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História da Bíblia

Espaço destinado para quem quer saber, estudar e contribuir para o conhecimento da história da Bíblia.

Site: http://www.educacionalproative.com.br
Local: Blumenau/SC
Membros: 396
Última atividade: 2 Maio

Conforme a obra: Comentário Bíblico, das Edições Loyola, "Testemunhamos, nos dias de hoje, um interesse crescente pela Bíblia. Homens e mulheres de todos os modos de vida inscrevem-se em cursos, assistem a seminários e organizam grupos de estudo.
Grupos de oração procuram líderes que possam guiá-los além da interpretação particular, para as profundezas espirituais da tradição. As pessoas procuram uma compreensão nova e voltam-se para estudiosos bíblicos que possam proporcioná-la. Os não-especialistas já não estão satisfeitos com um entendimento apenas religioso da Bíblia. Fazem perguntas literárias, históricas e teológicas que exigem respostas sábias".

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Gostaria de aprofundarmos um pouco sobre a fé. A carta de Tiago diz: A fé sem obras é morta. E em Gálatas, diz: É evidente, que pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá…Continuar

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Eclesiastes é um livro pessimista?

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Tags: sentido, Eclesiastes, Bíblia

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Comentário de José Otávio Aguiar em 17 agosto 2010 às 15:23
Minha pretensão, com a laicidade, é alcançar a universalidade, o respeito à alteridade dos alunos, na medida em que acredito que todas as religiões são expressões ricas das culturas humanas, dignas de respeito e sem as quais o planeta ficaria mais pobre. Não trabalho para converter ninguém, mas, para aceitar todos como eles são, encontrando virtude em suas diversas formas de ver o sagrado. Se isso fosse feito hoje no mundo, muitos conflitos seriam evitados. Em minha cidade as três maiores denominações cristãs são o Catolicismo, o Kardecismo e o conjunto de denominações evangélicas protestantes históricas ou não. A meu ver, é preciso lecionar de forma a alcançar pontos comuns, caso estejamos em uma escola ou Universidade Pública e ministremos conteúdos de história antiga. Para isso, leio os textos como documentos.
Comentário de joaquim schieder da silva em 17 agosto 2010 às 15:19
olà a todos ,sò para lembrar que a biblia jà mais que provou que è a palavra de DEUS ,e por muito que alguns queiram provar o contràrio nunca vao conseguir ,a biblia tem uma parte històrica e uma parte espiritual ,e essa è a que diverge mais ,no entanto em espirito de oracao ,sempre è possivel melhorar ,eu testefico de que uma oracao sincera tem muito poder e pode dar um testemunho veridico da sua veracidade ,um abraco
Comentário de José Otávio Aguiar em 17 agosto 2010 às 15:15
Caro Leonardo, desculpe o erro! No PC a gente por vezes lê mal. Estou lançando, justamente um livro cujo tema é "História Ambiental e Direito Ambiental: diálogos possíveis." Escrevo em parceria com dois orientandos e com o colega do Direito Ambiental Erivaldo Moreira Barbosa. A história Ambiental nasceu, institucionalmente nos EUA dos anos 1970. Busca relacionar natureza e cultura, delimitando as interrelações em contextos diferentes. Gostaria de conhecer o trabalho de sua prima. Aqui em Campina temos um Mestrado/Doutorado em Recursos Naturais Interdisciplinar, onde lecionamos Historiadores, Juristas, Engenheiros Ambientais, etc Quanto a um trabalho conjunto, conhecendo seus estudos, seria um prazer! Se fizermos futuramente um seminário te farei um convite! Eu atuo, aqui, digamos, em duas frentes. Na Universidade, onde sempre defendi o ensino laico, defendo a dúvida e a pesquisa historiográfica sistemática por método e primo por fazer de minhas aulas espaço de todos, até dos ateus e agnósticos, com os quais dialogo muito bem. Na vida particular, sou espírita Kardecista e me vinculo à Associação Médico Espírita, aberta a não médicos, que tem, inclusive, uma representação forte em sua cidade.

Abraço!
Comentário de Leonardo Stuepp em 17 agosto 2010 às 14:51
Olá José Otávio, se me permites uma pequena correção, meu nome é Leonardo, mas tudo bem, fiquei feliz novamente por receber mais esta tua contribuição, pois ao sabermos quem é a pessoa que nos fala através deste mundo digital, melhor vamos entendo sua mensagem.
Legal, sabe eu nem sabia que existia uma história ambiental, mas vou buscar conhecer um pouco também desta área. Eu tenho uma prima que é advogada e especializada em direito ambiental, creio até que tenha doutorado na área, não posso afirmar, ela chama-se Noemia Bohn, não sei se já ouvistes falar sobre ela.
Eu fui sócio de um Instituto de Ensino Superior em Blumenau, o IBES - Instituto Blumenauense de ensino Superior, mas não lecionei no mesmo.
Estudei História e Matemática e lecionei Matemática e Física em escolas de ensino médio.
Estudo a Bíblia por conta própria a aproximadamente 30 anos, profiro palestras sobre a mesma e tenho dois grupos de estudos bíblicos presenciais aqui em Blumenau.
Sabe gostaria muito de um dia poder visitar vossa Universidade e ter o prazer de conversar pessoalmente contigo e se possível com o Prof. Severino Celestino. Imagino o que aprenderia em um momento desse, falando com pessoas com tanto conhecimento.
Comentário de José Otávio Aguiar em 17 agosto 2010 às 14:37
Obrigado Eduardo! É sempre um prazer participar! Academicamente, eu não trabalho com o tema. Me especializei em história ambiental, mas, este semestre, ao voltar do afastamento para o Pós-Doutorado, recebi a cadeira de Antiga Oriental na UFCG. Daí essas novas leituras. Fui muito incentivado, também, pelas palestras do Prof. Severino Celestino, da UFPB. Eu sou de Minas e moro em Campina Grande desde que me mudei pra cá, aprovado em concurso para a UFCG, onde leciono. Não esperava encontrar, aqui, um tão grande especialista em Torá. Severino tem contado com apoio do pessoal do governo de Israel para suas pesquisas e traduções.
Comentário de Leonardo Stuepp em 17 agosto 2010 às 14:13
Olá José Otávio.
Maravilhosa esta tua participação. Não conheço as obras dos autores apresentados por ti e pelo Fábio, vou buscar conhecê-las.
O meu projeto ao criar o grupo foi exatamente este de termos várias pessoas apresentando bibliografia e conhecimentos para o mesmo, mas sem deixar de lado o que preparei para completar aquilo que considero básico para quem ainda não tem o conhecimento da Bíblia quanto vocês, principalmente por serem professores Universitários e viverem num contato direto e mais profundo com várias obras sobre História em geral.
Para o comum dos cristãos, aquele que só quer saber um pouco mais sobre a Bíblia, algo que ultrapasse um pouco o seu pouco conhecimento adquirido, quando o adquiriu na catequese, no caso dos católicos ou nas escolas bíblicas dos luternaos e evangélicos em geral, creio que o que eu estou oferecendo seja interessante, mas claro, nunca o único, e nem o completo, pois sempre estaremos à busca de mais conhecimento.
O estudo é um caminho para a eternidade.
Comentário de Leonardo Stuepp em 17 agosto 2010 às 14:02
Olá Fábio, vou postar mais conteúdos sobre os Macabeus, mas só quando chegarmos lá no meu planejamento de trabalharmos livro por livro a Bíblia.
Mas, por gentileza, continue a participar e enriquecer o nosso gurpo com teus conhecimentos.
Comentário de José Otávio Aguiar em 17 agosto 2010 às 11:01
Caros,
Acabo de ler Who Wrote the Bible? - de Richard Elliot Friedman, emprestado por um amigo. Muito bom!

As pessoas tem lido a Bíblia por aproximadamente dois mil anos. Elas a tomam literalmente, figurativamente ou simbolicamente. Encaram-na como ditada divinamente, revelada, ou inspirada, ou como uma criação humana. Adquiriram mais cópias dela do que de qualquer outro livro. Ela é referenciada (e mal referenciada) mais frequentemente do que outros livros. É traduzida (e mal traduzida) também igualmente mais do que outros livros . É chamada de o grande livro da literatura. do primeiro trabalho da história. Está no coração do Cristianismo e do Judaísmo. Ministros, pastores, e rabis rezam-na. Especialistas despendem suas vidas estudando-a e ensinando-a em universidades e seminários. As pessoas a lêem, a estudam, a admiram, a desdenham, escrevem a respeito dela, a combatem e a amam. As pessoas tem vivido e morrido por ela. E nós não sabemos quem a escreveu.

Após dois mil anos de sedimentação de uma crença em que os autores dos livros da Bíblia são queles cujos nomes são indicados nos títulos, fica muito difícil, mesmo com base no resultado das pesquisas sérias realizadas nos últimos 600 anos, em sua maioria apresentadas por especialistas cristãos e judeus, contradizer um padre, durante o sermão da missa, que o evangelho de São Lucas não foi escrito por um tal São Lucas é a um pastor durante um culto protestante de que os livros do Pentateuco não foram escritos por Moisés.

A maioria dos leitores da Bíblia e os tipos de pessoas citadas no texto de Friedman, lêem-na sem ter consciência de quais são suas fontes, como essas fontes se apresentam e como inserções foram feitas em datas posteriores à época das narrativas. Desta maneira, não são consideradas questões importantes tais como o ambiente geopolítico quando determinado livro foi escrito e as disputas sacerdotais de então entre as tribos de Israel, que acabou orientando a forma e conteúdo dos relatos. A despeito do enorme investimento realizado em pesquisas bíblicas, existe muito pouco conhecimento do público em geral a respeito da Bíblia. Se é assim nos E.U.A. imaginem no Brasil. Estas descobertas tem ficado restritas aos círculos de especialistas. Estudiosos como Friedman, tem feito um verdadeiro trabalho de detetive, na tentativa de retratar o mundo bíblico em termos de sua política, sua história e suas personalidades.
Comentário de José Otávio Aguiar em 17 agosto 2010 às 10:32
Quem faz isso bem aí na UFRN, embora não trabalhe especificamente com o tema, como é também o meu caso, é o nosso admirável colega Durval Muniz de Albuquerque Júnior.
Comentário de José Otávio Aguiar em 17 agosto 2010 às 10:32
Caro Fábio, você se refere a: R. Niebuhr. Pious and Secular America. Nova York, Scribners, 1958? É um clássico. Historiograficamente, creio que ele possa ser evocado como um dos teóricos da teologia protestante norte americana, afinal, o maior deles. Aqui, o evocamos para estudar história dos EUA, ou da teologia protestante naquele país. Mas, para trabalharmos textos bíblicos como fontes históricas em sala de aula, como nosso ensino federal é laico, preferencialmente devo considerá-los em seu caráter de fonte. Assim, dialogarei em uma linguagem metodológica que não penderá para interpretações, bem próprias da teologia ocidental, e por vezes, anacrônicas ou extrínsecas ao texto ou ao seu "lugar de produção." Isso porque tenho alunos espíritas karadecistas, católicos, protestantes históricos, representates da teologia da prosperidade e não posso dar aulas apenas para um desses grupos. Boa parte de meus alunos são, inclusive, ateus e agnósticos, conhecem bem a bíblia e vem à sala de aula para discutí-la como documento. E els serve a todos eles como fonte. Eu, particularmente, não sou ateu nem agnóstico, mas, em sala de aula, minhas particularidades devem ser curvar ao objetivo antropológico de dialogar com as diferenças. A leitura documental é livre, o texto é polifônico e se presta a diferentes interpretações. Por conta dessas interpretações diferentes, partidas de visões de mundo particularizadas, impostas como verdade absoluta, já se fez muita coisa autoritária. A história e a antropologia nos ensinam a relativizar. Isso nunca me atrapalhou de ser religioso, pelo contrário, apenas me lembra da ética de ofício.

Abraço!
 

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