Conforme texto do Livro de Levítico 18.22: "Com varão não te deitarás, como se fosse mulher:

abominação é;"

E também a carta de Paulo aos Romanos 1.21-22, 25-28: "...porquanto, tendo conhecido

a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes em seus discursos

se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu."

"Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos."

"...pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura

do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém"

"Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram

o uso natural, no contrário à natureza."

"E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram

em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e

recebendo em si mesmos a recompença que convinha a seu erro."

"E ,como eles se nã importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou

a um sentimento perverso, para fazer coisas que não convém;"

 

Tendo como base esses textos, poderíamos afirmar que a Bíblia é um livro preconceituoso?

E, como os cristãos podem podem professar sua fé, sendo fiéis a Deus, amar ao próximo

sem ferir os mandamentos e ordenanças divinas?

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Respostas a este tópico

Olá Horley.

Confesso que quase manifestei a mesma pergunta tua ao Rômulo. E, com certeza muitos dos que acompanham o debate também tiveram esta curiosidade.

Amigo, perguntar não é pecado e nem crime. Pecado e crime sim, é acusar.

Eu me espanto que, o amigo Rômulo defenda com tanto vigor (o que é justo e respeito) o direito dos homoafetivos, mas se escusa em se apresentar. Oras, ele, quando defende uma causa, não titubeia em acusar os "hétero" ou machistas, ou, às Instituições que tem um tratamento um pouco deferenciado, tratando a todos como se fossem contrários à causa que defende.

Estamos em um debate aberto, com pessoas esclarecidas e cada um apresenta o seu pensamento, desde que seja com ordem e respeito.

Se o Rômulo, ou qualquer outro seja homo, isto não vem ao caso, pois todos somos pessoas íntegras e seremos respeitados pelo que somos. Ninguém aqui será menosprezado ou atacado e nem será exposto publicamente, pois expor alguém publicamente e ser alvo de críticas só se for num caso em que a pessoa não esteja dentro dos princípios que norteiam uma sociedade justa, igualitária e ética (isto claro no julgamento de quem acusa).

Um belo dia a todos.

Abraços fraternos.

Realmente não dá pra se esquivar da curiosidade alheia nesses assuntos não é Leonardo? É impressionante como aquilo que vc deseja acaba sendo o que as pessoas considerarão mais importante em você.

De fato, minha postura me denunciou que não me sinto completamente à vontade no lado heterossexual da ordem.

Ao contrário da maioria dos que se consideram 100% heterossexuais, nunca vi "pegar mulher" como motivo de regalo, mas como algo que dizia respeito unicamente à minha pessoa, e à outra pessoa com que me relacionava, e dane-se o que os outros pensam sobre isso.

Já que vocês precisam de uma resposta, então lá vai: me considero Bisexual.

 

Óbvio que isso vai suscitar outra leva de comentários, mesmo que eles não venham a ser postados aqui, pois tem muita gente acha que bisexualidade nem existe. Pois saibam que esta é a forma que encontrei de intepretar meus desejos e aminha pessoa.

 

Toda a minha raiva vem do rancor de presenciar diariamente um preconceito gratuito contra pessoas diferentes, dentro da minha própria casa. Além disso, nunca me senti confortável em meio aos convictamnete heterosexuais, que se consideravam  (e se consideram) ocupando o topo da cadeia de pessoas que valem mais do que outras, não apenas porque pegavam mullher, e gostavam disso, mas porque faziam isso em grande quantidade. E existe uma estigmatização gratuita contra as pessoas que simplesmente sentem prazer de forma diferente.

 

Realmente é uma coisa que só compreende quem sente, assim como o preconceito acial, que só sente que leva essa marca na pele, literalmente.

Bom, enfim vocês sabem o que eu acho que é bom. Se não estão satisfeitos não posso fazer mais nada, fica a cargo da imaginação de vocês.

Mas reitero que o ideal seria que os heterossexuais se engajassem nessa luta também, porque qualquer luta pelos direitos humanos é uma luta de todos.

 

Abraços cordiais.

Olá Rômulo.

Parabéns, mostrastes em teu comentário que lutas por algo que não só sabes que é um direito, mas por sentires em tua pessoa preconceitos vários, inclusive o maior de todos o da própria família.

Mas amigo não olhe para nós como se fossemos estas pessoas preconceituosos, eu não sou preconceituoso, pois dentro dos ambientes em que convivo, quando vem a baila este assunto, eu o apresento com moderação e peço que todos analizem mais abertamente.

Só não concordo com o teu dizer "pegar mulher", isto é muito baixo, eu sou hetero, mas não sou pegador de mulher, sou casado a 38 com a mesma esposa, tenho uma filha, duas netinhas e uma que irá nascer em setembro, então, para mim, há ainda a questão de entendermos que todos somos humanos e assim todos temos os mesmos direitos. Não me julgue pelo "metron" de outros héteros.

Um belo dia.

Abraços fraternos.

Obrigado pela força Leonardo. Mas não pretendo julgar os heterossexuais como um todo.

Mas uma coisa que me incomoda é o seguinte. A algum tempo, por conta de existir uma parada do orgulho gay, um vereador quiz fazer um dia, e uma parada, "do orgulho hétero". Ocorre que essa é uma intençãod descabida, que visa a ofuscar as lutas das minorias. Acontece que todo dia é dia do orgulho hetero. Quando um grupo de rapazes da minha idade (tenho 22 anos), se junta pra falar de mulher, ou dos seus relacionamentos, etc, no geral, quanto mais dominantes eles se mostram, maior é o orgulho que sentem. Admiro muito relacionamentos heterossexuais estáveis e igualitários, entre casais que se respeitam, só que, muitas vezes, as relações de gênero são usadas como forma de dominação de um ser humano por outro.

Além disso, esse "orgulho hetero", que vemos todos os dias, estigmatiza outras formas de afetividade, como a homossexuail, que por conta da marcar de desvio que sempre carregou na história, é obrigada a se esconder.

É o assim chamado, "amor que não ousa dizer seu nome". E é por conta dessa invisibilidade forçada que torna-se necessário trazer à tona estas questões, e promover políticas públicas a respeito.

 

Grande abraço a todos.

Ah, e o vereador é de São Paulo.
O título desse tópico é " O que a Bíblia diz sobre o homossexualismo" e seu autor já o respondeu no preâmbulo. O que se poderia dizer a mais? Se alguns tomam a Palavra de Deus como guia e querem fazer diferente, vão discutir com quem? Com Moisés? Com Paulo? Querem provocar discussões sobre se a Bíblia está certa ou errada? Seria então um outro tópico. Se querem ser o que são, por que estão preocupados com o que a Bíblia diz ou deixa de dizer? Deixariam de ser se assim a Bíblia o ordenasse? Amai-vos uns aos outros e deixem o julgamento para Deus, porque cada um dará conta somente de si. Se o teu coração não te condena, também eu não te condeno. Porque de nada me sinto culpado mas em nada me dou por justificado. Porque podes até queimar teu corpo em holocausto mas se não for por amor, de nada adianta. Não estou pregando ou fazendo apologia da Bíblia, mas se querem buscá-la de forma isolada, vocês vão deixar muita coisa de fora.

Olá Silvaniza,

 

Faz tempo que não nos falamos. Fico feliz com sua participação nesse fórum, e o

espaço está aberto para que também possa opinar sobre esse tema tão controverso.

 

Então... exponha sua opinião.

 

Grande abraço.

Olá Horley, realmente esse assunto é muito controverso. E muito do que eu acho está na resposta acima. Isto é, eu particularmente, se tivesse tendência ao homossexualismo, sendo cristão como sou, pediria a Deus para me guiar e me ensinar o que fazer. E com certeza Ele, que me ama, aproveitando-se do espaço dado a Ele pelo livre arbítrio, não só me responderia mas também agiria em mim de acordo com a sua Vontade. Mas isso diz respeito a mim e à minha fé. Extrapola portanto os limites dos debates. Quanto aos outros, mais uma vez repito: não cabe à mim o julgamento. A despeito de qualquer coisa só cabe a mim amá-los como o próprio Deus me amou.

Silvaniza, quando você apareceu levante as mãos para o céu. FINALMENTE UMA MULHER NESSE GRUPO!! Ô GLÓRIA!

O excesso de testosterona já estava me incomodando. Aliás, isso não é nem um pouco trivial.

Estou lendo um livro chamado "Religiões e Homossexualidades", que é uma pesquisa realizada por cientistas sociais e discentes da escola de serviço social da UFRJ, e publicado recentemente pela editora FGV, no qual foram feitas entrevistas com líderes religiosos a respeito da percepção religiosa sobre homossexualidade, movimentos LGBT, direitos humanos etc. Foram abordadas cinco tradições religiosas: O catolicismo, o protestantismo tradicional e o pentecostal, o judaísmo, o candomblé e o espiritismo. Também foram feitas entrevistas com membros homossexuais de todas estas tradições religiosas (algo bastante explosivo, mas deixando claro que a adesão à religião, bem como a percepção quanto a sexualidade varia de pessoa para pessoa, dependendo da idade, gênero, condição social, etc).

No caso das lideranças religiosas, a maioria era homem. Foram entrevistados 22 líderes, e apenas 6 eram mulheres (de denominações evangélicas pentecostais, do espiritismo e do candomblé). Além disso, no discurso dos líderes religosos (não sei se das líderes também), predominava uma referência de homossexualidade que levava em conta apenas a homossexualidade masculina. A homossexualidade feminina era completamente ignorada.

Ou seja, é fato que a falocentria é marcante, ainda, no meio religioso.

 

Gostei muito do seu comentário, sobre qual é o parecer bíblico sobre a homossexualidade, explícito logo no começo pelo autor deste tópico de discussão.

Sinceramente, se a posição bíblica é clara, única, e todos aqui concordam com ela (como é o que parece) então porquê estamos discutindo esse assunto?

Como eu já deixei claro aqui, minha interpretação da Bíblia é apenas a minha interpretação, e não quero me impôr sobre ninguém, mesmo porque, não tenho fé na Bíblia. Não levo em consideração pelo lado religioso.

O que eu não compreendo é como se pretende discutir um assunto, se são rejeitados de cara os posicionamentos relativizadores da homossexualidade à luz da Bíblia.

 

Maravilhoso o que você disse: "Pode-se queimar o corpo em holocausto, mas se não for por amor, de nada valerá."

Já li e vi sobre o dilema de homossexuais religiosos, e não é fácil o que eles enfrentam, e o esforço que desenvovlem para resignificarem sua fé, à luz do que entendem ser sua natureza, da qual não podem escapar.

No entanto, esta não é também uma postura unívoca. Exitem homossexuais religiosos que concordam com os preceitos tradicionais de suas religiões, e impôe a si mesmos viver na castidade, e até mesmo chegam a se casar, se percebem que é possível ser feliz assim.

Como eu mostrei pelo meu exemplo, a percepção de si mesmo pelo que se deseja nem sempre á uma coisa chapada, que se encaixe bem em rótulos. Às vezes um homem se sentiu homossexual e vida inteira, mas de repente conheceu uma mulher e se apaixonou, se casou e teve filhos. Outras vezes, a mudança acontece devido à intensidade da expeirência religiosa, e a pessoa sai dizendo que Deus o "curou" e o "libertou" da homossexualidade. Isso é perfeitamente possível de acontecer, ma não é o caso de todo mundo. Também acontece de um homem ou mulher terem se sentido heterossexuais a vida inteira, e de repente aparece alguém na sua frente que faz o coração bater de outra forma. Como dizem os franceses: "C'est la vie". Alguns homossexuais acham que se "curaram" (o que é um termo errado, pois a OMS não considera mais a homossexualidade como doença), outros acham que nunca deixarão de ser "o que são". É uma questão de experiência de vida.

 

O problema é quando os gays que acham que "se curaram", ou alguns religiosos fundamentalistas, pegam estes seus exemplos e dizem que os outros gays não o fazem porque não querem, porque insistem em continuar em seu "vício", "corrupção", "erro", etc. Não considero um assunto fácil, pois diz respeito à forma como cada pessoa vê a si mesma e intepreta a própria vida. Existem homossexuais que procuram religosos em desespero esperando serem "curados", e estes querem ajudar, mas os movimentos LGBT não gostam da idéia pois, de seu lado, também alimentam uma visão essencialista sobre o que "são", do mesmo modo como os religiosos possuem uma visão naturalista sobre o que é o "natural", e o "correto". São disputas epistemológicas, que possuem desdobramentos que alcançam as almas das pessoas (pode-se intepretar a palavra "almas" no sentido religioso ou não).

Por hora, o que eu acho é as pessoas deveriam respeitar as opções de vida de cada um, seja daqueles que acham que a sexualidade é algo "essencial", uma "orientação", que não se escolhe, ou aqueles que optam por viver na castidade, ou se "converter", à heterossexualidade. Do mesmo modo, acho que devem ser respeitados os gays religiosos que buscam reintepretar a Bíblia para compreenderem que Deus os ama, visto que consideram sua sexualidade parte essencial de si.

Alguns aqui podem até achar que todos eles serão "queimados" no dia do juízo, mas isso é, e deve ser, uma opinião pessoal. Sinceramente, acho maravilhosa a existência dessas igrejas, pois acolhem pessoas que, do contrário, pelo menos na grande maioria dos casos, desconheceriam totalmente o que é uma experiência religiosa e/ou espiritual, e desenvolvem uma lado totalmente novo em suas vidas, proporcionando a si mesmas enormes benefícios (e à sociedade, pois, no que eu saiba, estas igrejas pregam a monogamia restrita, ou seja, são mais pessoas retiradas dos circuitos de sexo casual, e sujeitas às DSTs).

 

Já estou cansado, e por hoje é só.

 

Abraço a todos. E bem vinda Silvaniza!

Olá a todos,

 

Reivindicar direitos é deve de todos que se encontram inseridos em grupos minoritários,

que se sentem discriminados ou marginalizados pela sociedade. No entanto, algumas

reivindicações antes de se tornarem leis, devem ser submetidas a consulta popular. Entendemos

que, nem tudo o que é bom para uns, é bom para todos.

 

A PLC-122 contempla os homossexuais no que tange seus direitos como cidadão, tendo em vista

que nenhuma pessoa por pertencer a um determinado grupo social venha ser alvo de agressões

físicas e verbais.

 

No entanto, a mesma lei vai de encontro a outros direitos do cidadão: a de poder externar sua

opinião.

Podemos citar aí como exemplo o kit anti-homofobia. Acredito que se as escolas com seus diretores e

professores deveriam ser orientados, no sentido de poder trabalhar o assunto entre os alunos sem necessariamente expô-los a cenas de um vídeo explicativo que podem trazer mais

constrangimento do que explicação.

 

Se a PLC-122 por um lado ampara, por outro pode amordaçar determinados segmentos religiosos,

uma vez que, uma simples abordagem evangelística, onde porventura o homossexulismo for

citado como prática pecaminosa, venha a ser interpretada como discriminação, e seus pronunciadores

alvo de processo judicial.

 

Se determinadas alas conservadoras da sociedade podem se abster daquilo que se considera

normal, mantendo suas convicções, outros segmentos começam a encontrar apoio na mídia,

através dos meios de comunicação de massa, como a televisão. Obviamente, só vamos ver

na tv aquilo que realmente queremos, apesar de ter nossos lares invadidos por programações

diversas. Mas, a televisão não somente reflete a realidade existente e informa, mas também

tem a capacidade de formar opinião, não havendo assim imparcialidade.

 

Uma coexistência pacífica é possível mediante respeito dos direitos e deveres conquistados,

sem que necessariamente essas conquistas simbolizem perdas para outros.

 

Abraços e bom final de semana.

 

 


"Nesta Edição Especial, estamos com diversos estudos relativos ao assunto homossexualidade, desde abordagens filosóficas, bem como científicas, sociais e claro, do ponto de vista teológico.
Esse tema, talvez seja o maior desafio da igreja de Cristo nos últimos dias!" Clique aqui e saiba mais.

HaDérech (הדרך), O Caminho ✡ Direção segura: a Torá por Yeshua.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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