Sei que AINDA somos 64 membros até agora, mas acredito que no meio de nós tenha outros que se dediquem ao estudo do Brasil-Colônia. Então, talvez um bom começo seria procurar saber mais ou menos o que cada um estuda.

Estou me graduando e pesquiso em minha iniciação científica/monografia o regalismo pós-pombalino (1777-1808) na Capitania do Rio de Janeiro. Procuro buscar, dentro da lógica de centralização e burocratização do Estado português que não se extingue com a queda de Pombal, as medidas secularizadoras de submissão da Igreja ao Estado no que respeita ao Rio de Janeiro.

E aí, pessoal, o que cada um estuda?

Tags: pesquisa, pós-pombalino, regalismo

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Respostas a este tópico

Leandro, na área de História minha pesquisa não se inscreve em História do Brasil. Eu estudo o cinema neo-realista Italiano no pós 2º GM, sua relação com o moral e sentido de reconstrução dquele período histórico. Não se trata de relação comum entre história e cinema. Eu tomo sim alguns filmes desta "escola" como fontes e fenômenos históricos.

Em relação a história do Brasil o período que mais me agrada são os primeiros trinta anos da República, o conceito de modernidade e as transformações sócio-culturais do período.

Em março começo o mestrado em Memória Social na UNIRIO, voltando ao tema da Segunda Guerra Mundial.

Ou seja, já deu pra perceber que meu negócio é HIstória Contemporânea, né? hehe

abraço!
Hahahahahahahahahahahahahahahaa

Pois é. Quando li sobre cinema neo-realista italiano no pós Segunda Guerra cheguei a ficar com medo! Nós, pessoas do Antigo Regime, olhamos com certa estranheza períodos muito contemporâneos! Hehehehehehehe

Brincadeiras à parte, legal que vá fazer Mestrado na UNIRIO. Eu sou graduando de lá, em História e já tive algum contato com alguns professores do Mestrado em Memória Social. Quem vai orientar você? Já sabe?

Abração!
Sou mestrando em História Cultural na UNB e meu projeto de pesquisa está centrado na narrativa religiosa de Antonio Vieira durante o período em que o jesuíta esteve a cargo da missão do Grão Pará e Maranhão. O foco central são os conflitos em torno da escravidão indigena e as formas de representação cultural que esses conflitos assumem no interior dos sermões que Vieira proclamou nesse periodo. Trato de representações culturais ( no caso a figura do diabo) que se manifestam no contexto de relações de poder, dando ênfase para uma análise que se preocupa em mostrar a diversidade de um periodo marcado por fortes tensões ente segmentos diversos, cada qual defendendo "seu peixe" o que nos dá uma outra visão da política no Estado Absolutista.
Apesar de possuir uma formação marxista, hoje atuo dentro dos marcos da nova história cultural, onde estabeleci, de maneira inusitada, uma agradável relação com conceitos que, no meu entendimento, acaba permitindo a construção de análises mais significativas, onde os objetos assumem amplas possibilidades de estudo.
Marcelo, tenho uma orientanda de Iniciação Científica estudando assunto muito similar ao seu. Gostaria se possível de colocá-los em contato. O estudo dela também se circunscreve no período da pregação de Vieira no Maranhão e foca nas representações sobre o mal, o vil e o temor de Deus nos sermões. No caso, ela não está preocupada tanto com os conflitos em torno do cativeiro, mas com a própria eficácia das imagens produzidas por Vieira tendo em vista seu auditório particular. Se você se interessar, mande-me um e-mail que eu os coloco em contato: guilherme_a_luz@yahoo.com.br . Sou professor na UFU.

opa ..seu projeto é aliado ao meu tema monografico da Pós Graduação... Podemos trocar fontes, referencias, conhecimentos... vou tratar sobre a violencia causada aos indios no período - seculo XVI ao XVIII - Pretendo usar como parametros a Carta de Caminha, os bandeirantes, a escravização, os conflitos na Colonia e a aculturação.

Meu tema na graduação foi dar holofotes aos indios, ou seja, colocá-los como atores historicos dentro da lógica mercantilista da colonização enfatizando a presença deles inserida num projeto colonial como participante ativo da economia colonial interna (que ora era marcada pela cana exportadora).

Me adiciona para trocarmos conhecimentos.Abraços

Bom, sou companheiro de pesquisa do Leandro (ou senzala!?) e pesquiso a atuação dos ouvidores da capitania do Pará no período que vai do fim do consulado pombalino até a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro (1777-1808). Enfim, minha análise, ainda preliminar, pois acabo de começar a pesquisa, tenciona trabalhar com as imbricações entre sociedade e instituições (no caso, a ouvidoria) e as articulações políticas que se delineam a partir dos vários vetores de ação que o cargo de ouvidor possibilita.
Tenho estudado, há algum tempo, o que chamo de mecanismos retórico-poéticos de representação teológico-política na Colônia. Meu problema central no momento é entender o papel das práticas letradas na América portuguesa na configuração dos pactos políticos coloniais, de modo a tratá-las como "poéticas do poder" ou "propaganda" imperial. Nesse sentido, tenho estudado temáticas variadas, tais como: o teatro jesuítico quinhentista (tema de meu mestrado), a tópica da canibalismo na retórica jesuítica (tema de meu doutorado), as representações de "bom governo" em Panegírico Funebre a Afonso Furtado de Mendonça e em Os Feitos de Mem de Sá, a questão da produção da concórdia na poética epidítica da América portuguesa, a representação da nobreza ultramarina durante a União Ibérica em Prosopopéia de Bento Teixeira, a relação entre poesia épica e História nas narrativas sobre as guerras contra a Holanda, as representações da desordem política em escritos de Antonil e Conde de Assumar etc. No momento sou professor do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia.
Olá, meu nome é Isabele, me graduei em História pela UGF e atualmente faço mestrado em História Moderna (Poder&Sociedade), na UFF. Eu sou apaixonada por História do Brasil colonial. Minha pesquisa é sobre justiça e poder no Brasil colonial, os ouvidores-gerais e suas correições na cidade do Rio de Janeiro (1624-1700).
Um abraço a todos!
Me interesso muito pelo Brasil Colônia, mesmo porque minha pós foi em África e por conta disto teve um enfoque muito grande neste período.
bem eu nao me graduei em grandes instituiçoes mas to me esforçando pra meu mestrado ser na unirio
meu projeto de pesquisa eh sobre a representação social das amas-de-leite no sec XIX no Brasil,me interessei por um artigo de uma colega de profissao e resolvi falar um pouco da possivel origem do racismo
ta indo pra um lado social mas ainda nao sei direito o q fazer tenho muito o que pesquisar e aprender
espero encontrar cada vez mais conhecimento por aqui
Olá, Ana! Tudo bem?

Na UNIRIO tem ótimos professores que trabalham com escravidão, como a Keila Grimberg. Não sei bem qual é o recorte dela, mas sei que trabalha com escravidão. Você foi participou desta última seleção do Mestrado ou vai participar da próxima?

Caso ainda vá fazer, fique de olho porque o enfoque da UNIRIO é em História das Instituições (o que não é simplismente ficar estudando "o que foi o Conselho Ultramarino", "o que foi a Mesa da Consciência e Ordens" etc.). Se você focar muito sua pesquisa em História Social, é capaz de você ter alguns problemas quando for examinada pela banca.

Mas à parte isso, seu objeto de pesquisa parece ser bem interessante, mesmo eu sendo "um homem do Antigo Regime", como diria um professor meu.

Beijos!
Oi Ana, o colega do comentário acima tem toda razão. Para ser bem aceito seu projeto você deve focá-lo nos aspectos institucionais. A história institucional já foi muito marginalizada, relegada a um segundo plano, principalmente quando se aproxima da história administrativa. Hoje isso mudou e cada vez mais surgem trabalhos com esse enfoque.
No seu caso, talvez um opção fosse o mestrado na UFF em História Social. Existem pesquisas bem próximas ao que aparentemente você deseja estudar. As vezes as pessoas ficam preocupadas em tentar o mestrado na UFF ou UFRJ, como aluna do mestrado da UFF eu garanto a você, tendo um bom projeto e se preparando para a prova é possível passar mesmo não tendo sido graduada em uma grande instituição.
De qualquer forma, boa sorte pra você!

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