História da Escola de Samba Beija-flor de Nilópolis

Informação

História da Escola de Samba Beija-flor de Nilópolis

Nasceu no dia 25 de dezembro de 1948.E tem seu nome inspirado no Rancho Beija-flor que existia na cidade de Valença-RJ.A idéia nasceu com um grupo de amigos,no entanto o nome foi proposto por D. Eulália, mãe de um deles.

Local: Anchieta - RJ
Membros: 18
Última atividade: 22 Jun, 2011

Continuação do histórico:
O grupo de rapazes era formado por: Milton de Oliveira (filho de D. Eulália), Edson Vieira Rodrigues, Helles Ferreira da Silva, Mario Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva. Dona Eulália foi quem sugeriu o nome da agremiação, cabendo a ela o título de fundadora, entretanto foi só em 1953, que o bloco transformou-se em GRES Beija-flor de Nilópolis, e quem ficou responsável por essa mudança foi o Cabana (Silvestre David da Silva) o bloco Beija-Flor foi inscrito na Confederação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Os primeiros anos da Beija-Flor foram difíceis. A quadra, na verdade, era um terreno baldio, a escola tinha muito pouca estrutura. Um pouco de malandragem fora necessário para o crescimento da entidade. Fazendo o seu primeiro desfile oficial pelo segundo grupo em 1954. A Beija-Flor pela primeira vez se apresentou como escola de samba, no Grupo 2 do Rio de Janeiro, e venceu logo de cara com o enredo "Caçador de Esmeraldas". O compositor do samba era Cabana, o maior nome entre os compositores nilopolitanos em todos os tempos. A Década de 60 foi de altos e baixos para a Beija-Flor ainda tentando se firmar como escola do primeiro grupo, contudo ela foi rebaixada até ao grupo 3 onde ficou por 3 anos. Somente em 1974 a escola voltaria, definitivamente, à elite do carnaval carioca, apresentando o enredo "Brasil ano 2000".
Com a vinda de Joãosinho Trinta, Laíla e outros insatisfeitos do Salgueiro, em 1976, a escola foi a grande campeã do carnaval, com o enredo "Sonhar com rei dá leão" que contava a história do jogo do bicho, demonstrando em suas alegorias um luxo até então atípico para a época, acarretando o fim da hegemonia do quarteto formado por Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. E venceu ainda nos dois anos seguintes. Em 1977, com o enredo "Vovó e o rei da Saturnália", e em 1978 com "A criação do mundo na tradição nagô", conseguindo o tricampeonato. A agremiação de Nilópolis passou a ser conhecida como a escola do luxo e iniciou o processo de verticalização das escolas, através de grandes alegorias e dos adereços de mão.
E o sucesso da Beija-Flor continuou: em 1979 e 1981 conseguiu o segundo lugar, e em 1980 dividiu o título com Portela e Imperatriz, com o enredo "O sol da meia-noite". Em 1983, a escola foi novamente a grande campeã, com "A Grande constelação de estrelas negras". Joãosinho deixaria a escola de Nilópolis em 1994. E o tão sonhado título no Sambódromo só viria em 1998, dividido com a Mangueira, com o enredo "O mundo místico dos caruanas" desenvolvido por uma Comissão de Carnaval que levou a Beija-Flor ao seu sexto campeonato. A escola foi vice-campeã por quatro vezes consecutivas entre 1999 e 2002, sempre perdendo pela diferença mínima para a primeira colocada.
Mas a Beija-Flor recuperaria o título em 2003. Venceria pela primeira vez sozinha depois de vinte anos (lembrando que seu último título fora dividido com a Mangueira) com o enredo "Saco Vazio Não Pára em Pé - A Mão que faz a Guerra, faz a Paz". No ano seguinte, conseguiria o bi com o enredo "Manoa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz". A escola desfilou sob uma intensa chuva, que combinou com o trecho do samba "Água que lava minh'alma ao matar a sede da população", o que deu mais um sabor ao desfile, impulsionando a escola ao título. Em 2005, com um enredo sobre os Sete Povos das Missões, a Beija-Flor, cujo desfile começou já num sol quente das sete da manhã de terça-feira, conquistaria o segundo tricampeonato de sua história. De 1998 a 2005, a escola sempre era ou campeã ou vice do carnaval carioca. A escrita foi quebrada com a quinta colocação em 2006 (Poços de Caldas Derrama Sobre a Terra Suas Águas Milagrosas: Do Caos Inicial à Explosão da Vida - Água, a Nave-Mãe da Existência ). Tudo voltaria ao normal para os ares de Nilópolis com o bicampeonato obtido em 2007 (Áfricas, do Berço Real à Corte Brasiliana) e 2008 (Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo).

Suas cores: Azul e Branco.
Pesquisa: Revista Beija-flor - uma escola de vida Fev.2004
Sites: www.beija-flor.com.br
www.sambariocarnaval.com/beijaflor.htm
www.dicionariompb.com.br/verbete


Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de História da Escola de Samba Beija-flor de Nilópolis para adicionar comentários!

Comentário de Leandro Santos em 10 fevereiro 2011 às 14:37
ADORO!
Comentário de Keltin em 2 fevereiro 2009 às 19:01
Muito legal esse grupo... Eu sempre gostei da Beija-flor de Nilópolis, mas depois que descobri o amor que a escola tem pela comunidade, eu me tornei uma admiradora fiel.
Conosco quem quiser, contra nós quem puder: Beija-flor minha escola, minha vida, meu amor.
Ketlin
Comentário de cristiane da rocha lopes vianna em 1 fevereiro 2009 às 22:20
eu tb adorei!!!!eu amo de paixão essa escola de samba!
Comentário de Denise Dantas em 30 janeiro 2009 às 6:06
Adorei, realmente a comunidade estava faltando. Chegou em BOA HORA!!!!
 

Membros (17)

Flávio Gomes
 
 
 

Links Patrocinados

EVENTO EM DESTAQUE

café história acadêmico

História Regional: Confira na íntegra a nova edição da Revista de História Regional. A RHR foi fundada em 1996 e desde o primeiro volume tem disponibilizado gratuitamente todo o seu conteúdo pela internet. O periódico é uma publicação do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História (Mestrado em História, Cultura e Identidades) da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Possui Qualis B1

Cine História

O Abutre

Acaba de chegar aos cinemas brasileiros um dos filmes mais aguardados do ano: “O Abutre”, de Dan Gilroy. O filme é uma crítica mordaz aos meios de comunicação contemporâneo, escancarando o abandono da ética e da moralidade na cobertura jornalística. Mas a mídia não é o único alvo do filme. “O Abutre” - com atuação visceral de Jake Gyllenhaal - é uma crítica a lógica moderna de gestão que rege a vida moderna, não importante a área ou profissão. 

Sinopse: Enfrentando dificuldades para conseguir um emprego formal, o jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. A fórmula é correr atrás de crimes e acidentes chocantes, registrar tudo e vender a história para veículos interessados.

Parceiros


Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2014   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }