Questione qual a importãncia da religião ou o que ela representa para a Filosofia.

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Respostas a este tópico

Infelismente me decepcionei com o interesse dos membros deste grupo. O fórum foi postado dia 17 de março e não foi alcançada nenhuma resposta. Concerteza eu devo ter falhado em minha pergunta ou devo ter errado por ter sede de sabedoria? Até...

Boa noite Davi

O problema está na forma como a pergunta é feita.

Acho que deves procurar  outra forma de perguntas  para as tuas respostas .

No entanto eu vo utentar dar a minha resposta para ver se vai ao encontro do que procuras .

Os padres católicos ,sao formados em Filosofia .

Nao conheco alguma outra religiao ,que assim proceda .

Espero ter ajudado ,pois sei que è frustante fazer algo e ser ignorado ,aqui o "Esforco do atleta". nao é recompensado

Cumprimentos  

Caro Davi.

Entendo a tua decepção e de minha parte peço desculpas por não ter contribuído com o pouco que conheço.

A tua proposta está certa, pois vejo que o teu questionamento é sobre como a filosofia compreende a religião, qual a sua interpretação sobre a questão religiosa.

O Joaquim fez um comentário incompleto. Os padres católicos, em seus estudos no seminário e curso superior, estudam muitas disciplinas, dentre elas a Teologia e também Filosofia, mas tem estudos profundos sobre a Bíblia e sobre uma série de ciências auxiliares para a compreensão de sua atuação futura.

Pelo que sei, todas as "denominações religiosas" que tem uma estrutura de "formação" aos seus líderes, tem algum tipo de estudo superior. Com certeza os pastores luteranos tem formação bem próxima dos padres e, pelo que já li de vários pastores de igrejas evangélicas pentecostais, eles também tem uma formação firme tanto em Teologia, quanto em Filosofia.

Há, claro, denominações que não preparam devidamente seus líderes o que faz com que muitos "falem sem fundamentos".

Abraços.

Caro Davi e membros do grupo.

Para esclarecer um pouco a questão da formação eclesial na Igreja Católica,  apresento o seguinte comentário:

Seminário é o nome que é dado, na Igreja Católica e em algumas Igrejas Protestantes aos centros de formação dos seus ministros sagrados: diáconos e presbíteros, normalmente chamados padres, reverendos na Igreja Presbiteriana e na Igreja Anglicana, ou simplesmente pastores nas demais Igrejas Protestantes e Igrejas Evangélicas, onde recebem uma formação intelectual, humana, espiritual e pastoral sólida.

Há diversos tipos de seminários: os seminários menores recebem alunos mais novos, que não estão ainda em idade para estudar no ensino superior. Os seminários maiores incluem os alunos que estão já na última etapa da sua formação para o sacerdócio e que frequentam o curso superior de Teologia. Alem destes, de forma um pouco diferente existem os pré-seminários, que recebem potenciais ingressores nos seminários.

A vida dentro de um seminário divide-se entre alguns tempos de oração, sobretudo de manhã, a Missa diária, as aulas, os serviços comuns, os tempos de convívio, de estudo, de preparação de actividades pastorais. Na formação apresentada por um seminário católico é observado geralmente quatro dimensões, sendo elas: a dimensão espiritual(oração, inclusive a Missa), a dimensão intelectual (aprendizado, estudo, aulas), a dimensão comunitária (convivência, relações humanas-afetivas, caridade) e a dimensão pastoral(sua capacidade de desenvolver trabalhos propostos pela Igreja em meio ao povo e a comunidade de atuação), tudo isso em vista da preparação para um futuro sacerdote colaborador.

As Igrejas protestantes e evangélicas também tem os seus seminários. Geralmente a formação é de licenciatura em Teologia. E, inclusive, há seminários protestantes que são de orientação interdenominacional ou então funcionam como agências independentes de ensino teológico.

Abraços.

Caro Davi.

Então, espero que não tardiamente, postarei um pouco do que nos diz o Dicionário de Filosofia, de Walter Brugger, organizado com a colaboração do corpo docente do Colégio Berchmans de Pullach (Munique) e de outros professores, com tradução brasileira por Antônio Pinto de Carvalho, doutor em Filosofia e em Letras, pela EPU, 4 edição, 1987.

Religião. Etimologicamente, é talvez preferível derivar o vocábulo latino religio de "re-legere" do que de "re-ligare". Segundo isso, "religião" designa sempre um "revolver-se", a observação cuidadosa, conscienciosa de alguma coisa. Aquilo em torno do qual gira a consideração, deve merecer tal cuidado, deve até exigi-lo de acordo com sua dignidade. Quer seja este, pode acaso indicá-lo a outra interpretação do termo "religião": re-ligação,e, precisamente, à origem primeira e fim último. Uma vez que este Primeiro e Último possui maior transcendência que tudo o mais, por isso mesmo merece ser considerado com diligência, acima de tudo.

Do ponto de vista do ser, todas as coisas procedem de Deus, e para Ele tendem. Não obstante, só o homem tem religião, na medida em que, como espírito, torna efetiva, livre e consciente, sua relação a Deus, ou seja, conhece-o e aceita-o como sua origem e fim. Por tratar-se aqui do que há de mais excelso, nesse reconhecimento e aceitação reside o mais nobre dever ético e a mais requintada perfeição do homem. Sem religião permanece ele deformado no que tem de mais precioso, por preciosos que sejam os dons e admiráveis as obras que possam praticar; e como um belo engaste, do qual se tenha arrancado uma pedra preciosa. Na religião, o homem todo se volve para Deus; pelo que, ela abarca todas as potências superiores da alma: conhecer, querer e sentir. Mas como a religião é, não tanto um saber, quanto uma entrega, uma doação, ela aparece principalmente como obra da vontade inserta no sentimento, vê o Ser absoluto de Deus como Valor absoluto. Quando, em nossos dias, se costuma dar a este Ser o nome de numinoso ou de sacro, não devemos rejeitar em si tais denominações; contudo, não raro, ao empregá-las, se pretende desligar o valor do ser e tornar o comportamento religioso completamente irracional. De fato, o Valor abnsoluto coincide com o Ser absoluto, como também a dedicação religiosa e vivificada pelo saber que decerto não se apresenta em forma intuitivo-totalitária ou vivencial. A religião irradia, desde a esfera do espírito, sobre a vida sensitiva e sobre o corpo, criando assim expressão visível por meio da palavra, do gesto e do símbolo. Daí que uma religião de pura interioridade pugne com a natureza do homem e deva estiolar-se; com a ressalva de que os ademanes meramente exteriores significam nada menos que a morte da autêntica religião. Por último, visto o homem estar inscrito essencialmente na comunidade, a religião não pode limitar-se a mero assunto privado do indivíduo; antes, a comunidade deve fomentá-lo, devendo observar-se que a vida religiosa nunca chega ao seu pleno desenvolvimento senão na comunidade. Como se deduz do que fica exposto, com a religião do espírito subjetivo (religião como ação e comportamento) une-se a religião no sentido de espírito objetivo e objetividade (religião como doutrina, comunidade, instituições, usos), que é fonte primordial ou o sedimento e substrato da primeira.

Em todos os povos e épocas se encontra alguma religião; nem a história nem a pré-história conhecem um estado a-religioso da humanidade. Em toda a parte, a religião surge como dado primitivo; nenhuma parte deriva de manifestações não-religiosas, como o animismo, o animatismo, o toteísmo, a magia. Entende-se por animismo a crença em almas (anima) e em espíritos, e a veneração dos mesmos; por animatismo, a crença numa alma ou força material que domina tudo invisivelmente. O totetismo crê no parentesco do indivíduo ou de um grupo com um tótem (quase sempre em animal); é desconhecido nas culturas primitivas. A magia e a feitiçaria, pretendem subjugar, por meio de adjurações, uma portência superior e pô-la ao serviço do homem, ao passo que o homem religioso se submete a ela pela súplica. Práticas encantatórias sem relação a um poder superior não constituem magia, mas brotam de uma concepção primitiva das forças naturais e do governo das mesmas.

Religião equivale a veneração de Deus, isto é, a religião vê a Deus como Pessoa; isso já o sabia o paganismo e o mostra insistentemente a moderna filosofia da religião (Sheler). Sem dúvida a imagem que o paganismo forma de Deus é sumamente confusa. a par de um Deus único, muitas vezes se presta adoração também a forças naturais personificadas; nem se distingue suficientemente entre a Divindade e sua imagem: idolatria. No fetichismo veneram-se como algo pessoal coisas materiais, não por causa de sua relação de imagens, mas por causa de um poder superior magicamente entranhado nelas. A deturpação politeísta da imagem de Deus une-se à deturpação panteísta. Um panteísmo explícito suprime, como é bem de ver, a autêntica religião, porque, as mais das vezes, em lugar de Deus, aparece um fundo primitivo impessoal e, em última instância, o próprio homem é o divino. Mas em nenhum povo a religião realmente vivida é um panteísmo desta espécie; ao sumo, reveste como entre os hindus, um matiz panteísta proveniente do fundamento último estabelecido pela concepção do universo. quando a absolutidade de Deus é transferida para os valores terrestres e estes são abraçados com ardor religioso, temos então um substitutivo da religião.

Até aqui tratamos da religião natural ou religião da natureza, que brota da natureza espiritual do homem.

Em outra postagem tratarei da religião positiva.

Abraços.

Caro Davi.

Na postagem anterior tratei sobre a religião da natureza ou religião natural, agora apresento a religião positiva.

A religião positiva estabelecida ou, ao menos, determinada em seus pormenores por um ato positivo histórico, primeiro, de Deus (Revelação) e, em seguida,tambémdo homem (leis não escritas e escritas). A pura religião natural não se encontra em parte alguma, mas constitui o fundo de toda religião histórica. Todavia, o deísmo vai demasiado longe, quando, ao exluir, aqui, como em toda a parte, qualquer intervenção de Deus, considera inultrapassável o domínio da religião natural. - Uma vez que que ao homem é dado conhecer inequívocamente sua relação criatural com Deus e a revelação de Deus historicamente promulgada, não lhe é lícito permanecer indiferente ante a religião em geral nem ante uma verdadeira religião revelada; portanto, não lhe é lícito aderir ao indiferentismo.

A religião revelada, de modo peculiar a religião cristã, mostra mais claramente em que atitudes se deve manifestar a vida religiosa. São fundamentais a fé, a esperança e a caridade. A elas correspondem, na religião natural, a vivência de Deus cuidadosamente alimentada e cada vez mais profundamente arraigada, o aspirar a Deus como fim último com a confiança em sua assistência e o amar a Deus com amor indestrutível. Sobre estes atos floresce o trato pessoal com Deus pela oração. Esta é, primeiramente, adoração, ou seja, o curvar-se respeitosamente ante a infinita sublimidade e absoluta soberania de Deus. A adoração encontra sua expressão visível mais solene no sacrifício: neste, o homem oferece ao altíssimo, como símbolo da doação de si mesmo, um bem que reputa valioso, o qual frequentemente é queimado para melhor traduzir a doação absoluta e irrevogável. Com a adoração unem-se a ação de graças ao Dispensador de todo bem e a petição de gracioso auxílio ulterior, petição a que o homem é incitado, em consequência da experiência da limitação de seu próprio poder. Tradução prática da autêntica religião é uma vida de fidelidade à vontade divina. - Ao culto pertence todo ato interno e externo, cujo sentido exclusivo ou primário lhe advém da veneração de Deus. - Lotz.

Na próxima postagem apresentarei a Filosofia da religião.

Abraços.

Bom dia David Ves ! já funciona rsrsrsrsrs

Quando se abre um novo tópico deve-se convidar os amigos e pessoas capazes para participarem .

Sò para lembrar de que nao somos formados em filosofias dos homens ,mas em ser castos ,honestos ,etc. daí nao sermos conhecidos em fazer as borradas que os ditos cujos fazem com as suas "altas formacoes académicas " que seriam uteis se as utilizacem no bom sentido .

Um abraco

Bom dia Davi

Creio que a tua pergunta tem vários significados ,e espero que possas dizer exatamente qual para que tenhas um aresposta o mais próximo do que pretendes ouvir .

Nós SUD temos formacao para sermos boas pessoas ,bons chefes de família ,bons amigos ,bons cidadoes que guardam ,tanto as leis terrenas ,quanto as leis do Senhor ,nao somos instruidos em filosofias ,porque nao precisamos ,temos as Escrituras que o Senhor nos deixou através de seus profetas .

Convido-te tambem a participares no meu grupo ,nao tem muitos seguidores ,mas muitos leitores ,e é muito ativo apesar de tudo .

Sempre ao dispor, um abraco

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Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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