trelas ao que os "famosos" da televisão, cinema e ourtras artes falam,principalmente sobre fé e religião, ficaremos a nos digladiar à toa.

E, então o que diria eu sobre o que se fala na Record contra a Igreja Católica? O que se ouve nos mais variados cultos neopentecostais na televisão???

Amigo, creio que não devamos baixar o nível da nossa discussão. Continuemos com o que nós pensamos, o que nós sabemos e deixemos estes ilustres artistas com seus pensamentos e muitas vezes somente mentes vazias de lado.

Abraços.

Prezado Horley!

lamento profundamente os casos de extremismo religioso. mas, é preciso falar que todos os dias os umbandistas são vitimas de EXTREMISTAS, evangélicos. também não podemos esquecer  os DESVIO DE CONDUTA de milhares de pastores, diáconos, presbíteros e fieis das mais diversas denominação evangélica. são comportamentos absurdos, além do EGOISMO, VAIDADE, FALTAS DE AMOR AO PROXIMO. 

os evangélicos adoram humilhar os demais cristãos.

com os católicos os umbandistas não sofrem este tipo de problema, mas, com os "POVO DE DEUS" como se auto denominam os evangélicos, temos muita falta de respeito e falta de humildade.

lamento que pessoas simples e humildes se deixem levar por conversa fiada de lideres evangélicos.   

Caro Raimundo,

 

Eu nem preciso de dizer que muito do que você disse é verdade, existem muitos

mercenários e charlatões em nosso meio. Só não devemos tomar os evangélicos

em sua totalidade como se fosse uma praga que precisa ser exterminada. A menos

que acredite que o mundo será melhor dessa forma.

 

 

 

Em guerra com militantes da causa gay, o pastor evangélico Silas Malafaia, da Igreja Vitória em Cristo, disse que vai “fornicar”, “arrombar” e “arrebentar” Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). As declarações foram feitas em entrevista a ÉPOCA nesta quinta-feira (10). Malafaia chama Reis de “bandido” e “safado”. Diz ainda que vai entrar com queixa crime contra ele por causa da polêmica de um vídeo de 41 segundos colocado no YouTube.

O vídeo em questão tenta associar uma fala de Malafaia a agressões sofridas por um um casal homossexual na avenida Paulista, em São Paulo. Malafaia aparece no vídeo fazendo a seguinte declaração: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, baixar o porrete em cima”. O pastor falava sobre um grupo de homossexuais que, segundo ele, teriam ridicularizado símbolos católicos na Parada Gay de São Paulo. Após essa fala, o vídeo mostra uma reportagem a respeito das agressões contra o casal gay. Toni Reis encaminhou o material ao Ministério das Comunicações e à procuradora geral dos Direitos do Cidadão, Gilda Carvalho, pedindo para verificar se o caso configura incentivo à violência e à discriminação.

Para Malafaia, a edição do vídeo no YouTube é tendenciosa e leva as pessoas a concluírem que ele incita a violência a homossexuais. “Nunca mandei bater em homossexual porque não sou imbecil nem idiota”, afirmou. “Eu vou arrebentar o Toni Reis. Eu não tenho advogado de porta de xadrez (cadeia). A minha banca aqui de advogados é uma das maiores que tem. Eu vou fornicar esse bandido, esse safado.” Em seguida, afirma que “baixaria do movimento gay” é “coisa de bandido” e de “mau caráter”. Depois de citar a queixa crime, diz, sem completar: “Eu vou arrombar com esses...”

Reis ironizou as declarações de Malafaia. “Ele não faz o meu tipo. Não vou deixar ele me fornicar, embora eu goste da coisa. (Para fazer isso) vai ter de me conquistar, mas eu estou muito bem casado com um inglês. Se fizer sem eu permitir, é estupro, atentado violento ao pudor.” Em seguida, sério, Reis lamentou as afirmações do pastor da Igreja Vitória em Cristo. “Isso não é postura de um pastor.”

Nota da redação:

Poucos minutos após ÉPOCA publicar o texto acima, o pastor Silas Malafaia divulgou mensagens no Twitter dizendo que sua declaração havia sido deturpada. "Nessa guerra de manipulação de vídeo que o movimento gay fez, eu disse ao jornalista que ia 'funicar', e não 'fornicar', como ele publicou", foi um de seus tuites. A expressão "funicar", reivindicada por Malafaia, não existe em nenhum dos quatro principais dicionários da língua portuguesa, o Aurélio, o Houaiss, o Luft e oMichaelis.

AGORA ME RESPONDA: ISTO É COMPORTAMENTO DE UM "SERVO DO SENHOR"?

 

O entendimento bíblico do termo Católico

Jesus enviou seus apóstolos como missionários levando as seguintes palavras “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mt 28, 19-20). Como nos recorda Frank Sheed, “Preste atenção primeiramente na repetição tripla da idéia de “totalidade” – todas as nações, todas as coisas, todos os dias. Católico, dizemos, significa universal. Examinando o termo universal, vemos que este contém duas idéias, a idéia do todo, a idéia do um. Mas tudo o que? Todas as nações, todo os ensinamentos, todo o tempo, assim diz Nosso Senhor. Não é uma descrição exagerada da Igreja Católica. Nem sob o mais insano exagero, esta poderia evoluir como uma descrição de qualquer outra [igreja]“ (Teologia e Santidade [San Francisco, CA: Ignatius Press, 1993], 284).

O registro inicial de seu uso foi encontrado nos primeiros anos da literatura cristã. Encontramos o primeiro indício nos escritos de São Inácio de Antioquia, o qual era um homem jovem durante o tempo de vida dos apóstolos e foi o segundo Bispo de Antióquia, sucessor de Pedro. São Inácio esteve imerso na tradição viva da igreja local em Antióquia, onde os seguidores de Cristo foram inicialmente denominados cristãos (At 11,26). Ele esteve presente o suficiente não só para conhecer os apóstolos, mas para ser ensinado e ordenado diretamente pelos mesmos. Dos apóstolos, Santo Inácio aprendeu o que era a Igreja, como deveria funcionar, crescer e ser governada. A História nos informa que São Pedro era o Bispo de Antióquia na época, e de fato, os Pais da Igreja proclamam que São Inácio foi ordenado pelo próprio São Pedro[2]. São Inácio certamente prestou adoração com Pedro, Paulo e João, vivendo com ou próximo a eles e esteve sob as orientações destes apóstolos especiais. São Inácio de Antióquia é conhecido e reverenciado como uma testemunha autêntica da tradição e costumes dos apóstolos.

Nos documentos existentes que resistiram até nossa época, São Inácio foi o primeiro a utilizar o termo católico em referência à Igreja. Em sua jornada a Roma, sob escolta militar para o Coliseu, onde seria devorado por leões devido a sua fé, escreveu que “Vocês todos devem seguir o Bispo assim como Jesus Cristo segue ao Pai, e ao presbitério como vocês seguiriam aos apóstolos. Aonde quer que o Bispo surja, permita que as pessoas ali estejam, assim como onde quer que Jesus Cristo esteja, ali se encontra a Igreja Católica” (Epístola aos Esmirniotas).

Outro registro inicial do termo católico é associado a São Policarpo, Bispo de Esmirna, o qual o utilizou por diversas vezes. São Policarpo foi discípulo do apóstolo João, assim como este o foi de Jesus Cristo. Como São Inácio, São Policarpo morreu martirizado num coliseu em 155A.D.. No Martiriológo de São Policarpo, escrito no período de sua morte, lemos “Da Igreja de Deus localizada em Esmirna para a Igreja de Deus localizada em Filomélia, e para todas as dioceses da santa e católica Igreja localizadas em qualquer parte” (Epístola da Igreja em Esmirna, Prefácio). Posteriormente, é citado no mesmo livro que “quando Policarpo terminou sua oração, na qual relembrou todos os que conheceu… e toda a Igreja Católica dispersa pelo mundo…“. Após a oração, os romanos o entregaram às feras selvagens, ao fogo e à espada. A epístola conclui ainda que “agora com os Apóstolos e todos os justos, se encontra glorificando ao Deus e Pai Todo Poderoso, louvando ao Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador de nossas almas e Pastor da Igreja Católica por todo o mundo“. (8)

Então podemos claramente entender que logo no início do segundo século, os cristãos usaram regularmente o termo católico como uma definição do estabelecimento da Igreja. A partir do segundo século em diante, vemos que o termo é regularmente aplicado por teólogos e escritores.Alguém poderia facilmente concluir que “católica” era uma descrição inicial da Igreja, provavelmente utilizada pelos próprios apóstolos.

No quarto século, Santo Agostinho ao retransmitir a tradição da Igreja Primitiva, não economizou palavras para referendar a importância e disseminação a longa distância do uso do termo católico. Ele escreveu que “devemos ser leais à religião cristã e à comunicação em Sua Igreja que é católica, e que não é denominada católica apenas por seus próprios membros, mas também por todos seus inimigos” (A Verdadeira Religião 7,12). E novamente, “a única e verdadeira denominação Católica, a qual não sem razão, pertence somente a esta Igreja, defronte tantos hereges, e embora todos os hereges desejem ser denominados católicos, quando um estranho lhes pergunta a localização da Igreja Católica, nenhum destes hereges ousa apontar para sua própria basílica ou casa” (Contra a Carta de Mani entitulada “A Fundação” 4,5).

A inicial aplicação e a importância do termo também poderão ser compreendidas através de seu uso tanto no Credo dos Apóstolos, quanto no de Nicene. Se você fosse um cristão no primeiro milênio, você seria um católico; e se você era um católico, você recitou estes credos afirmando “Uma Santa, Católica e Apostólica Igreja“. Infelizmente, hoje algumas pessoas buscam realizar uma distinção entre “Católica” com “C” maiúsculo e “católica” com “c” minúsculo, mas tal distinção é um desenvolvimento recente e jamais escutado na Igreja Primitiva.

A definição do termo Católico

Entretanto, nós ainda não definimos o termo católico. Ele vem do termo grego “katholikós“, o qual é a combinação de duas palavras: “kata” – concernente – e “holos” – totalidade; por conseqüência, “concernente à totalidade” ou “integral, abrangente”. De acordo com o Dicionário Oxford de Etimologia Inglesa, o termo católico surge de uma palavra grega cujo significado é “relativo à totalidade” ou mais simplesmente, “geral ou universal”.

Universal é originado de duas palavras gregas: “uni” – um – e “vetere” – giro; por conseqüência, “girando ao redor de um” ou “transformado em um[1]. A palavra igreja deriva do grego “ecclesia“, a qual significa “aqueles chamados para socorrer“, como se convocados a serem sublimados e libertos do mundo para formar uma sociedade distinta. Então, a Igreja Católica é feita destes que foram convocados e reunidos numa visível e universal sociedade fundada por Cristo.

Em seus primeiros anos a Igreja era pequena, tanto geograficamente, quanto numericamente. Aproximadamente pela primeira década, a Igreja na área de Jerusalém foi constituída exclusivamente de judeus; o termo católico dificilmente poderia ser aplicado. Entretanto, conforme a Igreja crescia e se espalhava pelo Império Romano, foi incorporando judeus e gentios, ricos e pobres, romanos, homens libertos e até mesmo escravos; ou seja, homens e mulheres de cada tribo e idioma. Porém, por volta do terceiro século, era católica uma em cada dez pessoas no Império Romano. Do mesmo modo que o termo Trindade foi apropriado para descrever a natureza de Deus, assim foi com o termo católico para descrever a natureza do Corpo de Cristo – a Igreja.

Olá amigos do tópico.

Apresento uma postagem sobre o Ecumenismo e o diálogo religioso, conforme o estudo que é apresentado na catequese de nossos jovens e adultos (Da Igreja CAtólica Postólica Romana):

"Ecumenismo: Oikoumene é uma palavra de origem grega e é dela que nos vem o significado de Ecumenismo: "Todo o mundo habitado". Assim, através da ação messiânica de Jesus, Deus estabelece a paz entre os seres humanos e os povos, levando-os à unidade. O primeiro sentido da palavra "ecumenismo" refere-se ao diálogo, intercâmbio, comunhão entre cristãos, entre as Igrejas cristãs.  É a aproximação, a cooperação, a busca fraterna de superação das divisões entre as diferentes Igrejas Cristãs: católicos, ortodoxos, luteranos, anglicanos, metodistas, batistas, presbiterianos, crentes, evangélicos, pentecostais, etc. O ecumenismo é a busca da unidade, que não é a mesma coisa que uniformidade. Unidade é a husca comum do bem de todos, embora de formas diferentes, com aquilo que cada Igreja pode contribuir. Como dizia Santo Agostinho: "Nas coisas essenciais, a unidade, nas coisas duvidosas, a liberdade; em tudo, a caridade".

Diálogo Inter-religioso: é o contado, o relacionamento respeitoso com grupos religiosos não-cristãos (as outras duas religiões monoteístas: judaísmo e islmaismo; as grandes religões orientais: budismo, hinduísmo, taoísmo, xintoísmo, etc; as religiões de origem africana e indígena: umbanda, candomblé; as expressões religiosas surgidas nos útlimos séculos: espiritismo,maçonaria, etc.).

Não podemos negar que ainda é grande a divisão entre as Igrejas e a distância entre as religiões. Porém, é preciso tomar consciência e refletir que a unidade querida por Deus para toda a humanidade é anterior à divisão das Igrejas e ao pluralismo regligioso. É essa unidade querida por Deus que dá força a todos que buscam a união e a paz entre as igrejas e as religiões.

Nos estudos sobre o ecumenismo, são apresntadas para reflexão dos jovens e adultos as seguintes questões:

Ecumenismo é conversão de coração para reconhecer o que há de bom nas outras Igrejas cristãs.

Ecumenismo é procurar conhecer as outras Igrejas, sem preconceito e sem ingenuidade também.

Ecumenismo é tratar as outras Igrejas como gostamos que a nossa seja tratada.

Ecumenismo é buscar a verdade: juntos, lealmente, no desejo sincero de sermos todos cada vez mais fiéis a Jesus.

Abraços.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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