Construiu-se uma imagem de que a História, em sua escrita, é chata, pragmática e dotada de uma linguagem estritamente acadêmica! Quando nos deparamos com a leitura da História Cultural e suas diversas variáveis, percebemos que escrever História pode ser simples. Mas sempre há meia dúzia de intelectuais que querem "derrubar" essa nossa História Cultural. Então retornamos a uma questão polêmica: é mais válido milhões de textos discutindo com uma linguagem pedante outras temáticas dentro do campo historiográfico (e morrer o conhecimento da história na academia)? História do cotidiano é tão importante para minha vida quanto o formação da classe trabalhadora no Brasil, basta balancear! Acredito que através da História Cultural os hitoriador pode se aproximar das pessoas mais simples, assim como ele, pois também faz parte de uma sociedade com valores e símbolos! Pois é... discutir questões assim fazem um bem danado pra minha saúde (hehe)!

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Respostas a este tópico

Concordo. Só faço uma ressalva Maria: a história e nem ninguém precisa de heróis para se reconhecer nela. Criar heróis também é uma forma de escrever uma história absoluta, não acha? abraço!

Com certeza Felipe.
A história cultural mostra a história que os documentos nao revelam pelos seus escritos e sim pelas suas interpretações. Basta vermos os trabalhos maravilhosos que Darnton, Thompson, Chartieur, Lin Hunt, Peter Burke e diversos autores que nos mostram a história além dos fatos, e sim as idéias, os símbolos que precede e justificam o fato. As academias trabalham muito pouco esta perspectiva...infelizmente este campo ainda nao ganhou as proporções merecidas...mas está próximo...abs.

Sabe Felipe,

Eu tenho uma postura um tanto controversa, porque entendo a História Cultural sob um outro ângulo que não necessariamente é a que os teóricos franceses se propuseram a considerá-la como um campo de pesquisa específico, ou talvez os marxistas entendam como História da Cultura Material, mas, estudar a cultura enquanto pista para provar uma teoria que engloba certa sociedade no tempo e no espaço. Não está isto muito distante do que esses pesquisadores advogam, no entanto, creio que Franz Boas tem maiores contribuições neste campo, não só pela perspicácia que deixa o estudioso mais próximo de certa verdade, como aprendemos a desconfiar de certas aparências falsas, que a própria História, seja pelas pressões da classe dominante ou pelas limitações que todos nós estamos mergulhados, acabam não refletindo toda a natureza dos seres humanos na saga sobre o planeta. Não é só a História Cultural que deve sofrer críticas, como toda produção historiográfica que continua atrelada a meia dúzia de conceituados historiadores que não tem coragem, nem argumentos suficientes para convencer uma minoria, de ditos conhecedores que refutam grandes talentos em nome de sua grande sabedoria adquirida com titulações no exterior ou mesmo nas mais conceituadas Universidades do Brasil.

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Somos tão jovens

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