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O Grupo vislumbra discutir maneiras de trabalho com os quadrinho e sua aplicação como fonte histórica, alem do uso em sala de aula.

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Comentário de César Luíz dos Santos em 29 maio 2009 às 12:56
No Brasil os quadrinistas são divididos em 2 grupos distintos:
Editorial e Fanzine.
O primeiro é o quadrinho formal, com suporte de alguma editora; quanto ao segundo, é quadrino informal, que são independentes, os fanzines. O universo dos fanzines no Brasil é vasto, infinitamente maior do que os formais; Samurai Tchê (entretenimento e função social e histórica), Verdugo (entretenimento e função social) e MangaK (entretenimento), são alguns exemplos de fanzines que tem uma qualidade acima da média, pois variam tanto no estilo dos desenhos quanto os gêneros em si. ^_^Dei uma confirida no artigo do blog de Michel Goulart (scrap abaixo), e achei interessante; espero que outras editoras começem a valorizar e dar apoio aos incontáveis quadrinista pelo Brasil. \o/
Comentário de Michel Goulart em 21 maio 2009 às 21:49
Existe um quadrinista brasileiros, André Diniz, responsável pela Editora Nona Arte, que disponibiliza quadrinhos em português e gratuitos com temática em história.

Escrevi um artigo sobre isto em meu blog - Para quem curte aprender com quadrinhos - com links para download.
Comentário de Luciano Luíz dos Santos em 20 maio 2009 às 8:19
Hum...os quadrinhostem suas funções mais diversificadas.
Entre elas está a do entretenimento.
Mas isso não significa que fica somente neste seguimento, pois é possível em uma boa história em quadrinhos, informar, formar opiniões, e dar um alicerce cultura e social.
Pois isso vai de acordo a cada leitor e leitora.
Sugiro que deem uma olhada na série SAMURAI TCHÊ:

samuraitche.blogspot.com

Pois é uma aventura ambientada no sul do Brasil em plena década de 1950. Possui o fundo Histórico sem deixar de utilizar com maestria a fantasia!
Já é um bom começo para o mercado editorial brasileiro.
Mas convenhamos, ST é uma revista independente.
Comentário de César Luíz dos Santos em 29 abril 2009 às 15:26
Acho muito interessante a diversidade de conhecimentos (pretenciosos ou não) que os quadrinhos 'podem' (sim, com aspas, porque, para apreender qualquer tipo de conhecimento é necessário responsabilidade por parte do historiador, que tem o dever de contextualizar tudo aquilo que le, analisa, seleciona, critica, etc.) proporcionar; todos os quadrinhos são passíveis de serem historiados desde de que os mecanismos necessários sejam utilizados, ou seja, a Teoria é um passo essencial para desenvolver conceito em torno do Universo dos quadrinhos.
História das Mentalidades e do Imaginário, são campos interessantes para abordar os quadrinhos, e obviamente, as áreas que envolvem sociabilidade e política também.
O negócio é mergulhar, ir a fundo, relacionar com fatos históricos os quadrinhos, e mesmo os quadrinhos que não tenham conexão histórica (me refiro ao quadrinho em si, e não ao tempo histórico que adorna o autor e/ou quadrinista que o produz - a temporalidade - ou a issenção dela - na históriam sequência), é possível "achar" neles muita coisa.

Li os tópicos acima, de Antonio e Sávio, e achei deveras interessante os conceitos aplicados ao cosmo quadrinístico, o que nos revela, que a importância exercida pelos quadrinhos tem dimensões sociais e políticas, que associamos a um determinado tempo histórico.

A imagem desta comunidade por ex., é uma das capas do mangá Gen Pés Descalços, vol. 1, (aliás, algumas discussões sobre os mangás será necessária!), que reflete os terrores da 2 Guerra Mundial, de acordo com Sidney Gusman: "Trata-se de um trabalho autobiográfico, que mostra a dura história de vida do garoto Gen (lê-se Güen), o alterego do autor[Keiji Nakazawa], desde os dias que precederam a destruição de sua cidade natal, Hiroshima, pela bomba atômica, durante a segunda guerra mundial."(1) Sob tal aspecto, onde um personagem fictício é direcionado em um campo histórico, com base em fatos (e claro, muita imaginação) que emocionam, e até mesmo chocam, pois é uma espécie de descrição crua de um evento que marcou a História Mundial. A intencionalidade dos quadrinhos, é variada, e pode ser pretenciosa ou não da parte dos autores (no caso de Gen, é uma ótima referência para quem estiver interessado em produzir um artigo sobre a 2 Guerra, sobretudo em Hiroshima, com um enfoque de quadrinhos - oriental no caso); a funcionalibilidade se um quadrinho pode ou não ser historiado, se pode ou não ser utilizado como instrumento didático, dependerá da visão imposta pelo historiador, e claro, critérios metodológicos, e uma certa liberdade (não me refiro a uma "anarquia" intelectual) também, já que os juízos de valor de um historiador (não acredito em 'imparcialidade' histórica) pesam, e muito sobre tudo aquilo que ele produzir; afinal, historiografar, é assinalar, jogar-se ao público, é ser o autor daquilo que servirá (ou não) de reflexões posteriores...


(1) http://www.universohq.com/quadrinhos/gen.cfm
Comentário de William Mathias Moreira em 29 março 2009 às 13:13
Olá amigos,
acho bastante interessante a sugestão do Fernando sobre o tópico de sugestões bibliográficas, posso contribuir, apesar de estar começando a me debruçar. Fico muito feliz em saber que muita gente entende que os quadrinhos e outros meios de comunicação podem ser tomados como documentos históricos.
Comentário de César Luíz dos Santos em 27 março 2009 às 14:07
Olá historiadores^^
geralmente os quadrinhos são taxados como uma midia infantil e direcionanda apenas ao entretenimento; tal mentalidade deve ser mudada^^, afinal as hqs são fruto de trabalho, dedicação e acima de tudo, o toque pessoal dos quadrinistas^_^, pois colocam no papel (literalmente!) suas vusões de mundo!!! Muito conhecimento pode ser assimilado das hqs!! ^_^
Comentário de Fernando em 20 março 2009 às 22:04
Legal a indicação bibliográfica do Umberto Eco, Jefferson. Eu gosto bastante de quadrinhos, mas nunca pensei em trabalhar com eles enquanto fonte. Seria legal inclusive um tópico com sugestões bibliográficas para quem tiver esse interesse. Que tal?
Comentário de Jefferson Lima em 16 março 2009 às 14:05
Uma boa ideia de como se trabalhar com os quadrinhos se encontra no Apocalipticos e Integrados do Umberto Eco, que é por sinal a biblia de quem procura trabalhar a fundo com os Quadrinhos, lá está explicado até como realizar a analise semiótica quadro a quadro! Talvez a partir disso se possa embazar um pouco sobre como utilizar realmente o Quadrinho como fonte histórica. Agora quanto a primeira pergunta, acredito que sim, o ato de ser plurimidiático (se é que existe essa palavra :S) faz a experiencia do quadrinho ou do livro ou outrem se tornar limitada, ou apenas uma dessas ferramentas, depende muito da "mão" do quadrinista que à estiver utilizando!
Comentário de Andre Bueno em 12 março 2009 às 14:27
Eu acho fascinante a possibilidade de usar os quadrinhos como fonte. no entanto, creio que existem dois problemas nisso:
1) As adaptações em quadrinhos de histórias clássicas levavam aos livros numa época em que não existiam filmes, internet ou uma tv atuante como hoje (vide a 1a experiência que a EBAL fez na década de 60 com esta proposta). Esta gama de opções pode tornar este percurso, hoje, em algo mais complexo.
2) E como interpretá-los como fonte? Ou seja, que teori aou método utilizar? Creio que este ponto ainda está para ser feito. Os quadrinhos ainda sofrem um preconceito forte para serem considerados um "trabalho sério" (claro - minha opinião é de que os que afirmam isso são escritores que sempre vendem menos que os quadrinhos, hehe), e talves....só quando começarmos a fazer trabalhos históricos tendo como fonte os quadrinhos a coisa vai andar....
:)
Comentário de Jefferson Lima em 12 março 2009 às 13:47
Respondendo a pergunta do caro amigo André:
No caso específico do Quadrinho adaptado de uma obra, ele deve ser visto primeiro como quadrinho, ele nunca se desvincula disso, mas um quadrinho específico, não desvinculando sua autenticidade como leitura, mas não se atendo a especificidade da leitura relacionada ao livro.

Quanto ao quadrinho como fonte primaria, acredito, e espero estar correto nesse ponto, que sim, você pode esmiuçar o quadrinho como fonte primaria, pois o mesmo trás objetos do meio cujo qual está inserido, ainda que demonstre uma veia "fantástica" o quadrinho com certeza estampa o pensamento contido no período que fora escrito, é só dar uma olhada nas publicações norte americanas no período da segunda guerra, onde todos os heróis (principalmente Marvel e DC) foram convocados a guerra, inclusive tendo o Capitão América (nada mais específico) sido um expoente deste período, e como não lembrar da Homem Aranha 36 onde fora enfocado o 11 de setembro (mesmo que do ponto de vista americano, mas ainda trazendo um relato propicio a ser utilizado como fonte histórica).
 

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