Sabe-se que artistas modernos de diversas escolas e tendências souberam renovar a Arte Moderna ocidental a partir de elementos, técnicas e formas de expressão apreendidos de outros povos (orientais, africanos, oceânicos, indígenas, entre outros, sem contar as alteridades históricas, como a recuperação da influência medieval ou da arte bizantina).
No artigo abixo indicado, discuto a influência da Arte Japonesa entre os artistas modernos, uma das mais instigadoras desde fins do século XIX. "Arte Moderna e Arte Japonesa - assimilações da alteridade" foi publicado pela revista Estudos Japoneses, da USP, em 2009. O artigo procura discutir como os artistas modernos do final do século XIX e do século XX renovaram suas possibilidades de expressão artística através de uma assimilação criativa da Arte Japonesa.
O artigo foi postado no blog Café (http://ning.it/eWdAjd), e abre-se para um link relativo ao texto integral do artigo.
Na sequência abaixo, registro um dos muitos estudos japoneses de Van Gogh, no qual ele retoma diretamente produções de gravuristas japoneses:

O quadro à esquerda é a "Chuva na Ponte", de Van Gogh.
O quadro à direita é a "Tempestade na Ponte de Atake", de Hiroshike
Leiam no artigo outros exemplos como estes (http://ning.it/eWdAjd)
De todo modo, fica aqui a pergunta para discussão: "O quanto os artistas modernos devem às artes dos outros povos"?
Mais acima, registro a famosa gravura "A Onda", do artista japonês Hokusai, que chegou a inspirar diversos artistas a partir de fins do século XIX. A primeira figura é um quadro de Monet, um dos pintores impressionsitas que eram fascinados pela arte japonesa, e que deixaram que esta influenciasse seus próprios modos de expressão.
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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