Construiu-se uma imagem de que a História, em sua escrita, é chata, pragmática e dotada de uma linguagem estritamente acadêmica! Quando nos deparamos com a leitura da História Cultural e suas diversas variáveis, percebemos que escrever História pode ser simples. Mas sempre há meia dúzia de intelectuais que querem "derrubar" essa nossa História Cultural. Então retornamos a uma questão polêmica: é mais válido milhões de textos discutindo com uma linguagem pedante outras temáticas dentro do campo historiográfico (e morrer o conhecimento da história na academia)? História do cotidiano é tão importante para minha vida quanto o formação da classe trabalhadora no Brasil, basta balancear! Acredito que através da História Cultural os hitoriador pode se aproximar das pessoas mais simples, assim como ele, pois também faz parte de uma sociedade com valores e símbolos! Pois é... discutir questões assim fazem um bem danado pra minha saúde (hehe)!

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Concordo com você, Felipe. Para mim, a históra da Revolução de 1930, por exemplo, pode ter o mesmo peso histórico que a história dos Beatles, para lembrar do seu arquivo anexado. Porque não?

A história - assim como todas as falas sobre o passado - são fundadas em muitas questões subjetivas e particulares ao indivíduo. Desta forma, não faz sentido categorizar e hierarquizar os acontecimentos históricos. Isso é muito mais uma questão de sensibilidade pessoal. Se a História produz consensos, isso é outra história.
concordo com vc, e percebo q ainda há muito preconceito entre os historiadores em relação a história cultural, muitos dizem até q agora virou moda escrever sobre história cultural.
Há muito preconceito quanto a história cultural, quando fiz minha monografia com o tema "carnaval show: 1974 a 1983", o meu orientador de projeto queria que eu mudasse o tema da pesquisa, que fizesse algo relacionado a colônia. Bati o pé continuei com a História Cultural.. O professor também falou que: "agora é moda escrever sobre História Cultural". Nela podemos explorar, valorizar nossa sociedade.
História Cultural é história. O mais interessante ainda é pensar que a sua construção se deu através das renovações em campos como a da psicologia, filosofia, antropologia, geografia... A interdisciplinaridade trouxe ao historiador novos objetos e novos métodos, que por si compravam sua relevância para o entendimento da realidade, principalmente porque mostraram que o real é muito diverso.
Concordo contigo André, onde estudo têm alguns professores/pesquisadores que trabalham na área de cultura e isto é ótimo, pois o que há de temas e personagens ainda a serem catalogados e estudados...
E quanto a interdisciplinaridade, funciona como meio de humanizar ainda mais a história, pois mesmo ela tratando de falar da presença e ação humana no mundo, as formas anteriores a história cultural se limitavam a falar de grandes acontecimentos, omitindo muitas vezes as causas que resultavam em tais eventos.
Sobre o preconceito, não acho que seja uma postura saudável, uma vez que se somos pesquisadores, devemos nos afastar destes entraves, pois eles limitam nosso campo de visão, tirando a possibilidade de novas descobertas, mesmo dentro que algo há muito explorado.
Julgo incorretos aqueles q afirmam q História Cultura é MODA. A verdade é q agora essa história está mt mais atraente aos novos historiadores por se tornar um campo cada vez mais específico, atendendo aos interesses mais diversos, e também por causa da interdiciplinalidade entre história/psicologia/antropologia...
O preconceito pode estar relacionado primeiro porque o conceito de cultura tem sua origem na Antropologia. Todavia, hoje tem-se uma crença que tudo é história, assim, ciência histórica faz uso do conceito de cultura para estudar as ações humanas, quando essas ações estão relacionadas com tudo o que ELE constroi para beneficiar a si e aos outros membros do grupo social a que pertence e até mesmo a outros grupos humanos.
Em segundo lugar, no caso da cultura brasileira que é composta pela interpenetração cultural que houve no passado constituidos pelas matrizes Lusa, afro e indígena. Das três matrizes, podemos perceber que ocontribuiram de forma igualitaria para a cultura brasileira, porém, o preconceito, a discriminação e o racismo contra os descendentes de africanos, faz com que muitos historiadores a negarem estudar essas populações, que hoje lutam por um dívida história que a Constituição brasileira de 1988 só veios reconhecer depois de 100 anos de lei áurea. Esse é um caminho possível para se iniciar uma discussão sobre o preconceito sobre a História Cultural.
Caros Historiadores

Pessoalmente, acredito que o questionamento que devemos fazer para combatermos o preconceito com relação a história cultural é o seguinte: QUAL O PAPEL QUE A HISTÓRIA OCUPA NA VIDA DE UM SER HUMANO, DE UM CIDADÃO COMUM? QUAL O PAPEL QUE A HISTóRIA OCUPA NA VIDA DE UM PAI DE FAMÍLIA QUE TRABALHO EM MÉDIA 44 HORAS SEMANAIS, DE UMA MÃE DE FAMILIA QUE TRABALHa E CUIDA DE SEU LAR? ATÉ QUE PONTO ESSAS PESSOAS ESTÃO DISPOSTAS A LER SOBRE HISTÓRIA?

É inegável que diante desta situação ( a qual é verificável na grande maioria dos lares brasileiros) cabe a história e aos historiadores procurar meios de levar o conhecimento histórico a essas pessoas por mieos cientificos, porém agradáveis.

Agradável não significa uma pesquisa histórica com maior ou menor valor. Partindo do Princípio de que TUDO É HISTÓRIA , pois assim o é, cabe a nós, profissionais da área, a escrita da história que desperte e atinja a sociedade e os sujeitos no seu cotidiano, no seu dia a dia. A história dos Beatles, por exemplo, pode não interessar a todos, assim como o marxismo, a historiografia, a historia medieval, também não interessam a todos.

Precisamos ir rumo a uma profissionalização constante da escrita da história, porém percebendo que se a escrita da história ficar restrita a academia, aos bancos escolares e aos livros técnicos, será sempre vista apenas como mais um conhecimento necessário apenas para a aprovação no exame de vestibular.

A história precisa alcançar todos os recantos da sociedade, do ser humano. É justamente por isso que muitas são as vertentes historiográficas, pois nem todos gostam da mesma coisa, e a história não é o produto de uma visão única e acabada.

Porém é inegável o alcance que a História cultural proporciona aos historiadores e a sociedade. diante do que escrevi, acredito que a História cultural apresenta-se como o meio mais eficaz, no presente momento de nossa existência, para alcançarmos as muitas mentes humanas que a cada dia produzem a sua história, muitas vezes sem mesmo ter a noção de que o estão fazendo, não por ignorância, mas por uma alienação que as faz pensar que estão lutando unicamente pela sua sobrevivência. E muitas vezes é dificil ligar uma coisa a outra.

Escrever a História é um desafio nas mais variadas vertentes historiográficas. Acredito que temos vertentes para todos os gostos. E também acredito que é inegável a atual contribuição da HISTÓRIA CULTURAL para a nossa ciência, pois por meio dela podemos atingir os mais incríveis recantos da subjetividade humana, sem perder a técnica e trazendo a luz essa ciência chamada HISTÓRIA, ainda mal compreendida pela sociedade.
Eu como simpatizante e praticante da história cultural acredito que esta vertente tem tantos campos como qualquer outra. Creio que levantar dados históricos com base em músicas ou obra artísticas por exemplo é tão valido quanto outra criação. Independente do ponto de análise a história esta em processo de construção, seja na vertente cultural ou qualquer que seja a metodologia utilizada.
eu concordo com vc felipe... infelismente muita gente acha de pouca importância estudar a historia do cinema, teatro arte mitos e etc... Sendo que nos dias de hj o que difere um povo de um outro povo é sua condiçao cultural... e nao mais economica com o advento da globalizaçao e o fim do modelo sovietico... com a queda da URSS
O preconceito provavelmente está relacionado a dificuldade encontrada em trabalhar sob a perspectiva cultural. Alguns acham que a simples escolha de um tema como carnaval ou dança já transforma a pesquisa em um trabalho de historia cultural. Entretanto o que importa é a construção do objeto e não tema, visto que o Carnaval, por exemplo, pode ser abordado através da história política ou social. A abordagem cultural demanda uma profunda construção teórica devido a densidade de um objeto cultural. Em decorrência desses elementos algumas produções tem comprometido a "legitimidade" da história cultural, e ofuscado uma importante historiografia produzida no produzida no Brasil de forma séria e comprometida com a teoria e o método .
Sim, particularmente acho os temas das História Cultural no mínino fascinantes...adorei descobrir de sua existência, rs
No´início do curso me sentia entediada de tanto marxismo e proletariado, não querendo desmerecer a importancia do estudo de tais temas. Só acredito que a abordagem da história cultural ampliou o leque de se fazer história bem como abriu espaços para inúmeros diálogos com outras áreas (como a antropologia) e temáticas afins.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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