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História da loucura

Esse grupo é destinado a historiadores e teóricos sociais que pesquisam a formação do discurso alienista ou psiquiátrico no Brasil. Através deste espaço poderemos trocar informações acerca da pesquisa e discutir fontes sobre o assunto.

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Memórias Gestadas, Loucura Representadas: A História da Loucura em Campina Grande-PB (1963-2005).

Iniciado por Maria do Socorro Silva. Última resposta de Maria do Socorro Silva 26 Nov, 2010. 2 Respostas

O texto a seguir trata do meu projeto de pesquisa, com as memórias dos ex-pacientes, médicos, psicológos, enfermeiras, etc. Trata-se de uma pesquisa inicial, que poderá mudar ou não seu percurso,…Continuar

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Comentário de Cláudia Freitas de Oliveira em 22 dezembro 2012 às 9:17
Caro(a)s,
estão abertas as inscrições para o XXVII Simpósio Nacional de História. Aproveito a ocasião para divulgar que estarei coordenando o ST 061. História da Loucura: representações e experiências. As inscrições vão até o dia 31/03/2013.

Divulgem em suas listas e redes,
Abraços e boas festas!

 
Comentário de Claudia de Borba em 10 março 2011 às 20:02

Acho o estudo da loucura, um tema excelente da História Social, não apenas pelo estudo dos tratos desumanos, mas pelo próprio sentido de " ser louco", atrvés dos tempos.

Comentário de Roberta Freitas em 13 novembro 2010 às 9:32
Comentário de Jefferson Ramos da Silva em 20 outubro 2010 às 14:14
A história da loucura é uma forma de compreender os mundo primitivos que homens entravam em contato com o sagrado. O louco santo da Idade Média, remete ao mecanismo de canalização do inconsciente coletivo. Toda esquizofrênia transforma a realidade do individuo num processo fragmentado - onde os outros e suas nuances e diferenças habitam uma única consciência neste sentido. A realidade multifacetas e as incoerências do discurso da loucura costura-se com uma lógica social. Desse modo todos os que romperam a normalidade - entendida aqui como algo que não é aceito socialmente durante um determinado período histórico - fazem parte do espaço e tempo do permitido ao louco é da a prerrogativa em todas as sociedades de expressão é podem nos surtos psicóticos construirem grandes frases ou enunciados de problematizadores dos grupos em que ele vive. Essa maneira de constituição da loucura enquanto uma forma de afastamento da realidade social ficando o individuo com uma antena que capta tudo em uma ordem desconexa - mas entendida como o caos que pode ser analisado sob a ótica do princípio da irregularidade regular. Assim vamos compreender nossos insanos, não como um resultado de fatores genéticos, sociais ou de drogadição, mas oriundos dos recônditos da formação da psiquê humana estão lá a loucura, genialidade e para os religiosos a santidade. Neste viés podemos remeter a visão Jungiana do inconsciente coletivo. Os loucos que transistam na Paulista - fazem seus discursos falando de bolsa de valores, marketing, gestão, negócios e outros termos envolvendo o mercado financeiro. Representam desse modo - a realidade dos discursos e situações das histórias ouvidas no caminhar da av. Paulista.
Não existe loucuras, mas parâmetros sociais de aceitação ou não de determinados comportamentos que podem responder ou não aos valores sociais. Sou favorável a proposta antimaniconial - contudo com ressalvas para a manutenção de hospital dia para crises maiores. Mas excluir da sociedades essas pessoas com saúde mental em devaneio, é retirar um componente agregador de valor. Um caso que desejo falar é o sobre o histórico da psicopatia - um desvio grave no comportamento que segundo a neurociência - o indivíduo nasce sem conexões entre o lobo pré-frontal responsável pelo remorso, medo ou culpa. Essas pessoas são desprovidos de qualquer forma de relação que gere um vínculo afetivo. É evidente que a graus variados dessa patologia. Mas, não podem em grau máximo de comprometimento da pessoa viver em convívio social. São alienígenas emocionais. Entendem a emoção mas somente sob o campo racional. Não sentem, mas manipulam, enganam e agem de modo a buscar satisfazer seus prazeres sem nenhuma preocupação ética, religiosa ou familiar. Podem matar em série para manter sua sanidade que tem por objetivo a manutenção de suas fantasias de poder e controle. Foram feitos testes em ressonância magnética que comprovaram a não condição de entendimento das emoções alheias - porque eles desconhecem o sentido do afeto. Ao ler o livro de Pierre Darmon - Médicos e assassinos na Belle Époque - vemos o processo da medicalização do crime e o surgimento da compreensão dos homícidas e suas diferenças de motivo, oportunidade e situação. Além é claro de Foucault, que elabora uma análise sob a ótica de o cerciamento da liberdade vêm com o componente de mudança social de costumes. Mulheres transgressoras pagavam com choque elétricos e com banhos de imersão em água gelada. Sabemos que os extremos são ruins no período no séc.XIX começo do vinte; temos a tentativa de romper com a justiça mística que ainda perdurava. Para dar lugar a uma visão científica do crime e suas razões. É claro, que os religiosos perderam espaços para os médicos e juízes, sendo assim de espaços para absurdos com a visão de Cesare Lambroso - onde a face dos criminosos constituiam meios para prevenir e controlar o crime. Hoje temos os equipamentos que mapeiam a atividade cerebral entendo a fisiologia e a neuro-química do sistema nervoso central. Entendo o homem como um resposta sofisticada aos estímulos e ambiente. Sendo assim um misto de herança genética e social. Caso ficarmos no extremo dessa modo de analisar vamos perder a capacidade de subjetivar que a consciência é algo dinãmico e fluido não podendo ser compreendido apenas como um computador biológico determinado pela condições de desenvolvimento e estimulo. Devemos ter o caminho do meio perceber que somos um corpo interrelacional constituído de multiplos fatores nas ações, emoções e razões que impulsionam o individuo. Ver somente o social peca por não perceber o Foucault analisa que somos todos em especial - soldados, alunos, presos e loucos - produtores de conhecimento gerando prontuários, fichas escolares e outros tipos de informações que gera a disciplina dos corpos. Contudo devemos manter uma postura articulada de análise capaz de assimilar os avanços da neurociência no entendimento do cérebro sem desvincular a compreensão social e antropológica das relações entre médicos, pacientes, juristas e opinião pública. Neste sentido vemos um processo de modelos de emissão de dados e de recepção das informações sobre os progressos na fisiologia e a dinâmica com o meio - mas atualmente existem formas variadas de produzir, divulgar e criar novos links entre dados e conclusões constituindo um saber diferente do inicialmente proposto pela área de ciências médicas. Hoje temos conceitos avançados no campo da bioética, história da medicina e comunicação médica que reforçam o contato com as ciências sociais. Enfim a loucura e não perceber que todos nos próximos da intimidade que foi de certo modo rompida com a internet não somos normalizados plenamente a sempre uma dose de loucura na sanidade que se apresenta no outro.
Comentário de Roberta Freitas em 12 setembro 2010 às 8:48
Olá Tiago, tem uma lista que deixei para Mariana que vc pode dá uma olhada.
Comentário de Tiago Ancelmo Duarte em 6 setembro 2010 às 15:58
Vcs poderiam me indicar texto, livros para ler sobre história da loucura?
obrigado
Comentário de Roberta Freitas em 2 julho 2010 às 12:17
por nada, esse espaço é para isso mesmo.
Comentário de Roberta Freitas em 1 julho 2010 às 10:05
Comentário de Roberta Freitas em 1 julho 2010 às 10:03
Bibliografia sobre a temática:

AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: O poder soberano e a vida nua. Trad.Henrique Burigo, Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.
ASSIS, Machado. O alienista. São Paulo. Editora Martin Claret, 2007.
BIRMAN, Joel. A psiquiatria como Discurso da Moralidade. Rio de Janeiro, Graal, 1978.
CAMPOS, Paulo Fernando de Souza. Os enfermos da razão: cidade planejada, exclusão e doença mental (Maringá, 1960-1980). São Paulo: Annablume, FAPESP, 2004.
COSTA, Jurandir Freire. Ordem Médica e Norma Familiar. 5° edição. Rio de Janeiro, Graal, 2004.
________________ A história da Psiquiatria no Brasil. 3º Edição, Rio de Janeiro, Campos, 1980.
CUNHA, Maria Clementina Pereira. O espelho do Mundo: Juquery a História de um Asilo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
________________Cidadelas da Ordem: a doença mental na República. Editora brasiliense. São Paulo. Ano 1990.
FIGUEREDO, Servúlo A. (Coord). Sociedade e Doença Mental. Rio de Janeiro Tempo Brasileiro, 1975.
FOUCAULT, Michel. História da Loucura. 3ª Ed. São Paulo. Perspectiva, 1972.
________________ A ordem do discurso. Edição de textos Marcos José Marciolino, São Paulo, Edições Loyola, 2008.
________________ Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975). São Paulo: Martins Fontes, 2001 – coleção tópicos.
________________O Nascimento da Clínica. (Trad. De Roberto Machado) Rio de Janeiro: Graal, 1982.
________________ Microfísica do poder. (Org. e Trad. Roberto Machado). Rio de Janeiro: Graal, 1979.
________________ História da Sexualidade 2 – uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1984.
________________ O poder psiquiátrico. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
FRAYZE-PEREIRA, João. O que é Loucura. 10ª Ed. São Paulo: Brasiliense, 2002.
HARRIS, Ruth. Assassinato e Loucura: medicina, leis e sociedade no Fin de Siécle. (Tradução de Talita M. Rodrigues). Rio de Janeiro: Rocco, 1993.
LEAL, Vinícius Barros. História da Medicina no Ceará. Fortaleza, Secretária de Cultura e Desporto, 1979.
MACHADO, Roberto. Danação da Norma: Medicina Social e Constituição da Psiquiatria no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1978.
________________Ciência e Saber. A trajetória da arqueologia de Foucault. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Graal, 2ª Ed. 1988.
NEVES, Frederico de Castro. A multidão e a História: saques e outras ações de massas no Ceará. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
PONTES, Cleto Brasileiro. Hospital Psiquiátrico: seis séculos de história. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2006.
GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Editora UNESP, 1991.
GOFFMAN, Erving. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Editora Perspectiva S.A., 1974.
RAGO, Luzia Margareth. Do cabaré ao lar a utopia da cidade disciplinar: Brasil 1890-1930/Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
ROSEN, George. Da polícia médica a Medicina Social. (Trad. Ângela Loureiro). Rio de Janeiro: Graal, 1980.
ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1995.
SILVA, Valmir Adamor da. A história da loucura – em busca da saúde mental. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1979.
SILVA, Mary Cristina Barros e. Repensando os porões da loucura: um estudo sobre o hospital colônia de Barbacena. Belo Horizonte, MG: Argvmentvm, 2008.
VEIGA-NETO, Alfredo. Foucault & a Educação – 2 ed, Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
Comentário de Prof Rafael José de Campos Pinto em 17 junho 2010 às 11:14
Meu fácinio pela mente humana esta no comportamento apresentado pelo ser humano, e no porque isto acontece, os motivos que levam uma mente que através de um dogma simplesmente entra em total "Declínio" Social e Moral...
Da não aceitação de seus dogmas e despreendimento e total, subterfúgio na sua mente...
 

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Sobrevivente

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Sinopse: Durante o inverno de 1984, um barco pesqueiro naufraga no Atlântico Norte, nas proximidades da Islândia. Os tripulantes tentam sobreviver, mas as águas geladas impedem que essa tarefa seja facilmente concluída, restando apenas Gulli (Ólafur Darri Ólafsson), um homem bom, de fé, querido por todos, e com uma vontade de viver inacreditável. Após nadar por cerca de seis horas e enfrentar vários percalços, ele consegue contato com a civilização. Após a incrível experiência vivida, Gulli terá ainda que viver com a dor da perda dos amigos e, pior, a incredulidade de todos, que não entendem ele ter sobrevivido a uma situação tão extrema e insistem em fazer testes para saber como isso pode ter acontecido. Baseado em fatos reais.

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Guerra do Paraguai: Prédios paraguaios após a Guerra do Paraguai s.l., [186-]. Arquivo Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão. Fonte: Arquivo Nacional

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