Particularmente, valorizo muito a contribuição de Marcel Duchamp para a Arte Moderna. Publiquei um artigo sobre esta contribuição, na revista Domínios da Imagem: "Arte e Conceito em Marcel Duchamp: uma redefinição do espaço, do objeto e do sujeito artísticos". Postado no Blog Café (http://ning.it/gxwjQo).

De todo modo, existe um número significativo de críticos, e mais ainda de consumidores de arte, que questiona a obra e a contribuição de Duchamp.
Abro aqui um espaço para esta discussão.
Para instigar a polêmica, segue abaixo uma foto da famosa obra de Marcel Duchamp, "A Fonte", objeto deslocado dos banheiros públicos para os museus e que, por isto, adquire uma nova significação:
Tags: Arte, Artista, Duchamp, Objeto
Aline, acho fundamental sua colocação "Só que Duchamp é diferente, porque ele estava inserido em um outro contexto", afinal,cada grande artista contribuiu de alguma forma com a época em que viveu, Da Vince, por exemplo, realizou importantes estudos de técnicas e de anatomia, Duchamp trabalhou nesse campo da arte conceitual, relacionou o fazer artístico com a produção mundana. Claro, que esse assunto sempre vai render discussões, principalmente hoje em dia se formos falar arte contemporânea, em que uma onda de liberdade permite, muitas vezes, esse tal oportunismo.
Gostaria de acrescentar ao debate o trabalho de Piero Manzoni, intitulado "Merde d'Artista" (Merda de Artista), no qual o artista enlatou as próprias fezes e as vendeu pelo peso do ouro. Pode-se atribuir diversos conceitos e sentidos à essa obra, contudo, há quem nunca chamaria isso de "arte". Para que chegássemos à uma conclusão satisfatória, precisaríamos primeiro ponderar o que é e o que não é arte, mas essa é uma velha questão que vai continuar dividindo opiniões por um bom tempo.
Permalink Responder até Bruno Leal em 7 março 2012 at 10:07
José, falo o mesmo que acabei de dizer em outro fórum muito parecido, mas sobre Hitler: a história não funciona desta forma. Não é dicotômica, isso ou aquilo. Estamos falando de personagens históricos extremamente complexos. Então, minha sugestão é ir além dessa pergunta: precisamos explorar tais personagens em suas idiossincrasias, sua relação com o seu tempo. abraço!
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Era uma vez na Anatólia
A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.
Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.
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