Padre Clementino Marcuzzo, faleceu em  15 de junho de 2009, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, onde residia.
Além de sacerdote, era jornalista, formado pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM.
Suas pesquisas eram centradas na Quarta Colônia de Imigração Italiana, que é uma região do RS, na Mesorregião do Centro Oriental Rio-grandense, e que foi o quarto centro de colonização italiana no estado, depois apenas de Caxias do Sul, Santa Isabel (hoje Bento Gonçalves) e Conde d'Eu (hoje Garibaldi); e a primeira fora da Serra Gaúcha. Localizada próximo ao município de Santa Maria, engloba os atuais municípios de Silveira Martins, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Nova Palma, Pinhal Grande, São João do Polêsine e São Martinho da Serra, além de partes de Agudo, Itaara, Restinga Seca.

O principal centro dessa região é Vale Vêneto, distrito do município de São João do Polênise. Padre Marcuzzo foi sempre grande incentivador (e participante) das festas e atividades culturais na região. Foi o fundador da Sociedade Ítalo-Brasileira Dante Alighieri, da Associação Cultural dos Imigrantes do Vale Vêneto e da Associação dos Ex-Alunos do Vale Vêneto. Foi o criador da Semana Cultural Italiana, que acontece todos os anos, paralelamente ao Festival Internacional de Inverno da Universidade Federal de Santa Maria.

Em 1979 dirigiu o museu do Patronato Antônio Alves Ramos, em Santa Maria, que, sob sua direção, passou a chamar-se oficialmente Museu Histórico e Cultural Vicente Pallotti.

Imerso na História, pesquisou a genealogia dos habitantes da Quarta Colônia e lutou muito pelo desenvolvimento da área, em especial, de Vale Vêneto. Não dava descanso às autoridades de todas as esferas, sempre empenhado em obter melhorias.

Clementino integrava a Congregação dos Padres Palotinos. Os primeiros palotinos do Brasil e da América Latina chegaram por Vale Vêneto. Esta lembrança era mantida viva quando organizava o desfile de abertura da Semana Cultural Italiana, encenando a chegada dos padres, a cavalo, com tiros de canhão e festa.

Dizem as notas que consultamos, que ele "tinha um   espírito muito alegre. Na semana italiana era ele quem puxava os brindes em italiano. Confessava  que gostava de vinho e de música. Cantou em corais   e animava festas com sua acordeona. Também foi o criador do Natal Feliz, evento que alegrava as noites de dezembro, com a presença de orquestras, músicos e cantores de corais, iluminando Vale Vêneto nas celebrações natalinas."

Padre Clementino Marcuzzo nasceu em Cachoeira do Sul - RS, a 12.09.1927 e era filho de Luiz Marcuzzo e Amábile Bortoluzzi Marcuzzo. Associou-se ao CBG em 27 de janeiro de 1992, tendo sido eleito Adjunto em 14 de dezembro de 1995.

Com sua morte, aos 82 anos, a cultura italiana perde um dos seus mais dinâmicos pesquisadores. Com inúmeros trabalhos na linha da imigração italiana, publicados em jornais gaúchos e de outros estados, buscou fortalecer as origens de sua gente, pois sempre dizia que preservar a memória é manter viva a cultura de um povo.


http://www.cbg.org.br/http://blogdoaleitalia.blogspot.com

 

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Respostas a este tópico

eu tenho um primoo que se chama Nadir Cecchin e os avós dele são Marcusso.

Bem, eu estudo a genealogia de minha familia e tambem sou Cecchin Ferri por parte de mãe,

Aqui no rio Grande do sul  um religioso chamado Antonio  Cecchin, falecido recentemente fez história, na época da ditadura foi preso e torturado, mas deixou muita coisa boa em defesa da ecologia, das pastorais, está na Internet a biografia dele.

Então o Pe.Marcuzzo deveria fazer parte de sua genealogia também. Bom saber disso.

Leila, o fórum é um espaço que funciona melhor com perguntas. Fica a dica. Abraço!

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