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História da Palestina

A trágica história de uma região tornada palco de muitos e seculares conflitos

Local: Belém-Pará
Membros: 15
Última atividade: 15 Nov

RESUMO HISTÓRICO


“Palestina” (do grego Philistia), é nome dado pelos autores da Grécia Antiga a uma estreita faixa de terra localizada no litoral mediterrâneo da Ásia. O nome é uma referência aos Filisteus, povo de provável origem creto-miceniana que ali se estabeleceu, por volta do século XII a.C. Por ser uma passagem estratégica entre a Ásia e a África, a Palestina, desde tempos remotos, tem sido palco de disputas entre povos e impérios..

Em meados do século XV a.C. a região foi conquistada pelo faraó do Egito, Tutmés III, porém perdida no final da XVIII dinastia, para ser novamente reconquistada por Seti I e por Ramsés II. Com o enfraquecimento do poder egípcio, em finais do século XIII a.C., a região foi invadida pelos Filisteus, no contexto da onda dos “Povos do Mar” que se abateu sobre o Mediterrâneo Oriental.. Provavelmente, data também dessa época o estabelecimento de tribos israelitas na região.

Salvo breves intervalos, a Palestina esteve sob o domínio de várias potências como a Assíria (722 a.C.), Babilônia (fins do século VII a.C.), Pérsia (539 a.C.), Macedônia (331 a.C), o Reino Ptolomaico (320 a 220 a.C), os Selêucidas (220 a 142 a.C.) e, finalmente, os Romanos, que passaram a denominá-la Síria-Palestina, por constituir parte de sua província da Síria.

No ano de 66 d.C., inicia-se uma rebelião dos judeus (localizados no sul da Palestina) que foi fortemente reprimida pelos romanos com a tomada da cidade de Jerusalém e destruição do templo de Iavé, a divindade nacional judaica (ano 70). Em 131, ao cabo de outra rebelião, o imperador Adriano afinal impôs a “pax romana”, destruindo Jerusalém. A cidade seria depois reconstruída com o nome Colonia Aelia Capitolia, à qual foi proibido o ingresso de judeus, a maioria dos quais migrou para outros locais do Império Romana (Diáspora).

Entre 324 d.C. e 638 d.C., a Palestina conheceu um período de prosperidade e crescimento demográfico, com uma população de maioria cristã, tornando-se parte integrante do Império Bizantino (a banda oriental do Império Romano, após sua divisão, em 375), até ser conquistada pelos muçulmanos, que disseminaram a língua e a cultura árabe na região.

Entre 1517 e 1917, ela fez parte do Império Otomano (turco). Com a derrota e esfacelamento desse império na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), passou a ser administrada pela Grã-Bretanha. À essa altura já havia uma certa quantidade (minoritária) de imigrantes judeus, que começaram a chegar a partir de 1880.

Devido a crescentes conflitos entre judeus e muçulmanos, a Grã-Bretanha estabeleceu dois distritos administrativos, separados pelo rio Jordão (1923), sendo que os judeus ficariam concentrados na zona costeira, a oeste do rio, facilitando, desse modo, o ingresso de novos imigrantes, através do Mar Mediterrâneo. Os árabes rejeitaram essa divisão, sobretudo após tomarem conhecimento da “Declaração Balfour”, em que os ingleses se comprometiam a favorecer o estabelecimento de um “lar nacional judaico” na Palestina. O conflito entre os nativos palestinos (muçulmanos) e os imigrantes judeus tornou-se mais agudo.

Em 1947, ignorando a oposição da população majoritária, constituída pelos palestinos, a Organização das Nações Unidas (ONU), através da Resolução 181, promoveu a partilha da região entre dois estados: um judeu e outro árabe. A 14 de Maio desse ano os judeus declararam a constituição do Estado de Israel, rapidamente reconhecido pelos Estados Unidos da América e, em seguida, por outras potências mundiais. O conflito entre palestinos e israelenses intensificou-se, permanecendo insolúvel até os dias atuais.

O Estado Palestino (árabe), previsto pela resolução da ONU, jamais foi criado.

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ADEUS, MENINOS

França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que freqüenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, que enfrenta grandes dificuldades devido a 2ª Guerra Mundial.

Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia chega à escola quando a Gestapo invade o local, prendendo Jean, outros dois alunos e ainda o padre responsável pelo colégio.

O filme explora um situação limite sob a ótica da universo a criança, como fizeram outros ótimos filmes, como os recentes "A Culpa é do Fidel" e "Machuca". Com uma direção segura de Louis Malle, o fracês "Adeus, Meninos" (Au Revoir les Enfants, 1987) é um filme antes de tudo humanista, que mostra o drama de uma populção civil que sofreu os males de uma guerra mundial implacável, sobretudo, dentro do contexto das amizades e da família.

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