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História da Bíblia

Espaço destinado para quem quer saber, estudar e contribuir para o conhecimento da história da Bíblia.

Site: http://www.educacionalproative.com.br
Local: Blumenau/SC
Membros: 396
Última atividade: 2 Maio

Conforme a obra: Comentário Bíblico, das Edições Loyola, "Testemunhamos, nos dias de hoje, um interesse crescente pela Bíblia. Homens e mulheres de todos os modos de vida inscrevem-se em cursos, assistem a seminários e organizam grupos de estudo.
Grupos de oração procuram líderes que possam guiá-los além da interpretação particular, para as profundezas espirituais da tradição. As pessoas procuram uma compreensão nova e voltam-se para estudiosos bíblicos que possam proporcioná-la. Os não-especialistas já não estão satisfeitos com um entendimento apenas religioso da Bíblia. Fazem perguntas literárias, históricas e teológicas que exigem respostas sábias".

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Tags: sentido, Eclesiastes, Bíblia

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Comentário de Leonardo Stuepp em 1 abril 2013 às 14:23
1o Encontro de estudos da Escola Bíblica São Jerônimo da Paróquia Cristo Rei, bairro da Velha- Blumenau/SC.

VIDA DE SÃO JERÔNIMO
Doutor da igreja, e um dos maiores especialistas em bíblias de sua época.
A imagem com que o têm apresentado é a que os pintores venezianos da Renascença gostavam de representar: o grande sábio que, ao par de todas as disciplinas da inteligência, encerrado na sua cela monástica, rodeado de livros em todas as línguas, desenvolve à custa de um trabalho incalculável uma tarefa cuja imensidade é difícil avaliar. Não há dúvida de que, na sua essência, é um homem de letras; o que conta para ele é o que escreve, o que os outros hão de ler. Assim, tem as qualidades e os defeitos próprios deste tipo de homens; sente-se dominado pelo desejo da obra que tem de realizar, apaixonado pelas questões de estilo e devorado por aquele fogo interior que conhecem bem todos os que empunham uma pena. Mas é também bastante vaidoso, muito sensível à crítica, de uma suscetibilidade à flor da pele, e sempre pronto a tratar como o último dos últimos todo aquele que discorde da sua maneira de pensar.
Nada seria, porém, mais inexato do que ver nele um simples rato de biblioteca. Jerônimo, escritor, permite-nos compreender profundamente como a literatura, enquanto meio de conhecimento e de expressão, pode servir a causa do cristianismo, e até que ponto uma grande obra literária reforça os meios de ação. Nascido de pais cristãos nos arredores de Emona – hoje Ljubljana, na Croácia -, não longe de Veneza. Começou a sua vida como um rapaz curioso de tudo, ávido do conhecimento, cujo temperamento oscilava entre o desejo sincero de piedade, e até de ascese, e certas liberdades menos morais.
Aos trinta nãos, quando viaja pelo Oriente, faz-se monge no deserto sírio, abate as suas paixões à força de uma terrível austeridade e, ao mesmo tempo, aperfeiçoa-se no grego e aprende o hebreu e o arameu. Depois. Embora já perto dos quarenta anos, continua a sua formação, frequentando cursos de exegese e tornando-se discípulo de Gregório Nazianzeno. É então, em 382-385, que o Papa Dâmaso tem a ideia de encarregá-lo dos grandes trabalhos para os quais o julga melhor preparado do que ninguém. Deixando Roma, onde o seu protetor e amigo acaba de morrer, onde a milícia dos mexericos o irrita e onde, como ele próprio diz, “não ser tem o direito de ser santo em paz”, parte para a Palestina, instala-se em Belém, perto da gruta da Natividade, e funda ali um mosteiro em que prosseguirá, durante trinta e cinco anos interruptos, os seus trabalhos de exegeta, tradutor e historiador.
Tudo nesta vida é, portanto, dominado pelo desejo da obra literária. Mas sob que ângulo a considerava? Ele próprio conta que, numa das suas visões, Deus o censurou por ser mais “ciceroniano do que cristão” e por se interessar mais pelas alegrias da pena do que pelas intenções apologéticas. A partir desse momento, tudo o que aprende e tudo o que escreve tem apenas um fim: o serviço de Deus. E como é dotado de uma vasta inteligência e de uma cultura prodigiosa, e é “ao mesmo tempo – como ele próprio declara sem muita modéstias – filósofo, retórico, gramático e dialético, perito em hebreu, em grego e em latim, possuidor de três línguas”, como estudou tudo e tudo anotou, a sua obra vai ser uma pedra angular no imenso edifício cristão.
Essa obra é essencialmente a Vulgata (Por indicação de Paulo VI, o texto de São Jerônimo foi revisado; a nova versão que daí resultou conhecida como Neovulgata, foi adotada como texto oficial da Igreja em 1979), isto é, a tradução latina do Antigo e Novo Testamento, que é designada com este nome desde o século XIII e que o Concílio de Trento oporá aos protestantes. Para levá-la a cabo, Jerônimo, durante quinze anos, procura as cópias, confronta os textos e consulta até mesmo a ciência dos rabinos. Inicialmente, teve de contentar-se com rever uma antiga versão latina do Novo Testamento chamada Vetus Latina, e dessa revisão resultou o atual texto latino do Novo Testamento. Mas, arrastado pelo entusiasmo, lançou-se na gigantesca empresa de traduzir do hebreu os livros do Antigo Testamento. Não são traduções impecáveis. Algumas, feitas com espantosa rapidez (Ester, numa noite; Tobias, num dia), são bastante fracas; outras embora feitas também com igual celeridade (os livros de Salomão, por exemplo, foram traduzidos em três dias), são excelentes. Mas não há nenhum destes textos saídos da sua pena que não traga a marca de um gênio da língua, cheia de sabor, vigorosa e rica de expressões surpreendentes; em nenhum deles deixamos também de descobrir aquele dom, tão raro, de transportar, para a língua para a qual se traduz menos a letra do que a alma do original, o que faz de São Jerônimo o príncipe dos tradutores. Foi ele o primeiro dos críticos e dos filólogos que soube depurar os textos sagrados dos acréscimos que lhes foram feitos, bem como de erros, o que é bastante para mostrar a sua importância. No momento em que o latim se tinha tornado a língua litúrgica do Ocidente e em que estava próxima a cisão entre as duas metades da área cristã, São Jerônimo deu à Igreja latina alicerces escriturísticos tão sólidos que dezesseis séculos não os puderam abalar.
Essa obra – que ele completará até a morte com imensos trabalhos de comentários, com a tradução e a continuação da Crônica de Eusébio, e com os cento e trinta e cinco apontamentos De viris illustribus, primeiro compêndio da literatura cristã -, essa obra, nunca Jerônimo a julgará afastada da vida, encerrada em sua biblioteca. Pelo contrário! Bem informado por inúmeros peregrinos que o vêm visitar e por uma inesgotável correspondência, considera os seus majestosos trabalhos como armas que dá à fé – o que é verdade. Lançando-se de peito aberto a todas as batalhas, e não sem preconceitos que surpreendem ou afligem, é exatamente o tipo daquilo que chamaríamos atualmente um escritor “engagê”. Do fundo da sua cela palestina, onde se furta às honras do episcopado e mal aceita ser ordenado presbítero, não invoca, para emitir juízos com voz terrível de profeta, senão a autoridade da palavra divina, aquela cujos elementos ele soube fixar por escrito, à custa de um estudo paciente e de muitas meditações. Assim, este homem de letras cristão assume um papel decisivo simplesmente por permanecer fiel à sua vocação, e torna-se uma das consciências vivas do seu tempo.
São Jerônimo faleceu em Belém, na Palestina, dia 30 de setembro do ano 420.
Porque do leão?
O Leão e São Jerônimo
Em Vita Divi Hieronymi (Migne. P.L., XXII, c. 209ff.) traduzido para o Inglês por Helen Waddell em "Beasts and Saints" (NY: Henry Holtand Co., 1934), você encontrará as razões pelas quais São Jerônimo é pintado geralmente com um leão ao seu lado.
“Uma tarde São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges no seu monastério em Jerusalém ouvindo a lição do dia quando um gigantesco leão aproximou-se andando em três patas, com a quarta pata levantada. Imaginem o caos que se seguiu quando todos os monges correram, cada um para um lado, mas São Jerônimo calmamente levantou-se e foi se encontrar com o hospede não convidado. Naturalmente o leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao bom padre. Jerônimo examinou a pata e pediu a um monge menos medroso, um balde com água e lavou a pata ferida do leão. Aí Jerônimo notou que a pata estava perfurada por espinhos. Jerônimo retirou com cuidado os espinhos e aplicou uma pomada e o ferimento rapidamente sarou. O gentil cuidado, amansou o leão que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse "Pensem sobre isto e vocês encontrarão varias respostas. “Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para mostrar quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem.”
Os irmãos sugeriram que o leão poderia ser usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o monastério. E assim foi por muito tempo. O leão guardava o jumento enquanto este ia e vinha. Um dia, entretanto, o leão ficou cansado de dormiu enquanto o jumento pastava. Mercadores de óleos egípcios levaram o jumento.
O leão lá pelas tantas acordou e passou a procurar o jumento. Com incrível ansiedade procurou todo o dia. No final do dia voltou e ficou no portão do monastério parado e consciente de sua culpa o leão não tinha mais o seu andar orgulhoso que ele fazia ao lado do burrico.
Quando outros monges o viram concluíram que o leão tinha na verdade comido o jumento. E eles recusaram a alimentar o leão e o enviaram de volta para comer o resto da sua matança. Mas ainda havia certa dúvida se o leão havia ou não matado o jumento e assim Jerônimo mandou que eles procurassem pela carcaça do jumento e não a encontraram, e nem sinal de violência. Os monges levaram a noticia para São Jerônimo que disse “Eu fico triste pela perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes dêem comida a ele, e ele fará o serviço do jumento. Façam com que ele traga em seu lombo algumas das peças de lenha." E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia ele subiu uma colina e viu na estrada homens montado em camelos e um montado em um jumento. Ele então foi de encontro a eles. Ao se aproximar ele reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram como puderam deixando o jumento e os camelos e sua carga para trás.
O leão conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquela parada inusitada de um leão liderando um jumento e camelos correram para Jerônimo e ele foi lá, abriu os portões e disse: "Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e dêem comida a eles e esperem para ver o que Deus tinha em mente para mostrar a este seu servo quando nos deu o leão".
Quando suas instruções foram seguidas o leão começou a rugir de novo e a balançar o seu rabo alegremente. Os irmãos com remorso da calúnia que haviam pensado do pobre leão disseram uns aos outros “Irmão confie na sua ovelha mesmo se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião e Deus fará um milagre para curar o seu caráter".
Neste meio tempo Jerônimo sabendo o que viria disse: "Meus irmãos fiquem preparados e preparem refrescos porque novos hóspedes virão e deverão ser tratados sem embaraços”.
Assim os irmãos preparam para receber as visitas e em breve os mercadores estavam no portão. Foram bem-vindos, mas eles se prostraram aos pés de São Jerônimo e pediram perdão pelas sua falhas. Gentilmente Jerônimo disse "dêem os refrescos a eles e deixem partir com os seus camelos e suas cargas. Os mercadores ofereceram metade do óleo que os seus camelos carregavam para as lâmpadas do mosteiro e mais alguns alimentos para os monges.
O chefe dos mercadores então disse "Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano e nossos filhos e netos serão instruídos de seguirem esta ordem, e ainda nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer de nós”.
São Jerônimo aceitou e os mercadores de sua parte aceitaram os refrescos e partiram com benção e voltaram alegres para o seu povo. São Jerônimo então disse "vejam meus irmãos o que Deus tinha em mente quando nos mandou o seu leão"!
Introdução
Muitas pessoas desejam ler a Bíblia, mas não tem tempo ou não sabem por onde começar. Este nosso estudo tem a intenção de ajudar o participante do encontro a se orientar num livro tão grande e também tão importante.
A Bíblia, o livro mais vendido no mundo, já teve todos os seus capítulos e versículos enumerados, suas palavras e até mesmo cada letra já foram contadas. Todos os temas que se possam imaginar sobre ela já foram tratados, estudados e investigados e tem uma resposta, a melhor que se pode oferecer à luz dos conhecimentos atuais.
Todas as dificuldades, os enigmas, as aparentes contradições, as questões insólitas, os desafios históricos e geográficos já foram, na medida do possível, tratados e resolvidos.
No entanto mesmo com tantos estudos, a Bíblia é um livro desconhecido para a maioria das pessoas, sejam elas cristãos praticantes ou não, o povo, a gente simples, os leigos, os catequistas, os membros dos grupos de oração ou de estudos bíblicos, ainda tem muita dificuldade para entender a sua mensagem, que é de grande profundidade.
O nosso estudo, baseado em várias obras de estudiosos e exegetas, que com o auxílio da arqueologia, da filologia, da mitologia, da filosofia, da história e de outras ciências, puderam nos aproximar do conhecimento da verdade que a Palavra de Deus trouxe a cada época em especial e,principalmente verificar se a mesma ainda é relevante e normativa para o nosso tempo.
A Bíblia conforme a Igreja.
Bento XVI e Bíblia: método histórico-crítico sim, mas a partir do Magistério.
A Tradição não impede o acesso à Escritura.
O método histórico-crítico de pesquisa da Escritura é legítimo e necessário, mas deve ser interpretado segundo sua chave, que é a fé da Igreja, considera Bento XVI.
“Se a exegese pretende ser também teologia, deve reconhecer que, sem a fé da Igreja, a Bíblia permanece como um livro selado: a Tradição não fecha o acesso à Escritura, e sim o abre.”
Assim explicou o Papa sobre o método histórico-crítico de pesquisa da Escritura, que pretende investigar o significado dos textos bíblicos através do contexto histórico e da mentalidade da época, aplicando as ciências modernas.
Bento XVI explicou que o Concílio Vaticano II já esclareceu, na constituição dogmática Dei Verbum, “a legitimidade e a necessidade do método histórico-crítico”, que “conduziria a três elementos essenciais: a atenção aos gêneros literários, o estudo do contexto histórico e o exame do que se costuma chamar de Sitz im Leben”.
Ao mesmo tempo, “o documento conciliar mantém firme ao mesmo tempo o caráter teológico da exegese, indicando os pontos de força do método teológico na interpretação do texto”.
“O fundamento sobre o qual repousa a compreensão teológica da Bíblia é a unidade da Escritura”, o que implica na “compreensão dos textos individuais a partir do conjunto”, explicou o Papa.
“Sendo a Escritura uma só coisa a partir do único povo de Deus, que foi seu portador através da história, em consequência, ler a Escritura como unidade significa lê-la a partir da Igreja como do seu lugar vital e considerar a fé da Igreja como a verdadeira chave de interpretação”, acrescentou.
Recordou também que quem tem “a palavra decisiva” na interpretação da Escritura é “a Igreja, em seus organismos institucionais”.
“É a Igreja, de fato, a quem se confiou o ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita e transmitida, exercendo sua autoridade no nome de Jesus Cristo”, afirmou.
Fidelidade frutífera
“Ao longo deste século, certamente aumentou o interesse pela Bíblia e, graças ao Concílio Vaticano II, sobretudo à constituição dogmática Dei Verbum – de cuja elaboração fui testemunha direta, participando como teólogo nas discussões que precederam sua aprovação -, advertiu-se muito mais a importância da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, afirmou o Papa.

Só dentro da Igreja se pode compreender a Bíblia como Palavra de Deus, diz o Papa
“Somente o contexto eclesiástico permite à Sagrada Escritura ser compreendida como autêntica palavra de Deus que se faz guia, norma e regra para a vida da Igreja e o crescimento espiritual dos fiéis”.
Destaca o Papa que “A inspiração e a verdade bíblica são relevantes porque “corresponde não somente ao fiel a não ser a toda a Igreja, já que a vida e a missão da Igreja se fundamentam na Palavra de Deus que é alma da teologia e, ao mesmo tempo, fonte de inspiração de toda a existência cristã. Além disso, a interpretação das Sagradas Escrituras é de importância capital para a fé cristã e para a vida da Igreja”.
Segundo o Pontífice, “o estudo científico dos textos sagrados não é suficiente de por si. Para respeitar a coerência da fé da Igreja o exegeta católico deve estar atento a perceber a Palavra de Deus nestes textos, no interior da mesma fé da Igreja”.
“A interpretação das Sagradas Escrituras não pode ser somente um esforço científico individual: deve sempre confrontar-se, inserir-se e autentificar-se mercê à tradição viva da Igreja. Esta norma é decisiva para precisar a relação correta e recíproca entre a exegese e o magistério da Igreja”, explica o Papa..
O Papa assinalou que “o exegeta católico não nutre a ilusão individualista de que, fora da comunidade dos fiéis se compreendam melhor os textos bíblicos. Em realidade, é verdadeiro o contrário, já que esses textos não se deram aos investigadores para satisfazer sua curiosidade ou facilitar-lhes com argumentos de estudo e investigação. Os textos inspirados Por Deus foram confiados à comunidade de fiéis, à Igreja de Cristo, para alimentar a fé e guiar a vida de caridade”.
“A Sagrada Escritura -disse o Papa citando a constituição dogmática Dei Verbum do Concílio Vaticano II- é a palavra de Deus, enquanto escrita por inspiração do Espírito Santo. A Tradição recebe a Palavra de Deus, encomendada por Cristo e o Espírito Santo aos Apóstolos e a transmite íntegra aos sucessores para que eles, iluminados pelo Espírito da verdade, conservem-na, exponham-na e a difundam fielmente em seu predicação”.
O Papa recordou que o Concílio Vaticano II indica “três critérios sempre válidos para uma interpretação da Sagrada Escritura conforme ao Espírito que a inspirou. Em primeiro lugar, é necessário prestar grande atenção ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura já que, por muito diferentes que sejam os livros que a formam, a Sagrada Escritura é uma, devido à unidade do plano de Deus do qual Jesus Cristo é o centro e o coração”.
Em segundo lugar, “terá que ler a Escritura no contexto da tradição viva de toda a Igreja. Efetivamente, a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus e é o Espírito Santo quem brinda à Igreja a interpretação segundo o sentido espiritual”.
O terceiro critério é “prestar atenção à analogia da fé, quer dizer à coesão das singulares verdades de fé entre si e com o plano geral da Revelação e a plenitude da divina economia que encerra”.
O Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática “Dei Verbum”, assim se manifesta em como interpretar a Sagrada Escritura:
180 12. Entretanto, já que Deus na Sagrada Escritura falou através de homens e de modo humano, deve o intérprete da Sagrada Escritura, para bem entender o que Deus nos quis transmitir, investigar atentamente o que os hagiógrafos de fato quiseram dar a entender e aprouve a Deus manifestar por suas palavras.
181 Para descobrir a intenção dos hagiógrafos, devem-se levar em conta, entre outras coisas, também os “gêneros literários”. Pois a verdade é apresentada e expressa de maneiras diferentes nos textos que são de vários históricos, ou proféticos ou poéticos, ou nos demais gêneros de expressão. Ora, é preciso que o intérprete pesquise o sentido que, em determinadas circunstâncias, o hagiógrafo,conforme a situação de seu tempo e de sua cultura, quis exprimir e exprimiu por meio de gêneros literários então em uso. Pois para corretamente entender aquilo que o autor sacro quis afirmar por escrito, é necessário levar devidamente em conta tanto as nossas maneiras comuns e espontâneas de sentir, falar e contar, as quais já eram correntes no tempo do hagiógrafo, como as que costumavam empregar-se largamente no intercâmbio daquelas eras.
182 Mas como a Sagrada Escritura deve ser também lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita, para apreender com exatidão o sentido dos textos sagrados, deve-se atender com não menor diligência ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé.É dever dos exegetas esforçar-se dentro destas diretrizes para entender e expor com maior aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja.Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a Escritura, estão sujeitas em última instância ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandato e ministério de guardar e interpretar a palavra de Deus.
183. Na Sagrada Escritura, portanto, manifesta-se, resguardada sempre a verdade e santidade de Deus, a admirável “condescendência” da eterna Sabedoria, “a fim de que conheçamos a inefável benignidade de Deus, e de quanta acomodação de linguagem usou, proveniente e cuidadoso que é de nossa natureza”. Pois as palavras de Deus expressas por línguas humanas se fizeram semelhantes à linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens.
Comentário de Leonardo Stuepp em 1 abril 2013 às 14:07
Olá amigos.
Faz tempo que não posto algo no grupo.
Iniciarei na próxima quinta feira (04/04) um estudo bíblico presencial em minha Paróquia (Paróquia Cristo Rei) em Blumenau.
Postarei semanalmente o conteúdo dos estudos. Espero a participação dos amigos com comentários, pois os mesmos serão valiosos para mim e também para o grupo de estudos, pois, conforme forem os comentários, poderei compartilhar com o grupo.
Abraços.
Comentário de Leonardo Stuepp em 14 outubro 2012 às 10:51

Caros membros do grupo.

Encontrei e adquiri um livro interessantíssimo sobre a Bíblia: Como a Bíblia tornou-se um LIVRO, A textualização do antigo Israel, de William M. Schniedewind, com tradução de Luciana Pudenzi,pela Edições Loyola, São Paulo 2011.

"Ao longo dos últimos duzentos anos, os estudiosos da Bíblia pensaram que a Bíblia hebraica havia sido escrita e editada nos períodos persa e helenístico (do século V ao século II a.C.).Evidências arqueológicas recentes e contribuições da antropologia linguística, todavia,apontam para uma era anterior, a Idade do Ferro tardia (séculos VIII a VI a.C.), como o período de formação da redação da literatura bíblica. Como a Bíblia tornou-se um livro combina as descobertas arqueológicas recentes no Oriente Médio com as informações selecionadas da história da escrita para tratar da questão de como a Bíblia foi redigida e como tornou-se a Escritura Sagrada. Este livro, escrito tanto para litores leigos como para estudiosos,oferece uma rica visão sobre os motivos pelos quais os textos adquiriram autoridade como Escrituras e investiga por que o antigo Israel, de cultura oral,passou a escrever literatura. Ele descreve a emergência de uma sociedade letrada no antigo Israel, contestando a afirmação de que o letramento surgiu primeiramente na Grécia durante o século V a.C."

Saudações

Comentário de Rômulo da Gana Silva Felipe em 16 junho 2012 às 1:54
Segue abaixo um link de um documentário bastante interessante: "Porque a Bíblia me diz assim", a respeito das interpretações que se fazem da Bíblia com relação à homossexualidade.
Tema bastante interessante para ser discutido em um grupo voltado para a historicidade da Bíblia (correto?).

Abraços a todos!

http://www.youtube.com/watch?v=M9QHrtMLRWo
Comentário de Leonardo Stuepp em 15 março 2012 às 8:06

Olá amigos do grupo.

Em meus estudos bíblicos de hoje, chamou-me a atenção no Segundo Livro de Samuel, os seguintes versículos: "Depois disso, houve ainda um combate contra os filisteus em God, onde Sabocai, de Husa, matou Saf, um dos filhos de Rafa.

E recomeçando o combate contrras os filisteus em Gob, Elcanã, filho de Jaare-Oreguim, de Belém, matou Golias de Gat, que levava uma lança, cujo cabo era como o cilindro de tecedor". (2Sm  21, 18-19).

Nas notas explicativas da Bíblia Ave Maria Versão de estudos, encontro: "O mais curioso é encontrar outra vez Golias, o de Gat; desta vez, morto por Elcanã e não por Davi.

Abraços.

Comentário de História das Religiões GT ANPUH em 5 março 2012 às 5:30

O I Simpósio do GT regional de História das Religiões e das Religiosidades da ANPUH 
será realizado no Rio de Janeiro, 
de 19 a 22 de março de 2012, 
na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, auditório 11,
e terá como tema 
“História, Religião e Diálogo”.

O evento está sendo apoiado pelo
Programa de Pós Graduação em História da UERJ, FAPERJ e CAPES.
Mais informações no site
inscrições online
Comentário de Leonardo Stuepp em 28 fevereiro 2012 às 22:18

Olá amigos.

Notícia que tiro do portal Terra:

Arqueólogos apontam novos indícios sobre ressurreição de Jesus
28 de fevereiro de 2012 19h14 atualizado às 20h38

Um grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos apresentou em Nova York as conclusões de uma pesquisa que apresenta indícios da ressurreição de Jesus a partir de um túmulo localizado em Jerusalém há três décadas. "Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras", afirmou nesta terça-feira o professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, um dos responsáveis pela pesquisa.

O túmulo em questão foi descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de 4 km da Cidade Antiga de Jerusalém. Um ano antes, neste mesmo lugar, foi encontrado um túmulo que muitos acreditam ser de Jesus e sua família.

Ao lado do professor de Arqueologia Rami Arav, da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010. Em uma das ossadas encontradas, que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C., é possível ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que, segundo os pesquisadores, seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.

A pesquisa, realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, também descobriu uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efeo professor Tabor, que acrescentou que essa prova pode ter sido realizada "por alguns dos primeiros seguidores de Jesus".

"Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores", acrescentou o especialista, que acaba de publicar um livro com todas as conclusões de sua pesquisa, The Jesus Discovery.

O professor reconhece que suas conclusões são "controversas" e que vão causar certo repúdio entre os "fundamentalistas religiosos", enquanto outros acadêmicos seguirão duvidando das evidências arqueológicas da cristandade.

Anteriormente, essa mesma equipe de pesquisadores participou do documentário O Túmulo Secreto de Jesus, produzido pelo cineasta James Cameron. Na obra, os arqueólogos encontraram dez caixões que asseguram pertencer a Jesus e sua família, incluindo Virgem Maria, Maria Madalena e um suposto filho de Jesus. Segundo o documentário, as ossadas encontradas supostamente apresentavam inscrições correspondentes às identidades de Jesus e sua família, o que acaba reforçando a versão apresentada no livro "O Código da Vinci", de Dan Brown, o mesmo que indica que Jesus foi casado com Maria Madalena e que ambos teriam tido um filho juntos.

Abraços.

Comentário de Luiz Fernando Almeida em 12 fevereiro 2012 às 21:26

UM LIVRO CONTAGIANTE E ENVOLVENTE. VALE A PENA O LER TODOS OS DIAS!

Comentário de Leonardo Stuepp em 9 fevereiro 2012 às 19:49

Olá Márcio.

Agora, com um pouco de tempo, gostaria de apresentar uma das minhas fontes de consulta em meus estudos bíblicos:

Bíblia Sagrada Ave Maria, edição de estudos. - Tradução dos originais grego, hebraico e aramaico mediante a versão dos Monges Beneditinos de Maredsous (Bélgica).

Peço desculpas à Silvaniza, mas aproveitando o tempo que tenho, farei uma longa postagem.

Para entendermos melhor um livro bíblico, precisamos conhecer seu autor e situá-lo em seu tempo.

Então, vamos verificar um pouco sobre o Livro de Daniel:

O Profetra e seu tempo.

O nome Daniel significa "quem me julga é Deus", formado do particípio dan do verbo din (julgar) unido ao nome El, Nos textos de Ezequiel, Daniel é apresentado como um dos três justos, junto a Noé e Jó.

O hipotético personagem do exílio não só não é o autor, mas nem mesmo o protagonista dos fatos a ele atribuídos. É impossível determinar a personalidade de Daniel nas passagens de sua obra. As diversas tradições recolhidas pelo redator final o apresentam de maneira variada: líder dos magos (4, 5; 5, 11), homem político ou administrador real (2, 48; 6, 3-4; 8, 27), desconhecido (13,45 s), importante personagem da Babilônia (14, 1-2). Por tudo isso, é evidente que o personagem em grande parte é uma construção do autor: se Daniel era adolescente no ano 606 a,C, como poderia estar em plena atividade no ano terceiro de Ciro, em 537 a.C. (6, 29)?

Mesmo admitindo a existência de um Daniel no período exílico, com o passar dos anos essa figura se transformou e assumiu aspectos lendários e contraditórios e características de personagens pós-exílicos. O autor final do livro, usando o nome de Daniel, constrói um novo personagem, utilizando com liberdade as tradições diversas.

Em termos do contexto histórico, em nenhum livro da Bíblia é tão decisivo para a decifração do conteúdo como no Livro de Daniel. Isso porque o autor dessa obra é mestre em jogar com as datas e cenários, para apresentar sua doutrina.

A impressão inicial de um leitor desavisado é a de que os fatos ocorrem na época de Nabucodonosor, na região da Babilônia, quando o povo estava no exílio. Todavia, o contexto real da elaboração do livro é cerca do ano de 180 - 164 a.C. Estaríamos assim no mesmo contexto dos Livros dos Macabeus. Daniel, opondo-se ao sistema opressor dos helênicos, usa a metáfora histórica. Falando dos cruéis reis babilônicos, é aos monarcas gregos que o autor visa atingir. Exortando um suposto povo cativo na Babilônia, é aos seus contemporâneos subjugados pelo helenismo que o autor exorta.

Daniel usa a arma própria a literatos dos tempos da perseguição. Algo parecido aconteceu no Brasil, na época da ditadura. Os autores usavam metáforas para criticar o governo vigente. Em tempos de opressão, não há outra saída. Claro que os Macabeus escolheram a via bélica, mas tal atitude não condiz com a índole de um intelectual como o autor do Livro de Daniel.

Assim, a obra joga com as datas, com os nomes. Os gregos certamente não compreenderam o que o autor falava, mas certamente o compreendiam seus conterrâneos. Exemplos disso são os nomes Misac, Sidrac e Abdenêgo, impostos pelos gregos, mas que, ironicamente, Daniel diz terem sido mudados pelos babilônicos.

As incoerências históricas são diversas e certramente o autor tinha consciência disso. Por que então ele as deixou? Talvez justamente para lembrar que sua intenção não era elaborar uma obra histórico-crítica, mas sim histórico-teológica. Exemplo de incoerência histórica é a menção puramente imaginária do rei Baltazar (Dn 5, 7-8). O último rei do Império Neobabilônico teve um filho de nome Baltazar, que jamais se tornou rei, mas somente governador babilônico. Não são exatos nem mesmo os dados de Dn 1, 1-2.

Qual seria então o real contexto da obra?

Depois da morte de Alexandre Magno (323 a.C; cf Dn 11, 4-5) a divisão de seu grande império deu início a um fenômeno complexo que persistiu por séculos: o helenismo ou helenização. O helenismo aparece como um amplo movimento sociopolítico, religioso e cultural, a doção da língua grega e estilo de vida grego, quando das muitas guerras que dividiram povos e territórios. Dos sucessores de Alexandre Magno interessam os ptolomeus do Egito e os selêucidas da Síria, que se alternam no domínio da Palestina e contribuem para a expansão do helenismo.

A figura de antíoco IV, como modelo de perseguidor religioso, está em todo o Livro de Daniel. Nos seis capítulos escritos mais recentemente (7 - 12) o rei Antíoco IV é atacado de modo mais direto, o que mostra a passagem das quatro visões em sonho (Dn 7, 8.20 - 22.24-26; 8,9-12.23-25; 9, 26-27; 11, 21-45). Nas narrações mais antigas, ocorre de maneira indireta. Nos confrontos com Nabucodonosor, se almeja que, como exemplo, também Antíoco Epífanes louve, exalte e glorifique a rei dos céus, ou, que, como Baltasar, seja julgado e morto (Dn 5, 25-30).

Antíoco ganhou o ódio dos judeus primeiramente por interferir na descendência sacerdotal. ao aceitar a maior soma de dinheiro oferecida por Menelau, Antíoco lhe deu o sumo sacerdócio, depondo Jasão (também um sacerdote usurpador). A gravidade desse ato é que, por não ser da estirpe sadoquita, Menelau teria profanado o sumo sacerdócio.

No ano 169 a.C., retornando de uma campanha vitoriosa no Egito, Antíoco entrou no Templo com arrogância e se apropriou dos objetos sacros e preciosos (1Mc 1, 17-28), apoiou Menelau contra Jsão que, aproveitando das dificuldades dos selêucidas em conflito com os romanos, tinha tentado retomar o sumo sacerdócio.

A perseguição continuou dois anos depois (1Mac 1, 29-40) com o sacrilégio e o incêndio da cidade, a destruição dos muros, a escravidão de mulheres e crianças e a construção de uma fortaleza (Acra) vizinha ao Templo, onde ficava uma guarnição siriana.

O ápice da intervenção opressiva foi a proibição de qualquer manifestação religiosa (oferecimento de sacrifícios, sábado, circuncisão) e, sobretudo, a introdução da abominação da desolação (Dn 9, 27; 11, 31; 12, 11) no Templo: um altar pagão para o culto de Zeus. O tempo da perseguição é considerado limitado pela corrente apocalíptica que fala de três anos e meio (167-164), a metade do número perfeito.

Continua o comentário falando sobre a obra, sua temática e sua mensagem teológica, que considero não ser necessário postar neste momento.

Então, agora, permito-me concluir com as notas explicativas sobre a questão da estátua:

Os materiais com que foi feita a estátua e a interpretação que dela se faz está em relação com a forma como os antigos qualificavam as diferentes épocas da história, a partir do valor dos metais e dos materiais de uso corrente. Note-se que o metal mais valioso era o ouro, aplicado aqui ao império babilônico; segue-se a prata, também metal precioso, porém menos que o ouro, representando o império medo; a parte de bronze representa o período persa; e o ferro e o barro representam os reinos assírio e egípcio, os dois pólos onde se concentraram os generais herdeiros do império greco-macedônico conquistado por Alexandre Magno. Essa imensa estátua, não obstante, é derrubada por um simples fragmento desprendido de uma grande rocha, que representa aqui a chegada do reino de Deus.

Aqui está o valor profético do simbolismo que envolve o sonho e sua interpretação. Tudo o que provém de Deus começa com o mínimo e dasapercebido, não se impõe pela força nem pela violência. O mundo está cansado da prepotência dos poderosos, que armam e desarmam impérios segundo seus caprichos; é necessário centralizar a atenção nos pequenos sinais, nos quais o reino de Deus se manifesta continuamente, sem perder de vista que não é no evidente e no espetacular, mas sim nas pequenas coisas, pequenas experiências da vida, que o Espírito fará crescer e multiplicar os sinais do reino.

Abraços.

Comentário de Leonardo Stuepp em 9 fevereiro 2012 às 16:40

Olá Márcio.

Obrigado pelo teu retorno e gentileza.

Belo trabalho o teu, sem dúvidas de fôlego. A tua formação superior é em História?

Eu demoro em poder comentar mais detalhadamente, pois sou avô e duas netinhas, a Juliana (fica o dia inteiro) e a Thaís à tarde, estão conosco e eu preciso ajudar minha esposa e, principalmente brincar com a Thaís. Estás começando conosco agora, então não sabes, a Thaís teve diagnóstico de leucemia em abril do ano passado, já fez todo o tratamento da remissão e desde novembro está em manutenção. Está respondendo muito bem ao tratamento, até já vai à escolinha novamente na parte da manhã e eu a busco ao meio dia. Foi um ano de 2011 difícil, mas a fé nunca cedeu. Os amigos do Café História oraram permanentemente por ela, aos quais sou muito agradecido.

Inclusive em função da dedicação à Thaís durante o ano, suspendi o curso bíblico presencial que eu ministrava em uma de nossas paróquias, retornarei com o mesmo no próximo mês.

Fico feliz com a tua participação e verás que os amigos aqui respeitarão profundamente os teus comentários e todos ficarão gratos pelo enriquecimento dos mesmos.

Esteja preparado para alguns comentários sobre as tuas postagens quando um dos amigos notar algo diferente, mas, com certeza (salvo o Joaquim opinar) não estaremos aqui discutindo ou atacando alguém com um certo ou errado, cada um tem vez e voz e apresenta seus conhecimentos, sempre dentro do maior respeito e consideração ao pensamento, sentimento e educação religiosa ou não que tiveram. Lembre que temos ateus aqui no grupo, são pessoas com muito conhecimento e muitas vezes eles nos inquirem de modo bem profundo.

Abraços.

 

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