Poxa não to conseguindo encontrar trabalhos referentes ao séc XVIII, encontrei alguns poucos do meado do seculo XIX e inicio dos XX, eu to querendo abordar esse tema num projeto de peesquisa pois me interessa muitoo essa história dos marginais. Dos q estão a margem da sociedade. Vcs podem me ajudar?

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Respostas a este tópico

Séc. XVIII eu não sei, será que na "História da Vida Privada" não tem algum indicativo, algo próximo?!?
Texto sobre prostituição eu só me lembro da Margareth Rago, mas acho que é séc. XX.

Boa Sorte na pesquisa!
Você ja deu uma olhada no livro "História das Mulheres no Brasil" de Mary Del Priori. Acho que te ajudará bastante. Excelente tema!!! abraços
A USP disponibilizou a biblioteca em acervo virtual,será que lá vc não consegue uma base bibliográfica?Boa sorte.
Olá Gisele,
Trabalhei com este tema em meu projeto de pesquisa e também encontrei dificuldades de encontrar bibliografias sobre o tema. Vc pode ver se econtra material ou informaçoes sobre o tema nos seguintes livros:
- Republica do Mangue de Juçara Luzia Leite.
- Eu, mulher da vida de Gabriela Leite.
- Sexualidade Criminalizada. prostituição, lenocinio e outros delitos - São Paulo 0870/1920. de Jão Batista Mazziero ( artigo que vc encontra em sites de busca ou no sciello)
- Sexo e prostituição de Armando Pereira.
- A Familia da prostituta de Jeferson Bacelar.
- O livro Prazeres de Noite de Rago, que é maravilhosoooooo, foi o meu livro de cabeçeira.

Trabalhar este tema no tempo em que vc quer vai ser dificil mais não impossivel. Te desejo sorte.

Daniela Nascimento.
- livro
Muito interessante este texto encontrado na internet e que em parte transcrevo compartilhando com todos:


A partir do último quarto do século 19, os enunciados do discurso médico sobre a sexualidade feminina, no Brasil, reproduzem as concepções, dominantes da medicina vitoriana, ampliada, mais para o final do século, pelas teorias lombrosianas da Antropologia Criminal. Em 1872, o dr. Ferraz de Macedo, em sua já conhecida tese sobre A Prostituição na Cidade do Rio de Janeiro, classificava, as prostitutas, como mulheres excêntricas, gulosas, preguiçosas, irracionais, irrecuperáveis para a sociedade, signos da involução das espécies: sub-raça. Alguns anos depois, o criminologista italiano Cesare Lombroso classificava as cientificamente como "degeneradas natas", sendo então largamente difundido entre os médicos de todo o mundo. Aqui os doutores insistiam na ausência de instinto sexual nas "mulheres castas", a não ser para fins reprodutivos. Como ensinava o doutor J.B. de Moraes Leme, em 1926:

"Na mulher domina, sobre o instinto sexual, o instinto materno, ou melhor, o apetite sexual decorre do instinto materno, enquanto que no homem o instinto paterno tem parte muito pequena no coito, em que aquilo que ele procura é o prazer".


Fonte: http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/mulher/16descobertas.htm

Com base no texto exposto, pode-se dizer que, a partir do século XIX, as prostitutas começaram a ser também marginalizadas pela ciência e não somente pela religião dominante.
Segue a minha sugestão bibliográfica e que pode ajudar na sua pesquisa:


MACEDO, F. Ferraz de. Da prostituição em geral, e em particular em relação à cidade do Rio de Janeiro: profilaxia da sífilis. Rio de Janeiro: Tipographia Acadêmica. 1872.

CAMILLO, A. D'Almeida. O onanismo na mulher e suas influências sobre o físico e o moral. Rio de Janeiro: Typographia Portella. 1886.
Minha querida, ao que eu sei, por se tratar de mulher será difícil, pois mulheres até o início do século XIX era comum ser ignorada, tanto sua existência quanto seus feitos, bons ou ruins. A mulher começou a ser percebida e mencionada pouco antes de Getúlio Vargas até que seu movimento começa a tomar força. pra vc ter uma idéia, estive no Arquivo do exército, e em todos os documentos elas nem eram mencionadas, somente o nome paterno, era como se as mulheres nem existissem. Se chegar lá com o nome de algum soldado e sua antessessora, provavelmente vc não encontraria informação exata por causa de homônimos.
Giselle, trabalhar com mulheres no contexto da transição dos séculos XVIII-XIX é complicado mais não impossível. Com relação a fontes você vai ter que se concentrar nos documentos criminais (Autos de Querela, Rol dos Culpados, Sumários, etc...). Também pesquiso o período e tive dificuldades com bibliografia, acabei lendo sobre períodos aproximados, a maioria dos trabalhos se refere à segunda metade do XIX, mas se você procurar bem em textos não-específicos sobre prostituição você vai achar muita coisa interessante:
ALGRANTI, Leila Mezan. Honradas e devotas: mulheres da Colônia: condição feminina nos conventos e recolhimentos do Sudeste do Brasil, 1750-1822. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília: Edunb, 1993.
ARAÚJO, Emmanuel. O teatro dos vícios: transgressão e transigência na sociedade urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993.
FIGUEIREDO, Luciano. O avesso da memória: cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília, DF: Edunb, 1993.
LEWKOWICZ, Ida. As mulheres mineiras e o casamento: estratégias individuais e familiares nos séculos XVIII e XIX. In: História. v.12, São Paulo: Editora Unesp, 1993.
MELLO E SOUSA, Laura de. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. 4ª ed. Rio de Janeiro: Edições Graal.
PRIORE, Mary del. Ao sul do corpo: condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil colônia. Rio de Janeiro: José Olympio; Brasília, DF: Edunb, 1993.
SCOTT, Ana Silvia Volpi. Aproximando a Metrópole da Colônia: família, concubinato e ilegitimidade no Noroeste português (século XVIII e XIX). Anais do XIII Encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais. Ouro Preto, Minas Gerais, 4 a 8 de Novembro de 2002.
SOIHET, Rachel. Condição Feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana, 1890 – 1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.
VAINFAS, Ronaldo. Moralidades brasílicas: deleites sexuais e linguagem erótica na sociedade escravista. IN: SOUZA, Laura de Mello e. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. - (História da vida privada no Brasil; 1).
________________. Brasil de todos os pecados: erotismo e religião se mesclavam nos tempos da Colônia. In: Revista Nossa História, Rio de Janeiro. Ano I, numero 1. Editada pela Biblioteca Nacional, Novembro 2003.
VIGARELLO, Georges. História do estupro: violência sexual nos séculos XVI-XIX; tradução Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1998.
Século XVIII é mais difícil, porém não sei se você
já conheço o trabalho de Heráclito Ferreira Filho
ele aborda a condição social, econômica etc da mulher
(fala sobre os abortos, as relações amorosas, os
defloramente com e sem consentimento da vítima)
após a Abolição na Bahia é um livro fantástico
o título é "Quem pariu e bateu que balance".
Giselle
Acredito que uma consulta ao site da ONG DA VIDA possa te ajudar. Já trabalhei no jornal Beijo da Rua, quando era editado pelo ISER, sob a responsabilidade da Gabriela Silva Leite. Existe muito material a respeito da prostituição no Rio de Janeiro. O endereço é www.davida.org.br/
Grande abraço
Oscar Guilherme Lopes
Giselle
Você sumiu do grupo? A "dica" que eu lhe dei sobre a ONG Da Vida valeu?
Aguardo. Abraços
gente jah delimiteii agora quero mesmo falar sobre o tema prostituição no século XVIII no Brasil jah encontrei allgumas coisas com a ajuda de vcs e esse será o tema da minha monografia, pois acheii um tema q não eh muito abordado, ameii a ajuda de vcs muito obrigada mesmo pela ajuda. Poxa queria colocar fontes tive a ideia de procurar nos arquivos da inquisição mas tive a triste notícia q eles estão lah na Torre do Tombo, o jeito será eu usar bibliografias q abordem o tema inquisição tmb jah q não posso usar as fontes diretas, pois Portugal não é logo ali neh, mas vlw o esforço.

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