Segundo a Constituição Apostólica Fidei Depositum, para a publicação do Catecismo da Igreja Católica redigido depois do Concílio Vaticano II, João Paulo II, Bispo Servo dos Servos de Deus para a perpétua memória, nos diz:
"Guardar o depósito da fé é a missão que o Senhor confiou à sua Igreja e que ela cumpre em todos os tempos".
Tags:
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 16 fevereiro 2011 at 14:42
Olá Leonardo .Nós temos um hino com essa letra .
Amai vos uns aos outros assim como eu vos amo este é o novo mandamento por isso saberao que sois meus discípulos se vos amár-des uns aos outros .
Um abraco
Continuação ...
Além de João, de Pedro - que já encontramos em Antioquia e em Roma - e dos dois Tiagos - que militavam em Jerusalém -, nada sabemos de positivo sobre os outros discípulos de Jesus e sobre a sua ação. Os numerosos Atos dos Apóstolos apócrifos que florescerão no fim do século II quererão preencher esta lacuna, mas a Igreja, com severa prudência, não acolherá o seu testemunho - o que não quer dizer que tudo seja absolutamente falso nas linhas gerais das histórias que segerem.
Uma tradição muito antiga assevera que os Apóstolos deixaram a Cidade Santa e se dispersaram doze anos após a ressurreição do Senhor, o que é inteiramente plausível, já que essa data coincide com a perseguição de Herodes Agripa, na qual Tiago, filho de Zebedeu, foi supliciado e Pedro encarcerado. Teria sido nessa ocasião que eles partiram em todas as direções, levando a palavra de Deus a muitos povos. Eusébio, que afirma reproduzir Orígenes, e Rufino, que o traduz com retoques, pretenderam saber qual a zona de ação que coube a cada um dos Apóstolos: enquanto João ia para a Ásia, André ter-se-ia dirigido aos país dos citas (na atual Ucrânica, sul da Rússia), Mateus à Etiópia, Bartolomeu à "Índia" (atual Arábia do Sul), e Tomé ao reino dos partos.
Outras tradições completam nalguns pontos este esquema. A mais curiosa afirma que Tomé, seguindo a rota das caravanas, teria chegado pela Pérsia ao vale do Ganges, onde teria convertido o príncipe Matura, sátrapa dos Saces, exatamente na altura em que este fundava um poderoso império na Índia e na Ásia Menor (Os primeiros exploradores europeu, a partir do século XIII, encontraram na Índia "cristãos de São Tome". Existem hoje mais de 3.000.000 desses cristãos, sobretudo no Malabar. Discute-se se se trata de descendentes de uma comunidade apostólica ou, segundo outros, de um grupo nestoriano formado no Império persa em fins do século V). Trata-se com certeza de belos temas, que se prestam ao sonho, mas que permitem entrever através das fábulas esta grande realidade: a prodigiosa atividade dos cristãos na tarefa de espalharem a sua fé pelos quatro cantos do mundo.
Continua ...
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 17 fevereiro 2011 at 17:37
Olá Leonardo .Artigo muito interessante que corresponde á verdade .
Se por acaso tiveres algum desses Apócrifos ,posta, que podemos tirar o melhor proveito deles,pois os Apócrifos sao assim ,uma no cravo e outra na ferradura .
Um abraco
Olá Joaquim, boa noite.
Sem dúvida, é muito interessante e até importante termos o conhecimentos sobre os apócrifos (claro que tendo sempre em mente que são apócrifos e não canônicos), pois eles se atém a questões que os canônicos não apresentam e, em grande parte, devem revelar verdades.
Neste momento amigo, prefiro continuar a postar estes conteúdos de estudiosos, mas quem sabe, logo possamos abrir um tópico sobre os apócrifos.
Um abraço.
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 18 fevereiro 2011 at 12:29
Olá Leonardo .É verdade que os Apócrifos teem coisas que nao estao na Bíblia ,mas ao mesmo tempo tem erros graves ,que sao fácilmente detetáveis por quem conheca bem as escrituras .Vamos nessa .
Um abraco
Continuação ...
Se esta semeadura cristã teve como condutores de primeira categoria, como pontas de lança, os Apóstolos e discípulos, nem por isso devemos esquecer-nos de que foi também obra não menos gigantesca de milhares de fiéis anônimos que, ao sabor fortuito das viagens e de encontros, prepararam as vias do Senhor e começaram a conquistar almas para a luz. O termo "missão", que se utiliza às vezes para caracterizar esta primeira propaganda cristã, faz-nos hoje pensar numa intenção sistemática, numa organização, num centro administrativo; mas, se esses elementos existiram no apostolado de um São Paulo, o mesmo não se deu com essa outra forma de evangelização, espontânea, subterrânea, cuja influência foi igualmente decisiva.
Para compreendê-la, para apreciar a sua eficácia, seria preciso ter a experiência concreta de todas as condições da vida popular nos primeiros séculos da nossa era, imaginar os desclocamentos e viagens, mais abundantes do que somos inclinados a crer; ter presentes os albergues, as ruas cheias de tendas de comércio, os caravansarais, onde a gente se encontrava e conversava; pensar na importância que tinham em todas as cidades da região mediterrânea, e até na Mesopotâmia, as comunidades judaicas da diáspora que muitas vezes receberam os primeiros mensageiros do cristianismo; e, sobretudo, seria necessário experimentar no íntimo a violência jubilosa e a vontade de conquista que eram o privilégio de uma doutrina muito jovem e na qual o Espírito de Deus continuava a brilhar por meio de milagres.
Continua...
Continuação ...
Nenhum contemporâneo registrou o aparecimento desta propaganda, tão obscura e secreta ela foi; nenhum nome destes primeiros arautos do Evangelho chegou até nós. Em algum bairro periférico de uma grande cidade, ou em alguns desses lugares mal afamados que rodeiam as suas muralhas, começou um dia a espalhar-se a notícia. Quem a trouxe? Foi o vendedor ambulante judeu, ou esse comerciante de Antioquia, ou aquele escravo fugitivo que dizem ter vindo de Chipre ou das cidades sicilianas? Ou terá sido uma mulher, pois as mulheres desenpenharam também um grande papel nestes cochichos? O certo é que a notícias eespalhou rapidamente nas lojas, nos mercados ao ar livre, entre os curtidores de peles e os tripeiros.
Uns zombam, outros sentem-se comovidos. O Homem-Deus, o Ressuscitado, o Consolador de todas as misérias - quem pronunciou o seu nome? Depois, um dia, chegou de longe um mensageiro que falava o grego com sotaque estrangeiro. E talvez esse homem tivesse comentado os textos na sinagoga, para justificar as suas estranhas asserções; ou antes tivesse reunido multidões nas praças públicas, não para conferências eruditas ou para sermões preparados, mas para algumas arengas improvisadas, semelhantes às que se podem ouvir hoje nas praças de Londres, mas mais pitorescas, mais veementes, por se dirigirem a públicos de regiões quentes. E assim nasceu a Igreja, melhor, o embrião de uma Igreja, talvez com doze ou quinze fiéis no começo; um embrião que, na maior parte dos casos nada será capaz de destruir.
Continua ...
Continuação ...
Devemos admitir que a propaganda cristã obedeceu a princípios maduramente refletidos, a fim de seguir esta ou aquela orientação? No caso dos chefes, sim. É evidente que um homem como São Paulo não traçou ao acaso o itinerário das suas viagens; os seus cinco grandes altos são plenamente reveladores tanto das suas intenções como da sua visão do futuro. Antioquia, ponto de partida das caravanas da Mesopotâmia: Éfeso, trampolim para a Ásia Menor; Tessalônica, limiar da Macedônia; Corinto, primeiro porto da Grécia no contato com o Egeu e o Adriático; e Roma, coração do Império, eram, como ele próprio afirmou, "as portas que davam para o exterior".
Mas os outros, os mensageiros obscuros? Obedeceriam a algum plano, a uma decisão sistemática, ao espalharem a Boa Nova? Evidentemente, não. No entanto, o que se manifesta nesta propaganda é um sentido profundo, concreto, das realidades geográficas, econômicas e políticas do mundo tal como era então. Extremamente maleável, adptando-se aos costumes locais, seguindo as grandes correntes de permutas marítimas ou fluviais, arriscando às vezes um golpe de audácia, mas seguindo sempre uma linha muito sóbria, esta propaganda cristã dá uma impressão de força e continuidade excepcionais.
Continua...
Continuação ...
Quais são as grandes zonas pelas quais se expande desde o início? Em primeiro lugar, e acima de tudo, a Ásia Menor e as suas vizinhanças, lugares das pregações de Paulo e João, regiões ainda próximas da Palestina. Aí hão de florescer os primeiros núcleos, para logo depois ultrapassarem esses limites, transpondo as fronteiras do Império em direção ao reino de Odessa ou Osroene, que parece ter sido cristianizado muito cedo; e em direção à Pérsia, onde deviam existir comunidades desde os fins do século I (Lembremo-nos de que, no dia de Pentecostes, havia em Jerusalém "partos, medos, alamitas e gente da Mesopotâmia" (cfr. At 21,9), o que parece apoiar a tradição segundo a qual houve um cristianismo muito antigo na Pérsia, como também afirmam as narrativas apócrifas de São Tomé).
Tendo desabrochado tão bem nestas regiões, irá o cristianismo, como religião asiática que é, limitar-se à Ásia? Perder-se-á na imensidade deste continente? De modo algum: Osroene e a Pérsia serão excessões. Na esteira de São Paulo, que ali, como em toda a parte, abriu ocaminho,o Evangelho transpõe o mar Egeu e volta-se para a Europa. Germinará na Grécia, roturadapelo Apóstolo dasGentes,e com a Grécia germinará nos seus anexosilírios e dálmatas. Bem cedo - talvez apenas vinte anos após a morte de Cristo - a Itália assiste aos primeiros batismos e as suas comunidades multiplicam-se rapidamente. O Egito, colônia romana, também deve ter sido cristianizado muito cedo, mesmo que não o tenha sido por São Marcos, o evangelista, como pretende a tradição.
Continua ...
Continuação...
Já o Ocidente, considerado em conjunto, foi evangelizado mais lentamente. A Gália, a Espanha e a África, apesar dos ilustres padrinhos apostólicos que mais tarde as suas comunidades hão de reivindicar, só se abrem verdadeiramente no decurso do século II, mas então de forma esplêndida. Tinha razão o piedoso apologeta Hermas, autor do Pastor, quando, já por volta do ano 120, comparava o cristianismo a uma árvore cujos ramos cobriam todo o mundo civilizado. Pode-se dizer que, no espaço aproximado de um século, o Evangelho penetrou em todos os centros vitais do Império, isto é, em todos os seus nós espirituais.
Mas, assim esboçada, a curva desta expansão cristã leva a uma observação muito importante. O cristianismo primitivo desenvolveu-se - com duas excessões apenas - no âmbito de Roma; o Império, na célebre expressão de Duchesne, foi a sua pátria. Como o Império romano, não se estendeu a leste além de um certo limite. Como o Império, voltou-se para o Ocidente. Mesmo no seus progressos, seguiu os passos da civilização romana: nascera no cadinho greco-oriental, mas atingiu pouco a pouco as terras mais rústicas e mais sãs do Ocidente. Há nisto uma concordância que, para o futuro da religião cristã, terá uma importância primordial. É ao sistema romano que a Igreja deverá muito daquilo que virá a ser no futuro; mas é também com o poderde Roma que ela terá de haver-se - e logo.
Continua...
Permalink Responder até joaquim schieder da silva em 8 abril 2011 at 13:06
Olá Leonardo .A história do frei Tomás aprende-se na escola primária em Portugal ,mas eu já me esqueci a que se refere ,será a China ,a India ?
Conta lá
Olá Joaquim.
Não entendi a tua pergunta.
Aque eu fiz, está postada nos comentários e é sobre o Preste João.
Um abraço.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
Ativado por

