Olá membros do Grupo.

Hoje li uma postagem, em outro grupo, que me despertou a curiosidade para o seguinte assunto:

Como a Igreja Católica Apostólica Romana vê suas ramificações cismáticas surgidas ao longo da história, passando pela Igreja Católica Ortodoxa e as denominações protestantes (surgidas de dentro do catolicismo), como as Igrejas Luterana, Anglicana e Calvinista?

Qual é a proximidade que a Igreja Católica sente compartilhar com cada uma destas Igrejas? Ou quais são as diferenças, mais ou menos profundas, existentes entre os católicos romanos e estas outras religiões?

Agradeço a atenção.

Abraços a todos.

 

Rômulo.

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Respostas a este tópico

Olá Rômulo.

Este teu tópico é muito especial. Merece um bom estudo e é bem complexo.

Atualmente estou sem tempo para participar ativamente. Precisamos fazer um estudo aprofundado e, conforme os momentos históricos, apresentar os cismas; as visões da época e posteriormente como a Igreja de hoje analisa estes momentos e como se relaciona com cada uma das Igrejas citadas.

Abraços.

Pois é Leonardo, esta questão da temporalidade é um fato para o qual não atentei. Mas sabe qual foi o evento que me despertou essa curiosidade? Pude obersar os maus bocado que você e o Rogério Silva passaram com um sr chamado Raimundo Nonato (ainda bem que aqui não tem o dispositivo de citação do facebook!), no qual ele fazia críticas bastante pesadas à igreja católica, com um discurso muito parecido com o de vários protestantes (no que conseguiu enganar até nosso amigo Horley, fazendo-o pensar que era um correligionário seu, quando na verdade, Raimundo era (é) adepto da Umbanda).

Às falas do Raimundo, o Rogério respondeu que ele parasse de ler literatura calvinista, pois luteranos a anglicanos lêem a literatura patrística, os calvinistas não. Gostaria que me explicasses do que se trata isto.

Além do mais, lembrei-me de que os Anglicanos reivindicam, de uma forma um tanto confusa, ao meu ver, uma continuidade com a linhagem apostólica, e ao mesmo tempo Reformada; sem falar nos casos de rebanhos de anglicanos que estão retornando para a Igreja Católica, algo que considero impossível no caso dos calvinistas, pelo menos dos que conheço.

Para terminar, em uma das minhas leituras, vi que os calvinistas foram alvo de um ódio muito peculiar na história da França católica - tal como os judeus em toda a parte - sendo acusados de bruxaria no século XVII, e também com a ocorrência do caso Calas, em meados do século XVIII.

Também me lembrei (agora termino mesmo!), que enquanto luteranos e anglicanos se organizaram em Igrejas nacionais, ou seja, eram restritas ao território de seus reinos, e às políticas de seus países, o calvinismo exerceu uma ampla atividade missionária por toda a Europa, inclusive por países católicos, organizando um tipo de "Internacional Calvinista" (que soa muito semelhante a um tipo de "Internacional Comunista") em Genebra, a qual era temida por católicos do mundo inteiro.

Enfim, o que eu quero saber, no fundo, é se os católicos consideram, ou se já consideraram, os calvinistas essa coisa ruim toda. Penso que isso pode me dar uma luz sobre diferenças na espiritualidade de cada uma destas religiões que citei (reconheço que deixei a ortodoxa de lado), e pensar melhor a respeito de que, até que ponto a espiritualidade evangélica de hoje, com suas nuances, e diversos pendores ao fundamentalismo, ainda se ligam com a tradição calvinista antiga, ainda que não se denominem calvinistas, e nem abracem a doutrina calvinista.

 

Grande Abraço!

Olá Rômulo.

O que propões é um estudo vastíssimo que, ao meu modo de estudar e apresentar será bem longo, pois não entendo uma questão somente pela abordagem ou pergunta, como algo restrito. Tudo tem uma história que a precede, um momento de seu surgimento e, sua herança, que vai determinando novos caminhos na própria história.

Estas querelas a que te referes, foram momentos difíceis, pois a pessoa citada iniciou seus argumentos já num ataque infeliz, eu prefiro a discussão das idéias, sem qualquer ataque e principalmente sou totalmente contrário ao proselitismo. Tenho minha, fé, pertenço a minha Igreja a qual amo e busco defender, mas nunca, em hipótese alguma saio por aí buscando "novos adeptos" e não é esta a caminhada da Igreja Católica, que não é entendida por muitos, por não terem conhecimento da história e não se aterem aos momentos históricos que são alvo de ataques.

Então, só para deixar uma questão mais clara, mas não respondida, refiro-me à Patrística. O estudo da mesma, necessita de pelo menos uns 20 anos e eu me debruço sobre alguns temas a mais de 35 anos e não passei de um leve tangenciamento.

Apresento então breves palavras sobre a Patrística.

Pretendo abrir um tópico específico para o seu estudo.

Abraços.

Nome dado à filosofia cristã dos primeiros séculos, elaborada pelos Pais da Igreja e pelo escritores escolásticos, consiste na elaboração doutrinal das verdades de fé do Cristianismo e na sua defesa contra os ataques dos "pagãos" e contra as heresias. Quando o Cristianismo, para defender-se de ataques polêmicos, teve de esclarecer os próprios pressupostos, apresentou-se como a expressão terminada da verdade que a filosofia grega havia buscado, mas não tinha sido capaz de encontrar plenamente, enquanto a Verdade mesma não tinha ainda se manifestado aos homens, ou seja, enquanto o próprio Deus não havia ainda encarnado, não existia ainda o Senhor.

De um lado se procura interpretar o Cristianismo mediante conceitos tomados da filosofia grega, do outro reporta-se ao significado que esta última dá ao Cristianismo. Sendo considerado como a figura mais importante dessa corrente de pensamento o cristão Santo Agostinho.

A patrística divide-se geralmente em três períodos:

até o ano 200 dedicou-se à defesa do Cristianismo contra seus adversários (padres apologistas, São Justino Mártir).
até o ano 450 é o período em que surgem os primeiros grandes sistemas de filosofia cristã (Santo Agostinho, Clemente Alexandrino).
até o século VIII reelaboram-se as doutrinas já formuladas e de cunho original (Boécio).
O legado da Patrística foi passada à Escolástica.

Muitíssimo obrigado pela atenção e auxílio Leonardo.

De fato, nenhum tópico da história da filosofia é simples, sequer de se ser dominado em sua historicidade, quem dirá em sua profundidade filosófica.

Meus interesses, de forma ampla, estendem-se à toda história do cristianismo, por isso estou neste grupo de história da Igreja Católica, só não tenho tido tempo de me deter sobre o tema dos primórdios da Igreja, os quais, até hoje, são a palha que dá fogo aos cismáticos. Quase todos os movimentos que encabeçaram cismas em quase todas as igrejas cristãs invocavam uma suposta legitimidade com relação aos primórdios do Cristianismo. Veja você, por exemplo, aquele diagrama simplista que foi publicado em um grupo aqui do site, falando de um suposto "desvio" da Igreja Católica, no século IV.

Já meus interesses mais restritos, relacionam-se à história da Reforma Protestante, as diversas ramificações dela provenientes, e o impacto que aquele acontecimento teve na história da modernidade ocidental, e do mundo todo (para um interesse "restrito", até que este está bastante "ampliado" não é mesmo? rsrs).

Muito obrigado pelas suas orientações. No momento, meu desejo é compreender as distinções teológicas entre o Catolicismo, o Luteranismo e o Calvinismo (e um pouco o Anglicanismo), e a patrística, pelo que parece, é um destes pontos principais.

Pretendo elaborar um plano de estudos a respeito, que irei expondo aos poucos no nosso grupo sobre o Calvinismo.

 

Grande abraço!

 

Rômulo

Olá Rômulo.

Estou dividindo meu tempo para poder continuar com minha participação no Café História, então, vou aos poucos postando alguns conteúdos nos diversos grupos e/ou tópicos meus e dos amigos.

Nos mais de 2000 anos de história da Igreja Católica Apostólica Romana (nós consideramos que as origens da nossa Igreja confundem-se com a Igreja Primitiva), temos muita bibliografia, muitos registros. Gostaria eu de um dia poder visitar a Biblioteca do Vaticano, onde há milhares de obras de todos os momentos da Igreja e de seu tempo.

Amigo, não temos a mínima condição de abarcar este conhecimento todo, há a necessidade de se determinar ou um período em especial, ou um tema e nele nos aprofundarmos.

Minha participação na Igreja em minha paróquia está diretamente ligada a algumas questões que me são muito caras:

O estudo da Bíblia de uma forma histórico-crítica.

O estudo (superficial) da História da Igreja, pontuando momentos de maior relevância.

Sua parte doutrinal, tratando principalmente os 7 Sacramentos, a Liturgia e os documentos da Igreja.

Quando tratamos dos documentos da Igreja, precisamos também determinar períodos.

Hoje, temos como grande documento, que norteia as posições da Igreja, o Compêndio do Vaticano II, com suas constituições, decretos e declarações deste que foi o último Concílio da Igreja (11/10/1962 - 08/12/1965), traça as grandes linhas doutrinárias da Igreja. Este Concílio fez alterações profundas na Igreja, sendo a de maior repercussão e até hoje cria polêmicas e está em evidência com grandes debates e solicitações de retorno ao rito antigo, é o da Celebração da Eucarisita (Missa) na língua Vernácula. Antes do Concílio, era em Latim ( a língua oficial da Igreja), bem como também a mudança da posição do celebrante que no rito anterior ficava de frente para o altar e hoje fica voltado para a Assembléia.

Um Decreto deste Concílio: "Decreto Unitatis Redintegratio", sobre o Ecumenismo, determina a posição da Igreja quanto aos cismas e os Irmãos Separados.

Posso, se assim o desejares, postar o Decreto, é um pouco longo, mas mostra bem a posição da Igreja.

Hoje, há vozes discordantes e a Igreja tem um caminho um pouco diferenciado, sem deixar de fazer valer o mesmo como uma "vontade" da Igreja.

Há uma pequena obra: "Luz do Mundo - O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos" - Uma conversa de Bento XVI com Peter Seewald, pela Editora Lucerna, em que o nosso Papa aborda alguns temas importantíssimos da atualidade, dentre eles a questão do ecumenismo e a posição da Igreja frente ao tema que expões.

Abraços.

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Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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