A palavra impressa ganhou uma importância muito grande na Europa da Idade Moderna e, já a partir do século XVI, chegou ao ambiente rural como instrumento utilizado pelos camponeses. As leituras passaram a constituir importante ferramenta que, inspirada em histórias que o povo contava também servia para difundi-las. No conjunto das utensilagens mentais a construção da realidade passou a contar, necessariamente, com a mediação da leitura. Nas reuniões de fim de tarde, os livros eram lidos em voz alta. Assim, a palavra impressa foi muito importante para que o povo tivesse uma opção de lazer e encontrasse opções de escapismo. Ademais, o advento da imprensa possibilitou a circulação e recirculação de repertórios culturais que povoavam o imaginário coletivo e passavam de geração a geração, até então, sempre quase exclusivamente através da transmissão oral.

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Qual a sua referencia nessa discussão? obrigada

Larissa:

Segue uma bibliografia básica:

 

BURKE, Peter. 2003. Uma História Social do Conhecimento: de Gutenberger a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.

 

CATANI, Denice Bárbara.2003. Educadores à meia luz: um estudo sobre a Revista de Ensino da Associação Beneficente do Professorado Público de São Paulo(1902- 1918). Bragança Paulista: EDUSF.

 

CHARTIER, Roger. 1998. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora Unesp.

 

DE LUCA, Leonora. 1999. “A mensageira”: uma revista de mulheres escritoras na modernização brasileira. Campinas: Instituto de Filosofia Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH – UNICAMP). (Dissertação de Mestrado).

 

GINZBURG, Carlo. 1989. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. São Paulo, Companhia das Letras.

 

HALLEWELL, Laurence. 1985. O livro no Brasil: sua história. São Paulo, T. A. Queiroz; Editora da Universidade de São Paulo.

 

HÉBRARD, Jean. As bibliotecas escolares. IN: MENEZES, Maria Cristina.2004. Educação, Memória, História: possibilidades, leituras. São Paulo: Mercado de Letras. pp.15-104.

 

LAGUNA, Shirley Puccia. 2003. Uma leitura dos livros de leitura da Escola Americana de São Paulo(1889-1933). São Paulo, PUC. (Tese de Doutorado).

 

MARTINS, Ana Luiza. 1999. “Gabinetes de leitura do Império: casas esquecidas da censura?”. In: ABREU, Márcia (Org.). Leitura, História e História da Leitura. Campinas, Mercado de Letras; Associação de Leitura do Brasil; São Paulo, FAPESP. P. 395-410.

 

MARTINS, Ana Luiza.2001. Revistas em Revista. Imprensa e práticas culturais em Tempos de República. São Paulo (1890-1922). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Fapesp: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

 

MUNAKATA, Kazumi. Produzindo livros didáticos e paradidáticos. São Paulo, 1997. Tese (Doutorado em Filosofia da História e da Educação). Universidade de São Paulo.

 

NASCIMENTO, Jorge Carvalho de. Nota prévia sobre a palavra impressa no Brasil do século XIX: a biblioteca do povo e das escolas.In: Revista Horizontes. Dossiê: temas da história cultural. volume 19. Bragança Paulista: CDAPH, Editora da Universidade São Francisco janeiro/dezembro, 2001. pp.11-28.

 

PARK, Margareth Brandini. Histórias e leituras de almanaques no Brasil. Campinas: Mercado de Letras; Associação de Leitura no Brasil; São Paulo: Fapesp, 1999.

 

TOLEDO, Maria Rita de Almeida.2001. Coleção Atualidades Pedagógicas: do projeto político ao projeto editorial (1931-1981). São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. (Tese de Doutoramento).

 

VILELA, Marize Carvalho. 2000. Discursos, Cursos e Recursos: autores da Revista Educação(1927- 1961). São Paulo. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. (Tese de doutoramento).

agradeço novamente, alguns teoricos de importancia, que devo reler

Muniz Sodré e Ana Paula Goulart também são referências importantes.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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