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História da Filosofia

Espaço destinado para quem quer saber, estudar e contribuir para o conhecimento da história da Filosofia.

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Membros: 233
Última atividade: 8 Abr

"Seja como termo, seja como conceito, a filosofia é considerada pela quase totalidade dos estudiosos como uma criação própria do gênio dos gregos. Efetivamente, enquanto todos os outros componentes da civilização grega encontraram uma correspondência junto aos demais povos do Oriente que alcançaram um nível elevado de civilização antes dos gregos (crenças e cultos religiosos, manifestações artísticas de várias naturezas, conhecimentos e habilidades técnicas de diversos tipos, instituições políticas, organizações militares etc.), já no que se refere à filosofia nos encontramos diante de um fenômeno tão novo que não apenas não tem uma correspondência precisa junto a esses povos, mas também não há tampouco nada que lhe seja estreita e especificamente análogo.
Sendo assim, a superioridade dos gregos em relação aos outros povos nesse ponto específico é de caráter não puramente quantitativo, mas qualitativo, porque o que eles criaram, instituindo a filosofia, constitui uma novidade que, em certo sentido, é absoluta.
Quem não levar isso em conta não poderá compreender por que, sob o impulso dos gregos, a civilização ocidental tomou uma direção completamente diferetne da oriental. em particular, não poderá compreender por que motivo os orientais, quando quiseram se beneficiar da ciência ocidental e de seus resultados, tiveram que adotar também algumas categorias da lógica ocidental. Com efeito, não é em qualquer cultura que a ciência é possível. Há idéias que tornam estruturalmente impossível o nascimento e o desenvolvimento de determinadas concepções - e, até mesmo, idéias que interditam toda a ciência em seu conjunto, pelo menos a ciência como hoje a conhecemos.
Pois bem, em função de suas categorias racionais, foi a filosofia que tornou possível o nascimento da ciência e, em certo sentido, a gerou. E reconhecer isso significa também reconhecer aos gregos o mérito de terem dado uma contribuição verdadeiramente excepcional à história da civilização".
Giovanni Reale - Dario Antiseri em História da Filosofia.

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Comentário de Alberty Lucas em 25 maio 2012 às 20:30

Boa Noite a todos.. Eu espero aprender cada dia mais com esse grupo e também cooperar para o crescimento do pensamento nessa sociedade que vivemos.

Comentário de ANA PAULA DE LIMA SILVA em 29 novembro 2011 às 19:17

OLÁ, DECIDI PARTICIPAR DESTE GRUPO PELO INTERESSE QUE TENHO NESTA ÁREA DO CONHECIMENTO...

ESPERO APRENDER MUITO COM TODOS!!!

Comentário de jonatham dos santos leal em 7 agosto 2011 às 15:55
Alguem poderia me explicar a analogia que Kant faz com relação a Razão, em sua critica. Por favor me ajudem. valew abraço.
Comentário de jonatham dos santos leal em 5 agosto 2011 às 21:20
Oi é uma honra participar dessa comunidade. Gosto muito de Sócrates, Platão, Aistoteles, Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Descartes, Kant entre outros. valew.
Comentário de Massumi Miyazaki em 12 maio 2011 às 14:23

Olá Magna,

Boa tarde,

Resido na Capital de São Paulo. Será uma honra para mim, se dignar a responder a uma pergunta sobre  o tema: Como a hermenêutica lida com a Tradição oral ?

 

Comentário de Leonardo Stuepp em 25 março 2011 às 16:48

Olá Massumi.

Eu, como estudioso da Bíblia, entendo que o estudo da mesma deva ser feito através da exegese e da hermenêutica, então, considerando-se a hermenêutica como o método que visa a interpretação det extos (filosóficos, religiosos, etc), com certeza terei o máximo prazer de trocar idéias contigo e com todos que vierem a contribuir com o assunto.

Inclusive, se analizares a Hermenêutica como uma filosofia, algo a que eu ainda não tive acesso.

Um abraço.

Comentário de LEANDRO CLAUDIR em 25 março 2011 às 0:20

Gostaria de compartilhar com os membros do Grupo História da Filosofia um texto que chamou-me muito a atenção que trata dos Argumentos Filosóficos: O bom senso ou a razão?

“Livros não mudam o mundo,

quem muda o mundo são as pessoas.

Os livros só mudam as pessoas.”
Mário Quintana

 

Descartes considerava o bom senso ou a razão a coisa do mundo a melhor compartilhada, de tal maneira que a capacidade de discriminar o verdadeiro do falso torna todos os homens, independentemente de sexo, cor ou religião, iguais. A razão é formalmente igual em todos, o que os distingue é a sua aplicação, pois essa deriva de costumes, da religião, dos conhecimentos adquiridos, daquilo que ganhou o estatuto de verdade, embora não o seja. A razão iguala, as opiniões diferenciam os homens. O problema consiste, porém, em que essas opiniões podem impossibilitar a ciência, a filosofia e o próprio convívio regrado e pacífico entre os homens. O espetáculo do mundo nos oferece freqüentemente cenas de violência e intolerância, nascidas de preconceitos que querem se impor pela força, na ausência de questionamentos e, sobretudo, do exercício da razão.

Eis por que Descartes procura estabelecer um método que possa ser seguido por todo e qualquer homem, independentemente de época, opinião, crença, costumes ou sexo. Um método que poderia ser utilizado por qualquer indivíduo sempre e quando estivesse disposto a fazer uso da sua razão e abandonar meras opiniões que não teriam nenhum fundamento sólido de sustentação. Um método que permitiria que o edifício do conhecimento se construísse sobre bases sólidas, que não poderiam ser demolidas por opiniões impertinentes. Um método voltado, então, para a busca da verdade e não da verossimilhança. E quando dizemos busca da verdade, referimo-nos a um livre exercício da razão, que pode ser publicamente reproduzido por qualquer um, de tal modo que desse exame público, coletivo, possa surgir um conhecimento indubitável. O encontro com a verdade não tem nada de dogmático, ele significa somente um encontro da razão consigo mesma num procedimento livre e metódico.

Descartes expõe a sua experiência de vida como uma experiência filosófica, que possa ser imitada por qualquer um no livre uso de sua faculdade de discriminar o verdadeiro do falso. Trata-se, portanto, de um uso público da razão, que tem como ponto de partida o reconhecimento de que a ignorância impera naquilo que se considera como conhecimento, isto é, na ciência e na filosofia, com todas as suas repercussões do ponto de vista da ação humana. Ao se instruir, nosso jovem filósofo teve de descartar todas as verdades recebidas, pois essas, sob exame, se mostravam meras crenças sem fundamentos. No entanto, somente uma época que aceita como principio a liberdade de julgar pode dar inicio a uma nova retomada do pensamento: ela vai começar com o “discurso do método”.

 

“E assim resulta que nossas idéias ou noções, sendo coisas reais e provenientes de Deus  em tudo que possuem de claro e distinto, só podem nisto ser verdadeiras”.

 

Descartes, René. Discurso do Método. Porto Alegre: L&PM, 2009

Comentário de Iara Elizia Carvalho Rodrigues em 25 fevereiro 2011 às 22:46
Olá pessoal, estou aqui porque me identifico com filosofia e quero absorver mais conhecimento com vocês que me parece serem mestres e doutores em filosofia, agradeço pela oportunidade e um ótimo fim de semana a todos!
Comentário de Leonardo Stuepp em 21 dezembro 2010 às 7:49
Olá Khadija.
Seja bem vinda. Participe, assim todos aprenderemos mais.
Um abraço.
Comentário de Fernando Loschiavo Nery em 11 dezembro 2010 às 19:06
Olá amigos, no próximo semestre preciso estudar bastante Filosofia, por conta do mestrado, espero poder contar com vocês. Abraços e parabéns pela iniciativa deste grupo!
 

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