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HISTÓRIA DAS DROGAS

As provas mais antigas do conhecimento do Ópio remontam às plaquinhas de escrever dos SUMÉRIOS, que viveram na Baixa Mesopotâmia (atual Iraque) há cerca de 7.000 anos.De lá para cá,muita coisa mudou.Mas sempre este capítulo esteve ligado,a História.

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Mauro Gustavo Porto Ercole

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Iniciado por Mauro Gustavo Porto Ercole 12 Nov.

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James Emanuel de Albuquerque Comentário de James Emanuel de Albuquerque em 28 outubro 2009 às 7:17
Um louco pode comprar e tomar um litro de cachaça sem que o estado atrapalhe, enquanto isso, o mesmo estado tenta me enlouquecer por gostar de dar um tapinha num baseado.

Proteger de certos loucos, enlouquecendo a todos, me parece patético.

Com todo o respeito.
rubens zárate Comentário de rubens zárate em 8 setembro 2009 às 17:56
não creio que o uso ritualístico das (criminalmente ou farmacologicamente) chamadas drogas tenha se perdido - o que se verifica nas últimas décadas é o oposto, i. é, aquilo que terence mackenna chama de 'retorno do arcaico'.
bom lembrar também que, mesmo nas sociedades tradicionais, as drogas nunca foram de uso exclusivamente mágico-religioso, mas igualmente de uso lúdico e recreativo.
AVALIADORDEARTE Comentário de AVALIADORDEARTE em 21 julho 2009 às 0:52
Caro Flávio não acredito,e nem sou a favor da liberação da Droga,seja ela qual for.Não sou a favor da Legalização,e sim da descriminilização do uso dela.Acredito que o usuário,de uma forma geral,deva ser contemplado com políticas de saúde e de segurança específicas para cada ocorrência.Quando se fala doutrinariamente,em liberação das drogas,seria da mesma forma como se a Religião não condenar fatos como o Aborto,Eutanásia,ou o Suicídio.Na minha opinião,o deve ser feito sempre,é amenisar os efeitos colaterais e marginais ao usuários e o em torno,deles,família,comunidade,sociedade,que se derivam estigmátizantes erroneamente por estes procedimentos.Mas nunca banalizarem o fato,o ato,ou mesmo estas substâncias,pois tanto em um caso como em outros,são coisas muito sérias.
Wilson Façanha Abreu Júnior Comentário de Wilson Façanha Abreu Júnior em 17 julho 2009 às 23:11
Vale salientar que o uso patológico das drogas no mundo moderno não pode ser considerado regra, mas sim exceção, principalmente em relação ao uso de enteógenos. Se existe essa relação doentia que hoje encontramos a culpa é da propria sociedade que não soube trabalhar com essas substancias psicoativas que são usadas a milênios sejam de forma cultural, medicinal, recreativa ou religiosa.
Wilson Façanha Abreu Júnior Comentário de Wilson Façanha Abreu Júnior em 17 julho 2009 às 23:02
Caros Colegas
Sou Historiador e minha pesquisa é sobre Substancias psicoativas e religiosidade. Espero encontrar aqui algo em comum, discurssões, textos e referências sobre o assunto, um grande abraço.
Anna Hengles Comentário de Anna Hengles em 15 abril 2009 às 21:34
Interessante. De uma maneira ou de outra, as drogas ajudaram a contextualizar culturas de vários lugares do mundo e é um assunto, em muitos aspectos, bastante significante.
AVALIADORDEARTE Comentário de AVALIADORDEARTE em 26 março 2009 às 22:14
Por mais que as drogas estivessem inicialmente ligadas a um comportamento ritualístico,alguns estudiosos acreditam que ela nunca perderam,este poder.Muitos acreditam,que as drogas continuam sendo ritualizadas,e quem perdeu foram os princípios ritualizantes,que se direcionam não mais para Deus mais sim para um super Ego,mesmo que de forma nociva dentro das sociedades modernas tortuosas.
Da mesma forma que começo,as provocações sobre o assunto,entre os Sumérios,encaminho em um efeito alucinante,bem próprio ao tema,para um efeito safonadamente rápido.A chegada das drogas sintéticas,a sociedade de consumo americana da década de 60,a contra-cultura,os hippies,as sociedades alternativas,o orientalismo-seitas,a descoberta do LSD,pelo Láboratório Sandoz,em 1958,os primeiros experimentos como possível medicamento para a esquizofrenia.
Até que ponto,as drogas é um claro sinal de degradação de um povo,ou de uma época,ou é um atalho nada formal,para uma nova percepção,mesmo que alienada de uma fatia da sociedade.Não entro no mérito,dos grupos que usam marginalmente.Não entro no mérito,da criminalização da droga.
É um assunto extremamente polêmico,e atual.Por uma revisão histórica,poderemos rever,e estudar velhos conceitos abandonados,adormecidos dentro dos centros acadêmicos.Tanto no Brasil como Internacionalmente falando,pois as legislações proíbem,a substância tóxica,e seus subprodutos,em tese.Todas as legislações,ocidentais,caminham dentro desta direção.Na América Latina,alem da "Canabis- Maconha",o produtos da folha de coca,é largamente cultivado nos países principalmente andinos.E o produto,dela,a cocaina,é totalmente ilegalizado,mas alguns subprodutos peramnecem,ativos,ora para uso farmacológico,como é o caso da Tetracaína,ou a Xilocaína,e mesmo a bebida refrigerante muldialmente consumida produzida por um extrato vegetal a base da cola em mistura da folha de coca.Doutrinariamente,deveriam ser considerados com subprodutos ilegalizado,pelas Leis.Até aonde,vão os verdadeiros limites racionais,científicos e as manipulações dos interesses políticos frente ao crescimento,desta cultura nas sociedades contemporâneas...coloco lenha na fogueira....busco debatedores...quero opiniões históricas e sociais....aonde começa uma e onde termina outra?????
AVALIADORDEARTE Comentário de AVALIADORDEARTE em 22 fevereiro 2009 às 3:04
As provas mais antigas do conhecimento do Ópio remontam às plaquinhas de escrever dos sumerianos, que viveram na Baixa Mesopotâmia (Atual Iraque) há cerca de 7.000 anos.Na civilizção da Grécia Antiga, o ópio tinha um significado divino como um dos mais conhecidos símbolos mitológicos muito poderoso.O cultivo da papoula na Índia data do século XI.O Ópio era aceita como uma droga recreativa no Oriente, e comprado livremente na Inglaterra e Estados Unidos, até fins do século XIX.Por isto,que sempre esbarramos com relatos de intelectuais de grande monta,na prática do consumo do ópio,perante a Europa do século XIX.Nomes como CHARLES BAUDELAIRE,THOMAS DE QUINCEY,SIR RICHARD BURTON,entre tantos outros.O ópio só começa a ser,proibido a partir do início do século XX.
A proposta deste Grupo,não é em nenhum sentido uma forma de apologia ao uso de qualquer tipo de "droga".Eu particularmente,como Advogado,não sou a favor da Liberação da Droga por nenhum instrumento legal para as Sociedades Contemporâneas.Sou sim a favor,da discriminalização do Usuário,do Dependente Químico,do doente,que deve ter uma maior tutela efetiva do Estado,no caminho da recuperação.Mas isto é uma questão,para História do Direito,que não cabe aqui,e não pretendendo me estender aqui.O intuito,deste grupo,é o desenvolvimento do Estudo de Todas Substãncias Alucinogenas,seja pelos usos ritualístico,social,ou marginal,presente na História,de certos periodos.
Desde já me confesso um curioso,sobre o tema.Não tenho nenhuma formação em Toxicologia,Farmácia,Química e tão pouco Psiquiatria.Mas ao mesmo tempo confesso me ,um grande pesquisador sobre o tema,não só pelos registros históricos,pelas lutas de poder,pelas guerras históricas,pelo uso religioso,pela arte,e literatura derivada.Acredito sim,que o estudo desta história, revele a preocupação mutua em encontrar novas respostas,para quem sabe com sorte,ajudar no desenvolvimento de uma nova política cultural e social,mais efetiva,históricamente mais participativa de toda a sociedade ativa,para com este ponto de aflição,que tanto incomoda e subtrai,os alicerces constitucionais tradicionais em nosso tempo,que mutila de certa forma nossos conhecimentos,assim como apaga nossas vocações e tradições sociais,culturais,futuras,racionais e humanas.
 

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Cinehistória

Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

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