Espaço destinado para quem quer saber, estudar e contribuir para o conhecimento da história da Bíblia.
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Iniciado por Silvaniza Maria Vieira Ferrer. Última resposta de mauro viana martins 23 Out, 2012. 23 Respostas 0 Curtiram isto
Gostaria de aprofundarmos um pouco sobre a fé. A carta de Tiago diz: A fé sem obras é morta. E em Gálatas, diz: É evidente, que pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá…Continuar
Iniciado por Leonardo Stuepp. Última resposta de Wilson Simão 14 Maio, 2012. 101 Respostas 0 Curtiram isto
Como homem, Jesus foi marcado pela geografia, pela história e cultura de seu país. Sofreu as condições sociais e econômicas, teve que tomar partido nos conflitos políticos.Trataremos aqui do ambiente…Continuar
Iniciado por Leonardo Stuepp. Última resposta de Lilian Brandão 19 Mar, 2012. 96 Respostas 2 Curtiram isto
Este tópico é desafiante, pois, permite que cada um possa apresentar a sua convicção sobre a existência ou não de Jesus Cristo.Podemos, resumidamente apresentar três possibilidades quanto à…Continuar
Iniciado por Silvaniza Maria Vieira Ferrer. Última resposta de Leonardo Stuepp 19 Fev, 2012. 10 Respostas 0 Curtiram isto
Vaidade das vaidades, tudo são vaidades. Não há nada de novo debaixo do sol. Com estas palavras o livro atribuído a Salomão começa uma série de provérbios fazendo com que quem o lê tenha a impressão…Continuar
Tags: sentido, Eclesiastes, Bíblia
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Caros membros do grupo.
Encontrei e adquiri um livro interessantíssimo sobre a Bíblia: Como a Bíblia tornou-se um LIVRO, A textualização do antigo Israel, de William M. Schniedewind, com tradução de Luciana Pudenzi,pela Edições Loyola, São Paulo 2011.
"Ao longo dos últimos duzentos anos, os estudiosos da Bíblia pensaram que a Bíblia hebraica havia sido escrita e editada nos períodos persa e helenístico (do século V ao século II a.C.).Evidências arqueológicas recentes e contribuições da antropologia linguística, todavia,apontam para uma era anterior, a Idade do Ferro tardia (séculos VIII a VI a.C.), como o período de formação da redação da literatura bíblica. Como a Bíblia tornou-se um livro combina as descobertas arqueológicas recentes no Oriente Médio com as informações selecionadas da história da escrita para tratar da questão de como a Bíblia foi redigida e como tornou-se a Escritura Sagrada. Este livro, escrito tanto para litores leigos como para estudiosos,oferece uma rica visão sobre os motivos pelos quais os textos adquiriram autoridade como Escrituras e investiga por que o antigo Israel, de cultura oral,passou a escrever literatura. Ele descreve a emergência de uma sociedade letrada no antigo Israel, contestando a afirmação de que o letramento surgiu primeiramente na Grécia durante o século V a.C."
Saudações
Olá amigos do grupo.
Em meus estudos bíblicos de hoje, chamou-me a atenção no Segundo Livro de Samuel, os seguintes versículos: "Depois disso, houve ainda um combate contra os filisteus em God, onde Sabocai, de Husa, matou Saf, um dos filhos de Rafa.
E recomeçando o combate contrras os filisteus em Gob, Elcanã, filho de Jaare-Oreguim, de Belém, matou Golias de Gat, que levava uma lança, cujo cabo era como o cilindro de tecedor". (2Sm 21, 18-19).
Nas notas explicativas da Bíblia Ave Maria Versão de estudos, encontro: "O mais curioso é encontrar outra vez Golias, o de Gat; desta vez, morto por Elcanã e não por Davi.
Abraços.
Comentário de História das Religiões GT ANPUH em 5 março 2012 às 5:30 O I Simpósio do GT regional de História das Religiões e das Religiosidades da ANPUH
será realizado no Rio de Janeiro,
de 19 a 22 de março de 2012,
na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, auditório 11,
e terá como tema
“História, Religião e Diálogo”.
Olá amigos.
Notícia que tiro do portal Terra:
Arqueólogos apontam novos indícios sobre ressurreição de Jesus
28 de fevereiro de 2012 • 19h14 • atualizado às 20h38
Um grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos apresentou em Nova York as conclusões de uma pesquisa que apresenta indícios da ressurreição de Jesus a partir de um túmulo localizado em Jerusalém há três décadas. "Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras", afirmou nesta terça-feira o professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, um dos responsáveis pela pesquisa.
O túmulo em questão foi descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de 4 km da Cidade Antiga de Jerusalém. Um ano antes, neste mesmo lugar, foi encontrado um túmulo que muitos acreditam ser de Jesus e sua família.
Ao lado do professor de Arqueologia Rami Arav, da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010. Em uma das ossadas encontradas, que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C., é possível ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que, segundo os pesquisadores, seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.
A pesquisa, realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, também descobriu uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efeo professor Tabor, que acrescentou que essa prova pode ter sido realizada "por alguns dos primeiros seguidores de Jesus".
"Nossa equipe se aproximou do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores", acrescentou o especialista, que acaba de publicar um livro com todas as conclusões de sua pesquisa, The Jesus Discovery.
O professor reconhece que suas conclusões são "controversas" e que vão causar certo repúdio entre os "fundamentalistas religiosos", enquanto outros acadêmicos seguirão duvidando das evidências arqueológicas da cristandade.
Anteriormente, essa mesma equipe de pesquisadores participou do documentário O Túmulo Secreto de Jesus, produzido pelo cineasta James Cameron. Na obra, os arqueólogos encontraram dez caixões que asseguram pertencer a Jesus e sua família, incluindo Virgem Maria, Maria Madalena e um suposto filho de Jesus. Segundo o documentário, as ossadas encontradas supostamente apresentavam inscrições correspondentes às identidades de Jesus e sua família, o que acaba reforçando a versão apresentada no livro "O Código da Vinci", de Dan Brown, o mesmo que indica que Jesus foi casado com Maria Madalena e que ambos teriam tido um filho juntos.
Abraços.
Comentário de Luiz Fernando Almeida em 12 fevereiro 2012 às 21:26 UM LIVRO CONTAGIANTE E ENVOLVENTE. VALE A PENA O LER TODOS OS DIAS!
Olá Márcio.
Agora, com um pouco de tempo, gostaria de apresentar uma das minhas fontes de consulta em meus estudos bíblicos:
Bíblia Sagrada Ave Maria, edição de estudos. - Tradução dos originais grego, hebraico e aramaico mediante a versão dos Monges Beneditinos de Maredsous (Bélgica).
Peço desculpas à Silvaniza, mas aproveitando o tempo que tenho, farei uma longa postagem.
Para entendermos melhor um livro bíblico, precisamos conhecer seu autor e situá-lo em seu tempo.
Então, vamos verificar um pouco sobre o Livro de Daniel:
O Profetra e seu tempo.
O nome Daniel significa "quem me julga é Deus", formado do particípio dan do verbo din (julgar) unido ao nome El, Nos textos de Ezequiel, Daniel é apresentado como um dos três justos, junto a Noé e Jó.
O hipotético personagem do exílio não só não é o autor, mas nem mesmo o protagonista dos fatos a ele atribuídos. É impossível determinar a personalidade de Daniel nas passagens de sua obra. As diversas tradições recolhidas pelo redator final o apresentam de maneira variada: líder dos magos (4, 5; 5, 11), homem político ou administrador real (2, 48; 6, 3-4; 8, 27), desconhecido (13,45 s), importante personagem da Babilônia (14, 1-2). Por tudo isso, é evidente que o personagem em grande parte é uma construção do autor: se Daniel era adolescente no ano 606 a,C, como poderia estar em plena atividade no ano terceiro de Ciro, em 537 a.C. (6, 29)?
Mesmo admitindo a existência de um Daniel no período exílico, com o passar dos anos essa figura se transformou e assumiu aspectos lendários e contraditórios e características de personagens pós-exílicos. O autor final do livro, usando o nome de Daniel, constrói um novo personagem, utilizando com liberdade as tradições diversas.
Em termos do contexto histórico, em nenhum livro da Bíblia é tão decisivo para a decifração do conteúdo como no Livro de Daniel. Isso porque o autor dessa obra é mestre em jogar com as datas e cenários, para apresentar sua doutrina.
A impressão inicial de um leitor desavisado é a de que os fatos ocorrem na época de Nabucodonosor, na região da Babilônia, quando o povo estava no exílio. Todavia, o contexto real da elaboração do livro é cerca do ano de 180 - 164 a.C. Estaríamos assim no mesmo contexto dos Livros dos Macabeus. Daniel, opondo-se ao sistema opressor dos helênicos, usa a metáfora histórica. Falando dos cruéis reis babilônicos, é aos monarcas gregos que o autor visa atingir. Exortando um suposto povo cativo na Babilônia, é aos seus contemporâneos subjugados pelo helenismo que o autor exorta.
Daniel usa a arma própria a literatos dos tempos da perseguição. Algo parecido aconteceu no Brasil, na época da ditadura. Os autores usavam metáforas para criticar o governo vigente. Em tempos de opressão, não há outra saída. Claro que os Macabeus escolheram a via bélica, mas tal atitude não condiz com a índole de um intelectual como o autor do Livro de Daniel.
Assim, a obra joga com as datas, com os nomes. Os gregos certamente não compreenderam o que o autor falava, mas certamente o compreendiam seus conterrâneos. Exemplos disso são os nomes Misac, Sidrac e Abdenêgo, impostos pelos gregos, mas que, ironicamente, Daniel diz terem sido mudados pelos babilônicos.
As incoerências históricas são diversas e certramente o autor tinha consciência disso. Por que então ele as deixou? Talvez justamente para lembrar que sua intenção não era elaborar uma obra histórico-crítica, mas sim histórico-teológica. Exemplo de incoerência histórica é a menção puramente imaginária do rei Baltazar (Dn 5, 7-8). O último rei do Império Neobabilônico teve um filho de nome Baltazar, que jamais se tornou rei, mas somente governador babilônico. Não são exatos nem mesmo os dados de Dn 1, 1-2.
Qual seria então o real contexto da obra?
Depois da morte de Alexandre Magno (323 a.C; cf Dn 11, 4-5) a divisão de seu grande império deu início a um fenômeno complexo que persistiu por séculos: o helenismo ou helenização. O helenismo aparece como um amplo movimento sociopolítico, religioso e cultural, a doção da língua grega e estilo de vida grego, quando das muitas guerras que dividiram povos e territórios. Dos sucessores de Alexandre Magno interessam os ptolomeus do Egito e os selêucidas da Síria, que se alternam no domínio da Palestina e contribuem para a expansão do helenismo.
A figura de antíoco IV, como modelo de perseguidor religioso, está em todo o Livro de Daniel. Nos seis capítulos escritos mais recentemente (7 - 12) o rei Antíoco IV é atacado de modo mais direto, o que mostra a passagem das quatro visões em sonho (Dn 7, 8.20 - 22.24-26; 8,9-12.23-25; 9, 26-27; 11, 21-45). Nas narrações mais antigas, ocorre de maneira indireta. Nos confrontos com Nabucodonosor, se almeja que, como exemplo, também Antíoco Epífanes louve, exalte e glorifique a rei dos céus, ou, que, como Baltasar, seja julgado e morto (Dn 5, 25-30).
Antíoco ganhou o ódio dos judeus primeiramente por interferir na descendência sacerdotal. ao aceitar a maior soma de dinheiro oferecida por Menelau, Antíoco lhe deu o sumo sacerdócio, depondo Jasão (também um sacerdote usurpador). A gravidade desse ato é que, por não ser da estirpe sadoquita, Menelau teria profanado o sumo sacerdócio.
No ano 169 a.C., retornando de uma campanha vitoriosa no Egito, Antíoco entrou no Templo com arrogância e se apropriou dos objetos sacros e preciosos (1Mc 1, 17-28), apoiou Menelau contra Jsão que, aproveitando das dificuldades dos selêucidas em conflito com os romanos, tinha tentado retomar o sumo sacerdócio.
A perseguição continuou dois anos depois (1Mac 1, 29-40) com o sacrilégio e o incêndio da cidade, a destruição dos muros, a escravidão de mulheres e crianças e a construção de uma fortaleza (Acra) vizinha ao Templo, onde ficava uma guarnição siriana.
O ápice da intervenção opressiva foi a proibição de qualquer manifestação religiosa (oferecimento de sacrifícios, sábado, circuncisão) e, sobretudo, a introdução da abominação da desolação (Dn 9, 27; 11, 31; 12, 11) no Templo: um altar pagão para o culto de Zeus. O tempo da perseguição é considerado limitado pela corrente apocalíptica que fala de três anos e meio (167-164), a metade do número perfeito.
Continua o comentário falando sobre a obra, sua temática e sua mensagem teológica, que considero não ser necessário postar neste momento.
Então, agora, permito-me concluir com as notas explicativas sobre a questão da estátua:
Os materiais com que foi feita a estátua e a interpretação que dela se faz está em relação com a forma como os antigos qualificavam as diferentes épocas da história, a partir do valor dos metais e dos materiais de uso corrente. Note-se que o metal mais valioso era o ouro, aplicado aqui ao império babilônico; segue-se a prata, também metal precioso, porém menos que o ouro, representando o império medo; a parte de bronze representa o período persa; e o ferro e o barro representam os reinos assírio e egípcio, os dois pólos onde se concentraram os generais herdeiros do império greco-macedônico conquistado por Alexandre Magno. Essa imensa estátua, não obstante, é derrubada por um simples fragmento desprendido de uma grande rocha, que representa aqui a chegada do reino de Deus.
Aqui está o valor profético do simbolismo que envolve o sonho e sua interpretação. Tudo o que provém de Deus começa com o mínimo e dasapercebido, não se impõe pela força nem pela violência. O mundo está cansado da prepotência dos poderosos, que armam e desarmam impérios segundo seus caprichos; é necessário centralizar a atenção nos pequenos sinais, nos quais o reino de Deus se manifesta continuamente, sem perder de vista que não é no evidente e no espetacular, mas sim nas pequenas coisas, pequenas experiências da vida, que o Espírito fará crescer e multiplicar os sinais do reino.
Abraços.
Olá Márcio.
Obrigado pelo teu retorno e gentileza.
Belo trabalho o teu, sem dúvidas de fôlego. A tua formação superior é em História?
Eu demoro em poder comentar mais detalhadamente, pois sou avô e duas netinhas, a Juliana (fica o dia inteiro) e a Thaís à tarde, estão conosco e eu preciso ajudar minha esposa e, principalmente brincar com a Thaís. Estás começando conosco agora, então não sabes, a Thaís teve diagnóstico de leucemia em abril do ano passado, já fez todo o tratamento da remissão e desde novembro está em manutenção. Está respondendo muito bem ao tratamento, até já vai à escolinha novamente na parte da manhã e eu a busco ao meio dia. Foi um ano de 2011 difícil, mas a fé nunca cedeu. Os amigos do Café História oraram permanentemente por ela, aos quais sou muito agradecido.
Inclusive em função da dedicação à Thaís durante o ano, suspendi o curso bíblico presencial que eu ministrava em uma de nossas paróquias, retornarei com o mesmo no próximo mês.
Fico feliz com a tua participação e verás que os amigos aqui respeitarão profundamente os teus comentários e todos ficarão gratos pelo enriquecimento dos mesmos.
Esteja preparado para alguns comentários sobre as tuas postagens quando um dos amigos notar algo diferente, mas, com certeza (salvo o Joaquim opinar) não estaremos aqui discutindo ou atacando alguém com um certo ou errado, cada um tem vez e voz e apresenta seus conhecimentos, sempre dentro do maior respeito e consideração ao pensamento, sentimento e educação religiosa ou não que tiveram. Lembre que temos ateus aqui no grupo, são pessoas com muito conhecimento e muitas vezes eles nos inquirem de modo bem profundo.
Abraços.
Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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