Qual seria a corrente historiográfica mais influente entre os historiadores brasileiros?

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Ah....... Essa é muito fácil!!!! Manda outra.... rsrsrsr(Momento Chaves mode on)
Acredito que seja qualquer uma que contenha os ensinamentos de Foucault. Mais precisamente os estudos sobre o "descentramento" do sujeito, da demonstração que não há um sentido para História, que nada é "mecãnico", que não existe determinação de uma categoria sobre outra, aqui já batendo num tipo de marxismo.
Abraços!!!

Você acha, Sanger? Conheci poucos professores que utilizassem Foucault. 

Na Escola de Comunicação, quase todos. Mas na história, poucos. Interessante...

Eu já tenho uma opinião diferente. Acredito que apesar da História Cultural ser a definição que muitos historiadores apropriam para sí, na prática o trabalho é marxista. Aí me perguntam, por quê? Exatamente porque o conceito de ideologia (justicativa de poder), a luta de classes (mais elaborado do que um tempo atrás) e o fetiche pela mercadoria ainda são objetos de análise nos micro contextos (até mesmo com Foucalt) em praticamente todos os trabalhos acadêmicos.

Também tem outro ponto: muitos se dizem "cultural" ou "marxista" sem nem mesmo conhecer a fundo tais correntes. O que domina é o "nem". Nem marxista, Nem História Cultural, Nem historicista. Quer saber minha corrente? É a mesma do meu orientador, rs... (isso é uma piada sem graça -preciso avisar)..

E por falar em Foucalt, muitos utilizam dele como "remédio" teórico. Lembro que muitos dos conceitos sobre os quais ele embasa seu trabalho são questionáveis. Lógico que revolucionários, mas um historioador deve sempre medir suas palavras com críticas e reflexão.

t+
Na historiografia brasileira o domínio do marxismo e de sua vertentes é quase hegemônico. Mesmo professores que se dizem não-marxistas de valem de autores ligados ao dito. Senão vejamos; o endeusamento de Hilário Franco Junior quando o assunto é medieval, em que pese os anacronismos berrantes e a chatice de seus livros. O mesmo pode-se dizer do neo-marxista e eternamente chato Eric Hobsbawn.
Para muitos cometo um grande pecado ao mexer com essa deidade gagá, mas depois de tanto tempo e depois de tantos livros dele lidos eu concedo-me um desabafo.
Não sou marxista acho que há um caminho alternativo para a historiografia brasileira, sempre há. Particularmente meu amor pela história cresceu exponencialmente ao perceber que apesar de seus esforços ela não é e jamias será prisioneira dos barbudinhos em suas cátedras.
Eu corroboro com o pensamento do Cleber. Ainda existem muitos historiadores que se dizem culturalistas no Brasil, mas a verdade é que não passam de marxistas. Os termos utilizados e a própria forma de abordagem é ainda muito forte. Até porque a formação intelectual dos historiadores brasileiros teve e tem ainda uma forte influência dessa corrente.

Recentemente eu ando vendo uma série de historiadores tentando usar conceitos apropriados de Foucault mas ainda está muito verde. Muita gente fala de Foucault a cada dois parágrafos sem saber o que está dizendo. Citando "micro-poderes" achando que o trabalho do autor se reduz a isso. Foucault é complicado de se ler e compreender. É necessário muita reflexão e cuidado na hora de citá-lo.
Creio q o ramo historiografico no Brasil muda de acordo com a maré; vivemos fases de positivista, marxistas, nova historia, historia cultural, adeptos de foucault e etc, nesse amaranhado de "teorias" cada historiador se concentra naquela q for a tendencia da vez. Concordo q os avanços são importantes para o desenvolvimento do ensino, todavia é no minimo curioso observamos alguns historiadores mudando de correntes historiograficas, igual politico mudando de partido. Enquanto as universidades forem "feudos", viveremos em hegemonia historiograficas q durará igual estação.

abraças a todos
Acredito ser o marxismo
Acho que a piada, dita sem graça, tem muita coerência. O contato ou orientação aqui é fruto de uma adesão ali. Isso tem sido muito presente na academia.
Sem dúvida, até a nova história cultural em suas variadíssimas correntes: pós-estruturalismo, pós-colonialismo, pós-coisas... todas brigam diretamente com o marxismo, mesmo que o limitado marxismo de Lenin e companhia. E nesse negar acabam absorvendo elementos e categorias. Além de Robsbawn e Franco Jr., temos Benjamim. Há outros por aí. E num tempo em que o resto da academia: setores da psicologia, educação... ou Universidades mesmos tem percebido o engodo da história cultural, seus limites, tem muita gente pulando do barco.
Más a questão é que ao buscarem apenas elementos e categorias isoladas do discurso total que as produziu, ou da teoria que as produziu, fazem uma verdadeira retaliação. Mas a academia, a sociologia, a historiografia não rompe com seus seres. Assumir a perspectiva revolucionária que é o próprio marxismo como teoria do movimento revolucionário, nenhum desses grupos ou ciências assumem.

Acompanhem a discussão sobre a atualidade do marxismo em http://cafehistoria.ning.com/forum/topics/karl-marx-atualidade?page...

Abraço,
É uma boa pergunta.

Acho que depende também do lugar, (ampliando um pouco essa coisa de depende do orientador). Os grupos de pesquisa que eu conheço, ou com os quais entrei em contato mantém uma certa coesão teórica em torno de determinados autores ou abordagens. Não chega a ser algo fechado, e comporta flexibilidade, mas existe isso.

Há outras variantes, é claro, como modas dos "ismos" e dos "pós".
A produção historiográfica brasileira sofreu um baque com o Estado Novo, onde os regionalismos foram proibidos e o próprio conhecimento sobre a História do Brasil, que ficou fadado à escola metódica.

Com a redemocratização, o marxismo tomou força na produção historiográfica, e quem não fosse marxista era deixado de lado por outros historiadores... Mas esse conhecimento ficou cristalizado, não avançou para outras análises sobre a história brasileira.

Vejo que isso ainda persiste nas universidades: Muitos acham que deve-se ser marxista; trabalham com o coitadismo das minorias (que na verdade, muitas vezes não existiu esse coitadismo...), além de que um preconceito extremado contra os EUA e sua política externa, deixando de lado o verdadeiro fazer do conhecimento histórico. Isso são fatores que devemos ter cuidado no meio acadêmico.

Mas não podemos deixar de lado ocrescimento da História Cultural nos Programas de pós-graduação das universidades brasileiras.

Devemos ter o bom senso e não nos deixar dominar por teorias como se fossem verdades absolutas.

Abraços a todos

a historiografia tradicional deixou de ser a positivista para dar lugar a marxista, seja ortodoxa, seja cultural!

Acredito que atualmente a maneira que mais influência a produção historiográfica no Brasil seja a Nova Historia Cultural (ou NHC como disse BURKE, 2005) que ocupa o maior número da produção historiografia no Brasil (cerca de 80% segundo PESAVENTO, 2004). Porém, as outras formas de "enxergar" a história como o marxismo e principalmente a dos Annales ainda coexistam. Do ponto de vista da Nova História Cultural, as atenção se direcionam para a pesquisa e estudos da cultura dita "popular". Entre aspas pois é difícil identificar onde acaba cultura dita  "erudita" e começa a "popular".

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