Caiu um véu de silêncio sobre o desenvolvimento da Guerra do Afganistão. A impressão que se tem é de que os talibãs foram desbaratados e o governo títere controla o país. Mas eis que o portal Terra acaba de divulgar números fresquinhos sobre a letalidade do conflito para os soldados da Coalizão. Quem quiser que faça a sua leitura:

- 2001 (início em outubro), 12;

- 2002, 69;

- 2003, 57;

- 2004, 60;

- 2005, 131;

- 2006, 191;

- 2007, 232;

- 2008, 295;

- 2009, 521;

- 2010 (até hoje, 26 de junho), 305.

Total em nove anos de guerra, 1876. O contribuinte norte-americano tem consciência de para onde está indo o seu dinheiro? E os europeus, tão orgulhosos das glórias passadas, têm consciência de que viraram bucha de canhão?  

Tags: Afganistão, Guerra, do, mídia

Exibições: 64

Respostas a este tópico

Acho que não, a midia de verdade só revela o que é bom, na guerra, os correspondentes são sensurados para revelar a verdade o que é bom para o pais!
Até dezembro de 2008 - segundo a Wikipédia - os efetivos eram estes.
• Estados Unidos - 29.950
• Reino Unido - 9.200
• Alemanha - 4.050
• França - 3.700
• Canadá - 2.830
• Itália - 2.795
• Polônia - 2.000
• Países Baixos - 1.770
• Austrália - 1.550
• Romênia - 1.025
• Espanha - 780
• Turquia - 730
• Dinamarca - 700
• Bélgica - 510
• Noruega - 485
• Bulgária - 470
• Suécia - 397
• República Tcheca - 340
1876 soldados em nove anos equivale a menos de dois batalhões de infantaria. Em termos militares, esta quantidade de baixas é aceitável. (Quase insignificante, eu diria.)
Os conflitos de baixa intensidade - como neste caso - tornaram-se uma atividade econômica bastante significativa, além de ser uma oportunidade para testar novos armamentos em condições reais.
Cumpre ainda observar que a terceirização da guerra é hoje um fator importante do qual poucos se dão conta. Empresas paramilitares e de logística têm tido lucros exorbitantes - em particular no Afeganistão e no Iraque - e seus efetivos já são superiores ao número de militares. (Recomendo a leitura de “Blackwater”, de Jeremy Scahill.)
É claro que sempre existe o ônus político das baixas, porém, a julgar pelo que aparece na mídia, os protestos são algo tímidos.
Enfim, não se vê solução num horizonte próximo.
........................................

Em termos de perdas humanas, a Guerra do Congo - que se arrasta desde meados dos anos 90 - atrai ainda menos visibilidade e menor interesse não obstante o gigantesco número de vítimas. Por que será?
Caros Senhores (as),

O desaparecimento diário de dois soldados, em média, nos últimos doze meses, é um fato que a opinião pública ocidental desconhece em virtude da censura que as autoridades militares norte-americanas impoem, mas que conta com o beneplácito e cumplicidade da mídia amplamente engajada daquele país.
O número de baixas fatais (não foram computados os feridos) não podem ser vistos como uma fria estatística. As baixas da Coalizão passam a aumentar progressivamente a partir de 2005, quando o Talibã conseguiu se reorganizar. A questão verdadeiramente importante é que, segundo a mesma fonte citada na introdução, hoje o Talibã controla 72% do país; donde Hamid Kazai só governa Cabul e arredores, escorado nas forças da Coalizão, sua guarda pretoriana particular. Depois de nove anos de ocupação é muito pouco, quase nada. Com o agravante de que no Afganistão não tem petróleo para compensar os imensos gastos. Resta aos vassalos europeus dividirem a conta com o seu suserano.
“Resta aos vassalos europeus dividirem a conta com o seu suserano.”

Europeus não são vassalos. Melhor seria chamá-los de cobeneficiários.
Imaginas que uma empresa de um país que não tenha presença nas áreas de conflito tem alguma chance de abocanhar algum contrato de exploração seja lá do que for?

      A guerra tecnológica coletes e patrulhas em lugares miseráveis. Tropas de ocupação nunca foram bem-vindas. Não libertaram nada apenas houve uma troca de mandos. Em nome do que os impérios fizeram  ontem, hoje ou amanhã. Transformam os interesses em meios de domínio. Moeda barata, morrer é parte do negócio chamado conflitos. A diferença é que um lado é uma mosca que mata um enxame.

RSS

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da semana

Palácio submerso de Cleópatra: o palácio inteiro foi engolido pelo Mar Mediterrâneo, com o passar dos séculos, e é um importante ponto de pesquisa sobre a cultura greco-romana influenciando construções no Egito Antigo pós-Alexandre.

Links Patrocinados

Cine História

A Memória que me contam - 2013

Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".

A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }