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Respostas a este tópico

Boa tarde,

 

Por favor, leia alguns dos escritos deste Grande Papa, antes e depois de ter chegado à cadeira de S. Pedro. Não sei se mudará de opinião, mas, de certeza, terá uma visão mais clara da vida e obra deste Grande Homem e Grande Papa.

 

A igreja católica tem muita dificuldade quando o assunto é mudança,o seu modelo absolutista já está ultrapassado ,porém continuam insistindo,como insistem em tantos outros dogmas,se eu acreditasse que o papa é realmente o herdeiro do trono de pedro,escolhido por Deus,chegaria a conclusão que esse Deus é racista,e tem uma certa reserva com o terceiro mundo,pois nunca ouvi falar de um papa de cor escura ou natural de algum país de terceiro mundo.
agradeço pelo comentário,opiniões diferente sã altamente saudáveis quando existe um respeito entre as partes,notei este respeito em seu comentário,muito obrigado!
Concordo consigo no aspecto das nacionalidades dos papas escolhidos. Só há grandes católicos na Itália? Só há candidatos credíveis na Europa? Também me ponho essa questão. A minha resposta interior é não! De qualquer modo, a Igreja faz-nos chegar a mensagem de que a escolha é iluminada pelo Espírito Santo. A minha crença é que o Espírito Santo não se mete nessas coisas. Há grandes católicos e grandes homens em todo o mundo, por isso, não me incomoda que no futuro venha a ser escolhido um Papa africano, americano asiático ou da Oceania. No final das contas, a única condição para ser eleito é ser Cardeal e esta, para mim, é até a mais discutível.
Um abraço.

Caro Ernane,

Primeiramente gostaria de dizer que o jovem Joseph na foto está vivendo num momento histórico específico e que o uso da suástica não indica que há uma concordância com as ideias nazistas.

Também digo que a Igreja não dá credito unicamente a Deus pela escolha de um Papa, concordo quando nosso colega José Gonçalves diz: "a Igreja faz-nos chegar a mensagem de que a escolha é iluminada pelo Espírito Santo". Ou seja, o Espírito Santo (que é Deus) não escolhe, mas ilumina. É claro que se pode pensar que o Espírito Santo não foi ouvido pelos cardeias durante um conclave, há muitos católicos que consideram o trono de Pedro vago desde a morte de Pio XII (mas isto já é uma outra discussão).

Para Igreja as escolhas são humanas, mas podem ser orientadas pelo Espírito Santo. Leia estes trechos da encíclica Universi Dominici Gregis que trata da eleição de um Papa:

"[...]pela oração assídua e intensa, sobretudo enquanto se desenrola a eleição, se obtenha de Deus Omnipotente a assistência e a luz do Espírito Santo necessária aos seus Irmãos eleitores, participando assim, eficaz e realmente, na árdua missão de prover a Igreja universal do seu Pastor."

"[...]os Padres Cardeais já octogenários [...] coadjuvem, com instantes orações e súplicas ao Espírito Divino, a tarefa dos eleitores, implorando para eles a luz necessária para fazerem a sua escolha tendo apenas Deus diante dos olhos, e procurando unicamente a «salvação das almas, que deve ser sempre a lei suprema na Igreja»"

Para consultar a encíclica acesse: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_constitutions/...

 

Abraços

 caro jefferson,leia com atenção,sei que não mudará sua maneira de pensar,nem é minha intenção,obrigado pela cordialidade,pois divergências vão sempre existir,mas devem ser conduzidas com respeito. 
A trajetória de um reacionário
       
     "  Filho de um delegado de polícia, Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927, na Baviera, na Alemanha. Apesar de seu pai ter se oposto ao nazismo, durante a 2ª Guerra Ratzinger deixou o seminário, que freqüentava desde os 16 anos, para integrar a unidade área do exército alemão, da onde só desertou em 1944, quando estava evidente que a guerra teria um final nada satisfatório para o nazismo e a Alemanha. 

       A passagem pelo nazismo (antes de ser soldado, ele também foi membro da Juventude Hitlerista), hoje “menosprezada” em sua biografia, lhe rendeu um período de prisão pelo exército norte-americano, quando da ocupação da Alemanha. 

       Retornando ao seminário, Ratzinger tornou-se especialista em Teologia, área em que ele construiu uma rápida e sólida carreira nas universidades e no interior da Igreja. Em 1968, como professor universitário, ele se opôs radicalmente à rebelião da juventude da época e começou a pregar aberta e ferozmente contra o comunismo, chamado por ele de “a vergonha de nosso tempo”. Quase dez anos depois, em 1977, tornou-se bispo de Munique e, na seqüência, foi nomeado cardeal.

       Em 1986, já à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, escreveu um furioso documento condenando os homossexuais (considerados “imorais, artificiais e nocivos” e portadores de uma “maldade moral intrínseca”) e a união civil. Em 2000, desferiu um novo ataque através de documento, desta vez contra anglicanos, luteranos e protestantes em geral, afirmando que a Igreja Católica é o único caminho para a salvação. 

       Nos anos seguintes, Ratzinger se dedicou a condenar o movimento feminista e as mulheres em geral (que, segundo ele, não deveriam sequer servir como assistentes paroquiais ou cantoras de coro), o aborto, a camisinha (a abstinência sexual seria o único “método” válido para evitar a Aids), o divórcio, o rock (!!!) e, novamente, os homossexuais, produzindo uma tese que, de tão ridícula, é digna de nota: gays e lésbicas até poderiam ser aceitos na Igreja, contando que concordassem “viver em castidade”. 

       Por estas e outras, não é de se estranhar que, dentro da própria Igreja, o cardeal alemão tenha ganho “singelos” apelidos como “rottweiler de Deus” e “cardeal panzer”, em alusão ao famoso tanque alemão.

      Ao mesmo tempo, Ratzinger já chegou a defender que a pena de morte, quando aplicada “dentro da lei” é válida para punir alguém que é culpado de crimes graves ou que represente um perigo para a sociedade e a “paz social”. Conhecido também como “cão de guarda da doutrina cristão”, o novo papa também assumiu uma posição no mínimo curiosa diante da onda de denúncias, comprovadas, sobre pedofilia no interior da Igreja: “Estou convencido que as notícias freqüentes sobre padres católicos pecadores [pedófilos] fazem parte de uma campanha planejada para prejudicar a Igreja Católica”.

       Figura central na estrutura de poder do Vaticano há mais de duas décadas, a transformação de Ratzinger em Bento XVI não chega a ser uma surpresa. Sua proximidade com João Paulo II remonta à eleição do papa anterior, quando o cardeal alemão foi um dos principais articuladores para a escolha de Karol Wojtyla. 

        Além disso, e importante lembrar que Ratzinger contou com um “colégio eleitoral” que lhe era totalmente favorável. Dos 115 cardeais que participaram da eleição, somente ele próprio e um outro não foram indicados pelo falecido papa, aconselhado, sempre, pelo próprio Ratzinger. 

        Escolhido para dar continuidade (e, se possível, aprofundar) ao legado conservador de João Paulo II, seu papado, que deverá ser curto, devido à sua idade, contudo, não estará isento de contradições. Em todo o mundo, houve reações negativas à sua escolha. Em pesquisa feita pelo Portal Estadão, 68,44% afirmaram que não gostaram da escolha do papa. Na Argentina, pesquisa semelhante feita pelo Clarín detectou que 44,6% preferiam qualquer outro candidato. Na própria Alemanha, antes mesmo da escolha, a maioria também era contra sua indicação."
l

bento disse:

" A igreja católica detém o monopólio da salvação" e " qualquer igreja que não esteja submetida a autoridade do papa não pode ser considerada uma igreja cristã". palavras do papa!critico muito o fundamentalismo pentecostal,mas não consigo ver  diferença entre a postura deles,e a do papa!

Caro Ernane,

Parece que o tópico foi criado com o intuito exclusivo de atacar o atual Papa, eu pensei que poderíamos nos deter em discutir sobre a sacralidade da escolha do bispo de Roma, pois a Igreja Católica teve alguns líderes "não-apropriados" e que Bento XVI seria para você um exemplo de quão falível é a eleição papal.

Vejo que entre os artigos que cita o único que possuí algum crédito é o da Folha de São Paulo. Naquele que você copiou parece ser montado para um ataque. Um exemplo é o trecho:

"Apesar de seu pai ter se oposto ao nazismo, durante a 2ª Guerra Ratzinger deixou o seminário, que freqüentava desde os 16 anos, para integrar a unidade área do exército alemão, da onde só desertou em 1944, quando estava evidente que a guerra teria um final nada satisfatório para o nazismo e a Alemanha"

Pelo que eu saiba, Ratzinger entrou para o exército alemão, pois todos os jovens foram obrigados a integrarem a juventude hitlerista. Claro que ele podia ter desertado, mas provavelmente não estaria vivo hoje.

Caso sua intenção era mostrar uma crítica ao atual pontífice, já obteve exito, pois o artigo não identificado que copiou, para mim, a representa. Mas se quiser continuar esta discussão falando sobre "papas não-apropriados" será muito bom, pois não se esqueça que este Ning é de história.

Sugiro que você leia sobre os papas Bento IX, Formoso e o Sínodo Cadavérico, Celestino V e Bonifácio VIII, leia também sobre o papado em Avinhão, assim você terá assunto histórico para discutir aqui. Mas se quiser falar de Bento XVI não há problemas, mas peço apenas que não tenha a única intenção de ataques.

Aliás, se você quiser discutir exclusivamente sobre Bento XVI, abra um tópico de discussão específico, vamos falar sobre suas encíclicas, sobre seus livros, sobre as opiniões de teólogos (você poderá achar na internet o que Leonardo Boff fala sobre ele, talvez goste). Mas leia meu caro, leia pós e contras!

Abraços

Caro Jefferson,

Se me permite, e para reforço da sua intervenção imediatamente acima, gostaria de lhe dar um testemunho pessoal do que é ter de participar em actividades de uma determinada instituição e não possuir nenhum sentimento de pertença. Como sabe, de 1926 a 1974, Portugal viveu sob um regime ditatorial. Durante esse período, de entre outras organizações, foi criada a chamada "Mocidade Portuguesa". Pelo menos todos os alunos do chamado Cíclo Preparatório, eram obrigados a pertencer a essa organização. Aos sábados éramos obrigados a participar em actividades várias (lembro a de marchar em jeito militar), actividades que frequentei cerca de 1963, com cerca de 10 anos. Essa organização possuía, portanto, um cariz político inquestionável.
Ora, pergunto: por ter participado em actividades da Mocidade Portuguesa (compulsivamente), é lícito tirar a conclusão de que fui um admirador do Salazarismo?

Claro que não!

Passemos agora para o Papa Bento XVI. Um miúdo que aos 17 anos (1927 para 1944 - veja-se o trecho citado pelo Sr. Ernane Soares), deserta de uma unidade do exército alemão, tem de ser considerado um herói, não um bandido. Repare-se que, até 1943 (um ano antes de desertar), Bento XVI tinha iniciado estudos num seminário. Ora, quem é que, num ano está totalmente com Deus, no ano seguinte se "alia ao diabo" e, nesse mesmo ano de aliança com o mal, resolve voltar ao bem? Só alguém que foi obrigado a essa aliança com o mal, não alguém com vontade livre.
Se me permite uma confissão, também eu, quando Bento XVI foi eleito, pensei: 'só nos faltava um Papa alemão, e logo o Prefeito para a Doutrina da Fé'. Fiquei de pé atrás. Mas, fui-me informando. Li um escrito de Bento XVI, escrito enquanto Cardeal, em defesa dos trabalhadores e do trabalho e em contraponto a uma sociedade demasiado materialista como a que vivemos. Rendi-me. Disse cá para comigo: 'Temos Papa".

É claro que nós, cristãos, temos o espírito crítico muito apurado, desde que não sejamos fundamentalistas, claro. Eu não fujo à regra. Há muitas questões de doutrina com que não concordo. Agora, que estamos perante um Grande Homem e um Grande Papa, lá isso estamos. Houve tempos em que chegar à Cadeira de S. Pedro era uma questão de poder temporal, o que levou a que tivéssemos papas que teria sido melhor não terem existido. Hoje já não é assim.
Uma abraço.

 

 

Olá José,

Seu testemunho serviu aqui para entendermos melhor o porque o jovem Joseph carregou a suástica em seu peito. É provável que você também tenha utilizado algum simbolo...

Abraços

por que  da intenção  do Papa Bento XVI de visitar o túmulo do cardeal Alojzije Stepinac, beato da Igreja Católica que causa polêmica por seu papel ambíguo durante o regime pró-nazista de Ustasha?

Bom dia caro Ernane,

 

Por favor, leia a seguinte página da Wikipedia

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aloysius_Stepinac

 

Penso que ficará provada a falta de ambiguidade da vida do Beato Cardeal Stepinac.

Não julguei necessário aprofundar mais a busca de informação.

Um abraço.

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