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Odimar Gomes Junior

História do Cristianismo

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História do Cristianismo

Esse grupo tem o objetivo de trocar idéias na área de história do cristianismo, desde a sua fundação até aos dias atuais.

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Texto hebreu achado em escavação tem cerca de 3 mil anos

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André Luiz da Silva Carreiro Comentário de André Luiz da Silva Carreiro em 30 novembro 2009 às 20:10
Olá! Sou o André Carreiro. Sou formado em teologia e recentemente graduei-me em história. Estou em busca de ampliar meus conhecimentos, por isso gostaria de manter um canal permanente com os amantes da disciplina. Os assuntos que tratam do fenômeno religioso me fascinam, em especial os que têm alguma ligação com o povo judeu, também gostos dos temas ligados ao cristianismo.
Espero compartilhar informações com os membros desse grupo e permitir que o meu cabedal de saberes cresça.
Um abraço a todos.

εìρήνη - Paz!

André Carreiro.
Ana Carolina Pereira Ferreira Comentário de Ana Carolina Pereira Ferreira em 23 novembro 2009 às 7:51
II Colóquio História, Memória e Literatura Bíblica,
Tema: “Discutindo as identidades judaicas e cristãs no limiar da era comum”.

O evento contará com as seguintes intervenções:
1- Prof. Dr. André Chevitarese (História -UFRJ):
A Glossolalia como identidade dos primeiros cristãos?
2- Prof. Dr. Edgard Leite (História -UERJ -UNIRIO):
Debates sobre a identidade judaica no período do segundo templo e as proposições de Paulo.
3- Prof. Dr. Isidoro Mazzarolo (Teologia - PUC):
Cultura e conhecimentos dos cristãos da primeira hora.
4- Prof. Dra. Renata Sancovsky (História - UFRRJ - USP):
Identidades culturais na antiguidade tardia: interfaces entre judaísmo rabínico e patrística clássica.

Moderador: Prof. Manuel Rolph De Viveiros Cabeceiras (História-UFF)

26 de novembro de 2009: 14 - 17.30
Inscrição R$25,00 - estudantes: R$10,00

Local: Centro de História e Cultura Judaica
Rua General Severiano, 170 6o. andar
Tels. (21) 2156-0413 e 2275-7096
e-mail: chcj@cybernet.com.br
Confere-se certificado



http://bibliamemoriahistoria.blogspot.com/
Fabio Santos da Costa Comentário de Fabio Santos da Costa em 22 outubro 2009 às 15:21
Gostaria de referências de livros, sobre o cristianismo primitivo.

Abraços a todos.
Adriana Silveira Kessler Comentário de Adriana Silveira Kessler em 18 outubro 2009 às 13:09
A história do Cristianismo vem me interessando há algum tempo, não só pelo gosto da história em si, mas pq levanto algumas hipóteses sobre o próprio Jesus, sua origem, missão. Aquilo em que fixamos nosso interesse apareceno-nos aos borbotões. Sugiro a vocês a leitura da instigante pesquisa de C.R.P.Wells, "Um extraterrestre na Galiléia", da Madras. Se alguém souber de algo nessa direção, por favor me indiquem. Prazer em estar com vocês. Adriana Kessler.
Gelson P. Santos Comentário de Gelson P. Santos em 14 outubro 2009 às 17:50
Boa noite, vou começar a trabalhar numa pesquisa que trata da Igreja Católica na Ditadura Militar, alguém teria alguma sugestão de leitura, bibliografias, agradeço.
marcos alexandre belote Comentário de marcos alexandre belote em 13 agosto 2009 às 10:06
Pode-se ver que os evangelhos detalham um Jesus apolítico não interessado no "Reino humano", pois o teor de sua mensagem está na pacificação dos homens e o amor que se deve ter entre as pessoas, lembramos que no ato de sua prisão arquiteta pela elite religiosa farisaica judaica juntamente com os romanos, Pedro sacou a espada do soldado preturião, e cortou-lhe a orelha numa tentativa de salvar Jesus da prisão, imediatamente Jesus censurou a Pedro informando que não era através da força fisica ou uma rebelião politica que as coisas iriam se resolver, delineou ali o cárater pacifista e martir de sua mensagem que se estendeu durante séculos por seus discipulos.
marcos alexandre belote Comentário de marcos alexandre belote em 9 agosto 2009 às 13:23
Gostaria de receber indicações bibliograficas sobre o Concílio de Niceia e sobre a ascensão do cristianismo sobre o império romano e informações adicionais sobre Constatino. Obrigado desde já.
Léo Antonio Perrucho Mittaraquis Comentário de Léo Antonio Perrucho Mittaraquis em 4 julho 2009 às 12:26
Sobre "O Cristianismo em sua Origem"

Cara Alinne Bittencourt,

O tema de que seu artigo trata interessa-me sobremaneira. Pois o mesmo tem sido objeto constante em meus estudos. Para que possamos estabelecer o debate, peço licença para levantar algumas questões:

a) Creio que o Cristianismo seja objeto de "grandes discussões" não só no que diz respeito à sua origem como, também, sua presença na História, levando-se em conta que o Ocidente tem sólidas bases no pensamento cristão.

b) Tenho minhas sinceras dúvidas quanto à escassez de fontes. Frequentemente tenho a impressão de estas existem até em demasia. Mas, quanto a esse ítem, prefiro saber primeiro o que você compreende por fontes para a história do Cristianismo e por que seriam poucas.

c) Penso que, no seu artigo, a passagem entre as origens da religião e sua relação com o politeísmo e o hedonismo não está bem definida.

d) Quanto a afirmação de que o "povo" ficava longe desses prazeres, é preciso ter cuido. Pelo menos o cuidado que se exige de um pesquisador. Creio que se deva refletir mais sobre esse aspecto em particular.

e) Voc~e afirma que o Cristianismo é uma religião histórica. No campo acadêmico, vale dizer, no meio científico, uma afirmação pressupõe uma negação. Agradeceria se me apontasse exemplos de religiões ahistóricas.

f) As conclusões a que você chega, quanto as modificações sofridas pela religião, em sua natureza e estrutura, levando-se em consideração o tempo em que foi professada pelo "povo" e, depois, pelo "poder instituído" merecem ser pensadas com cuidado e comentadas mais adiante.

Grato pela oportunidade,

Léo A. Mittaraquis
Alinne Bittencourt Comentário de Alinne Bittencourt em 3 junho 2009 às 10:57
Oi gente! Estou enviando o artigo que escrevi no ano passado sobre Cristianismo:

O CRISTIANISMO EM SUA ORIGEM*

Aline Gabriel Bittencourt**

RESUMO
Este artigo visa compreender as características do Cristianismo no contexto seu surgimento de forma a reconhecer sua importância para a classe mais baixa da sociedade romana, que o usava como forma de revolução contra as instituições de poder da época.

Palavras-chave: Revolução, Religião e Opressão.

O Cristianismo em sua origem é motivo de grandes discussões, pois a falta de fontes é um grande obstáculo para os historiadores. Nasce na Palestina, mas seu contexto surge entre as camadas mais pobres do Império romano, sendo adotado como forma de revolta contra a opressão imposta pelos soberanos. Começa então, uma perseguição contra os cristãos para tentar destruir essa religião que a cada dia tornava-se mais forte, mas que acaba sendo mais tarde adotada por Roma como sua religião oficial e expandindo-se pelo mundo inteiro.
O aparecimento da mais importante das religiões professada pelo mundo ocidental é um acontecimento estreitamente ligado à vida do povo romano. O Cristianismo surgiu na Palestina, uma província romana e, progressivamente, difundiu-se por todo o Império Romano. A religião oficial era politeísta e antropomórfica. Os romanos cultuavam diversas divindades herdadas dos gregos como: Júpiter, Vênus entre outros, sendo ligadas diretamente aos prazeres romanos.
O prazer não era menos legítimo que a virtude. Os grandes banquetes oferecidos mostravam a grandeza de seu anfitrião. A festa e a devoção podiam coexistir nas seitas ou nas confrarias porque o paganismo era uma religião de festas; o culto não passava de uma festa, com o qual os deuses se divertiam, pois nele encontravam o mesmo prazer que os homens. O autor Geoges Duby diz em seu livro diz que “Para os romanos a homenagem prestada aos deuses solenizava o prazer” ***, ou seja, os ritos utilizados nas festas religiosas tornavam o prazer sagrado, caso não fosse praticado poderia atrair a ira dos deuses. Isso fazia com que os prazeres romanos fossem cada vez mais algo comum entre a sociedade.
Além dos fervores e das delicias do calendário religioso, havia outros prazeres que nada tinham de sagrado e só eram encontrados nas cidades. Tais prazeres consistiam nos banhos públicos (não era uma prática de higiene, e sim um prazer complexo, como a praia entre nós) e nos espetáculos (teatro, corridas de carros no Circo, lutas de gladiadores e etc). Outro prazer encontrava-se no “amor”; a libertinagem era comum entre os romanos, como o puritanismo que se constituía também uma escravidão. Tal escravismo constitui um machismo: possuir e não ser possuído. Ser ativo era ser macho, qualquer que fosse o sexo do parceiro. A prática da pederastia constituía um pecado menor do que dar prazer a uma mulher. Essa relação também era aceita entre um homem livre e um escravo, desde que o homem livre assumisse um papel ativo em relação ao seu subordinado. No âmbito dessa prática, as pessoas se divertiam em vários espaços, como no teatro, e vangloriavam-se entre a alta sociedade. Qualquer indivíduo podia ter prazer sexual com o próprio sexo, e isso acabou se difundindo por todo Império. Nesse sentido, a paixão amorosa era temível, pois podia tornar o homem livre em escravo de uma mulher.
E onde ficava o povo? Com certeza muito longe desses prazeres, pois era uma regalia que só alta sociedade usufruía e, além disso, eram usados como objetos desses prazeres. A vida da população era miserável, enquanto banquetes eram oferecidos entre a elite romana.
Mário Curtis Giordani diz que: “A religião de Cristo, com sua mensagem de salvação, sua pregação de imortalidade e seu apelo sublime à caridade, encontrou insonância nas almas sedentas de perfeição e decepcionadas com a interrogação, que lhes deixava, no espírito, velhas tradições das religiões grego-romanas.” **** Os pobres, os oprimidos e os escravos foram, em particular, atraídos pela vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A nova fé ensinava que o valor das pessoas não dependia de seu nascimento, talento ou posição social.
As autoridades romanas sempre haviam sido tolerantes com as religiões de outros povos, mas o Cristianismo apresentava características que pareciam suspeitas e ameaçadores para o Império. Os cristãos faziam reuniões secretas, desprezavam a hierarquia social, rompiam radicalmente com a tradição religiosa romana, recusavam-se a prestar serviço militar e negavam-se a cultuar os imperadores. Isso inquietava os responsáveis pela manutenção do Estado e das tradições de Roma. Com o imperador Nero, tiveram início as perseguições. O simples fato de ser cristão era motivo de condenação. Os cristãos passaram a ser detidos, queimados vivos ou usados para proporcionar diversão nas arenas dos anfiteatros, onde eram estraçalhados por leões. Com Domiciano, foram condenados como ateus, sendo isso um grande pecado para os romanos. A firmeza com que os seguidores de Cristo enfrentavam o sofrimento dava mais força aos que permanecem fiéis, além de atrair novos adeptos.
O Cristianismo é uma religião histórica e através dela é possível entender melhor as sociedades que viveram sob sua influência na época de seu surgimento. A civilização romana teve um papel fundamental para sua difusão, sendo adotado pelas camadas mais pobres, dando voz a um povo oprimido pelas estruturas de poder. A ausência de conhecimento sobre a relevância do Cristianismo no contexto de seu surgimento possibilita refletirmos o papel que desempenhou para as camadas mais baixas da civilização romana ocidental; papel esse diferente daquele que foi desempenhado quando de seu uso pelos representantes do poder instituído a partir do declínio do Império Romano e do surgimento do feudalismo no período medieval.


Referências
● DUBY, Georges. Prazeres e Excessos. In: __________História da vida privada I: do Império Romano ao ano mil. São Paulo: Companhia das Letras. 1982. p. 181-199.

● GIORDANI, Mário Curtis. Cristianismo: Origens. In: ____________
História de Roma: Antiguidade Clássica II. 15 ed. Petrópolis: Vozes. 2002. p. 332-346.

● HITCHOCK, Susa Tyler. Cristianismo. In: __________História das Religiões: onde vive Deus e caminham os peregrinos. São Paulo: Abril. 2005. p. 262-329.
Renata Beatriz Comentário de Renata Beatriz em 15 abril 2009 às 10:34
Ola para todos, bom eu gostaria de pedir a algum de vocês material sobre o movimento do ultra-montanismo no Catolicismo,se allguém tiver algum autor para me indicar agradeço,
Renata
 

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Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

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