Ola amigos, é de conhecimento de todos que existiu um modelo de familia patriarcal no brasil do século XVIII, onde segundo Gilberto Freire, o modelo patriarcal era o modelo padrão/predominante no Brasil. apesar de afirmar não ser o único, mas apenas reconhecendo o patriarcalismo familia extensa como válidos a serem reconhecidos. entreranto proponha a discução deste modelo patriarcal no século XX, e suas variáveis no meio social, como temática de minha onografia, desde já deixo aberto a temática para esta discução. quais os modelos e variáveis de familias no Brasil do século XX? o patriarcalismo é mesmo predominante? o modelo de familia extensa é cabível à realidade brasileira?

Tags: XX, de, familia, família, modelos, patriarcal, socoedade, século

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Respostas a este tópico

Essa é uma boa temática, voltarei a ela. O pratriarcalismo predomina de certa forma, mas, a família onde a chefia da mesma pertence à mãe é muito comum e abrangente.
olá Maria Moura, bom com relação a questão do termo "patriarcalismo" se faz necessário que haja uma reinterpretação do termo para ser melhor empregado em nossa socoedade, que transmulta em rítimos acelerados, para que possamos abordar uma variavel da compreensão de familia patriarcal. Como você mesmo afirmol, um dos modelos paralelos ao patriarcal, é o modelo matriarcal(fazendo uma analogia ao termo anterior) onde as mulheres chefes de família tomam frente na gestão familiar. A historiadora Eni de Mesquita Samara, apresenta vários extensos e detalhados trabalhos acerca da análise da mulher na sociedade, principalmente no que diz respeito à relações familiares. mas meu trabalho aborda um campo umpouco mais abrangente, se a questão da mulher como chefe de familia ainda apresenta-se com timidez no contexto historiografico, a questão das mulheres e casais homossexuais se afunila ainda mais.

obrigado pela contribuição em meu modesto tópico.
Olá a tds!! Com as suas pesquisas sobre a existência dessa família extensa no Brasil o q tem encontrado que comprove essa realidade? Alguns trabalhos q eu já li fala dela como se isso fosse um mito. No meu trabalho sobre família negra, com um recorte regional do final do século XIX e inicio do XX igualmente observei que as existências desses núcleos eram pouco freqüentes. Um ponto que pude observa é que nessas “novas” famílias o "chefe" era a mulher, e a minha duvida maior é de analisar como a sociedade foi absorvendo esse modo de representação. Pois é inegável a presença mais forte do núcleo patriarcal ate o final do século XIX e a discriminação sofrida por essas margens. Que teoria poderia ser usada como Base para essa pesquisa? . Fugindo talvez um pouco da discussão colocada, mas são pertinentes as minhas indagações.
Família vem de famintos os que comem a mesma mesa. Os vínculos de parentesco estão ligados não só nas questões de sangue. Mas de padrinhos e afilhados, podendo até chegar a legitimação de um filho bastardo, fruto de uma relação extraconjugal. Nossas estruturas nucleares seguem uma colônia de exploração, ou seja, os homens brancos vieram sozinhos e trocavam sexo por bugigangas. Ou as mulheres indígenas eram estupradas. Assim o vínculo de pai e filhos e distante causado pela visão de considerarem os negros da terra como seres inferiores - no termo de época - animália.
Desse modo o racismo brasileiro é pela cor de pele. Quanto mais melanina maior era possibilidade de manter-se escravo. O negro trazido a partir do sec.XVII, acabou criando uma amálgama, ou melhor, miscigenação em que as mulatas - escravas sexuais dos senhores de engenho eram usadas para satisfazer os prazeres sexuais. Enquanto a sinhá era que dava filhos legítimos a casa grande. A literatura do séc. XIX, mostra em o mulato a dificuldade de ascensão social de um jovem nascido dessa relação entre homem branco e mulher negra. As mulheres sempre durante a fase colonial criaram seus filhos sozinhas devido ao ciclos da cana e ouro. Que faziam os homens deslocarem-se de um lugar para outro. Na região sudeste - os bandeirantes deixaram seus filhos entre o nordeste, centro-oeste e norte. Contudo acaba esse processo com o ciclo do café - fixando o homem na fazenda e com a família.
Atualmente no Brasil, as mulheres são chefes de famílias em mais de 50% dos lares. Os homens na década de 50 do séc.XX vindo do nordeste deixavam suas mulheres e filhos constituindo uma outra família. Até hoje temos as viúvas do sertão. Nos centros urbanos o machismo ainda impera. Mulheres jovens e com carências afetivas e emocionais ficam grávidas precocemente. Repetindo os padrôes de romances das telenovelas, livros e a própria experiência da mãe. Enquanto isso, os rapazes desfrutam de liberdade sexual sem responsabilidade paterna. Levando em conta, também, os 10 homicídios passionais realizados por dia. Tendo como algozes maridos, namorados e noivos. Os homens criados numa sociedade em que as emoções masculinas não são discutidas. E por seguinte caso sejam tornam-se sinômino de franqueza. As famílias hoje são o resultados de várias situações de separações, perdas por acidentes, descasos, crimes e exclusão. Os modelos que nas propagandas de margarina aparecem são peças de ficção de um desejo de reproduzir a família pequeno burguesa que não existe, ou melhor, nunca existiu em larga escala na sociedade brasileira.

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